domingo, 12 de fevereiro de 2017

LION - UMA JORNADA PARA CASA


Dev Patel é um ator indiano que foi aos poucos ganhando a simpatia do cinema, depois do sucesso inesperado de "Quem Quer Ser Um Milionário". Porém como todo ator, ele teve seu período "sumido" das telas (pois estrelou só bombas como "O Último Mestre do Ar" e "Chappie"), e agora finalmente retornou em uma produção realmente brilhante. 

"Lion - Uma Jornada Para Casa", conta a história do garoto de cinco anos, Saroo (Sunnt Pawar), que acaba se perdendo do irmão em uma estação de trem em Calcutá. Ao passar por algumas desventuras, ele vai parar em um abrigo, onde acaba sendo adotado por um casal Australiano (Nicole Kidman e David Wenham). 25 anos depois (agora interpretado por Patel), ele acaba tendo um despertar que está na hora de ele começar a procurar sua mãe materna. 

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Tanto Pawar, quanto Patel estão ótimos no papel de Saroo (destacando que ambos tem exatos 50 minutos em tela), e nos transpõem com sucesso todos os sentimentos do garoto (medo, ciumes, tristeza e paixão). Quando ambos estão em cena com Kidman, ambos conseguem sacar da atriz bons momentos (tanto que uma sequencia em especial, creio que foi motivo da indicação (mas não vou mencionar, para não dar spoilers)). O mesmo pode se dizer de Rooney Mara ("Carol"), que aparece pouco, mas ta bem no papel de namorada do protagonista. O que todas estas atuações tem em comum mesmo, é que em algum momento, pelo menos uma delas te fará se emocionar.  

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Quanto ao roteiro de Luke Davis ("Casanova"), ele capta um pouco da essência do clássico "Império do Sol" e "Quem Quer Ser um Milionário", para construção do arco inicial. Já a direção competente de Garth Davis, nos apresenta uma fotografia solida, que procura mostrar bastante o canário pelo qual Saroo passa, e vive durante o longa. 

"Lion - Uma Jornada Para Casa", é mais um tipico filme de Oscar, pelo qual exerce bem sua narrativa e não apela muito para o lado do previsível e banal, em que alguns longas do gênero fazem.  Se vai ganhar algum prêmio da Academia? Creio eu que não. RECOMENDO!

Indicações ao Oscar: Filme, Ator Coadjuvante - Dev Patel, Atriz Coadjuvante - Nicole Kidman, Roteiro Adaptado, Trilha Sonora e Fotografia.

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sábado, 11 de fevereiro de 2017

LEGO BATMAN: O FILME

LEGO Batman: O Filme : Poster

Há exatamente três anos, estava aqui comentando com vocês o quanto havia achado "Uma Aventura Lego", uma das melhores animações que já havia assistido. Enquanto a continuação da mesma ainda não sai, seus spin-offs estão sendo lançados aos poucos. O primeiro dessa safra é "Lego Batman: O Filme" (e 21 de setembro, saíra o segundo "Lego Ninjago"), que em meio uma enorme crise no universo cinematográfico da DC, devo confessar que esta animação é mais divertida que os três longas já lançados pela mesma! 

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Como todos nós já estamos cansados de saber a história envolta do homem-morcego, o roteiro genial do grupo Seth Grahame Smith, Chris McKenna, Jared Stern, Erik Sommers e John Whittington, faz questão de brincar com todas as fases do Batman nos cinemas, desde o clássico de Adam West, até a recente versão de Ben Affleck. Seja nos diálogos, ou até mesmo por apresentarem (mesmo de forma breve), todos vilões que fazem parte do universo de Bruce Wayne. Em outras palavras, o que rola aqui, é um verdadeiro "Deadpool para menores", onde mesmo antes do logo da Warner aparecer nós já estamos rindo com a dublagem de Will Arnett (no original, onde claramente ele satiriza a versão de Christian Bale), quebrando a quarta parede. É quando nós notamos que em momento algum, esta animação se levará a sério.

O foco aqui é bem diferente dos outros filmes do Batman, e aborda mais a questão da vida pessoal dele, quando não está combatendo o crime e tentando prender o Coringa (Zack Galifianakis). Solitário e orgulhoso, aquele se vê em enormes apuros quando "adota" o jovem órfão Dick (Michael Cera), enquanto o Coringa (sim a Harley Quinn também está aqui, porém a fase "pudinzinho" continua...) tenta a todo custo realizar uma enorme plano de destruição. 

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O que não faltou nesta animação, foi o excesso de referencias e menções a diversos personagens que a própria Warner e a Lego possuem os direitos (não irei mencionar, para não estragar algumas surpresas). O roteiro soube encaixar eles muito bem, e quais mereciam um "pouco de destaque" (ainal em 100 minutos de animação, não havia espaço para todos). Os que mais acabam roubando a cena em alguns momentos, são o Superman (Channing Tatum), o próprio Robin, e o mordomo Alfred (que no penúltimo ato, chega a surpreender). E SIM, o 3D vale cada centavo! 

"Lego Batman: O Filme" é mais um claro exemplo de que a Warner Pictures está tão zicada em seu universo cinematográfico DC, que uma animação sobre um de seus personagens conseguiu não superar a qualidade até mesmo do polemico "Batman Vs Superman" (lembrando que até o momento, este desenho vem sido destacado como um dos melhores do ano, por diversos sites de critica especializada). Eles poderiam apenas fazer o que a Fox está fazendo com seu universo "X-Men": ouvir mais seu público e lhes dar o que eles querem e não o que os produtores querem. Creio que só assim para eles não só fazerem sucesso na área da animação apenas. 

Nota: 9,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

domingo, 5 de fevereiro de 2017

A LONGA CAMINHADA DE BILLY LYNN

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Ang Lee é um diretor visionário, e todos nós sabemos disso. Comandou os brilhantes "O Tigre e o Dragão" e "As Aventuras de Pi" (que lhe rendeu seu segundo Oscar, de direção), que não só tinham boas histórias, como também belas fotografias. Procurando revolucionar como Peter Jackson fez na trilogia "O Hobbit", ele decidiu filmar "A Longa Caminhada de Billy Lynn" com uma tecnologia de 120 frames por segundo (enquanto aquele usou 48). A qualidade do recurso é bem questionável, pois em questão de realismo a produção fica extremamente perfeita (parece que estamos vendo uma peça de teatro). Só que nem este recurso salva seu filme de ser um dos piores de 2016 (não sei como o Framboesa deixou isso passar!).

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Baseado no livro de baseado no livro de Ben Fountain, a história tem inicio em 2008, com o soldado Billy Lynn (o novato Joe Alwyn), acabando de voltar do Iraque, e junto com os outros soldados do seu pelotão, vão para uma homenagem durante um intervalo de uma partida de futebol. Durante o evento, Billy começa a repensar nos valores e nos rumos que sua vida tomou e tomará a partir daquele ponto. 

Existem diversos outros longas divertidos e que mostram a mesma temática (comparar isso com "Sniper Americano" chega a ser uma ofensa), só o que aqui não temos o principal que é a essência que qualquer longa tem de ter: causar interesse de seu publico, durante duas horas. O que Lee fez foi basicamente um filme, que servirá mais para exibir em lojas de eletrônicos, pra mostrar como é foda ver atores como Vin Diesel e Kristen Stewart com uma fisionomia extremamente real. Constantemente são realizado closes nas caras da maioria atores, pra mostrar "o quanto a tecnologia é ótima" (umas três vezes até vai, mas isso fica se repetindo de forma exaustiva). Quase 80% do filme se passa dentro do estadio, e o restante vai se intercalando com cenas no Iraque, ou dele com a irmã (Stewart).

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Francamente eu creio que atores como Diesel (sendo ele mesmo, basicamente) e os sumidos das telas Steve Martin (que está muito desconfortável) e Chris Tucker (bem forçado) toparam mesmo participar disto, por causa do Ang Lee. Seus personagens são basicamente sem sal, e nem um pouco interessantes a ponto de nos envolvermos nos arcos deles. Quanto a Alwyn vemos que o ator até tenta ir bem, porém com um roteiro tão banal que ele tem em mãos, fica claro que ele optou por fazer a parte dele (e em alguns momentos ele realmente está bem). 

"A Longa Caminhada de Billy Lynn" é mais um mero exemplo que não adianta ter um diretor renomado, um enorme elenco e uma fotografia de primeira, que o resultado final não ficará dos melhores. Meu Deus, como puderam ter feito uma bomba dessas!! EVITE!!

Nota: 2,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

BELEZA OCULTA

Beleza Oculta : Poster

Em menos de cinco minutos de projeção logo se denota o tamanho relaxo por parte da Warner, com relação a película: ela se passa na época de natal, e quando lançam no Brasil? No final de janeiro (enquanto no último mês, só tivemos uma fraca fita com a temática, lançada em nossos cinemas). Porém quando chegamos ao seu desfecho, vemos mais outro atrito pelo qual "Beleza Oculta" foi vitima: diversas pré indicações e uma acabou sendo considerada, no Framboesa de Ouro (que premia os piores filmes do ano), de pior elenco. Francamente deixando o gosto pessoal de lado, eu analisei cada detalhe do longa e devo concordar com só um tópico, que a única desperdiçada no elenco foi a Kate Winslet, pois ela foi posta em um arco, que tava mais pra preencher lacuna, do que fazer diferença pra trama.

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A história gira em torno do empresário Howard (Will Smith), que depois de uma tragédia pessoal, passa a viver de forma isolada de todos. Seus funcionários e amigos Whit (Edward Norton), Claire (Kate Winslet) e Simon (Michael Peña), decidem então procurar investigar a fundo o que realmente está se passando com ele. É quando eles descobrem que ele escreve cartas aleatórias para três sensações da vida que são a morte, tempo e o amor. É quando Howard começa a receber as os inesperados encontros com estas sensações, em diversos momentos destintos, o que farão refletir sobre a sua vida. 

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O diretor David Frankel ("Marley e Eu") sabe como trabalhar dramas pessoais e o amadurecimento de seus personagens perante determinadas situações delicadas. Ele já fez isso no citado, e em longas como "Um Divã Para Dois", e aqui ele trabalha o mais foco nos personagens de Smith e Norton, onde o segundo possui mais tempo em tela e serve como um interessante contra ponto (além da química boa entre os dois). Agora quando o Norton está com Wislet e Michael Peña ("Homem Formiga"), ele não possui essa mesma transposição. Porém quando este trio, se relaciona com os atores que interpretam os sentimentos (Helen Mirren, Keira Knightley e Jacob Latimore), vemos que o apenas o arco envolvendo Winslet e Latimore, além de ser o mais fraco é o mais besta dos três. Enquanto os mais divertidos ficam por conta de Mirren (que rouba a cena) com Peña e Norton com Knightley. 

Quanto em relação ao roteiro de Allan Loeb, ele conseguiu promover uma originalidade parcial no longa, só que infelizmente ele acabou colocando alguns clichês habituais do gênero (Pai que não se da com a filha, mulher querendo ter filhos e por ai vai), onde já sabemos a solução mesmo sem ter visto a produção (e que acabou estragando ela um pouco). Quanto a parte de fotografia do filme, ela enaltece cada vez mais o cenário natalino presente no cenário, e foca muito em colocar Smith sempre envolto em uma fotografia mais escura e depressiva (representando os sentimentos de seu personagem, numa forma mais aquém do que é mostrada). 

"Beleza Oculta" é um ótimo exemplar de película que aborda como se deve se lidar com a perda, mesmo que seja através de um empurrãozinho de seus verdadeiros amigos, e que quando você menos espera, descobre que tudo começa a faze sentido. RECOMENDO! 

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

JACKIE

Jackie : Poster

A academia do Oscar adora colocar dentre seus indicados, longas que remetem a personalidades politicas mundiais. Já premiaram as histórias sobre a Rainha Elisabeth ("A Rainha"), sobre seu pai Rei George ("O Discurso do Rei"), e agora colocaram dentre os indicados "Jackie", que mostra a esposa do falecido ex-Presidente John F. Kennedy, vivida pela ótima Natalie Portman, em uma entrevista para um jornal, pelo qual ela narra como foram as horas posteriores a este atentado e como sua vida mudou.

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Francamente a indicação de Portman para o Oscar deste ano e outras diversas premiações foi extremamente justa, ao meu ver. É difícil não se emocionar com ela, na sequencia onde ela conta pros filhos que o Pai delas não irá mais voltar (só por esta cena, eu já dava o Oscar pra ela). Outro que também conseguiu ter um ótimo momento em cena foi Peter Sarsgaard, no papel de Bobby Kennedy, e foi o que mais ajudou Jackie nas questões politicas. Foi bacana também ver um dos últimos papeis do recente finado John Hurt, que faz um Padre pelo qual aquela se confessa constantemente. 

Agora a película em contexto geral é bem fraca, e o diretor Pablo Larraín só a deixou mais cansativa. O tempo todo ele coloca a câmera pra cima da cara dos atores e soa que ele está tentando intima-los a tirar uma ótima atuação, ao invés de deixa-los mais a vontade. Os constantes closes em Portman nas sequencias de choro, não deixam o público mais emocionado ou intrigado com a história (pelo qual todos nós já sabemos), mas sim bastante enjoados de ver a trama. O que ajuda mesmo na narrativa, é a trilha sonora, pelo qual a sinfonia representa o abismo que a família Kennedy acabará de cair, e a fotografia que remete cores depressivas que causam o mesmo efeito citado. 

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"Jackie" acaba sendo no final das contas mais um filme politico que merecia ter sido melhor trabalhado na parte técnica, ao invés de ter sido feito da forma mediana na qual foi executado, onde somente foi segurado pelas atuações de seu elenco principal.

Nota: 5,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

MOONLIGHT: SOB A LUZ DO LUAR


Há alguns meses este longa vinha sido cotado a diversas indicações no Oscar, principalmente nas categorias de Filme e direção. Ao vencer o Globo de Ouro, como melhor longa dramático, esta previsão já se tornou certeira e ele acabou figurando dentre os oito deste ano. Só que "Moonlight: Sob a Luz do Luar" está um pouco mais acima de "Estrelas Além do Tempo", quando se trata em abordar o preconceito nos Eua. 



Aqui acompanhamos a história do tímido garoto Chiron, onde desde criança sofreu com o preconceito de ser negro, e na transição da vida de adolescente para a adulta se descobre homossexual. Aqui ele foi interpretado pelos atores Alex R. Hibbert (com nove anos), Ashton Sanders (com 16) e Trevante Rhodes (com 26). Não, não se trata de outra produção no estilo de "Boywood", mas sim uma com três "esquetes" que mostram cada faze da autodescoberta de Chiron, onde os três atores que o interpretam estão realmente ótimos. Porém que acaba roubando a cena, é Mahershala Ali (da série "Luke Cage"), onde vive o conselheiro do garoto e lhe passa segurança durante a infância, e que acaba conquistando o carinho do espectador, mesmo aparecendo pouco. Sem duvidas, que esta atuação vai lhe render o Oscar de melhor ator coadjuvante. O mesmo se pode dizer de Naomi Harris ("007 Contra Spectre"), que vive a mãe biológica, e drogada de Chiron (porém nos faz sentir ódio dela). Ela tem uns dois momentos cruciais no longa, onde pensamos seriamente se ela não vai roubar o Oscar da Viola Davis (por "Fances").

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A direção de Barry Jenkins foi extremamente competente, onde ele não apela muito na abordagem do homossexualismo do personagem a ponto de deixar o espectador muito incomodado. Ele também soube trabalhar o psicológico do seu protagonista com relação a nós, pois sentimos junto com ele toda a amargura, tristeza e medo que ele aparenta em cena. Ele apelou também pela fotografia com excessos nas cores azul e vermelho, que enaltecem mais o assunto do longa.

"Moonlight: Sob a Luz do Luar" é uma produção que foi feita pra estar mesmo no Oscar, e com toda certeza deve ser assistida por diversas pessoas que curtem o estilo de produção.

Indicações ao Oscar: Filme, Direção - Barry Jenkins, Ator Coadjuvante - Mahershala Ali, Atriz Coadjuvante - Noami Harris, Roteiro Adaptado, Fotografia, Edição e Trilha Sonora. 

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

domingo, 29 de janeiro de 2017

HORIZONTE PROFUNDO - DESASTRE NO GOLFO

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Filmes com alguma catástrofe ou desgraça já são feitos de forma exaustiva no cinema. Seja um longa do Michael Bay, ou até mesmo algum filme qualquer da Marvel. O que muitos destes longas tem em comum (além de mostrar os Eua salvando o dia no desfecho), e consequentemente acabam perdendo público conforme avançam suas produções, são a falta de "lógica e conteúdo" na trama, pois logo de cara eles já apresentam uma enxurrada de efeitos visuais e ação desenfreada. Porém esse foi o principal erro na divulgação de "Horizonte Profundo", que o vendia como mais uma mero longa neste estilo, e nada mais. Só que ao conferir a trama, vejo que não era nada disso.

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A trama foca na história verídica dos funcionários da bacia petrolífera no Golfo do México, onde em dezembro de 2010, um erro no calculo da perfuração, a mesma acabou sofrendo um enorme vazamento petróleo, que resultou no maior acidente na área no mundo até hoje. Confesso que no inicio a trama chegou a me lembrar um pouco enredo de "Mar em Fúria" (longa que o protagonista aqui, Mark Walhberg, também atuou), por causa da tensão criada em alto mar, intercalando com o drama das famílias em terra. O roteiro de Metthew Michael Carnahan ("Guerra Mundial Z") e Matthew Sand ("Ninja Assassino"), procurou dosar de forma bem clara as consequências do acidente, e a personalidade de cada individuo envolvido na questão. 

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Eles souberam colocar Mark como um ótimo e interessante protagonista (mas não foge do padrão dos seus outros longas no gênero), e tem uma breve e boa química com Kate Hudson (cujo padastro Kurt Russel, atua junto dela, pela primeira vez na carreira de ambos). John Malkovich chega a ser um dos nomes mais fortes no elenco, pois ele vive o personagem que é o verdadeiro "responsável" pelo acidente e o mais antipático de todos. Porém o arco que ele está envolto, não o torna uma presença desperdiçada (onde acho que se fosse outra direção, teria sido). 

A direção competente de Peter Berg é boa mediante os arcos apresentados, onde ele soube criar arcos bons durante a sequencia do acidente (onde os efeitos visuais não são tão dignos de Oscar, como falam). Só que ele exagerou na dose de patriotismo nos últimos arcos do longa, e naquelas frases clichês do gênero (como "se você não for, eu não vou!", "vai por mim, vamos conseguir!"), e aquela essência de original do longa se perdeu um pouco.

"Horizonte Profundo - Desastre no Golfo" é uma ótima pedida pros fãs de ação e do estilo catástrofe, onde em seu desfecho ainda vemos que ainda há salvação no gênero, que um dia já foi conhecido por ser bom.

Indicações ao Oscar: Efeitos Visuais e Edição de Som 

Nota: 7,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet