sábado, 25 de maio de 2019

ALADDIN

Will Smith, Alan Tudyk, Navid Negahban, Marwan Kenzari, Naomi Scott, and Mena Massoud in Aladdin (2019)

Assim como muitos adultos que nasceram nos anos 90, cresci vendo a animação da Disney "Aladdin". E assim como as outras adaptações de contos de sucesso daquela para os cinemas, com essa não podia ser diferente. A magia, a animação e a beleza do universo está lá como esperávamos e sim a Disney acertou mais uma vez! 

Will Smith and Mena Massoud in Aladdin (2019)

Pra quem não sabe, a história mostra o jovem Aladdin (Mena Massoud) que vive como um ladrão e sem teto em Agrabah. Após ter um encontro com a Princesa Jasmin (Naomi Scott), ele é ofertado pelo misterioso Jafar (Marwan Kenzari) para capturar uma lampada mágica, escondida em uma caverna no deserto. No local ele acaba liberando o gênio (Will Smith) que estava dentro dela e acaba vendo a chance de ser o Príncipe para Jasmin.    

Naomi Scott and Mena Massoud in Aladdin (2019)

A direção de Guy Ritchie ("Sherlock Holmes") apela para o seu estilo habitual na construção do personagem principal: mostrar sua malicia, dentro do submundo dos ladrões e da burguesia de Agrabah. Seja com o excesso da câmera acompanhando as acrobacias de Massoud, ou nos takes rápidos/slow-motion dentre cenas ação. Mas o defeito está quando ele mescla isso com os números musicais, pois além de usar o recurso CGI massivamente (que está muito bom, com um 3D que funciona), ele sempre opta por usar a "mágica do gênio", mesmo a música não necessitando disso. Logo a edição já trata de as vezes interromper os números de forma repentina, não deixando o espectador embarcar no arco criado (basicamente ele fez "números demos").

Mas em compensação, o design de produção e figurino do longa são belíssimos (não duvido que o longa figure nessas categorias do Oscar 2019), e remetem bastante a animação de 1992. Essa que foi reconhecida graças ao grandioso trabalho de Robin Williams na dublagem do Gênio (que lhe rendeu um Globo de Ouro especial por isso), e aqui temos um Will Smith assumindo seu trono e faz um excelente trabalho, pois ele claramente criou a sua versão do personagem ao invés de copiar o que já foi feito. Obviamente ele acaba roubando a cena do filme, deixando os personagens Aladdin e Jasmine de escanteio (mesmo com os atores tendo trabalhado bem). Infelizmente não posso dizer o mesmo do ator que interpreta o personagem Jafar. Ele não só é péssimo, como parece que ele apenas esta lendo as suas falas, além de sempre possuir um cacoete com os lábios sempre ao dizer uma frase de efeito.

"Aladdin" é um nostálgico e divertido filme da Disney, mostrando que o estúdio ainda tem muito mais histórias que podem sim virar um live action de qualidade. 

Imagens: IMDB.
Nota: 9,0/10,0

sexta-feira, 24 de maio de 2019

CEMITÉRIO MALDITO

Cemitério Maldito : Poster

Sem víeis de duvidas "Cemitério Maldito" é uma das mais populares histórias de Stephen King. Este é conhecido por fazer diversos livros de horror, onde a principal arma dos "serial killers" são o psicológico de suas vitimas. Mas é difícil dizer qual de seus livros foram adaptados as telonas com exito, tirando o recente "It - A Coisa" (cuja segunda parte chega em Setembro aos cinemas) e os clássicos "O Iluminado" e "Carrie a Estranha". Em meio a onda de refilmagens que cresce cada vez mais em Hollywood, "Cemitério Maldito" é mais outro longa que ganhou uma repaginada desnecessária. Mas por que me referi com esse termo? Digamos que 30 anos não é tempo suficiente para se revisar uma história cinematográfica. 

Pet Sematary (2019)

A história mostra o casal Louis (Jason Clarke) e Ranchel (Amy Seimetz), que junto a seus filhos Ellie (Jeté Laurence) e Gage (interpretados pelos gêmeos Hugo e Lucas Lavoie), em uma casa de campo, deslocada da cidade. Porém a vida deles começa a virar de cabeça pra baixo, após descobrirem que em seu lote reside um misterioso cemitério de animais. 

Jason Clarke, Amy Seimetz, Jeté Laurence, and Hugo Lavoie in Pet Sematary (2019)

Sob comando da dupla de diretores Kevin Kölsch e Dennis Widmyer, vemos que ambos sabem trabalhar os famosos scare-jumps, pois a mixagem de som dos objetos da casa e que estão sendo manuseados em cena são muito bons. Mas como estamos falando de um longa de horror em pleno século 21, onde 95% de produções do gênero não funcionam mais, um remake de "Cemitério Maldito" acertaria constamento nisso? Obviamente que NÃO! E tudo isso acaba sendo levado não como uma produção de comédia, mas como um longa dramático sobre a perda (estou falando SÉRIO).

Apesar do elenco estar operante em suas funções, o grande destaque vai para a jovem Jeté Laurence. Normalmente em filmes assim, as crianças não são desenvolvidas de forma que o espectador embarque no psicológico dela ou até mesmo se importe com ela. E a atriz faz exatamente o oposto, conseguindo roubar a cena da metade pro fim (devido a degradação da mesma). 

"Cemitério Maldito" não é o filme de horror que você estava aguardando, muito menos um ótimo exemplar de adaptação de Stephen King. Mas se seu objetivo é passar o tempo, com uma história do escritor, vale dar uma conferida.  

Nota: 7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet.

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BRIGHTBURN - FILHO DAS TREVAS

Jackson A. Dunn in Brightburn (2019)

Desde quando vi a premissa de "Brightburn - Filho das Trevas" em um vídeo no "Instagram", notei o quão ela parecia ser promissora por se tratar de um verdadeiro "Superman Reverso", e ter como envolvidos atrás das câmeras os irmãos Brian Gunn, Mark Gunn (como roteiristas) e o famoso James Gunn (o responsável por "Guardiões da Galáxia") como um dos produtores. Numa era onde o gênero de super-heróis é visto em exaustão nos cinemas, uma história dessas seria interessante de ser abordada. 

Elizabeth Banks in Brightburn (2019)

Assim como a trajetória do herói citado, o filme mostra o casal Tori (Elizabeth Banks) e Kyle (David Denman), onde após falharem em tentar conceberem um filho, são surpreendidos pela chegada de uma nave misteriosa em sua fazenda. Nela havia um bebê, e eles logo o adotam. 12 anos depois, o mesmo acaba se revelando um ser poderoso que pretende destruir tudo o que pode. 

Jackson A. Dunn in Brightburn (2019)

A direção de David Yarovesky se mostra competente ao transpor aflições nas cenas pelas quais mostram as vitimas do garoto. Seja um close num caco de vidro sendo retirado do olho, ou uma mutilação sendo vista de uma forma que causa desconforto, graças ao enorme clima gore (violência grafica), isso acaba sendo assustador de se ver. Infelizmente o longa tem como qualidade apenas esse quesito, pois o roteiro consegue se perder depois da metade do filme. Com personagens que descordam de coisas que eles mesmos haviam idealizado, sendo mostrados através de arcos habituais em longas de horror, a película opta pelo "horror fácil", ao invés de procurar inovar, como estava fazendo nos primeiro minutos. Isso faz com que todo os trabalhos dos atores seja em vão, e a única coisa que nós espectadores acabamos torcendo é para que "eles morram logo", devido a tamanha a burrice que eles vão cometendo. 

"Brightburn - Filho das Trevas" tinha tudo pra ser uma grata surpresa de horror em 2019, mas a preguiça na construção de um roteiro mais elaborado, acabou resultando em um "mais do mesmo". 

Imagens: IMDB.
Nota: 4,0/10,0

HELLBOY - 2019


Há anos os fãs do personagem Hellboy vem pedindo a produção de um terceiro filme, já que o segundo terminou com uma porta para um grandioso próximo ato. E os produtores de Hollowood ouviram? Sim, porém na onda dos rebots, decidiram "recomeçar" a franquia em outro estúdio, com outros atores, esquecer o que já foi feito e com um orçamento bastante reduzido fizeram outro enredo. Mas então, isso funcionou? Obviamente que em partes sim, mas beirando mais para o não.

David Harbour and Sasha Lane in Hellboy (2019)

O filme não é uma história de origem, mas vemos um Hellboy (David Harbour) trabalhado para a organização secreta chamada BPDP, que é voltada no combate ao sobrenatural. Mas ele se vê em um problemão, ao ter de enfrentar a bruxa Nimue (Milla Jovovich), que voltou a vida depois de milhares de anos. 

Milla Jovovich and Penelope Mitchell in Hellboy (2019)

Ao termino da projeção, comentei com um amigo a respeito de ter evitado realizar comparações com os dois exemplares antecessores, comandados pelo Oscarizado Guilhermo Del Toro. Porque eu simplesmente não iria conseguir embarcar na nova narrativa criada por Neil Marshall (de episódios da série "Game of Thrones"), se ficasse preso nesse pensamento.

Mas analisando esse novo filme, devo dizer sem receio que o roteiro escrito por Andrew Cosby, é uma bagunça total. Temos desde personagens descartáveis, até cenas sem completo sentido para a narrativa central. E como os produtores contornaram esse problema? Colocaram dezenas de músicas populares como da Alice Cooper e Mötley Crüe (principalmente nas cenas de ação), para "esconder as falhas" dos espectadores mais desatentos. Mas quais falhas são essas, além das citadas? CGI bastante amador, frases de efeito ditas pelos personagens constantemente e personagens secundários sem sentido. O único grande acerto é no excesso de violência (há sangue adoidado, mutilação e etc), pois nos quadrinhos os arcos envoltos ao Hellboy realmente são assim, e os longas antecessores ficam sendo "infantis" perto deste. 

Mas no meio de tanto caos, devo dizer que uma das coisas mais gratificantes do filme é a atuação de Harbour. Vemos que independente do péssimo material que ele tinha em mãos, o ator estava a vontade no papel, o que nos fez se interessar pelo protagonista ainda mais. O mesmo não se pode dizer da vilã vivida por Jovovich, pois além de sua atuação estar péssima, ela é extremamente genérica. Agora os personagens dos atores Ian McShane, Daniel Dae Kim e Sasha Lane conseguem ter sua importância, mas não são explorados devidamente. 

O novo "Hellboy" não é melhor do que os dois antecessores, muito menos uma grata surpresa que tivemos nesse ano. Mas entra pra lista dos rebots mais desnecessários da história. 

Nota: 4,0/10,0
Imagens: "Adoro Cinema" e "IMDB".

domingo, 19 de maio de 2019

JOHN WICK 3: PARABELLUM

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É inegável citar que o personagem John Wick é um dos melhores criados pelo cinema nos últimos anos. Por causa de um cachorro, um carro e uma foto, ele foi capaz de destruir um exército inteiro sozinho. Mas divergindo de personagens como Rambo e Chuck Norris, Wick apanha, se quebra, fica sem munição e sangra MUITO em seus confrontos, ou seja, ele é "humano". Interpretado por Keanu Reeves, os dois longas antecessores não só renderam milhões em bilheteria, como os elogios do público e crítica conseguem ser cada vez mais superados. O mesmo pode-se dizer de "John Wick 3: Parabellum". 

Keanu Reeves and Halle Berry in John Wick: Chapter 3 - Parabellum (2019)

O filme começa exatamente quando o seu antecessor parou, onde após cometer um assassinato no Hotel Continental (algo que é proibido por seus administradores), ele é colocado numa espécie de "lista negra" dos assassinos, onde sua morte renderá 14 mil dólares, para quem a fizer. Sendo assim acompanhamos Wick na luta por sua vida, custe o que custar. 


Mais uma vez comandando por Chad Stahelski, o longa procura inovar não só nas cenas de morte, mas também nas de ação e luta. Para nossa alegria, nenhuma delas se repete neste filme, muito menos é tirada dos antecessores (como muitas sequencias vem fazendo). Tudo aqui é desenvolvido de forma nova, inovadora, não pecando para manias das cenas "ensaiadas" (como ocorrem em filmes do Jackie Chan e James Bond). Consequentemente nós espectadores somos contemplados com sequencias interruptas de ação (os 20 primeiros minutos são realmente incríveis). 

Reeves novamente se entrega muito bem no personagem e vemos que ele nasceu pro gênero. O mesmo podemos dizer de Halle Berry, que após anos fora de longas de ação de qualidade, volta em um papel que honra seu legado no cinema. As cenas de luta com o personagem do Mark Dacascos também são ótimas, e ele demonstra aos poucos não ser um simples "vilão". Já os nomes que retornam dos outros longas, que são de Ian McShane, Lance Reddick e Laurence Fishburne aparecem pouco, mas cada um tem seu momento de importância pra história. 

"John Wick 3: Parabellum" consegue se superar no quesito de qualidade em relação aos antecessores, e mostra que se a franquia continuar nesse naipe, ainda terá muitos longas pela frente. RECOMENDO! 

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet. 

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quinta-feira, 16 de maio de 2019

O MECANISMO - 2º TEMPORADA

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Depois de uma polêmica primeira temporada, a série da Netflix "O Mecanismo" chega de forma mais apagada, mas ainda cercada das polêmicas envolvendo discursos do diretor e criador desta José Padilha, além de deixar claro que esta temporada provavelmente será a última. 

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Dividida em oito episódios com cerca de 50 minutos cada, vemos o quão desgastada está a fórmula optada por Padilha, em comparação com a temporada anterior. Enquanto esta focava nos protagonistas policiais vividos por Selton Mello e Caroline Abras, aquela agora foca em empresários como Ricardo Bretch (Emílio Orciollo Netto) e no doleiro Roberto Ibrahim (Enrique Diaz). Devido ao excesso de "críticas populares" em cima de nomes conhecidos como Dilma, Lula e Aecio Neves, ele optou por agora centralizar a série envolta a arcos com maiores pitadas ficcionais, dentro de fatos verídicos. Desde os primeiro minutos do episódio piloto da temporada, ele também deixa claro que a série não possui um posicionamento politico, mas sim uma ideia sobre todo o contexto retratado. 

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Não estou aqui para comentar isso, muito menos o que pensam os envolvidos no seriado. Estou apenas retratando a cinematografia da mesma. E devo confessar, que desta fez ele errou e muito a mão no contexto "realidade". Enquanto a proposta principal se deu em "basear em fatos reais", onde havia uma enorme quantidade de humanidade nos atos dos personagens, agora temos um "arco Hollywoodiano" envolvendo o personagem Ibrahim. Por dois episódios a série extrapola em clichês do gênero de investigação, frases de efeito e uma narrativa onde parece que estamos vendo uma "outra série". Sim, a "Operação Lava Jato" é gigante, e existem várias histórias para se explorarem, pelo qual facilmente esse arco poderia ser substituído. 

Pra quem acompanha os noticiários e o comportamento de determinados políticos, vemos inúmeros easter-eggs que vão desde a paixão de Lula pelo Corinthians, o Aécio cheirando pó no banheiro, até o discurso do Presidente Jair Bolsonaro, no impeachment da Presidenta Dilma. Quando eles ocorrem acabam sendo interpretados de forma sarcástica, aos quais quem curte humor negro, provavelmente será um deleite.

Em seu provável encerramento, vemos que "O Mecanismo" consegue ser uma boa série de investigação politica. Mas que infelizmente demonstrou ter perdido o gás que ela possuía em sua temporada antecessora. Como espectador apenas digo que a Netflix fez uma ótima escolha em cancelar a série o mais rápido possível. 

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet. 

segunda-feira, 13 de maio de 2019

POKÉMON: DETETIVE PIKACHU

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Qualquer adulto que cresceu nos anos 90 (como esse que vos fala), assistia ao desenho "Pokemon" ou jogava seus diversos games no console portátil "Game Boy". Com a febre dos bichinhos voltando com o game para celular "Pokemon Go!", era óbvio que Hollywood viu uma excelente oportunidade de encaminhar a franquia para os cinemas, em forma de live action. 


"Pokémon: Detetive Pikachu" não é inspirado na animação em si, mas sim nos jogos citados. A história mostra o jovem Tim (Justice Smith), que após o sumiço repentino de seu Pai, ele decide ir até sua cidade para tentar entender o que causou o fato. Lá ele conhece o antigo parceiro deste, o Pokémon Pikachu (Ryan Reynolds), que se torna o seu "mascote" nessa investigação.



Em menos de cinco minutos de cena, o diretor Rob Letterman ("Goosebumps - Monstros e Arrepios") cria um arco que remete e bastante ao jogo clássico. Neste momento temos Tim com seu amigo, em uma situação bastante familiar quando nós, jogadores, tínhamos de caçar um Pokemon com uma Pokebola. De cara já vemos que será um longa feito e voltado para os fãs, e não para os pseudointelectuais do cinema. A todo momento também vemos diversos Pokemons no cenário, seja em pequenas ou grandes participações, onde a principal diversão da narrativa acaba sendo "procura-los" durante todo o filme (como a maioria das cópias lançadas são dubladas (e como acabei conferindo a mesma, digo que ela está até boa), a tarefa fica mais tranquila). Claro não se da pra explorar todo o universo em 95 minutos de projeção, e sabemos que possivelmente veremos uma nova franquia a caminho.

As atuações não são os focos aqui, pois quem vai ver esse filme vai atrás APENAS de ver "Pokemons" (e isso é executado com perfeição, seja na narrativa ou nos efeitos visuais). Mesmo assim vemos que apesar de Smith estar bem no papel, assim como Bill Nighy, os outros atores como Kathryn Newton e Ken Watanabe estão bastante deslocados, e não hesito em dizer que ambos poderiam facilmente serem excluídos do longa, que não fariam diferença alguma. Mas ainda sim a dublagem nacional do Pikachu opta por realizar algumas piadas de duplo sentido, onde a risada acaba sendo garantida APENAS aos mais velhos (mas relaxem, que não é nada obsceno) . 

Mesmo tendo sido vendido como um longa infantil, "Pokémon: Detetive Pikachu" é um filme voltado para FÃS e aqueles que ainda não conhecem o universo dos Pokemóns além do jogo do celular, e querem começar de alguma maneira. 

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet. 

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segunda-feira, 6 de maio de 2019

EXTREMELY WICKED, SCHOCKINGLY EVIL AND VILE

John Malkovich, Haley Joel Osment, Joe Berlinger, Zac Efron, Jim Parsons, Angela Sarafyan, Kaya Scodelario, and Lily Collins in Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile (2019)

Dentre todos os lançamentos que estavam previstos neste ano, "Extremely Wicked, Schockingly Evil and Vile" sem duvidas foi um dos mais esperados dos fãs de "High School Musical" e do cinema indie. O motivo: temos o astro Zac Efron em seu primeiro papel de antagonista, que no caso é do serial killer, Ted Bundy. Pra quem não o conhece, no final dos anos 70 ele foi um dos mais letais assassinos dos Eua, tendo matado a sangue frio mais de 30 mulheres. 


Baseado no livro de Elizabeth Kendall, o longa tem uma abordagem mais voltada ao estilo tribunal, pois ela procura relatar APENAS a vida de Bundy quando ele estava sendo julgado pela corte dos Eua, e suas diversas fugas da cadeia. Sempre alegando inocência, a mídia o tratava como um "Rocksar", indo na sua cela lhe entrevistar e o dramatizando das formas mais icônicas o possível, fazendo assim o caso dividir opinião nos Eua. Tudo isso acaba sendo mostrado dentre dois pontos de vista, que são do próprio Bundy e de sua namorada Liz Kendall (Lily Collins).

Não hesito em dizer que essa narrativa funciona, fazendo nós espectadores procurarmos saber mais sobre a história de Bundy. Isso a direção de Joe Berlinger faz muito bem, pois ela consegue intercalar momentos onde ele está brincando com a filha de Kendall, e com a própria, e ao mesmo tempo vemos um noticiário alertando sobre seus crimes extremamente cruéis com mulheres. Apesar dele ser bastante assustador em suas palavras, o roteiro de Michael Werwie não consegue deixar Efron realmente com aquele arco para "termos medo dele" logo de cara, deixando isso para os últimos 10 minutos (que graças a atuação deste e Collins, ta incrível). 

Zac Efron, Kaya Scodelario, and Harrison Sheckler in Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile (2019)

O restante do elenco de apoio possui diversos nomes da cultura Pop, como Jim Parsons (o eterno Sheldon Cooper), John Malkovich, Kaya Scodelario (A Tereza de "Maze Runner") e  Haley Joel Osment (o garoto que "via gente morta" em "O Sexto Sentido"). Não digo que todos tem seus momentos, mas alguns poderiam ter sido meramente retirados do contexto (como é o caso de Osment), já outros poderiam ter sido melhor aproveitados (como Scodelario). 

"Extremely Wicked, Schockingly Evil and Vile" foi uma grata surpresa que o cinema independente nos entregou este ano, onde mesmo adaptando uma história que retomou as mídias por conta de um documentário da Netflix, "Conversando Com Um Seria Killer: Ted Bundy", consegue chamar a atenção daqueles que procuram um divertido filme de tribunal e nada mais. 

Nota: 7,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet. 

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quinta-feira, 2 de maio de 2019

DE PERNAS PRO AR 3

De Pernas pro Ar 3 (2019)

"A terceira vez sempre é a melhor". Não consegui comprar este slogan que há no poster, pois grande maioria dos longas acabam falhando quando chegam em sua terceira parte. Seja porque a premissa já chegou ao seu desgaste máximo, ou a criatividade dos envolvidos não está sendo das melhores. E o mesmo argumento se aplica a este "De Pernas Pro Ar 3", que desde quando o primeiro foi lançado (em 2010) o estilo de humor sofreu e muito com o politicamente correto. E infelizmente devo dizer que a franquia da "Sex Shop de Ingrid Guimarães" acabou sendo afetada por isso.

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Aqui ela volta ao papel da Alice, que ainda não conseguiu conciliar a vida de empresária com a familiar (sim, eles ainda teclam nisso). Quando ela decide mudar e dar mais atenção a seu marido (Bruno Garcia) e filhos (Duda Batista e Eduardo Melo). Mas com a inesperada aparição de Leona (Samya Pascotto), com novas tecnologias que batem de frente com sua empresa, ela decide voltar a ativa. 

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Agora comandando por Julia Rezende ("Meu Passado Me Condena") não exito em falar que ela apelou mais para uma reprise das mesmas piadas (que também é desvaneio do roteiro, que tem mão da própria Guimarães dentre o time de 4 roteiristas), do que realizar novas. Seja o fato do filho ter uma namorada nova toda hora, a empregada fofoqueira e as confusões por causa das distrações de Alice, acabam sendo repetidas em exaustão, chegando o público trocar os risos por bocejos.

As piadas com os brinquedos sexuais (que foram o ponto alto dessa série), acabam sendo trocadas por momentos sobre "empreendedorismo feminino", tentando tirar algo mais sério, dentro de algo que realmente não cativa o público (o arco ficaria bom, se o longa fizesse piadas originais e diversificadas com a questão, ao invés de apelar para os arcos "mais sérios"). O desespero é tanto que me peguei sentindo falta da personagem da Maria Paula (que aparece em uma ponta aqui, mas bastante fraca), pois ela fazia um hilário contra ponto com Guimarães e foi o grande chamariz do primeiro longa. 

"De Pernas Pro Ar 3" é mais uma sequencia completamente fraca e desnecessária, onde em tempos onde o brasileiro precisa dar risadas, a história de Alice não consegue transpor isso como antes. 

Nota: 2,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet. 

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quarta-feira, 1 de maio de 2019

SUPERAÇÃO: O MILAGRE DA FÉ

Superação - O Milagre da Fé : Poster

No cinema gospel, as produções normalmente são realizados com a técnica do "Feel Good Movie" ("Filme Para Se Sentir Bem", em tradução literal), que constam com as formulas mais "supérfluas" o possível. Desde a trilha sonora com músicas pop conhecidas (que normalmente tem nada haver com a trama), diálogos carregados com frases de efeito e um enredo onde já sabemos o que vai acontecer. Tudo isso com o proposito de apenas passar uma mensagem positiva, e fazer o espectador se entreter facilmente naquele universo mostrado. Muitos críticos e aficionados por cinema não gostam de longas assim, por considerarem "ultrajante" a inteligencia do público. Na minha singela opinião, como o publico alvo deste tipo de produção, usa o cinema como "fórmula de escape" em alguns notórios raros momentos da vida (traduzindo, assiste filmes "de vez em nunca"), é até plausível a sua existência. O que é o caso deste "Superação: O Milagre da Fé", que tem feito muito sucesso nos cinemas nacionais. 

Josh Lucas, Chrissy Metz, and Marcel Ruiz in Breakthrough (2019)

O longa é baseado na história real do jovem John Smith (Marcel Ruiz), que se afogou em um rio com temperatura abaixo de 10 graus, por 15 minutos e foi declarado como morto, mas que inesperadamente acabou voltando a vida. Aqui nós acompanhamos toda sua trajetória dentro do hospital, onde sua mãe (Chrissy Metz) e o Pastor Jason (Topher Grace) não conseguiam desgrudar um segundo de seu leito, assim como toda mobilização que causou em sua cidade. 

Josh Lucas, Chrissy Metz, Lisa Durupt, Logan Creran, Marcel Ruiz, and Annelise Pollmann in Breakthrough (2019)

A direção de Roxann Dawson começa exatamente da forma que eu mencionei no primeiro paragrafo, fazendo o longa soar como mais uma produção bastante "genérica". Porém a partir do arco que mostra o afogamento de John, o mesmo começa a se levar mais a sério. Musicas Pop são trocadas por melodias orquestradas, atuações que pareciam pífias, passam a possuírem uma carga dramática maior. Sendo que o destaque fica obviamente para Metz (que vem da excelente série "This Is Us"), que em poucos minutos nos faz criar empatia com sua personagem, fazendo constantemente nos emocionarmos com sua história (sim, é fácil lacrimejar mais de uma vez). Em meio a tanto drama, o alivio cômico acaba sendo executado as vezes na hora certa, as vezes na hora errada, pelo personagem de Grace. Mas vemos que ele possui um arco um tanto que interessante, pois ele fez a verdadeira transposição do que é a intolerância do ser humano, na questão religiosa, dentro deste contexto.

"Superação: O Milagre da Fé" consegue ser uma grata surpresa, nessa época onde todo mundo só pensa em ir aos cinemas para ver "Shazam!" ou "Vingadores". Confesso que esperava encontrar com um "mais do mesmo", mas sai com a alma lavada e tranquilo por saber que eu estava errado. RECOMENDO!

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet. 

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