quinta-feira, 16 de julho de 2015

BELAS E PERSEGUIDAS


Reese Witherspoon é um dos grandes nomes de Hollywood hoje em dia, não podemos negar. Ela já tem um Oscar, uma recente indicação neste com "Livre" e agora abriu uma produtora que já realizou este, o ótimo "Garota Exemplar" e agora esta comédia bem sessão da tarde, "Belas e Armadas". A premissa é bem batida mesmo, pois ela vive a policial extremamente linguaruda chamada Cooper, que vive sendo trolada pelos colegas do seu departamento por causa de uma "cagada" que ela fez no passado. No inicio vemos que ela se tornou policial, devido ao seu Pai leva-la sempre aos turnos dele. Então depois de um descuido em seu turno, ela virou motivo de chacota no seu departamento de Policia. Onde logo mais a escalão para cobrir a mulher de um perigoso contrabandista, Daniella (Sofia Vergara, de "Amante a Domicilio"), que por conta de um testemunho acaba entrando no programa de proteção a testemunhas. Só que ao busca-la, sua casa é alvo de uma enorme chacina, onde sobra somente Cooper e Daniella. Mas graças há alguns esperados acontecimentos no caminho para a delegacia (onde todo mundo que já viu esse tipo de filme, já saca logo de cara), elas decidem pegar a estrada por conta própria, para então Daniella ficar a salvo e conseguir depor sem nenhum problema.



Confesso que eu me diverti muito mais nos primeiros minutos, onde vemos a personagem de Witherspoon literalmente crescendo na traseira da viatura de seu Pai. Se o enredo desta comédia fosse basicamente focado naquele assunto, com toda certeza, seria bem mais divertido. Aqui nós vemos que o roteiro da dupla David Feeney e John Quaintance (que são responsáveis pelos roteiros de séries como "New Girl" e "2 Broke Girls"), praticamente usa e abusa de tiradas das tipicas "Sessões da Tarde". Piadas sobre a estatura Witherspoon e do jeito extrovertido de Vergara, são repetidas há exaustão (sinal de que a criatividade havia acabado bem no meio do processo de roteirização), assim como o fato de que eles criaram um arco no final que poderia transformar a comédia até que "diferente", mas jogam a chance fora para entrar no "estilo clichê" (pelo amor, quantas comédias com traficantes latinos como vilão vão existir ainda!). Nem o nome da diretora Anne Fletcher (que dirigiu o ótimo "A Proposta"), conseguiu alavancar algo que desse pra aproveitar de verdade neste "projeto de comédia", onde nem os erros de gravação do final conseguem animar o público ao terminar de assisti-lo e os fazem ir embora da sala mais rápido ainda!


Sem duvidas "Belas e Perseguidas" já conseguiu ser uma das piores produções do ano (junto com "Sob o Mesmo Céu"), onde as próprias expressões dos atores envolvidos demonstram a tamanha vergonha que sentiram ao estar atuando nessa BOMBA!

Nota: 2,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sexta-feira, 3 de julho de 2015

DIVERTIDA MENTE


Os estúdios Pixar jamais precisaram comprovar seu selo de qualidade em suas produções. Desde 1995, com o seu primeiro filme "Toy Story", ela provou que suas histórias em animações computadorizadas conseguem emocionar crianças e adultos. Tanto que eles são o único estudio de animação a conquistarem duas indicações consecutivas ao Oscar de melhor filme ("Up - Altas Aventuras" e "Toy Story 3"). Agora eles tiveram a brilhante ideia de criar uma história, onde literalmente abordam as emoções do ser humano. Só que do ponto de vista da menina Riley. Então vemos em sua mente, diversos personagens que literalmente comandam sua Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Vaidade. Tudo ia as mil maravilhas, até o dia em que ela descobre que vai se mudar de cidade. A vida nela não só vira de ponta cabeça, como todas suas emoções ficam extremamente confusas em relação ao que fazer a respeito disso. É então que Alegria tenta usar suas ideias para tentar resgatar este sentimento que sempre houve na menina. Só que sem querer, Tristeza acaba atrapalhando um pouco as coisas e ambas acabam saindo da sala de controle, e são jogadas para o meio do labirinto das antigas memórias de Riley. Enquanto isso, esta começa aos poucos a perder seus sentimentos e se tornar cada vez mais uma menina triste.


Pete Docter (que já comandou "Up" para o estúdio), consegue captar aqui com seu trabalho, as verdadeiras sensações que os sentimentos possuem e as joga para o espectado as sentir. Quando o foco é a Alegria, nos sentimos alegres, quando o foco é na Tristeza, nos sentimos tristes e assim sucessivamente. Mas o que me surpreendeu foi o fator originalidade que eles utilizaram, apesar de se tratar de uma produção Disney (onde nós já sabemos o final mesmo antes de assisti-lo). Além do fato de ela fazer o espectador sentir e refletir sobre algumas situações da vida, onde tivemos que lidar mais com os sentimentos do que a moral.


Nesta abordagem, os coadjuvantes retratados por vaidade, raiva e medo, digamos que quem "rouba a cena" é a raiva, não só por ela estar presente excessivamente na mente do Pai de Riley, como ele também tem os momentos mais "divertidos" e "inesperados" da produção. Quanto a Mãe tem mais um foco para os sentimentos mais "tranquilos" no meio dos outros dois personagens. "Divertida Mente" é mais um brilhante exemplar da Disney/Pixar que com toda certeza levará o Oscar de animação no próximo ano, além de talvez ser a terceira do estúdio a figurar entre os indicados a melhor filme. RECOMENDO!

NOTA:10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet


quinta-feira, 2 de julho de 2015

ENQUANTO SOMOS JOVENS


Ben Stiller vive aqui o falido cineasta Josh, que não consegue acertar em seu documentário em hipótese alguma, e  para conseguir uma grana extra da aulas em uma faculdade sobre como montar o seu próprio. Ele é casado com Cornelia (Naomi Watts, de "Birdman"), e ambos enfrentam a famosa "crise dos 40 anos", pois eles não tem filhos e vivem exatamente a mesma rotina diariamente. Só que um dia, ao finalizar uma de suas aulas, ele conhece o jovem casal Jamie (Adam Driver, do novo "Star Wars") e Darby (Amanda Seyfried, de "Ted 2"), que são exatamente o oposto dele e de Cornelia. Tendo em vista que a jovem companhia poderá mudar para melhor suas vidas, o casal decide acompanhar-los em saídas para os mais loucos lugares, que vão de uma aula de hip hop até mesmo reuniões para usarem drogas. Ao mesmo tempo em que Josh ajuda Jamie a finalizar seu novo documentário.


O diretor e roteirista Noah Baumbach ("Frances Há"), utiliza diversos momentos da produção pra criticar as novas manias e comportamentos da sociedade atual em prol dos avanços tecnológicos. Em alguns momentos da película vemos todos os personagens em cena com um celular na mão jogando algum assunto fora, ou até mesmo menções de alguns personagens de como o Facebook "suga a mente" de quem é viciado nele. E claro, demonstra que tudo isso ajuda a acelerar o processo de uma "vida parada" para o casal protagonista, que se mostram viciados nos mencionados (o que pode-se muito bem aplicar para a realidade).


O carisma do casal protagonista vivido por Stiller e Watts se torna o ponto forte do filme, pois ambos combinam bastante e como ela já possui uma certa qualidade em suas atuações (duas indicações ao Oscar, por distintos estilos de atuação), ela consegue até ser engraçada em certos momentos aqui (apesar da produção ser mais uma verdadeira comédia dramática). Driver e Seyfried também possuem um carisma legal, apesar o papel desta não exigir muito no inicio e ganhar uma breve importância apenas no ato final. Mas uma coisa que achei super bacana na produção foi a indireta homenagem ao veterano das "Sessões da Tarde", Charles Grodin (Beethoven - O Magnífico). Aqui ele vive o sogro de Stiller, que é um famoso documentarista que hoje está aposentado e tenta ajudar o genro na produção de seu documentário. 

"Enquanto Somos Jovens" é uma interessante produção que mostra os verdadeiros problemas dos casais atuais diante de um "casamento parado". Uma pena que essa produção tenha passado em branco pelos cinemas, mas talvez na televisão a cabo acabe sendo vista pelo simples fato da presença de Ben Stiller no elenco. RECOMENDO!

Nota: 9,0/10,0 
Imagens: Reprodução da Internet

domingo, 28 de junho de 2015

JURASSIC WORLD: O MUNDO DOS DINOSSAUROS


Em 1993, foi lançado criado o estilo "Blockbuster" ("Arrasa Quarteirão", em tradução literal), que são filmes produzidos com o objetivo de apenas entreter o publico com cenas de ação e uma trama rasteira, um elenco de nomes conhecidos como protagonistas, e com um certeiro retorno financeiro aos estúdios. O pioneiro desta manada foi "Jurassic Park - Parque dos Dinossauros", que foi realizado por ninguém menos que Steven Spielberg. A produção foi a primeira render mais de 1 bilhão de dólares mundialmente para a Universal. Obviamente viriam depois outras sequencias, que não conseguiram obtiver o mesmo sucesso da primeira. Então a franquia ficou na geladeira. Até ano passado, quando algum louco da Universal botou fé em uma nova parte para a franquia. "Jurassic World - Mundo dos Dinossauros", não só pretende bater o primeiro filme da franquia, como já se tornou o mais lucrativo filme da história dos finais de semana, pois rendeu mais de U$208 milhões de dólares! (batendo U$200 milhões de "Os Vingadores", em 2012). 


A história tem como ponto de partida, a realização do sonho do Dr. John Hammond, que há 22 anos atrás procurou de todas as maneiras abrir um parque com Dinossauros, de maior segurança possivel. Logo de cara somos apresentados aos jovens Gray (Ty Simpkins,de "Homem de Ferro 3") e Zach (Nick Robinson), que são mandados pela mãe (Judy Greer, de "Homens, Mulheres e Filhos"), para ficar com a sua irmã Claire (Bryce Dallas Howard, de "Homem-Aranha 3"), que é supervisionadora chefe da segurança do "Jurassic World", e nunca passou um tempo com os dois. Só que ela taca o foda-se pros dois e deixa eles com uma babá inglesa (Katie McGrath), que não fede, nem cheira. Ao mesmo tempo somos apresentados ao domador de Dinossauros, Owen (Chris Pratt, de "Guardiões da Galaxia") que se mostra o mais fodão de todo o filme (o que é verdade), pois ele é o único que tem moral com os Velocirépteis. Até que os cientistas do parque e a própria Claire, tem a brilhante ideia de criar um mega dinossauro geneticamente (agora os dinossauros foram criados dessa forma, permitindo que haja qualquer espécie dos mesmos no parque, incluindo aquáticos), mas trancado em cativeiro. Só que eles decidem chamar Owen pra avaliar se as condições pro mesmo estão boas. Mas eles acabam deixando o mesmo escapar, e aos poucos outros vão escapando também e o resto todos nós já sabemos o que vai ocorrer. Então Claire se vê obrigada a se juntar com Owen para capturarem o Dinossauro e salvar os sobrinhos desta, que estão perdidos pelo parque.


Pratt já havia mostrado que possui um ótimo carisma como ator na produção sitada, e aqui ele demonstra que tem o verdadeiro potencial para ser um dos maiores nomes do cinema. Seu personagem consegue ser divertido e interessante de um modo tão legal, que torcemos pra que seu personagem volte no próximo filme. Sua química com a Howard é boa, mas a atriz infelizmente ta se prendendo no rótulo de "ruiva malvada" e repete seu estilo aqui mais uma vez. Mas ela surpreendeu todos que já viram o filme, pelo simples fato de ela correr e fazer todas as suas cenas de ação, com SALTO ALTO! Já Vincent D'Onofrio ("O Juiz"), que já tem cara de ruim, ai vão e botam ele como vilão da trama, não tem muito o que se comentar.

Quanto aos efeitos visuais, eles estão ótimos e o diretor Colin Trevorrow conseguiu captar exatamente o que é a "essência Spielbergiana" no filme, pois ele soube apresentar os personagens em uma abertura legal, fez prender nas cenas de ação e aventura e o mais importante: divertiu sem violência excessiva. Além do fato de ele trabalhar com diversas referencias e homenagens ao original (as quais não vou mencionar, para não estragar a graça), que se tornaram o ponto forte da produção. O recurso 3D tá legal aqui, tem algumas cenas que ficam divertidas e possui um pouco de profundidade, mas nada que faça valer o ingresso no formato. "Jurassic World", assim como "Mad Max: Estrada da Fúria", conseguiram nessa época de Blockbusters basicamente dar uma aula aos "Michal Bays da vida" e mostrar que não é necessário focar em explosões e efeitos visuais excessivos para agradar o público. RECOMENDO!

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sexta-feira, 19 de junho de 2015

SOB O MESMO CÉU


Cameron Crowe sempre foi um dos meus diretores favoritos. "Jerry Maguire - A Grande Virada" (que rendeu algumas indicações ao Oscar, incluindo ator para Tom Cruise e Melhor Filme em 1997) e "Compramos Um Zoológico", são algumas de suas produções que me cativaram com sua narrativa extremamente comovente e realista. Não podia esquecer de mencionar também o divertido "Quase Famosos", onde o próprio Crowe alegou que se inspirou em suas viagens quando trabalhava como repórter para a revista "Rolling Stone". Em todas essas produções mencionadas, ele trabalhou exatamente nos comportamentos dos seus personagens, em problemas resultantes de reviravoltas inesperadas na vida. Sempre regadas em ótimas trilhas sonoras, que vão de Pink Floyd até Axl Rose. Tendo em mente a qualidade de seus projetos anteriores, fui conferir seu novo filme, "Sob o Mesmo Céu", que conta com nomes de peso no elenco. Só que a história acaba se tornando tão batida e clichê que surpreendentemente não gostei muito do resultado final. 


O protagonista vivido por Bradley Cooper ("Sniper Americano"), é o militar Brian Gilcrest que após ter pisado na bola em campo, é mandado para o Havai para ajudar na administração do envio de um satélite, bancado pelo poderoso Carson Welch (Bill Murray, de "Os Caça-Fantasmas"). Só que ao chegar no local, ele se depara com a ex-namorada Tracy (Ranchel McAdams, de "Sherlock Holmes"), pelo o qual ele simplesmente havia a "abandonado" no passado. Ao mesmo tempo em que começa a se apaixonar pela sua colega militar, Ng (Emma Stone, de "Birdman"). E é basicamente isso que a produção tem como principal plano de fundo, já que infelizmente Crowe desperdiçou a chance de fazer algo diferente neste enredo extremamente clichê. Ele transforma como segundo e terceiro plano, o fato do governo Estadunidense soltar satélites para vigiar o mundo completamente e a relação do atual marido de Tracy, John (John Krasinski, da série "The Office"), pelo o qual não se comunica com falas, mas sim com gestos. Nessas horas, foi extremamente divertido ver que o Crowe acabou criando uma "linguagem de John", com direto a legendas quando ele se comunica com o personagem de Cooper. Em compensação quem também rouba a cena é um Alec Baldwin ("Para Sempre Alice"), que aparece bem pouco no filme, mas que junto com o John, foi quem mais divertiu no filme. Enquanto Bill Murray ta no papel que faz jus a ele, pois é exatamente uma forma 


Já as duas protagonistas, quem ta mais a vontade no papel é Stone. Ela meio que pegou o carisma de sua personagem em "Birdman" e misturou com outras personagens e fez uma constituição legal de sua militar. Agora McAdams ta completamente perdida aqui, pois ela ficou justamente com o papel mais clichê e bobo da história: o da ex desesperada por atenção de seu antigo amor.
"Sob o Mesmo Céu" acabou se tornando mais uma comédia romântica, extremamente bobinha que vai servir para preencher lacunas nas vindouras "Sessões da Tarde" da vida.

Nota: 5,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

quinta-feira, 18 de junho de 2015

A ESPIÃ QUE SABIA DE MENOS


Sátiras as produções de espionagem, já viraram praxe no cinema desde sempre. Só que nos últimos anos elas ficaram meio "extintas" e foram ganhando retorno as telonas, graças a sucessos como "Kingsman - Serviço Secreto" e "Agente 86". "A Espiã Que Sabia de Menos", tem a direção de Paul Feig ("Missão Madrinha de Casamento"), que repete a parceria com a divertida Melissa McCarthy, com quem já trabalhou em "Missão..." e "As Bem Armadas". Ambos foram sucesso de público e crítica (apesar de eu não ter gostado do segundo), lembrando que o primeiro rendeu a ela uma indicação ao Oscar para melhor atriz coadjuvante e outra para roteiro original (algo bem raro para uma comédia). Em seu terceiro filme juntos tinha tudo para dar errado, pois além da fórmula aparentemente ser extremamente clichê, as piadas já foram apresentadas em outras produções do gênero. Só que por incrível que pareça não, já que a trama nos apresenta diversas piadas que se encaixam no timing e com caracteres corretos, e de uma certa forma, acabam se tornando originais.


A trama tem inicio com a parceira do agente Bradley (Jude Law, de "Terapia de Risco"), Susan (McCarthy), lhe auxiliando em uma missão que por descuido deste acaba dando errado e ele acaba matando o principal alvo por acidente. Como parte da vingança, a filha deste, Rayna Boyanov (Rose Byrne, de "Vizinhos") acaba descobrindo e revelando a identidade de todos os agentes da CIA, e acaba comprometendo a missão por completo (que como em todo filme do gênero, era sobre capturar as "ogivas de sempre" para impedir a destruição mundial). Mas a única pessoa que não teve a identidade revelada é a própria Susan, que logo é escalada para substituir os outros agentes em campo. Só que deles o único que não se conforma é o desastrado Rick (Jason Statham, de "Os Mercenários 3"), que se acha o "melhor" substituto a agente de campo. Afinal suas habilidades são as "melhores" já vistas. Ai vemos um monte de brincadeiras de Statham com outros de seus personagens em filmes como "Adrenalina", "Carga Explosiva" e até o próprio "Os Mercenários" em seus atos, descuidos e diálogos em cena. Com certeza, ele roubou a cena e surpreendeu com seu lado cômico. Pra quem viu ele há umas semanas em "Velozes e Furiosos 7", vai se impressionar com o ator aqui.


Enquanto a vilã vivida por Byrne consegue ser a maior boca suja da trama, ao mesmo tempo que ela consegue demonstrar um ótimo lado para o gênero "Famme Fatalle" (não dou cinco anos para ela pegar o papel certo, que lhe renderá uma indicação ao Oscar). Já o agente vivido por Law é basicamente uma sátira aos Bonds vividos por Sean Connery e Roger Moore, onde ele demonstra ser uma verdadeira "maquina de combate" quando está em campo. Como não haviam cópias legendadas na cidade onde assisti ao filme, optei pela versão dublada mesmo. Apesar de ela estar cheia de palavrões e "girias nacionais", nada atrapalha a graça do filme que não deixa de divertir quem o assiste durante suas duas horas de duração. RECOMENDO!!

Nota: 9,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sábado, 6 de junho de 2015

GOLPE DUPLO


Will Smith foi sempre selo de qualidade em diversas produções as quais atua. Seu carisma sempre acabou marcando diversos filmes como "Homens de Preto" e "Eu Sou a Lenda". O mesmo pode se dizer da dupla de diretores e roteiristas Glenn Ficarra e John Requa, que fizeram os ótimos "Amor a Toda Prova" e "O Golpista do Ano". O que tornou essas produções sucessivas, foi a questão do imprevisível apresentado nas sequencias dos mesmos. Não calculávamos como seriam seus desfechos e como terminariam alguns personagens destas. Em "Golpe Duplo" novo filme da dupla, não poderia ser diferente. Aqui o impressível se torna o ponto principal da produção e a faz ficar cada vez mais divertida. E depois de alguns anos tentando tirar ela do papel com diversos atores (entre eles Ben Affleck e Kristen Stewart), finalmente eles conseguiram e trouxeram atores melhores inclusive. Afinal de contas, uma produção com Will Smith e Margot Robbie ("O Lobo de Wall Street"), só falta um selo de qualidade. Além deles os diretores chamaram o brasileiro Rodrigo Santoro, com quem já trabalharam em "O Golpista do Ano". 


A trama aborda a história do golpista profissional Nicky (Smith), que consegue desvendar e aplicar os atos das mais diversas formas. Só que em uma noite num bar ele conhece a jovem Jess (Robbie), que logo após fracassar em uma tentativa de golpe com este, acaba criando um laço com ele e começa a pedir diversos conselhos para tentar tapear as pessoas. Então Nicky a decide junta-la ao seu time de golpistas, onde em grupo eles realizam os mais imprevistos e loucos roubos a pedestres. Só que ao passar dos tempos, ele dispensa Jess da jogada e três anos depois ele vai para Buenos Aires, onde ele tenta aplicar um novo golpe no piloto Garriga (Santoro). Só que ele não imaginava é que o mexicano, estaria namorando Jess. Agora Nicky terá que não só roubar a grana deste, como também o coração da sua amada.


Por esta simples e breve sinopse, parece que a produção pode soar extremamente clichê. Mas vão por mim, ela não chega nem perto do clichê. Em diversos momentos do filme Ficarra e Requa vão jogando diversas informações sobre tudo que está acontecendo, e nossa cabeça vai pirando como a dos personagens da película. E assim como os personagens, ficamos surpresos com a conclusão apresentada em tela. A química e entrosamento entre Smith, Robbie e Santoro realmente funciona e este mostra mais uma vez que nasceu pra viver entre os atores estadunidenses, pois ele tem carisma e ótimo entrosamento no meio deles. Enfim, "Golpe Duplo" acaba sendo uma ótima pedida pra se conferir, pois pra quem curte suspense e intrigas o filme consegue divertir a beça.

NOTA: 9,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet