sexta-feira, 3 de julho de 2015

DIVERTIDA MENTE


Os estúdios Pixar jamais precisaram comprovar seu selo de qualidade em suas produções. Desde 1995, com o seu primeiro filme "Toy Story", ela provou que suas histórias em animações computadorizadas conseguem emocionar crianças e adultos. Tanto que eles são o único estudio de animação a conquistarem duas indicações consecutivas ao Oscar de melhor filme ("Up - Altas Aventuras" e "Toy Story 3"). Agora eles tiveram a brilhante ideia de criar uma história, onde literalmente abordam as emoções do ser humano. Só que do ponto de vista da menina Riley. Então vemos em sua mente, diversos personagens que literalmente comandam sua Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Vaidade. Tudo ia as mil maravilhas, até o dia em que ela descobre que vai se mudar de cidade. A vida nela não só vira de ponta cabeça, como todas suas emoções ficam extremamente confusas em relação ao que fazer a respeito disso. É então que Alegria tenta usar suas ideias para tentar resgatar este sentimento que sempre houve na menina. Só que sem querer, Tristeza acaba atrapalhando um pouco as coisas e ambas acabam saindo da sala de controle, e são jogadas para o meio do labirinto das antigas memórias de Riley. Enquanto isso, esta começa aos poucos a perder seus sentimentos e se tornar cada vez mais uma menina triste.


Pete Docter (que já comandou "Up" para o estúdio), consegue captar aqui com seu trabalho, as verdadeiras sensações que os sentimentos possuem e as joga para o espectado as sentir. Quando o foco é a Alegria, nos sentimos alegres, quando o foco é na Tristeza, nos sentimos tristes e assim sucessivamente. Mas o que me surpreendeu foi o fator originalidade que eles utilizaram, apesar de se tratar de uma produção Disney (onde nós já sabemos o final mesmo antes de assisti-lo). Além do fato de ela fazer o espectador sentir e refletir sobre algumas situações da vida, onde tivemos que lidar mais com os sentimentos do que a moral.


Nesta abordagem, os coadjuvantes retratados por vaidade, raiva e medo, digamos que quem "rouba a cena" é a raiva, não só por ela estar presente excessivamente na mente do Pai de Riley, como ele também tem os momentos mais "divertidos" e "inesperados" da produção. Quanto a Mãe tem mais um foco para os sentimentos mais "tranquilos" no meio dos outros dois personagens. "Divertida Mente" é mais um brilhante exemplar da Disney/Pixar que com toda certeza levará o Oscar de animação no próximo ano, além de talvez ser a terceira do estúdio a figurar entre os indicados a melhor filme. RECOMENDO!

NOTA:10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet


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