sexta-feira, 13 de outubro de 2017

OS MEYEROWITZ: FAMÍLIA NÃO SE ESCOLHE

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Ta ai um longa que eu esperava seu lançamento desde quando foi comentado em Cannes que provavelmente rendera uma indicação ao Oscar, para o ator Adam Sandler. Como cresci vendo todos os seus filmes, fiquei bastante chateado com seus baixos nas suas últimas produções, que lhe renderam todos os prêmios no Framboesa de Ouro (com o horrível "Cada Um Tem a Gêmea Que Merece"). Eis que finalmente chegou a hora da sua "volta por cima", e devo assumir, que realmente há grandes chances do Sandler ser um dos cinco indicados a categoria de Ator (caso o filme seja lançado nos cinemas de Los Angeles, nos Eua, validando assim a indicação).

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Dirigido e escrito pelo ótimo Noah Baumbach ("Enquanto Somos Jovens"), que sabe como contar uma história sobre conflitos familiares. Neste narra uma fase da família Meyerowitz, que é composta pelo patriarca Harold (Dustin Hoffman), sua atual esposa Maureen (Emma Thompson), e seus três filhos a tímida Jean (Elisabeth Marvel), o bem sucedido Metthew (Ben Stiller), e o que não teve muita sorte na vida, e ultimamente ta sendo o que mais se preocupa com a saúde do Pai, Danny (Adam Sandler), cuja a filha Elize (Grace Van Patten), possui uma personalidade um tanto "liberal" e está prestes a ir para a faculdade de cinema.

Os mais atentos irão notar semelhanças a longas como "Os Excêntricos Tenenbaums", e um pouco das produções do Woody Allen. Porque vemos uma narrativa que se preocupa em transpor a personalidade de seus personagens, pra obter a cativação do público sobre eles (deixando o desnecessário explicado pro espectador dentre os cortes dos arcos), a começar pelo patriarca vivido por Hoffman, que com a saúde frágil, sequer deixa de idolatrar o personagem do Ben Stiller, quase durante todo o filme (mesmo com ele fazendo quase nada). Mas o grande destaque vai pro personagem interpretado pelo Adam Sandler, que possui dois momentos chaves (com diálogos realmente pesados), que realmente mostram o seu potencial como ator, e aos que sempre o criticaram vão se impressionar. Já a jovem atriz que vive a sua filha, serve mais pra explorar a subtrama, que envolve a questão de "até onde podemos definir a sexualidade ou o ridículo como arte" (não vou entrar no mérito da mesma aqui, pois já basta a porrada de textos que estamos vendo na internet sobre a exposição do homem nu com as crianças, ou até mesmo os caras com velas no anus). Porém, durante meados do longa, um pouco desta essência citada, perde um pouco a credibilidade, dando espaço pra arcos mais habituais do gênero (brigas, discursos de redenção...). Até compreendo que são necessários, porém deveriam ser melhor trabalhados por Baumbach.

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Mas o que todos esses personagens tem em comum, são o simples fato de que qualquer família possui membros com tais personalidades e isso ajuda você a ter mais interesse pela história da família Meyerowitz. Claro não desmerecendo o longa "Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe", em contexto geral não podemos dizer que é um verdadeiro filme digno de Oscar, mas sim de "Sessão da Tarde", onde há uma clara exceção pra atuação de Adam Sandler. RECOMENDO! 

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

ESSA É A SUA MORTE - O SHOW

Esta é a Sua Morte - O Show : Poster

Hoje em dia é normal você pelo menos conhecer uma pessoa que é viciada em reality shows na televisão (pra não falar "Big Brother"), que cada vez mais parecem não ter fim. De vez em quando me pego assistindo a estes programas, e vejo que os participantes tem de se expor ao ridículo, para conseguir "glória" ou até mesmo permanecer no mesmo. É exatamente neste ponto que o longa de Giancarlo Esposito (da série "Breaking Bad", que também estrela aqui como coadjuvante), "Essa é Sua Morte - O Show", foca e nos faz refletir a que ponto chegamos em busca de diversão. 

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A história tem inicio com o show runner, Adam Rogers (Josh Duhmel, de "Transformers"), que apresenta um sucessivo programa de junção de casais, onde em uma edição uma participante assassina o pretendente e se mata logo em seguida. Como ele tentou salvar a outra competidora, foi tachado de herói nacional e logo alavancou a audiência do programa. Porém devido as datadas proporções, o canal que exibe o mesmo resolve ser mais radical e cria um programa, pelo qual os participantes vão para cometer suicídios das mais bizarras formas, em troca de milhões de dólares para sua família.

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Mesmo contendo uma trabalho bem simples, onde não ha mudança na fotografia e auxilio enorme de efeitos visuais, a direção de Esposito procura exaltar esta questão de "limite dos reality shows", através do dialogo, principalmente mediante a irmã de Adam, Sarah (Sarah Wayne Callies), que acaba roubando a cena nos últimos 20 minutos, junto ao próprio Esposito. Só que ainda Duhmel não chegou ao ápice de um ator excelente, mas ele ta bem aqui, mediante com o material que ele tem em mãos. 

As mortes apresentadas por ele, são retratadas de formas impactantes, mas não muito violentas no estilo "Jogos Mortais" ou quaisquer outro longa de terror. O pesado neste filme decai mais para alguns diálogos dentre os personagens, sobre se "vale a pena sacrificar a vida, por alguns milhões". Se você for assistir algo esperando que seja algo no estilo da franquia de Jigsaw, ou afins, vai se chatear. Aqui ta puxando bem mais pro lado de "O Show de Truman" e "Nerve" (que fazem a mesma crítica, porém em gerações diferentes), inclusive um pouco da série "13 Reasons Why".

"Essa é a Sua Morte - O Show" é um longa que infelizmente não fará muito sucesso no Brasil (foi lançado em poucas salas de cinema, devido a ter adquirido a censura 18 anos, o que lhe torna "menos comercial"), mas que se fosse disponível diretamente na Netflix, muitas pessoas já saberiam de sua existência. 

Nota: 7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

domingo, 8 de outubro de 2017

BLADE RUNNER 2049

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Lançado em 1982, "Blade Runner - O Caçador de Androides" demorou alguns anos pra ganhar o status de Cult. Não vou entrar muito neste mérito, pois já fiz a resenha sobre o mesmo, explicando a importância dele pro cinema. Enfim, há diversos anos o diretor Ridley Scott tentava fazer uma sequencia que fosse digna do original, e como o mesmo possui uma agenda sempre muito cheia, passou a tocha pro excelente Denis Villeneuve (que foi indicado ao Oscar deste ano por "A Chegada"). Quem já conhece bem a filmografia deste cineasta ("Os Suspeitos" e "Homem Duplicado", são exemplos, além do já citado), sabe que não existe nome melhor do que ele para assumir o posto.  

Blade Runner 2049 : Foto Ana de Armas, Ryan Gosling

A trama tem inicio exatamente 30 anos depois do longa antecessor, onde vemos o agente K (Ryan Gosling, de "La La Land"), trabalhando como caçador de androides foragidos. Só que em uma das suas missões, ele acaba esbarrando com um contratempo (pelo qual não vou entrar no mérito aqui), que o leva a uma busca ao antigo agente Rick Deckard (Harrison Ford), que se desligou de todos após os acontecimentos da primeira película.

Blade Runner 2049 : Foto Harrison Ford

Primeiramente começarei destacando a maravilhosa direção de Denis Villeneuve (que provavelmente vai render sua segunda indicação ao Oscar), que procura mais explorar os ambientes e situações como forma de narrativa, dispensando o recurso autoexplicativo. Em determinadas sequencias ele usufrui apenas som do ambiente junto as falas dos personagens, e só depois insere a trilha sonora pra terminar o arco (que é composta pelo Hans Zimmer). Partindo para a fotografia de Roger Deakins, ela remete e muito ao clima de poluição e deterioração do planeta (que já foi mostrado no de 82). Tudo isso fica muito mais enaltecido quando você opta por uma sala de qualidade (no meu caso, a tecnologia IMAX só ajudou, mesmo o 3D não sendo muito importante). Agora entrando no mérito do roteiro de Hampton Fancher (do primeiro "Blade Runner") e Michael Green ("Logan"), ambos pegaram a essência do livro de Philip K. Dick, com algumas pontas soltas que haviam no primeiro filme e trataram de aborda-las de forma que não fugisse do estilo "pseudo-real" que aquele apresentou. Temos algumas meras questões reais levadas em pauta, como a de estarmos cada vez adeptos ao "namoro virtual" e que muitos de nós, não aceitamos dividir nossas "terras" com outras pessoas. 

Agora partindo pra quesitos de atuações, enquanto Gosling nos transpõe toda a sensação que seu personagem ta sentindo perante tudo, ele tem a cena roubada em grande parte por Ana de Armas ("Cães de Guerra"), que serve pra representar o alivio que ele não só ele, mas como todos nós salientamos ter na vida, além de ser a personagem mais interessante. Harrison Ford ainda demonstra que mesmo depois de voltar a viver Han Solo, tem pique pra aguentar a voltar pra outros papéis no estilo (ele continua correndo, lutando como um jovem ator, e em 2019 volta como o Indiana Jones). Já quando chegamos ao que o Jared Leto fez, digamos que ele aparece um pouco menos que em "Esquadrão Suicida", mas divergindo deste, seu personagem aqui é bastante interessante e enigmático. Quem assistiu a série "Black Mirror" (o episódio San Junipero), irá notar a presença de Mackenzie Davis, onde mesmo aparecendo pouco, ela possui uma sequencia especifica com Ana de Armas, que foi uma das melhores coisas neste filme e não vai sair da cabeça do espectador tão cedo. A vilã interpretada pela Sylvia Hoeks consegue ser outro ponto forte do longa, pelo qual facilmente já conseguimos cair em contradição com ela.

"Blade Runner 2049" é literalmente uma verdadeira obra prima, que assim como "Mad Max: Estrada da Fúria" foi em 2015, este sem duvidas é um novo sinal que obras dos anos 80 podem sim serem continuadas, se forem abordadas da forma correta, sem manchar a imagem do primeiro. RECOMENDO!

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sábado, 7 de outubro de 2017

REI ARTHUR - A LENDA DA ESPADA

Rei Arthur - A Lenda da Espada : Poster

Não é novidade pra ninguém que a lenda do Rei Arthur, foi contada diversas vezes pelo cinema. Pra mim a melhor até o momento, foi a executada por Antonie Fuqua ("Invasão a Casa Branca"), em 2004, com Clive Owen no papel do mesmo. Neste ano, foi lançada mais uma versão, mas dessa vez contada por Guy Ritchie (que há anos tentava dirigir este projeto), com Charlie Hunnam no papel central. Mas divergindo das outras versões, o roteiro de autoria do próprio Ritchie, em parceia com Joby Harold e Lionel Wigram, pega a fantasia de "Game Of Thrones" e o universo Gangster do primeiro (como "Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes" e do próprio "Sherlock Holmes") e joga no enredo da lenda da távola redonda. E sim, aqui não temos o Mago Merlin. 

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Não vou entrar muito no mérito da história, pois todos já conhecem desde sempre mesma, então partirei direto para críticos dessa adaptação. A começar pelo roteiro que se preocupa e demais em retratar o visual gritante e fantasioso, deixando a trama pra segundo plano. Tudo soa muito banal e cansativo, e em tela tudo fica extremamente CHATO! Como se não bastasse, ainda temos um Jude Law (que interpreta o vilão Vortigern) em uma das piores atuações da sua carreira. Claramente ele tava ali forçado e para isso usava e abusava das caretas em cenas dramáticas e de ação (e pior que ele é um ótimo ator!).  Já seu contraponto, que é vivido por Hunnam, é basicamente um "Sherlock Holmes" na távola redonda. O cara era um gênio das estratégias e do crime, e mesmo sendo um caractere bom, não tem como gostarmos do mesmo a ponto de torcer pra ele. Nem os arcos dramáticos são suficientes pra isso. 

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Agora partindo para a direção do Guy Ritche, apesar dela estar bem no estilo habitual de seus longas antecessores (a câmera desenfreada, com closes constantes nos rostos dos atores, durante diálogos importantes pra narrativa), digamos que ele andou tendo algumas sérias conversas com o Zack Synder, pois ele muda seu estilo de narrativa exatamente perto da sequencia de batalha final, onde mais parecia um filme deste do que o próprio Ritche (alguém me explica, pra que tanto CGI, em uma história tão simples?!!?).

"Rei Arthur: A Lenda da Espada", é um longa pobre, que se aproveita dos efeitos visuais e do recurso 3D, pra cativar o público menos exigente, enquanto quem já conhece a história do Rei Arthur e entende de cinema, fica realmente revoltado com o andamento da trama. EVITE! 

Nota: 4,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

IT - A COISA (2017)

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Depois da decepção que foi a adaptação para as telonas de "A Torre Negra", quase um mês depois foi lançado um longa digno do autor Stephen King, "It - A Coisa" (que serviu de inspiração para diversos longas como "Conta Comigo" e a própria série "Stranger Things" (cujo um dos atores, Finn Wolfhard, faz uma das crianças aqui). Sim, demorei pra ver esse filme mais por questões de tempo hábil, e porque também queria ter conferido antes ao clássico telefilme de 1990. Devo dizer de forma bastante "banal", que "a espera, valeu a pena!". 

A história gira em torno de um grupo de crianças, que são conhecidos como o "Clube dos Perdedores", onde são  aterrorizados por uma estranha criatura na forma de palhaço, chamada Pennywise. Enquanto no longa de 90, tínhamos constantes intercalações com os personagens na fase adulta e quando crianças, aqui vemos eles apenas como crianças (já adultas, ficará para a sequencia, que será lançada em 06 de setembro de 2019). 

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Divergindo completamente com a caracterização original do Pennywise (feita por Tim Curry), a versão de Bill Skarsgård ("Atômica"), contou com um massante auxilio de efeitos visuais e maquiagem e chegou realmente a assuntar em alguns arcos, graças a competente direção de Andy Muschietti ("Mama"), que faz questão de explorar bem o cenário pra depois lançar um susto de forma repentina. Quem cresceu nos anos 80, vai pegar algumas referencias que o filme faz da época, facilmente (seja com citações de alguns filmes, ou bandas) devido aos easter-eggs criados. Isso sem contar, alguns momentos chaves, onde ele literalmente recriou os mesmos aqui e ficaram ótimos!

Claro, não é um filme assustador e etc, pois o arco central envolvendo o "Clube dos Perdedores", sem sombra de duvidas acaba deixando o longa mais engraçado, devido ao comportamento politicamente incorreto das crianças. Cada uma delas é apresentada e guiada de forma que nos importemos com cada uma, onde o destaque vai mesmo para Sophia Lillis (Bervely), cujo além de ter o arco mais pesado e polemico da trama, faz o espectador ter mais interesse sobre o rumo de sua personagem, do que qualquer outro.


Como infelizmente quando se passam várias semanas, os cinemas dão preferencia para as versões dubladas e que foi o caso aqui, e inclusive a mesma não estava boa! Mas ao termino da sessão, tive a certeza de que felizmente o gênero de horror não está morto, onde mesmo tendo algumas situações habituais do estilo, se cair em mãos certas, pode se tornar um divertido longa que adapta um dos livros mais famosos de Stephen King, deixando no esquecimento suas últimas péssimas adaptações. RECOMENDO!

Nota: 9,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

terça-feira, 3 de outubro de 2017

MÃE!

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Há cerca de dois meses assisti pela primeira vez ao clássico "Donnie Darko", onde até a última semana, era o filme mais louco que já assisti na vida (e olhem que já vi aos clássicos do Kubrick e "O Homem Duplicado"). Mas não imaginava que o novo longa de Darren Aronofsky ("Cisne Negro"), "Mãe!", assumiria este posto por um curto período de tempo. Esse é mais um daqueles longas, onde o diretor tenta focar no máximo de detalhes, em cada cena, onde o este enaltece a mensagem que seu enredo quer passar.

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A principio, somos apresentados aos personagens de Jennifer Lawrence e Javier Barden, que não possuem nomes (mas que nos créditos são mencionados como Mãe e Ele, respectivamente), mas sabemos que são um casal, que está enfrentando uma crise no casamento. É ai que eles recebem a visita do casal vivido por Ed Harris e Michelle Pfeiffer (que assim como os citados anteriormente, são citados apenas como Homem  e Mulher), pelos quais suas atitudes começam aos poucos abalar ainda mais a vida do casal.

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Nos primeiros 20 minutos da narrativa, da pra se entender tranquilamente o que esta acontecendo. Porém a medida que a narrativa de Aronofsky vai pegando impulso, a coisa se complica. Ele procurou relatar a história totalmente na perspectiva da personagem de Lawrence, onde se a câmera não ta acompanhando os passos dela (sempre filmados atrás de seu ombro), ta focando em seu rosto, onde aos poucos acompanhamos sua deterioração perante cada surpresa que ocorre em sua residencia. Não irei citar muito sobre quais "surpresas" ocorrem, pois a grande sacada é você entender qual o verdadeiro significado deste longa. Pra se ter uma noção, os diálogos são somente pro essencial pra narrativa, e grande parte do longa é envolto a gestos (nunca acompanhados de trilha sonora) e atitudes dos personagens na casa. Agora quem acaba roubando a cena (mesmo aparecendo pouco), é a veterana Michelle Pfeiffer (que provavelmente vai acabar faturando o Oscar de coadjuvante por este papel), pois sua expressão consegue ser a única páreo em cima do carisma de Lawrence (que pra variar, talvez acabe sendo indicada pro Oscar, mais uma vez). 

"Mãe!" é um filme enigmático, onde não sei porque diabos ta sendo vendido como um longa de terror, onde o que é visto aqui não é nada horroroso ou assustador (a não ser que você não consiga entender ou refletir absolutamente nada do que aconteceu). Já deixarei bem claro que se você for ver este filme, e ficar mais preocupado com verificar suas mensagens de "Whats app" e "Facebook", vai entender absolutamente nada do filme e vai só pegar ódio do mesmo. Agora se for com a mente aberta, e atento aos detalhes, com certeza verá que essa é a obra prima que o cinema precisava.

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet


NESTE PARAGRAFO IREI EXPLICAR O QUE EU ENTENDI DO LONGA (SEM DETALHAR O MESMO POR COMPLETO), ENTÃO LEIA POR SUA CONTA E RISCO:

      A principio demorei para sacar que a narrativa de Aronofsky é nada mais, nada menos, do que uma forma diferente de adaptar a história da Bíblia. A protagonista, nomeada como Mãe, se refere a própria Mãe Natureza, e o seu marido, ao Deus Todo Poderoso. No prólogo vemos ele colocando uma pedra em um comodo da casa, onde aos poucos a mesma vai se curando de um fogo que fora vitima. Esta representa a criação de Deus sobre o nosso planeta terra (que representada pela própria casa em que se passa o filme), inclusive a da Mãe Natureza. Algum tempo depois a visita "repentina" do casal, significa o surgimento de Adão e Eva, no mundo. A medida que as confusões vão rolando, outras passagens vão ocorrendo em cena, como a de Abel e Caim, a Arca de Noé, Nascimento de Jesus e o começo do mundo drástico atual em que vivemos. E o liquido que a Mãe Natureza toma, representa uma espécie de "recarga" pra natureza se segurar no mundo, assim como o sangue no chão do quarto significa o quanto o planeta não suporta mais as atitudes do ser humano.

sábado, 30 de setembro de 2017

COMO SE TORNAR O PIOR ALUNO DA ESCOLA

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No inicio do ano passado, os cinemas presenciaram um novo tipo de narrativa com o lançamento de "Deadpool". Pegando esse mesmo estilo, "O Pior Aluno da Escola", é tocado, e com toda certeza será um dos longas mais polêmicos da história do cinema brasileiro. Porque digo isso? Em uma época onde somos obrigados a engolir obrigatoriamente o "politicamente correto", onde não se pode fazer comentários ou quaisquer piadas sobre determinado assunto, a pessoa já é condenada. Conhecido pelo seu humor extremamente ácido, o comediante Danilo Gentili, sempre foi um representante contra este tipo de geração e seu novo longa, em que o mesmo adapta o seu livro de mesmo nome, é uma clara representação disso.

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A trama tem inicio com o adolescente Bernado (Bruno Munhoz), que é um aluno disciplinado e sempre dele na sala de aula. Porém devido a morte do seu Pai, ele começa a decair nos estudos e diante de uma de suas depressões no banheiro da escola, ele acaba encontrando uma caixa antiga com diversos pertences, que o levam até o aluno mais zoeiro de todos os tempos, onde ele crê que conseguirá finalmente passar na disciplina pendente. Só que a medida em que os ensinamentos vão avançando, Bernando e seu amigo Pedro (Daniel Pimentel), vão vendo que a vida não é só ficar estudando e preso nos ensinamentos da sala de aula.

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Logo de cara já deixarei avisado que não é uma comédia pra todos, pois quem vive a base do politicamente correto, critica qualquer coisa no "Facebook" e por ai vai, com certeza não vai conseguir ficar nem até o final da sessão. Porém se você curte um humor bastante escachado, no estilo do próprio Gentili, ou gosta de longas do Adam Sandler e Jim Carrey, com certeza você vai rir o tempo todo. Claro, principalmente se você é fã do Chaves, vai gostar de ver a participação de Carlos Villagrán (o Kiko há mais de 40 anos), como o diretor do colégio, onde sua melhor sequencia é quando ele possui um embate com o personagem de Danilo (que não possui nome). Mas quem rouba mesmo a cena é o grandioso Moacy Franco, que aparece em alguns momentos chaves, sempre causando risos com seus diálogos e zoeiras.  A dupla central vivida por Munhoz e Pimentel também é satisfatória, a ponto de ficarmos curiosos com suas próximas zoeiras. 

Como nem tudo é as mil maravilhas, o roteiro se extrapola um pouco ao tentar forçar algumas sequencias de ação e lutas, onde dentro do contexto acabam decaindo um pouco o andar da trama e fugindo muito do que estava sendo narrado. Outro fator é de personagens bem desnecessários perante a narrativa, como o vivido por Fabio Porchat (que mesmo sendo engraçado, não faz muita diferença). Porém a trilha sonora regada a um animado, ajuda a esconder alguns erros dos mais desatentos. 

"O Pior Aluno da Escola" com toda certeza será um mártir de polemicas nas próximas semanas, e se você curte e muito um humor ácido e negro, sem sombra de dúvidas, o filme é pra você. Agora se você é politicamente correto, evite ao máximo esse filme. 

Nota: 7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet