A dica da semana vai pro clássico que fez de certa forma, alavancar a carreira do Leonardo DiCaprio (porque foi quando ele trabalhou com Robert DeNiro, que aconselhou o amigo Martin Scorsese a "ficar de olho no jovem DiCaprio"). Aqui ele vive o adolescente rebelde Toby, que vive com a mãe (Ellen Barkin) em constantes mudanças de cidades pelos Eua. Porém na última vez, ela acaba conhecendo o galã Dwight (DeNiro), que mostra ser um ótimo namorado e amigo em um primeiro momento. Só que desde o inicio, Toby não se acanha em demonstrar que não gosta deste e vice-versa. Depois que sua mãe se casa, as coisas começam a realmente a mudarem. Conforme os dias se passam, ele começa a mostrar uma personalidade mais obsessiva e lunática com o enteado, e com a sua própria esposa.
O longa se tornou um marco no cinema, pois até hoje muitos longas se inspiram nele quando abordam relações de padastro/enteado (como no recente "Boywood"). A química dentre DeNiro e DiCaprio é realmente impressionante, pois nós vemos que a expressão de ambos aborda uma enorme rivalidade, enquanto Barkin é uma mera figurante dentre os dois. Enquanto o primeiro fuma, bebe, fica causando rebeldias fora de casa, o segundo já é mais rígido e possui um estilo mais clássico e militar e começa aos poucos domar o enteado da sua forma. É nessa hora que os conflitos começam a ocorrer. Nisso a direção de Michael Caton-Jones (do fraco "Instinto Selvagem 2") foi extremamente competente, pois ele soube domar exatamente a tonalidade necessária para dar destaque para essas duas feras.
"O Despertar de um Homem" é mais um grande clássico perdido no catalogo da Netflix que é uma ótima pedida para se conferir neste feriadão e até mesmo nesta semana (que é aniversário de DiCaprio).
Fede Alvarez já tinha chamado a atenção de alguns cinéfilos, por ter dirigido o reboot de Evil Dead - A Morte do Demônio (que particularmente, eu gostei). Três anos depois, ele volta as telas com "O Homem nas Trevas", cuja premissa original foi o principal chamativo do longa. Aqui temos o trio de Money (Daniel Zovatto), sua namorada Rocky (Jene Levy, que trabalhou com o diretor no citado) e Alex (Dylan Minnette), que são habilidosos ladrões de residencias. Porém como eles estão cansados de roubar somente objetos de valor, o primeiro sugere que eles roubem a casa de um militar cego (Stephen Lang, o vilão de "Avatar"), pois lá ele acredita que ele esconda uma grande quantia em dinheiro vivo. Sem outra opção, o trio decide seguir a sugestão. Então ao chegarem no local, eles descobrem que o roubo não será exatamente da forma na qual eles imaginavam.
O destaque no roteiro de Alvarez é que em momento algum chegamos a prever exatamente o que vai ocorrer. Seja posteriormente em algum momento que soe clichê, ou até mesmo na incrível reviravolta que ocorre nos 20 minutos finais. Em sua direção, ele opta por trabalhar mais as sequencias na escuridão, onde nós temos os quatro atores dentro da casa, a noite, em um total breu na maioria das cenas. Isso só serviu pra aumentar mais a tensão dentre os protagonistas e fazer o público ficar afoito do que vai ocorrer. Deste elenco principal, quem realmente é o grande nome é o veterano Lang. Ele já havia realizado um ótimo trabalho como o vilão de "Avatar", aqui absorve bem a persona do militar cego, que realmente acaba até dando medo só de olhar na cara dele. Quanto ao trio principal, todos eles estão realizando um ótimo trabalho, e destaque pra Levy que não caiu no padrão feminino em produções de suspense (ficar só gritando, sendo a donzela em perigo e fazer nada além disso).
"O Homem nas Trevas" é sem dúvidas uma das surpresas de 2016, onde é mais um daqueles suspenses que não deve deixar de ser conferidos pelos cinéfilos e fãs do gênero. Fora que é mais um sinal de esperança, de que ainda há um pouco de originalidade no cinema (tomara que não fiquem tirando sequencias deste longa, também...). RECOMENDO!
Depois de um tempo ausente com o quadro, voltei a publica-lo com a indicação do suspense "Uma Noite de Crime". Como muitos de vocês já devem saber, o longa ganhou mais dois filmes nos últimos três anos (sendo que o último passou nos cinemas há umas duas semanas). Porém diferente de franquias como "Jogos Mortais" e "Sexta-Feira 13", "Uma Noite de Crimes" tem como principal qualidade a inovação em suas sequencias, em outras palavras, mesmo tendo uma mesma "ideia central" os arcos são diferentes.
Neste primeiro a trama se passa alguns anos no futuro, onde nós temos como protagonistas centrais uma família, cujo patriarca (Ethan Hawke) é responsável pela firma que realiza a segurança de diversas residencias, com o principal propósito de protege-las no dia do expurgo. O objetivo do evento é deixar os EUA a merce de qualquer crime durante uma noite, onde segundo o governo do mesmo é uma ótima forma de mover o mercado e a economia local. Nada de policiamento, hospitais e bombeiros, durante 12 horas todos estão a merce dos criminosos. Porém no meio da noite, o caçula da família (Max Burkholder) acaba vendo nas câmeras de segurança um rapaz pedindo ajuda e acaba o colocando para dentro de casa. Só que ele não imaginava que os psicopatas de plantão estão doidos para pega-lo, e farão o possível para conseguir isto.
O diretor e roteirista James DeMonaco, estabelece um interessante arco crítico ao governo estadunidense, assim como não deixa de criar tensão por cima disto ao mesmo tempo. Ele aborda o quão importante é o dinheiro deles, ao bem estar da população (quanto mais mortes de pessoas de classe baixa, menos gastos governamentais). Já no clima de tensão, vemos que ele conseguiu aproveitar e bem o único cenário do longa, onde não conseguimos desgrudar a cara da tela em um momento sequer.
Quanto aos atores, o protagonista vivido por Hawke estabelece uma atuação que nos faz torcer para seu personagem chegar vivo no desfecho da película. Sua química dentre os atores que compõe sua família, é outro tópico forte. Inclusive quem rouba a cena é Burkholder, pois o olhar e cara de psicopata do garoto (que se iguala aos dos próprios invasores), nos faz desconfiar a todo momento de seus atos.
"Uma Noite de Crimes" é uma ótima e interessante pedida para os fãs do gênero suspense, e que querem algo novo para ver no catalogo da Netflix. RECOMENDO!
Sabe aqueles filmes que ficam enchendo linguiça, somente para fazer-nos entrar mais na história e passar mais tempo com os personagens familiarizando com os mesmos, para ficarmos putos ou felizes com seu desfecho? Pois é exatamente o que não ocorre com "Quando as Luzes Se Apagam", que ganhou bastante notoriedade por ser produzido por James Wan (responsável pela franquia "Invocação do Mal"), com base em um curta de 2013 (que posteriormente ganhou uma série de cópias pela internet, onde mostrava uma mulher sendo surpreendida por um mostro na escuridão), que foi dirigido e escrito por David F. Sandberg (que também é exerce essas funções aqui).
A trama acompanha a jovem Rebecca (Teresa Palmer, de "Um Faz de Conta Que Acontece"), que desde jovem se distanciou da mãe (Maria Bello, de "Gente Grande"). Mas depois da precoce morte de seu padastro (Billy Burke, o Pai da Bella do "Crepúsculo"), ela acaba indo realizar uma visita a mesma, que aparenta não estar bem mentalmente. Então ela descobre que seu irmão mais novo (Gabriel Baterman, de "Annabelle") denota a presença de uma criatura misteriosa pela casa, sempre que as luzes da casa se apagam. É então que ao leva-la para morar com ela, que a mesma passa a acompanhar os dois e o resto já deduzimos que vai ocorrer.
Nos primórdios do longa, pensei em estar assistindo a uma nova produção bem no estilo de "O Chamado", só que já na metade vemos que apesar de alguns tópicos clichês do gênero, que ele é um bom longa de terror/suspense. A começar que Bello rouba o filme como a mãe louca, e não precisa de muita ajuda em cena para deixar essa expressão clara, o que acabou rendendo uma ótima química com Palmer (fora a semelhança entre as duas). Sua protagonista segura bem o longa, e soube ser uma protagonista sem soar banal. Porém seu par vivido por Alexander DiPersia, representa exatamente o oposto. Banal e clichê, seu personagem ta na narrativa mais pra encher linguiça e falar que ela não é solteirona. Até Baterman se saiu melhor que ele.
A competente direção de Sandberg nos faz ir direto ao ponto, não enrola, não cria muitos clichês e vai direto ao ponto. Ele usa e abusa da fotografia escura do longa, para criar diversos arcos de suspense em sua narrativa.
"Quando As Luzes Se Apagam", é um ótimo exemplo que James Wan conseguiu se consagrar como um dos principais nomes no suspense. Mesmo seus longas não causando medo ou até mesmo os conhecidos "scare jumps", as escolhas de suas produções são sempre as melhores. Nota: 8,0/10,0 Imagens: Reprodução da Internet
Há quase sete anos o universo cinematográfico da Marvel, vem fincando como uma das mais promissoras franquias do cinema. Depois de exercer duas fases com tremendos sucessos e produções de qualidade, eis que o primeiro da terceira fase, "Doutor Estranho", chega aos cinemas causando um tremendo alvoroço. Primeiro porque o protagonista é vivido pelo queridinho dos Geeks e cinéfilos: Benedict Cumberbatch (que na televisão interpreta o detetive Sherlock Holmes, e é dono de uma voz tão marcante quanto a do Morgan Freeman); Segundo que sua fotografia e efeitos visuais são de extrema qualidade; E o terceiro que o personagem é um dos principais nomes dos quadrinhos da Marvel. Porém ao termino da película, vemos que apesar dela cumprir o que prometeu, a mesma continua seguindo os "Padrões Cinematográficos Marvel".
A começar que a história de origem é relativamente muito bem narrada, onde vemos Stephen Strange (Cumberbatch) sendo um dos principais nomes da medicina e consegue resolver qualquer problema médico que lhe é proposto. Porém quando ele sofre um acidente de carro, ele acaba perdendo o movimento das mãos, o que o faz desesperadamente procurar por alguma cura. Depois de todas as tentativas da medicina falharem, ele decide fazer uma viagem com o propósito de descobrir alguma cura. Em uma de suas trilhas, ele esbarra com o misterioso enclave Kamar-Taj, em Katmandu, onde os misteriosos Mordo (Chiwetel Ejiofor, que já trabalhou com Cumberbath em "12 Anos de Escravidão") e Anciã (Tilda Swinton, de "As Cronicas de Narnia"), lhe mostram que o local não é somente uma casa de cura, mas sim uma linha de frente contra forças malignas misticas, onde somente truques de magia são capazes de detê-los.
Nesse desenvolvimento do protagonista, ele se assemelha e muito com Tony Stark, no primeiro "Homem de Ferro" (o cara metidão e rancoroso, que gosta de uma garota e conforme ele amadurece, vai aprendendo uma lição (praticamente o enredo de um filme do Adam Sandler)). Vemos que Benedict realmente nasceu para o papel, e que seu carisma é realmente um dos pontos altos do longa. Seus momentos com Ranchel McAdams ("Spotlight"), que vive seu interesse amoroso não são só ótimos, como também são de alivio cômico para o longa (uma delas, lembra e muito o primeiro "Homem de Ferro"). A personagem da Tilda tem um mistério meio suspeito envolto dela, que é outro dos pontos fortes do longa. Ejiofor e Benedict Wong (que trabalharam ano passado juntos, em "Perdido em Marte"), estão competentes no papel e o segundo chega a roubar algumas cenas, com alguns momentos de alivio cômico.
Porém quando somos apresentados ao vilão principal da trama (Mads Mikkelsen, de "007 - Cassino Royale") é o momento que nos tocamos o quão genérico o estúdio ainda está em alguns pontos. O motivo dele é tão banal e batido, que em momento algum vemos algo realmente ameaçador nele pra torcemos pro Strange acabar com ele (só espero que Thanos não seja tão ruim assim).
Agora no quesito direção, Scott Derrickson (que também assinou o roteiro com Jon Spaihts e C. Robert Cargill) foi extremamente competente em seus arcos. Ele soube apresentar claramente quem era Stephen Strange, as consequências de seu acidente (que foi um dos pontos altos do longa) e seu desenrolar até se tornar um mago supremo. Momentos cômicos (incluindo quando o Tio Lee aparece) e dramáticos são bem dosados também, e não atrapalham o desenrolar do enredo. Os efeitos visuais e a fotografia estão realmente incríveis (como acidentalmente, acabei vendo a versão 2D, não posso falar sobre o 3D), e não duvido que leve algum Oscar técnico no próximo ano.
"Dr. Estranho" é basicamente um reboot do primeiro "Homem de Ferro", onde vemos que a Marvel mais uma vez conseguiu acertar, usando exatamente a mesma fórmula de suas produções anteriores. Só que espero que até 2018 (quando o universo completa 10 anos, e teremos o lançamento de "Guerra Infinita"), eles pelo menos acrescentem ou mudem algo nesta fórmula, pois vai chegar uma hora que esse estilo vai acabar cansando todos nós. RECOMENDO!
Obs. 1: O longa tem duas cenas pós créditos, que são de extrema importância pros próximos filmes da Marvel. Obs. 2: Como por conta de um imprevisto incidente no cinema em que frequento ter ocorrido, acabei vendo a versão 2D, Dublada. Por favor, evitem ao máximo a segunda, pois ela não está viável a qualidade da película (principalmente a voz da Ranchel McAdams).
Desde que foi lançado o trailer de "A Garota no Trem", a principal jogada do longa foi que ele seria o novo "Garota Exemplar". A mesma estratégia foi utilizada em seu livro, escrito pela escritora estadunidense Paula Hawkins e vinha com o Slogan em sua capa "Se você gostou de "Garota Exemplar", vai adorar esse Thriller psicológico". Porém como eu ainda não cheguei ao desfecho da obra, e já vi a sua adaptação para as telonas eu só posso garantir uma coisa: a semelhança está SOMENTE na narrativa não linear, e não no enredo.
A trama começa mostrando o perfil de três mulheres distintas, onde a primeira é Rachel (Emily Blunt, de "No Limite do Amanhã"), uma alcoólica depressiva que sofre com seu divorcio e o fato de não poder ter filhos. Todos os dias ela pega sempre o mesmo trem, e tem como costume observar a vida das pessoas nas casas por onde ele passa, e sempre deixou claro a idolatração por um casal especifico. Ele é composto pela segunda, que é Megan (Haley Bennett, de "Sete Homens e um Destino"), que vive com seu conjugue Scott (Luke Evans, de "Velozes e Furiosos 6") e sofre por ir contra o principio de ter uma família. Ela trabalha como babá para a mesquinha Anna (Rebecca Ferguson, de "Florence, Que Mulher é Essa?"). Esta é a terceira, onde vemos que ela é casada com o ex-marido de Rachel (Justin Theroux, de "Zoolander 2") e tem uma filha pequena. Porém a vida das três se interliga, quando a segunda desaparece misteriosamente, fazendo Rachel se meter nas investigações por conta própria.
A narrativa proposta pelo diretor Tate Taylor ("Histórias Cruzadas") deixa claro que o tempo todo o longa vai se intercalar dentre as três protagonistas e "tudo o que acontece tem um porque". No livro é exatamente assim que os arcos são apresentados, porém Taylor pecou bastante em achar que estava contando a mesma história que "Histórias Cruzadas". O suspense e tensão deu lugar pra uma tremenda novela mexicana nos arcos centrais, e damos graças que ele tinha um verdadeiro e competente elenco em mãos (que salvaram o longa), pois sua direção fez o longa ficar meio chato em determinados momentos e serviu para desperdiçar uma ótima chance de promover uma narrativa diferente (onde constantes flashbacks, servem como descobertas dos fatos mostrados em tela).
Chega de falar desse cara (que pelo visto não vai fazer outro suspense tão cedo), vamos falar sobre a Emily Blunt. Aqui ela literalmente entrou de cabeça no papel e desde sua primeira cena, vemos que ela trabalhou tanto no seu visual, quanto voz, andar, gestos e não lembrava sequer da Blunt que conheci há 10 anos em "O Diabo Veste Prada" (flahsbacks contantes no longa, já servem como um exemplo). Aqui ela tem três momentos onde mostram que ela é um dos grandes nomes do cinema atual, e possivelmente figurará entre as indicadas ao Oscar e Globo de Ouro no próximo ano (não sei se ela ganha, pois falam que a Amy Adams poderá finalmente ganhar, depois de 6 indicações sem vencer). Quanto a suas contrapontos, Ferguson é outra que tem o maior destaque, pois sua personagem não só é uma forte contraponto para Blunt, como também desconfiamos dela o tempo todo. Já Bennet (onde os desatentos, vão pensar que é a Jennifer Lawrence) cumpre bem o seu papel como a "garota desaparecida/Famme Fatale", mas nada que seja páreo para as então citadas.
"A Garota no Trem" é um mero exemplo de que quando um estúdio escala o diretor errado para um longa, uma ótima história acaba caindo pra escanteio e o público acaba sendo brindado com algo que não era da mesma fórmula apresentada pelo roteiro (ou no caso livro).
Sabe aqueles filmes onde você meio que desconhecia da produção durante certo tempo, até quando soltam o primeiro trailer e você começa a ficar extremamente ansioso não só pelo seu elenco estrelar, mas sim pela originalidade de sua história? É exatamente o que acontece com "O Contador", novo longa do diretor Gavin O'Connor (de "Força Policial"), onde a sua principal surpresa fica por conta de seu roteiro extremamente diferente e intrigante, que nos é mostrado como um verdadeiro jogo de quebra-cabeças.
A trama apresenta a história de Christian Wolf (Affleck), que desde pequeno foi diagnosticado com a síndrome de Savant, onde a mesma a faz ter uma maior afinidade por detalhes e números ao invés de com pessoas (como se fosse um tipo de autismo). Ele trabalha como contador em uma pequena firma, porém o que ele esconde é o fato de trabalhar na função para mafiosos, traficantes de drogas, armas e outras das pessoas mais perigosas e procuradas do mundo. Sendo visto como um potencial suspeito de alguns crimes, o Departamento Criminal do Ministério da Fazenda, liderado por Ray King (J.K. Simmons, o novo Tenente Gordon no novo "Batman" do próprio Affleck), decide colocar a novata Marybeth Medina (Cynthia Addai-Robinson) como principal investigadora no caso e aos poucos ela vai descobrindo que Wolf vai muito além de um simples contador. Enquanto isto, este começa a trabalhar como contador de uma famosa firma de próteses humanas e acaba descobrindo uma enorme discrepância cometida pela mesma, fazendo ele e sua colega de trabalho (Anna Kendrick, de "Os Caça-Noivas") entrarem em um conflito pelo qual eles jamais imaginavam.
Affleck já tem certa fama de não ser um bom ator, pois ele sempre possui a mesma expressão depressiva e pálida na maioria de seus longas. Porém aqui ele não só atua bem, como também aproveita dessa sua fama mencionada (além da recente, de ser o novo Homem-Morcego), pra aplicar em seu personagem e realizar uma puta atuação no longa (que não duvido que figure no Globo de Ouro ou até mesmo no Oscar). Seu contra ponto no longa, vivido por Berthal é outro ponto positivo, pois ele exerce o tipico vilão "sarcástico" que não tem piedades de ser mal (o que inclusive faz ele causar os principais momentos de suspense do longa). Quanto a Kendrick, ela ta mais aqui pra ser um verdadeiro alivio cômico na produção, pois suas cenas com Affleck são aquelas "engraçadinhas" que rolam pra deixar o enredo mais calmo. Quanto a Simmons e John Lithgow ("Interestelar"), eles cumprem seu papel e ambos arrasaram em momentos chaves envolvendo seus personagens.
A competente direção de Gavin O'Connor soube dosar completamente estes momentos citados, onde ele aproveitou e muito bem o roteiro Bill Dubuque (que roteirizou também o ótimo "O Juiz"), e tratou de deixar bem clara a explicação da síndromepossuída pelo protagonista logo em seu prólogo, assim como os breves plot-twists que rolavam na trama.
"O Contador" sem dúvidas é uma das melhores surpresas de 2016, pelos quais em seus créditos finais temos uma enorme e feliz sensação de que o cinema não está morrendo, mas na verdade "evitando" de arriscar em enredos originais e ótimos como este. RECOMENDO!