quarta-feira, 9 de julho de 2014

CRÍTICA - TRANSCENDENCE: A REVOLUÇÃO


Guerra entre os humanos e as maquinas, já não é um tema novo no cinema. Imortalizado nas telas com as séries "O Exterminador do Futuro" e "Matrix", agora é laçada mais uma produção nos mesmos moldes: "Trancendece: A Revolução". Com direção do diretor de fotografia de quase todos os filmes de Christopher Nolan (da trilogia "Batman - Cavaleiro das Trevas"), Wally Pfister (que ganhou um Oscar por "A Origem"). A trama tem como principio o neurocientista Will Caster (Johnny Depp, de "O Cavaleiro Solitário") e sua esposa Evelyn Caster (Rebecca Hall, de "Vicky Cristina Barcelona"), que descobrem a existência de uma nova forma de tecnologia que poderá revolucionar beneficamente a humanidade de diversas maneiras. Com a ajuda do amigo deles, Max (Paul Bettany, de "O Código Da Vinci"), ele decidem fazer uma demonstração prévia ao público do que está por vir. Mas coincidentemente um atentado ocorre no prédio, matando quase toda a equipe de pesquisa e desenvolvimento, exceto Joseph Tagger (Morgan Freeman, de "Truque de Mestre"). Já Will acaba tomando um tiro com um projétil que contém partículas nucleares, que lhe deixa com poucas semanas de vida. Sem outra saída, Evelyn pressupõe em exercer o projeto utilizando a mente do próprio marido. Mas o que ninguém imaginava, é que quando ele invadir por completo o sistema de internet, uma verdadeira revolução mundial tem inicio.


Logo nestes primeiros minutos de projeção, já notamos o quanto o mesmo é dirigido por um especialista na área fotográfica. Até quase metade da mesma, ela se encontra em uma tonalidade pálida, escura e depressiva. Mas assim que a película começa a tomar novos rumos, o estilo muda e começa a ficar mais alegre, claro e colorido (enaltecendo os laboratórios de pesquisa e a natureza). Outro fator que também merece atenção, foi a atuação de Johnny Depp. Seu personagem já demonstra um perfil que transpõe exatamente o clima da produção, logo nos primeiros minutos em cena. Quanto sua química com Hall, chega ser salva na verdade pelo desempenho desta. Ela exerceu uma grandiosa atuação, que chega a ser convincente a ponto de nos questionarmos de suas verdadeiras atitudes durante toda a projeção. Já Bettany também chega a chamar bastante a atenção, já que seu personagem é um dos que mais evoluiu no decorrer do filme. Agora Morgan Freeman possui uma atuação um tanto que homeopática, aparecendo mais como um tipo de "caractere tapa buraco". Podemos dizer o mesmo de Cillian Murphy ("Batman Begins"), que deve estar por aqui mais pela constante parceria com Christopher Nolan.


O roteiro que foi escrito pelo estreante Jack Paglen, permaneceu durante anos na Black List (ótimos roteiros que não conseguiram verbas e condições para serem filmados e acabam sendo guardados), faz uma severa crítica a sociedade atual. No inicio da película vemos Max caminhando por um ambiente pré-apocalíptico, mas logo notamos que o clima está desta forma pelo simples motivo de não haver mais tecnologia. Todos a volta dele estão se comportando como sedentários, como se o mundo tivesse mesmo perto do fim e não houvesse mais volta. Essa sequencia serve como uma ótima mensagem de o que poderá ocorrer futuramente, se o ser humano se tornar dependente da maquina, ao invés do oposto. "Transcendence - A Revolução", serve como mais uma produção que ao seu desfecho, saímos da sala do cinema pensando se tudo isso que surge a cada dia, poderá um dia ser prejudicial de fato.

Nota: 8,5/10,0

Imagens: Reprodução da Internet

Um comentário:

Unknown disse...

Wally Pfister como diretor, ele trabalhou como diretor de fotografia de vários filmes de Christopher Nolan, como por exemplo a trilogia Batman e A Origem. Este thriller de ficção científica mais de 100 minutos, eu gostei. Transcendence é um filme estranho e muito futurista que eleva a curto prazo um futuro muito sombrio para toda a humanidade. A coisa interessante sobre este filme é o debate e o dilema moral que surge quando se discute os limites da ciência e tecnologia. Transcendênce é o primeiro filme que fez Wally Pfister, diretor de fotografia de quase todos os filmes de Christopher Nolan.

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