domingo, 18 de dezembro de 2016

A ÚLTIMA RESSACA DO ANO

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Filmes natalinos são praticamente praxe no cinema, pois todos anos eles arrumam algum enredo que se enquadra na temática e o lançam em meados de novembro/dezembro. Normalmente as formulas sempre são genéricas e as vezes funcionam, outras não. No caso de "A Última Ressaca do Ano", ela poderia ter funcionado se os roteiristas Justin Malen, Laura Solon e Dan Mazer, soubessem a enorme qualidade do elenco secundário que eles tinham em mãos. Pra quem está habituado com comédias estadunidenses e assiste ao programa "Saturday Night Live", sabe que nomes como (tirando o trio destaque Jason Bateman, Jennifer Aniston e T.J. Miller) Kate McKinnon ("Caça-Fantasmas"), Jillian Bell ("Anjos da Lei 2"), Rob Corddry ("Antes Só Que Mal Casado") e Vanessa Bayer ("Descompensada"), já nos fazem rir só de olhar para as caras deles em determinadas situações (fazem nem 15 dias que ri adoidado com a sátira de McKinnon, a Hillary Clinton, no "SNL")

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O enredo aqui tem inicio com Clay (T.J. Miller), que é o herdeiro de uma enorme companhia de tecnologia, e possui um péssimo relacionamento com a irmã e parceira na mesma, Carol (Jennifer Aniston), que planeja fechar a sede e demitir todos os seus funcionários. Seu melhor relacionamento na empresa, é com seu braço direito Josh (Jason Baterman) que basicamente o ajuda a tocar toda a empresa. Cientes da situação, fazem um acordo com Carol: se eles fecharem um contrato de 14 milhões com um importante representante, a mesma continuara na ativa. Para impressiona-lo a assinar o contrato, eles tem a ideia de fazer uma enorme festa de natal na empresa, para ele ver como todos os funcionários são unidos e amigáveis.

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É ai que ta o principal erro do longa, pois eles poderiam ter aproveitado e muito as esquetes que ocorrem durante a festa. A maioria das piadas do longa envolvem escatologia ou até mesmo diversas menções a longas famosos (onde a principal é sobre "Velozes e Furiosos", chega a render um dos melhores momentos), e nada é mais além disso. Porém o grande destaque da fita, é Jennifer Aniston, pois ela parece ser a única que encontrou a tonalidade pertinente a sua personagem (mesmo sendo a única realmente interessante), pois Miller, Bateman e até a própria Olivia Munn (que é considerada da musa dos Nerds), estão nos seus "papéis padrões no cinema" (o sujeito tímido e acado, o cara zueiro e sem noção, a nerd gotosa). 

Cientes da situação ocorrida no longa, claramente a dupla de diretores Josh Gordon e Will Speck utilizaram um clássico recurso que "vem dado certo" no cinema: colocam uma porrada de músicas conhecidas e bacanas no decorrer da narrativa, onde os mais desatentos irão curtir as mesmas e deixar passar a maioria dos erros e furos no roteiro. Devo dizer que comigo já não havia funcionado em "Esquadrão Suicida", e agora funcionou muito menos. 

"A Última Ressaca do Ano" é mais um mero exemplo de comédia natalina que tinha tudo pra funcionar com seu grandioso elenco humorístico, mas que foi completamente desperdiçada pelo seus roteiristas (lembrando que o argumento foi criado pela dupla Jon Lucas e Scott Moore, os mesmos de "Se Beber, Não Case!"), e seus atores aparentemente não estavam com vontade nenhuma de inovar perante o roteiro apresentado.  

Nota: 4,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

ROGUE ONE: UMA HISTÓRIA STAR WARS

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Há quase um mês estava abordando aqui no blog, que "Animais Fantásticos" foi uma verdadeira aula de como se realizar um spin-off de uma franquia renomada. Hoje acabamos tendo mais um exemplo bem sucedido deste tipo de películas, pois "Rogue One: Uma História Star Wars" é sem duvidas um sinal que a Disney está indo pelo caminho certo com a saga de George Lucas. Aqui não ha menções aos fatos do episódio 7, muito menos aos outros personagens dos outros longas (tirando Darth Vader). Todos são completamente novos neste universo. 

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O longa se passa entre os eventos do "Episódio III: A Vingança dos Sith" e "Episódio IV: O Império Contra Ataca", onde mostra a garota Jyn sendo separada dos pais, logo depois que sua mãe foi morta e seu Pai (Mads Mikkelsen) intimado para trabalhar na construção da estrela da morte. Ela acabou então ficando aos cuidados de Saw (Forest Whitaker), onde depois que completou 16 anos (agora vivida por Felicity Jones, de "Inferno"), ela acabou tocando a vida por conta própria. Um tempo depois ela acabou presa, porém ela foi resgatada pela Aliança Rebelde, que lhe pede ajuda para acessar a uma mensagem do seu Pai a Gerrera. Ao acessa-la ela descobre que se trata de um enorme plano para destruir a estrela da morte, o que a faz se juntar com alguns membros da aliança rebelde para executar esta missão.

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Felicity Jones é uma atriz carismática, e ela já deixou isso claro em seus últimos trabalhos. Só que aqui ela não tem muitas falas. e trabalha muito mais suas expressões do que seus diálogos (fazendo-a ser uma personagem bem menos interessante que a Rey). A química dela com Diego Luna é realmente boa, mas não é o forte do longa, o que consequentemente os farão não serem lembrados nos próximos anos como protagonistas de um dos filmes de "Star Wars". Por sorte o roteiro da dupla Chris Weiz ("Um Grande Garoto") e Tony Giroy ("A Identidade Bourne"), fez questão de trabalhar muito mais nos personagens coadjuvantes. O que fez levar os personagens Chirrut (Donnie Yen da trilogia "Ip-Man", que tem divertidas sequencias de lutas aqui), e o androide K-2SO (Alan Tudyk), roubarem a cena em algum dos momentos. Só que quem acaba realizando o feito de forma mais gloriosa (mesmo aparecendo pouco) é o próprio vilão Darth Vader (ainda dublado por James Earl Jones), que arrancará suspiros dos fãs da série

Outro acerto da dupla foi na mesma questão que J.K. Rowling em "Animais Fantásticos", onde eles não perderam tempo explicando as expressões e o universo de "Star Wars" no longa. Você precisa conhecer o mesmo pra poder pegar as sacadas e referencias no decorrer do mesmo (então se você não sabe o que é um Jedi, trate de pesquisar sobre antes de ver esse longa), caso contrário você não vai entender absolutamente nada. 

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Mas a grande e verdadeira estrela do filme, foi sem duvidas o diretor Gareth Edwards. Ele não só conseguiu captar a essência que "Império Contra Ataca" tinha, como ele também teve o cuido enorme de retratar toda a sua narrativa como se fosse mesmo um longa daquela época ainda (só que com efeitos visuais melhores, obviamente). A única coisa que ele acabou pecando, foi pro excesso de tempo nas sequencias de lutas espaciais, que acabam sendo enjoativos as vezes. Quanto ao recurso 3D durante todo o longa, não vi a necessidade e a película pode ser conferido com a mesma qualidade em 2D

"Rogue One: Uma História Star Wars" é mais um ótimo exemplo de como se realizar um Spin-off de qualidade, e que ao mesmo tempo faça até no último segundo os fãs da série ovacionarem o longa em seu último segundo (isso mesmo, na sessão onde estive a galera bateu palmas!). Se achei o melhor da série? Não, pois preferi muito mais o Episódio VII. Mas que venham mais longas de "Star Wars", pois ta pouco! RECOMENDO!

Obs: o longa não tem cena pós créditos.

Nota: 9,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

JACK REACHER: SEM RETORNO

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No inicio de 2013 foi lançado "Jack Reacher: O Último Tiro" nos cinemas. Não me recordo de te-lo conferido nos cinemas, pois não estava no Brasil na época (mas me recordo de ele ter estreado no exterior na mesma época também, e nem sei se fez sucesso por aqui). Assisti um tempo depois e honestamente achei um dos filmes mais fracos da carreira do Tom Cruise. O personagem poderia ser até interessante, o livro de Lee Child (pelo qual foi inspirado) pode até ser bom, mas o enredo em si foi mais um mero longa policial, onde Reacher foi retratado como uma mistura de James Bond e Jason Bourne. Não sabíamos muito de sua origem ou o porque de seu personagem ser daquele jeito. Ele tava ali, fazia o que era proposto e pronto acabou o filme. Porém em meados do ano passado (depois da televisão a cabo exibir o citado exaustivamente em quase todos os canais), foi anunciado que o longa teria uma sequencia nas telonas. Enquanto o primeiro foi baseado no nono livro da série (que só teve cinco deles lançados no Brasil), este foi baseado no último (não lembro qual o número, mas foi lançado justamente em 2013).

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Depois de quase perder este nas telonas também, agora consegui um tempo para conferi-lo e devo dizer com toda honestidade do mundo, que até gostei da narrativa abordada. Ela mostra logo de inicio, Jack (Cruise) conseguindo capturar o chefe de uma quadrilha de policiais corruptos, o que chama a atenção da Major Turner (Cobie Smulders, a Robin de "How I Met Your Mother"), onde logo os dois acabam criando um vinculo via constantes ligações entre os dois. Porém quando Reacher vai visita-la de surpresa em Detroid, na sua antiga unidade militar (onde era também era Major), acaba sendo surpreendido com a noticia que ela foi presa acusada de espionagem, ao mesmo tempo que ele descobre que pode ser pai de uma adolescente de 15 anos (Danika Yarosh). Agora ele decide não só tentar provar a inocência da amiga, como também descobrir se realmente é Pai. 

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Cruise aqui consegue realizar uma verdadeira mescla de perfis, pois em alguns momentos ele pega um pouco de Jason Bourne, outros de Sylvester Stallone e outros de James Bound. Porém esta mescla funciona de acordo com a narrativa. Já sua química com Smulders poderia ter sido melhor, se a atriz não estivesse tanto no automático como ela estava aqui (ela esteve melhor até nos episódios mais fracos naquele seriado citado), e ela acaba sendo compeçada pela jovem Yarosh (que acaba roubando a cena, por se portar exatamente como Cruise durante diversos arcos).

Só que o principal erro do roteiro de Marshall Herskovitz, Richard Wenk e Edward Zwick (que também assina a direção), é rechear o a trama com diversas passagens clichês envoltos a intensas sequencias de ação (quem tem o minimo bom senso de cinema, já matou todo o arco dele com a filha, sem mesmo ver o filme). Ta certo que as mesmas foram bem realizadas e tudo, porém daria muito bem pra meterem alguns ploat-twists legais ali, só que preferiam deixar tudo muito superficial.

"Jack Reacher: Sem Retorno" é mais uma sequencia que provavelmente acabará engavetando a franquia nos cinemas, pois não só se tornou mais um mero filme de ação, como também não está rendendo mundialmente o que Cruise e a Paramount esperavam. Uma pena, pois é bacana ver o ator envolvido em mais de uma franquia que não fosse "Missão Impossível".

Nota: 7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A CHEGADA

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Mesmo com 2016 tendo lançado ótimas películas de histórias em quadrinhos (vide "Deadpool" e "Doutor Estranho"), foi péssimo para os com a temática "invasão extraterrestre". "A 5ª Onda" e "Independece Day: Ressurgimento", foram dois claros exemplos de produções que nunca deveriam ter saído do papel. Eis que pra surpresa de todos, a adaptação do livro de Ted Chiang (que foi batizado por aqui de "A História da Sua Vida e Outros Contos"), "A Chegada" literalmente quebra esse paradigma que o gênero tem sofrido neste ano. 

A começo que temos na direção Denis Villeneuve ("O Homem Duplicado"), que ultimamente só tem feito películas realmente boas e que vem chamando atenção em diversos festivais por onde passa (lembando que ele atualmente comanda "Blade Runner 2"). Em seu elenco temos uma Amy Adams que tá praticamente com a mão no Oscar (em certo momento no penúltimo ato, temos a comprovação que ela é realmente ótima), um Jeremy Renner que chega a ser o alivio cômico, e um Forest Whitaker que ta competente, porém não marcante. 

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A trama é bem simples de se sacar a principio, pois ela mostra a professora linguística Louise Banks (Adams), que logo ao ser notificada de uma invasão de seres alienígenas, em naves com formato de "Ruffles", é convocada pelo governo dos Eua para traduzir o que eles querem dizer para os seres humanos. Logo ela acaba se juntando com a equipe de militares, e dentre eles o físico Ian Donnelly (Renner), onde aos poucos eles acabam percebendo que não será um trabalho tão simples.

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Durante a narrativa comandada por Villeneuve, ele consegue captar os estilos tanto de Kubrick (a ausência constante de trilha sonoras, envolta de um arco bem cabeça), uma fotografia escura e misteriosa (lembrando até mesmo o saudoso Hitchock), e as relações familiares a lá Spielberg, e os questionamentos a lá Terrence Malik ("A Árvore da Vida"). Ele soube dosar esses todos esses tópicos homeopaticamente durante a narrativa, onde nos acaba fazendo possuir um interesse maior pela trama cada vez mais e nos perguntar constantemente o real significado das mensagens dos extraterrestres. Porém já vou logo avisando, que pra quem vai ir achando que verá um longa no estilo "Guerra dos Mundos", você está indo com o pensamento errado, pois o principal propósito do longa é fazer você sair da sala de cinema se questionando sobre diversas discussões apresentadas (algo que raramente outra produção deste gênero, fez você sentir). 

"A Chegada" sem duvidas foi uma das maiores surpresas de 2016, e provavelmente encabeçara em diversas indicações ao Oscar (Filme, Direção, Atriz para Adams, Roteiro Adaptado e os técnicos). Agora se ele vai levar... Ainda é muito cedo pra julgar. RECOMENDO!


Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

domingo, 27 de novembro de 2016

SNOWDEN - HERÓI OU TRAIDOR

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Que Oliver Stone se fincou como um dos principais cineastas responsaveis por retratar personalidades e casos envolvendo a politica estadunidense já não é novidade. Depois de obter sucesso transpondo as histórias sobre JFK, a queda das "Torres Gêmeas", e uma crítica acida aos bastidores de "Wall Street", Stone decidiu ir mais além e focou agora na história de uma das personalidades mas icônicas desta década: Edward Snowden. O jovem técnico de informática que trabalhou durante alguns anos na CIA, e que depois de ir contra alguns padrões e procedimentos realizados pela agencia, decidiu simplesmente soltar a tona todas essas informações para os maiores vínculos de comunicativos dos EUA.

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Porém o principal erro de Stone, foi ele ter adaptado a história como se fosse uma espécie de "novo 'A Rede Social'", pois o longa já começa com Snowden (Joseph Gordon-Levitt, de "A Travessia") com os três jornalistas mais respeitados dos Eua (vividos pelos ótimos, porém não muito marcantes aqui, Melissa Leo, Zachary Quinto e Tom Wilkinson), dentro de um quarto de Hotel onde ele iria repassar todas as informações que ele havia adquirido. Porém enquanto ele vai conversando com os mesmos, toda sua história é contada desde quando ele era um simples militar que sofreu um incidente que acabou quebrando suas duas pernas, até ele se tornar um analista da CIA e ir parar ali. 

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Fora deste erro apontado na narrativa, o enredo também peca pelo arco envolvendo Snowden e sua namorada, Lindsey (Shailene Woodley, de "A Culpa é das Estrelas"), pois ele basicamente serviu mais pra encher linguiça e trazer o arco "romântico/clichê" na trama. Em contraponto, a atuação de Levitt está mais uma vez ótima (é questão de tempo, para ele ter seu trabalho reconhecido), e ele tem momentos realmente bons na trama, e tirando o fato de ele ser extremamente parecido com o verdadeiro Snowden. Quanto a seus momentos com seus professores interpretados por Rhys Ifans ("Um Amor a Cada Esquina"), e Nicolas Cage (sim, ele fez uma ponta aqui!), digamos que o primeiro tem um dos melhores momentos do longa e ajuda bastante na carga de suspense e drama do longa. Enquanto ao segundo, fica mesmo a caga sarcástica e é o "principal álibi" do protagonista, com relação ao seus atos. 

Já quando o filme toca pra questão politica, vemos a enorme crítica que ocorre com relação a transposição do governo de George W. Bush, para o de Barack Obama (onde a narrativa deixa clara desde a principal proposta deste, era desde o inicio "derrubar todas as atividades ilegais, envolvendo a quebra de sigilo da população"). 

"Snowden: Herói ou Traidor" (subtitulo que nem o próprio Stone gostou que o Brasil deu), é mais um tipico longa que os fãs do trabalho do diretor irão gostar, quem é da área de computação/tecnologia vai gostar, quem é fã dos atores centrais vai gostar, só que quem não curte longas com certas pitadas politicas e afins, deverá passar longe, pois o longa não é recomendado pra você. Agora se você quiser saber mais a respeito de Edward Snowden, recomendo também que assista ao documentário, vencedor do Oscar, "Citizenfour", que é uma versão "menos dramática" do que foi apresentado aqui. 

Nota: 7,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sábado, 26 de novembro de 2016

ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM

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Parece que foi ontem, mas já fazem 15 anos da primeira vez em que assisti ao primeiro longa de Harry Potter nos cinemas. Tinha sete anos na época e lembro de ter ficado vislumbrado com tamanha qualidade que o filme possuía e também pelo simples fato que era o meu primeiro live-action nas telonas. A franquia se tornou tão apaixonante pra mim, que o bruxinho me acompanhou durante todos meus anos no colégio (começou em 2001 e acabou em 2011). Em seu capitulo final, confesso que chorei no desfecho "As Relíquias da Morte: Parte 2", pois uma parte de mim estava sendo finalizada juntamente dos meus anos no colégio. Porém foi uma enorme surpresa pra mim (e pra muitos fãs da saga), que o universo continuaria nas telonas, com roteiro de autoria da própria J.K Rowling e direção do próprio David Yates (que comandou os quatro últimos filmes da série). Eis que chegou o esperado dia de ver o longa, e por sorte ele cumpriu o que prometeu. 

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O enredo mostra o jovem bruxo Newt (Eddie Redmayne, de "A Teoria de Tudo"), que desembarca em Nova York, portando uma maleta que esconde os mais diversos animais do mundo da bruxaria. Porém ele acaba tendo um desencontro com o trouxa Kowalski (Dan Folger, de "Maldita Sorte"), onde este acaba descobrindo acidentalmente a existência dos animais fantásticos e dos bruxos. Só que durante toda esta confusão, uma das conselheira do ministério da magia, Tina (Katherine Waterston, de "Steve Jobs") acaba presenciando tudo e faz questão de leva-los para o mesmo, para arcarem com as possíveis consequências. Ao mesmo tempo ainda vemos mais dois arcos, que envolvem o misterioso Credence (Ezra Miller, o Flash/Barry Allen do cinema) e Graves (Colin Farrell, de "Presságios de Um Crime"), e um no mundo dos trouxas que cada vez mais quer acabar com ataques de bruxos no mundo, onde o arco fica por conta da relação da mãe de Credence, com um influente politico (Jon Voight, de "A Lenda do Tesouro Perdido"), cujo filho disputa uma eleição local. 

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De todos estes arcos apresentados, vemos que o mais intrigante e que me cercou com grande mistério perante toda a projeção, foi o de Farrell e Miller. Eu não esperava nada de ambos no longa, e ambos não só transpõem extremo suspense em cena, como é o também é a subtrama mais interessante. Quanto ao que todos queriam saber: Eddie Redmayne realmente serve para ser protagonista no universo bruxo? A resposta é sim! O ator não só encontra um ótimo timing e química com Folger e Waterston, como também nos faz desconfiar muito de suas verdadeiras origens.  Mas quem realmente acaba roubando a cena no longa em alguns momentos, é Alison Sudol (que interpreta Queenie, irmã de Tina). Ela consegue exercer homeopaticamente as funções de alívios cômicos e românticos com Folger. Ah e sim, Johhny Depp está brevemente no longa (pra tristeza de algumas pessoas).

Quanto a direção de Gates, devo dizer que o mesmo nos faz reviver toda aquela mágica no universo mágico de Harry Potter novamente. Seja na narrativa, onde somos apresentados aos mais diversos monstros (em uma computação gráfica extremamente competente), ou aos novos personagens deste mundo. Claro que pra quem leu todos os outros livros da série, ficará claro que o roteiro de Rowling possui uma enorme sensação de estarmos, de fato, lendo a um novo livro da série ao invés de vendo uma adaptação da mesma. Ela não perdeu tempo explicando pro público como funcionavam os feitiços, quais eram os cargos no Ministério da Magia, dentre outras coisas que pessoas "trouxas" não sabem. Deixou tudo de uma forma como se nós já fossemos cidadãos do universo dela. 

"Animais Fantásticos e Onde Habitam" é sem duvidas um dos melhores longas do ano, e um ótimo retorno do universo mágico de Harry Potter, pelo qual alguns fãs terão de imediato a vontade de retornar a ler os livros da "primeira série" de Rowling, e torcer logo pra chegada do próximo longa. RECOMENDO!

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

domingo, 13 de novembro de 2016

DEMOLIÇÃO


O canadense Jean-Marc Vallée ganhou um enorme reconhecimento há cerca de três anos, quando dirigiu "Clube de Compras Dallas", que rendeu o Oscar de atuação para Metthew McCaunagay e Jared Leto. No ano seguinte ele lançou o divertido "Livre, que rendeu também renderam indicações para as atrizes Reese Witherspoon e Laura Linney. Agora ele lançou seu terceiro longa, pós "maratona do Oscar", onde eu como cinéfilo criei certa expectativa com o canadense. "Demolição" tem o mesmo principio dos outros longas, onde temos como protagonista Davis (Jake Gyllenhaal), que é completamente metódico e tem sua vida transformada completamente depois da morte da esposa Julia (Heather Lind), um acidente de carro. Aos poucos a vida dele vai começando a decair, e depois de uma conversa com seu sogro (Chris Cooper), ele repara que poderá suportar a dor começando a quebrar e destruir as coisas que lhe da na telha. No meio destas manias, ele acaba conhecendo Karen (Naomi Watts), que acaba fazendo nascer uma estranha amizade dentre eles. 

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Apesar da química de ambos os atores ser realmente plausível, ambos não conseguem entrar na tonalidade que o longa quer transpor. Ele com o problema da perda, ela com o das drogas, ok, mas faltou mais emoção neste arco. O grande peso do longa fica por conta dos encontros de Davis e seu sogro (cujo penúltimo ato dentre eles chega a ser o ponto forte da película), e o filho de Karen (Judah Lewis). Mesmo assim, o roteiro de Bryan Sipe é realimente congruente com a situação de uma pessoa que perde um ente querido de forma inesperada. O dia a dia, a decadência, os comportamentos estranho e por ai vai. Isso Vallée acertou em cheio em focar nos dois primeiros arcos do longa, porém quando ele começa a se relacionar mais com Karen e o filho dela, o longa meio que perde o foco que ele tinha antes e meio que prepara um campo pro clichê (que não é bem um clichê, no final das contas). 

"Demolição" tinha tudo pra ser mais um longa interessante de Vallée, mas é o seu longa mais fraco destes outros dois mencionados no inicio da analise, e o mesmo pode se dizer do recente currículo de Gyllenhaal e Watts. 

Nota: 6,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet