terça-feira, 30 de janeiro de 2018

ME CHAME PELO SEU NOME

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Lentamente a adaptação do livro de André Aciman, "Me Chame Pelo Seu Nome", vem ganhando uma notoriedade por onde passa. Começou em alguns festivais independentes, como o de Toronto, até vir as indicações nas categorias principais do Globo de Ouro e Oscar. Mas qual é o diferencial dele, além de abordar uma história de amor gay? Pois bem, a direção de Luca Guadagnino procura focar exatamente na personalidade do casal central, envolto a situações rotineiras de quaisquer casal que se apaixona, independente do sexo (sim não a uma trama exata aqui). 

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O enredo se passa em algum lugar na Itália, em meados dos anos 80, e mostra a história do jovem Ellio (Timothée Chalamet, de "Lady Bird"), que recebe a visita do amigo de seu Pai, Oliver (Armie Hammer, de "O Agente da Uncle") para passar o verão em sua casa e lhe auxiliar com alguns trabalhos. Aos poucos o primeiro vai começando a sentir sentimentos estranhos e começa a ter conflitos com relação a sua sexualidade, ao se mostrar apaixonado pelo segundo.

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Devo dizer que aqui nada é jogado pro público se acostumar, mas tudo é mostrado de forma sutil pelo diretor, onde ele induz sobre o que irá acontecer (nada é sancionado ao público, além do que é mostrado), seja através de uma escultura, um toque na música ou até mesmo uma simples cena de café da manhã. Fora que na retratação disso, a fotografia de Sayombhu Mukdeeprom remete o tempo todo ao estilo das produções oitentistas ao usufruir das belas paisagens italianas, enquanto estes arcos são retratados.  

Mas tudo isso ganha notoriedade graças a atuação da dupla central, vivida por Chalamet e Hammer. Enquanto o primeiro ainda na transição da fase de adolescente para adulto começa a sentir sérias duvidas diante de sua sexualidade, pois ao mesmo tempo em que começa a se relacionar com Marzia (Esther Garrel), segue com uma constante duvida e medo sobre sua paixão por Oliver. Esses sentimentos ficam notórios a todo o momento pro espectador, e realmente acabamos sentindo realmente o que o personagem sente (indicação ao Oscar merecida). Já o segundo mostra exatamente o oposto, onde em um primeiro momento vemos o mesmo completamente confiante de si e seguro de suas atitudes. Porém quando o longa começa a focar no mesmo, vemos que assim como aquele, ele também possui seus medos. Claro existem alguns outros personagens coadjuvantes que possuem seu momento durante a narrativa, só que não vou revelar quais pra não tirar a graça. 

"Me Chame Pelo Seu Nome" é uma obra que digamos me pegou de surpresa nesse final de janeiro, pois não esperava que o mesmo fosse mais superior e interessante do que o recém ganhador do Oscar, "Moonlight". Só digo que as indicações a este foram merecidas, porém infelizmente não irá conseguir ganhar nenhuma.

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

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