Nicolas Winding Refn é conhecido por grande parte dos cinéfilos por ter sido responsável pelo cult, com Ryan Gosling, "Drive". Com uma originalidade em seu roteiro e sua direção que lembrou bastante o visual do jogo GTA, Refn não só foi premiado como melhor diretor em Cannes por este, como também começou a chamar a atenção no cinema. Nas últimas semanas consegui um tempo para conferir seu último longa, "O Demônio de Neon".
A principio o enredo me lembrou bastante aquela novela da Globo, das 23hrs, "Verdades Secretas", onde aqui a protagonista é a jovem de 18 anos, Jesse (Elle Fanning). Ela decide largar tudo pra trás e seguir uma carreira no mundo da moda. Só que a medida que ela vai avançando nos testes, e sendo selecionada para diversos ensaios, ela vai criando diversas inimizades no seu ambiente de trabalho, em especial com a estranha maquiadora Ruby (Jena Malone).
A principio o roteiro de autoria do próprio Refn, em parceria com Mary Laws e Polly Stenham, fizeram um arco legal com a personagem Jesse. A critica aos excessos que o mundo da moda comete, a pressão daquela adolescente em virar uma adulta de imediato (bem como na novela citada no outro paragrafo), onde seus sentimentos de inocência, insegurança e ansiedade são bem abordados tanto pelo roteiro, quanto pela ótima atuação de Elle Fanning. Só que ela tem outros dois fortes nomes, que conseguem roubar a cena, que são Keanu Reeves (que faz um misterioso dono do Hotel, em que ela se hospeda) e a própria Malone (cuja as intenções de sua personagem nunca ficam claras, se ela é mocinha ou uma vilã). Porém seria tudo bacana, se os roteiristas não fizessem essa proeza incrível: nos 20 minutos finais parece que eles tacaram o foda-se pra tudo e a película literalmente decai.
SPOILER, LEIA POR SUA CONTA E RISCO: A sequencia de necrofilia cometida por Malone e em menos de 10 minutos depois, a sequencia de canibalismo, realmente não haviam necessidade alguma de estar dentre o enredo e quem tem sensibilidade alta pra sequencias neste estilo, evite ao máximo esse longa. FIM DO SPOILER.
Quanto a direção de Refn, ele soube comandar de forma competente, onde ele realiza uma mescla nas tonalidades azul e vermelho durante boa parte da produção, onde claramente representam os sentimentos de Jesse durante a situação toda. Por fim, vemos que "O Demônio de Neon" poderia ter sido uma película muito melhor, só que com os rumos que ela tomou, com certeza o interesse e a vontade em ver o desfecho desta história realmente decaíram.
Confesso que faz cerca de um mês que conferi o primeiro longa da franquia Triplo X. Lançado em 2002, o filme tinha chamado bastante a atenção pelo fato de seu protagonista Xander Cage, ser um verdadeiro duble de atividades extremamente radicais (já que o roteiro era bem raso), e foi contratado pra ser um agente a lá 007. As diversas sequencias "impossíveis" do mesmo vinham desde o "básico" com um salto sem paraquedas, até uma descida em um morro que acabará de ser implodido. Três anos depois, eles tentaram continuar a franquia com Ice Cube no papel de protagonista, porém não obteve tanto sucesso e a mesma foi engavetada. Porém 14 anos depois do primeiro longa da franquia, Diesel se transformou em um dos principais nomes de Hollywood e é o "dono" das franquias "Velozes e Furiosos", "Riddick" e agora pelo visto do próprio "Triplo X". Foi então que ele viu que era a hora de voltar a cena.
Mas o que mais me chamou a atenção na passagem dele foi pelo Brasil (tirando ele ter sido rotulado de Tiozão do Churrasco), foi que ele disse que fez o filme pra espairecer a mente (devido a enorme sobrecarga com o trabalho em "Velozes e Furiosos 7"). Ao conferir a produção vejo que ela não só serviu pra fazer ele espairecer, como também ao público que a confere. Sim, "Triplo X: Reativado" é um ótimo pontapé inicial para os Blockbusters de 2017.
A trama começa com Cage vivendo de forma isolada, agora dado como morto, mas ele continua vivendo na enorme adrenalina e pegando tudo quanto é mulher. Só que depois que um satélite cai, um grupo de bandidos roubam uma peça do mesmo, para construírem uma enorme arma de espionagem. É quando a agente Jane (Toni Collette, de "A Hora do Espanto") aparece "no lugar de Gibbons (Samuel L. Jackson)", recrutando Cage para resgatar o artefato. É ai que mais uma vez vemos Diesel (agora em outra franquia) juntando uma equipe de malucos, compostos pelo piloto Tennyson (Rory McCann, de "Game Of Thrones"), a atiradora Jane (Ruby Rose, de "Orange Is The New Black") e o DJ oriental Nicks (Kris Wu).
A formula da franquia continua a mesma do primeiro filme: foco nas cenas de coisas impossíveis e foda-se o roteiro. A competente direção de D.J. Caruso ("Paranoia"), da a devida enfase que se tem que dar nas produções de ação e consegue realizar diversas sequencias bem feitas (destaque para a final, onde o 3D ajuda bastante), e que consequentemente acabam prendendo o espectador nos arcos envolvendo Diesel. Pra já quem o conhece bem, saberá que a sua atuação continua na mesma atuação de seus outros filmes (pelo visto, ele ta encaminhando pra virar o novo Sylvester Stallone). Quem consegue roubar a cena, sendo o alivio cômico inclusive, é Nina Dobrev (da série, "The Vampires Diaries"). E pra nós brasileiros, a breve ponta de Neymar consegue mostrar que o jogador serve só mesmo pra jogar bola, ao invés de atuar (meu Deus, que bizarra foi aquela cena!). Pros fãs de artes marciais, Donnie Yen e Tonny Ja realizam tantas sequencias de lutas bacanas, que só incrementam a massividade nas cenas de ação. Enquanto Collete (o único nome de "peso" no longa), ficou com um papel que possui um estereotipo com diversas intenções suspeitas.
"Triplo X: Reativado" não é um blockbuster "cabeça", como são os da franquia 007, mas são um ótimo sinal de que o estilo burucutu dos anos 80 não está morrendo, mas na verdade está renascendo das cinzas lentamente. Que venham mais filmes de Xander Cage! RECOMENDO!
Musicais são sem duvidas um dos gêneros que mais marcaram a história do cinema. "Cantando na Chuva", "Casablanca", "A Fantástica Fabrica de Chocolates", "Grease", dentre outros acabaram nos marcando de alguma forma. Infelizmente a nova geração ainda não tinha chegado a ter o "musical" que as marcasse de alguma forma. Quando muitos pensavam que o gênero havia morrido nos cinemas (pois "Os Miseráveis" e "Rock Of Ages" foram inspirados nas peças da Brodway), eis que o diretor e roteirista Damien Chazelle ("Whiplash") nos brindou com essa enorme e doce surpresa batizada de "La La Land - Cantando Estações". O filme nem tinha chegado em nossas terras e já tinha conseguido dois feitos incríveis: ser a primeira produção na história a vencer todas as indicações que conseguiu no Globo de Ouro, e figurar com o 21º melhor filme de todos os tempos no IMDB. Finalmente o longa chegou a nossas terras e devo confessar que o hipe em cima dele tem sentido, pois o longa é realmente uma obra-prima!
O longa já começa com um divertido e bem realizado numero musical em um enorme congestionamento, onde no seu desfecho conhecemos os protagonistas Mia (Emma Stone), que tenta ser atriz, e Sebastian (Ryan Gosling) pelo qual não consegue se fixar como pianista e sonhar em ter seu próprio bar de Jazz. Mas ambos acabam se encontrando oficialmente mais tarde em uma festa, onde através de uma clara sequencia inspirada em "Cantando na Chuva", eles começam a ficar mais próximos.
Chazelle tinha em mãos um longa onde praticamente tudo poderia ter dado errado. Desde o enredo, até o estilo retratado no longa, possuem aqui sua identidade e diversificação. As paletas de cores variadas utilizadas constantemente (vide o figurino na foto abaixo), as referencias a longas clássicos (que são mencionados em diálogos, e retratados depois em cena, como ocorre com a de "Casablanca"), onde a mais divertida pra mim foi de "Juventude Transviada". Outro fator que chamou muito atenção, foi a edição nos apresentar os personagens do primeiro encontro no transito, até o segundo (num bar na noite de natal), começando por Mia, e quando ela o vê, volta pra Sebastian na primeira sequencia, e quando ele a vê no segundo encontro o longa segue normal (só por isso, acho que o Oscar de Edição já é certo). A partir deste ponto vemos o quanto Stone e Gosling possuem uma ótima química juntos (também, depois de "Amor a Toda Prova" e "Caça aos Gangsteres", já era bem esperado), onde acabamos sendo brindados com ótimos momentos, que são a discussão sobre Jazz (recordando o longa "New York, New York") e principalmente a música "City Of Stars" (que é a tema do longa, e realmente vicia e nos emociona todas as vezes em que nós ouvimos em cena).
Mas o roteiro de Chazelle também conseguiu realizar uma ótima crítica de como a qualidade das músicas atuais estão caindo (hoje é tudo mais voltado para o eletrônico, e as instrumentais estão morrendo lentamente, como o próprio Jazz), em diversos momentos da película. Pra se ter uma noção, a música citada no último paragrafo é totalmente executada no piano e pelos vocais de Gosling e Stone. Fora as outras do longa, que com certeza já entraram pra história e nos faz coloca-las como favoritas no Spotfy logo após o termino da sessão.
"La La Land - Cantando Estações" sem duvidas renascerá uma nova era de bons musicais nos cinemas, conseguirá fazer o Oscar de 2017 ser uma edição histórica, e assim como no Globo de Ouro, faturar todas as indicações que conseguiu obter. Se você é fã de musicais assista a este longa. Agora se você não os suporta, recomendo que fique em casa vendo Netflix, pois você vai ganhar muito mais. RECOMENDO!
A primeira dica do ano vai para o famoso longa de Arnold Schwarzenegger, que muitas pessoas ainda não o conhecem, mas que entrou no catalogo do serviço há um pouco tempo, e é chamado de "Comando Para Matar". Claro que pelo nome denotasse o que se trata o longa, porém o principal ponto que acaba tornando-o realmente bom é a bizarrice em sua narrativa, comandada por Mark L. Lester.
Pra se ter uma noção começarei apontando o seu enredo bem genérico: Schwarzenegger vive John Matrix, um militar que quer ficar longe dos campos de batalha e decide se aposentar, pra poder ficar com a filha pequena. Eis que somos brindados com uma sequencia entre Pai e filha tão forçada, que chega a ser muito engraçada de se ver. Então do nada chega um grupo de bandidos, liderados por um poderoso ditador, onde propõe que John lhe ajude a conseguir seu poder de volta, em troca da liberdade de sua filha. Como ele é "vida loka", ele pega e foge em pleno voo até o local que ele deveria executar o serviço. É dada a largada contra o relógio para resgatar sua filha e acabar com todos os envolvidos no sequestro.
A trama é basicamente isso, onde temos o Arnoldão matando os caras por piscarem torto pra ele, arremessando cabines telefônicas, matando 300 nego sozinho e por ai vai. Porém isso parece bem banal em um ponto de vista mais sério, mas a narrativa transforma essas situações em um verdadeiro show de humor negro. Ainda eles colocaram uma atriz que não tem química nenhuma com ele, mas ta lá pra ser a "donzela em perigo" (não vou falar muito, pra não estragar as surpresas, mas a personagem tem uns dois arcos bacanas), Mas vale destacar que algumas das sequencias deste longa, foram replicadas em produções de ação atuais como "Jack Reacher: Sem Retorno".
Se você é fã de ação e de longas com Schwarzenegger e cia, "Comando Para Matar" é uma ótima pedida para seu final de semana!
Considerada como uma das mais descontraídas cerimonias de premiação, o Globo de Ouro chega a sua 74º edição, onde terá a icônica apresentação de ninguém menos que o divertido Jimmy Fallon (que promete ser tão engraçado quanto Tina Fey e Amy Poehler nos anos de 2014 e 2015). Este ano a cerimonia irá fazer uma homagem para a grandiosa Merly Streep, lhe entregando o Cecil B. DeMille Award, pelo seu conjunto de obra (que já homenageou atores como Jodie Foster e Denzel Washington). Bom mas vamos ao que interessa: há um tempo que a cerimonia se tornou um possível termômetro pro Oscar (onde ultimamente tem se igualado ao DGA e ao SAG), onde ela já "previu" vitórias de longas como "Argo". Mas como ela sempre é voltada mais para o lado comercial, é provavel que ganhe mais filmes pro "povão". Então vamos lá com os comentários (como não vi todos os longas ainda, vou deixar comentado com base no que li e estudei):
MELHOR FILME DRAMA: MOONLIGHT - SOB A LUZ DO LUAR
A produção de Barry Jankins traça um paralelo com a realidade na qual muitas pessoas acabam vivenciando no dia a dia: jovens da classe baixa, que não conseguem outra opção na vida a não ser exercer o caminho da criminalidade. O longa tem como protagonista um adolescente que está vivenciando isso em Miami, e tenta a todo custo não partir por este caminho. A produção vem sido elogiada por todos os festivais que foi apresentada e sem duvidas será a grande vencedora da noite.
Outros indicados na categoria: Animais Noturnos, Até o Último Homem, Lion, A Qualquer Custo e Manchester a Beira Mar.
MELHOR FILME COMÉDIA OU MUSICAL: LA LA LAND - CANTANDO ESTAÇÕES
Sim, eu não acredito que "Deadpool" não ira ganhar nesta categoria por um simples motivo: "La La Land" traça uma homenagem clara aos longas musicais que conquistaram Hollywood em meados dos anos 60/70, e assim como "Moonlight", a película vem fazendo sucesso por onde passa e provavelmente conseguirá se consagrar na categoria. Mas vamos ser sinceros: é gostoso ver um casal com Ryan Gosling e Emma Stone juntos nas telonas pela terceira vez consecutiva em um ótimo longa (as outras foram por "Amor a Toda Prova" e "Caça Aos Gangsteres"). Agora se o longa não "cantasse nas estações", a noite seria mesmo de "Deadpool".
Outros Indicados na categoria: 20th Century Women, Deadpool, Sing Street e Florence: Quem é Essa Mulher?
MELHOR DIRETOR: DAMIEN CHAZELLE POR "LA LA LAND - CANTANDO ESTAÇÕES"
"Poxa, porque eles não premiam o Mel Gibson, pra assim ele voltar aos holofotes?" A resposta é bem simples: premiar um diretor que já ganhou antes o premio e por um longa de guerra, e ainda com o histórico de Gibson em Hollywood, Só que não né... Chazelle já havia mostrado enorme competência em comandar longas com "Whiplash" e como seu novo longa também vem ganhando enorme reconhecimento, nada mais justo.
Outros indicados: Mel Gibson - Até o Último Homem, Tom Ford - Animais Noturnos, Berry Jekins - Moonlight e Kenneth Lonergan por Manchester a Beira Mar.
MELHOR ATOR EM FILME DRAMÁTICO: CASEY AFFLECK POR MANCHESTER A BEIRA MAR
Sim, esse é o ano do irmão caçula de Ben Affleck. Aqui ele interpreta o papel de um Tio que tem que cuidar do sobrinho, quando ele fica orfão. Não sei muito a respeito da sua atuação, além do fato que ela vem chamando muita atenção com relação aos outros indicados e provavelmente vai render ao ator também seu primeiro Oscar.
Outros Indicados: Joel Edgerton - Loving, Andrew Garfield - Até o Último Homem, Viggo Mortesen - Capitão Fantástico e Denzel Washigton - Fances.
MELHOR ATRIZ EM FILME DRAMÁTICO: NATALIE PORTMAN POR JACKIE
Desde que vi sua atuação neste longa no primeiro trailer, já deu pra se notar que ele não só enalteceu uma das principais figuras da história dos Eua, como também os jurados das premiações adoram atuações assim (vide "A Rainha" que premiou Helen Mirren, quando ela viveu a atual Rainha da Inglaterra). Aqui ela expôs em tela todos os sentimentos que a viúva do Presidente Kennedy teve, perante seu assassinato a sangue frio. Nenhum outro longa antes explorou esta versão da história como aqui foi mostrado. É Amy Adams, este ano ainda não é seu...
Outros Indicados: Jessica Chastain - Miss Sloane, Isabelle Hupert - Elle, Ruth Negga - Loving e Amy Adams - A Chegada.
MELHOR ATOR COMÉDIA/MUSICAL: RYAN REYNOLDS POR DEADPOOL
Em uma das melhores atuações do ano, Reynolds não só conseguirá ganhar o prêmio na noite como será o segundo ator (depois do finado Heath Ledger) a dar um prêmio de grande porte para um personagem vindo das Hqs. Creio que depois de sua vitória, muitas coisas irão mudar positivamente nas adaptações pros cinemas (Logan ta ai pra isso, e que venha um prêmio pro Hugh também!). Agora é torcer pra ele pelo menos ser indicado ao Oscar também (ao que tudo indica, as chances só aumentam a cada dia).
Outros Indicados: Jonah Hill - Cães de Guerra, Colin Farrel - The Lobster, Hugh Grant - Florence: Que Mulher É Essa? e Ryan Gosling - La La Land: Cantando Estações
MELHOR ATRIZ COMÉDIA/MUSICAL: MERYL STREEP POR FLORENCE - QUEM É ESSA MULHER?
Meryl Streep já mostrou que pode tudo em Hollwood (afinal ela é a única atriz que já conseguiu quase 20 indicações ao Oscar, com 3 vitórias), e dentre as outras indicadas ela consegue ser a única que nos faz rir e nos emocionar em um mesmo longa. Independentemente, pra mim ela foi uma das melhores de 2016. Obviamente que ela vai pro Oscar também (junto do Hugh Grant, em sua primeira indicação).
Outros Indicados: Annete Bening - 20th Century Woman, Lily Collins - Rules Don't Apply, Emma Stone - La La Land: Cantando Estações e Hailee Steinfield - Quase 18.
MELHOR ATOR COADJUVANTE: MAHERSHALA ALIPOR MOONLIGHT - SOB A LUZ DO LUAR
Esse é aquele tipico caso, do ator que faz vários longas que conhecemos mas que não sabíamos seu nome. Bom, depois de ele faturar o Globo de Ouro e Oscar deste ano, todos nós passaremos a vê-lo com um outro olhar nos longas, onde as premiações de festivais já deram as caras que ele é o principal favorito na categoria e sem demais. Obviamente que Aaron Taylor Johason estava ótimo em "Animais Noturnos" (é outro forte indicado e pode surpreender), mas é difícil ele ganhar.
Outros Indicados: Aaron Taylor Johason - Animais Noturnos, Jeff Bridges - A Qualquer Custo, Simon Helberg - Florence: Quem é Essa Mulher? e Dev Patel - Lion
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: VIOLA DAVIS - FENCES
Esses dias a atriz ganhou uma estrela na calçada da fama pelo seu conjunto em carreira. Nada mais justo que premia-la na noite de domingo, pela sua atuação nesse elogiadíssimo longa em que ela foi dirigida por ninguém menos que o próprio Denzel Washigton (que também estrela com ela).
Outros indicados: Naomi Harris - Moolight, Octavia Spencer - Estrelas Além do Tempo, Nicole Kidman - Lion, Michelle Willians - Manchester À Beira-Mar .
MELHOR ANIMAÇÃO - KUBO E AS LIÇÕES MÁGICAS
Creio eu, que pelo diferencial que a animação apresentou em sua narrativa e o sucesso que ela vem fazendo, acho que este será o primeiro de muitos anos onde a Disney e até mesmo a própria Pixar fiquem de mãos abanando nas premiações.
Outros Indicados: Zootopia, Moana, Sing - Quem Canta Seus Males Espanta, Ma Vie de Courgette.
MELHOR ROTEIRO: KENNETH LONERGAN POR MANCHESTER À BEIRA-MAR
Não querendo desconsiderar os outros longas, que também são bons, este é o que vem mais chamando a atenção nos festivais e afins por causa do diferencial em sua narrativa, que possui uma premissa bem banal. Talvez ele perca pra "La La Land", mas acho difícil.
Outros Indicados: Damian Chazelle - La La Land, Tom Ford - Animais Noturnos, Berry Jenkins - Moonlight, Taylor Sheridan - A Qualquer Custo.
MELHOR TRILHA SONORA: LA LA LAND - CANTANDO ESTAÇÕES
Só de ouvir todas as trilhas sonoras indicadas, sem duvidas a mais gostosa e que possuía uma melodia realmente cativante e divertida foi a de La La Land, que não dará chances aos outros indicados.
Outros Indicados: A Chegada, Lion, Estrelas Além do Tempo, Lion e Moonlight.
MELHOR CANÇÃO: CITY OF STARS - LA LA LAND: CANTANDO ESTAÇÕES
Vou deixar que este vídeo explique pra vocês:
Outros Indicados: Faith - Sing, Gold - Gold, How Far I'Il Go - Moana e Can't Stop The Filling - Trolls
Não opinei na categoria de filme estrangeiro, mais por não conhecer mesmo muito sobre eles e não ter assistido a nenhum longa na categoria no momento (diferente das outras, onde eu vi pelo menos um). Espero que consiga opinar nesta categoria no Oscar. Bom pessoal deixem seus palpites e vamos ver se consegui ir bem desta vez nos meus... Boa Semana a todos!
Um conjugue que perde o parceiro e acaba tendo de tomar conta sozinho dos filhos que tiveram, e opta pelos meios mais doidos para superar a dor e voltar "ao normal". Esta sinopse já estamos acostumados de ver em diversos longas de Hollywood (como nos ótimos "Compramos um Zoológico" e "Os Descendentes"), e normalmente ganham um destaque pelo rumo que estas tramas ganham.
No caso de "Capitão Fantástico", temos o Pai vivido pelo ótimo Viggo Mortensen (que apresentou sua melhor atuação desde a trilogia de "Senhor dos Anéis" e provavelmente vai ser indicado ao Oscar), que há anos cria os seis filhos em uma floresta, onde eles aprendem todo o tipo de disciplinas escolares (sem sequer ter estado em uma), filosofias, técnicas de defesa e sobrevivência. Porém depois do falecimento repentino de sua esposa, seus filhos lhe intimidam que eles devem viajar para o funeral. Como eles nunca saíram do local antes, finalmente eles descobrirão que a vida não é exatamente da forma que lhes foi ensinada na teoria.
O diretor e roteirista Matt Ross acertou em cheio em apresentar ao publico cada um dos seis filhos e o diferencial dentre eles (onde os destaques vão para as pequenas, que demonstram serem as mais inteligentes de todos), pelo qual acaba nos fazendo criar mais empatia pelo personagem de Mortensen. Claro que como nem tudo é as mil maravilhas, surgem alguns breves contrapontos que nos fazem repensar se tudo esta realmente certo. São quando entram os personagens de Kathryn Hahn (irmã), Steve Zahn (cunhado) e de Frank Langella (sogro), que tem ótimos momentos em cena e faz este conflito aumentar ainda mais. Só que como nos longas citados no primeiro paragráfo, aqui infelizmente o roteiro foi alvo do previsível e isso acabou estragando um pouco o seu desfecho (que poderia ter sido feito de outra forma genial).
"Capitão Fantástico" é um longa que foi feito pra quem gosta de variar os sentimentos em duas horas de projeção (que vão de lagrimas a risos), curte road-movies e uma musica de qualidade. RECOMENDO!
Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet
Obs: Agradecimentos a minha amiga/leitora Anna Bruno, por me pentelhar pra ver esse filme o mais rápido possível... kkkkkkk
Tom Ford é mais conhecido por ser um famoso estilista e fabricante de um dos perfumes mais caros do mundo. Em 2009 ele escreveu e dirigiu seu primeiro longa, "Direito de Amar", que fez sucesso com o publico e a critica, mas somente agora ele lançou o seu segundo, pelo qual é inspirado no livro de Austin Wright, "Animais Noturnos". Pra se ver tamanha "polemica" que ele resolveu criar, logo após o logo dos estúdios Universal Pictures sair de cena, nos deparamos com uma abertura que praticamente resume a sensação que a personagem de Amy Adams causa ao longo da película: náuseas (e para alguns consegue ser mais assustador que muitos filmes de terror).
Ela vive Susan, uma focada empresária artística, que vive uma crise com seu novo parceiro, Hutton (Armie Hammer, de "O Agente da Uncle"). Um dia ela recebe uma encomenda e vê que é o livro escrito pelo seu primeiro marido, batizado de "Animais Noturnos", e que foi dedicado para ela. Ao começar a acompanhar a trama, Susan começa a questionar a sua vida, suas atitudes no passado e se tudo o que está ocorrendo faz realmente sentido. É ai que a narrativa de Ford começa a pecar, pois ele acaba domando duas histórias simultâneas que se intercalam com esta citada (onde volta para o passado em alguns momentos) e a trama do próprio livro que ela lê. Só que ele acabou deixando a narrativa desta muito mais interessante do que a que aborda a vida de Susan (que somente começa a andar na metade do longa). Por sorte roteiro e direção de Ford, aposta claramente em trabalhar nestes arcos a "mente do espectador" para as reviravoltas que irão ocorrer na trama (com um desfecho, que com certeza, entrara para minha lista de favoritos do cinema). Onde as pastilhas escuras escolhidas para a fotografia, remetem ainda mais a sensação de suspense que o longa está transpondo para o público.
Já no quesito de atuações, Adams se saiu bem no papel, porém era um caractere que por conta desta narrativa acabou ficando um pouco "apagado" na trama. A cada momento em que ela interrompe a leitura do livro, nos perguntamos o que ela está pensando e o que ela fez a ficar daquele jeito. Jake Gyllenhaal encarna o protagonista masculino, que quebrando paradigmas do gênero é alguém comum, humano e com medo de tomar sérias atitudes. Mas os verdadeiros nomes do elenco são Michael Shannon, que vive um misterioso policial que não tem nada a perder, e Aaron Taylor-Johnson (que provavelmente vai ser indicado ao Oscar) que possui uma atuação que chega a dar medo em sua primeira sequencia (que foi uma das melhores do longa) com seu estilo genocida e maniaco.
"Animais Noturnos" é um longa que está sendo vendido como um suspense de Oscar (que já foi indicado para três categorias no Globo de Ouro de Filme Dramático, Direção e Ator Coadjuvante - Aaron Taylor-Johnson), mas ao invés disso é um ótimo longa para se ver e debater e muito logo após seu término.