sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

TRIPLO X: REATIVADO


Confesso que faz cerca de um mês que conferi o primeiro longa da franquia Triplo X. Lançado em 2002, o filme tinha chamado bastante a atenção pelo fato de seu protagonista Xander Cage, ser um verdadeiro duble de atividades extremamente radicais (já que o roteiro era bem raso), e foi contratado pra ser um agente a lá 007. As diversas sequencias "impossíveis" do mesmo vinham desde o "básico" com um salto sem paraquedas, até uma descida em um morro que acabará de ser implodido. Três anos depois, eles tentaram continuar a franquia com Ice Cube no papel de protagonista, porém não obteve tanto sucesso e a mesma foi engavetada. Porém 14 anos depois do primeiro longa da franquia, Diesel se transformou em um dos principais nomes de Hollywood e é o "dono" das franquias "Velozes e Furiosos", "Riddick" e agora pelo visto do próprio "Triplo X". Foi então que ele viu que era a hora de voltar a cena.

Mas o que mais me chamou a atenção na passagem dele foi pelo Brasil (tirando ele ter sido rotulado de Tiozão do Churrasco), foi que ele disse que fez o filme pra espairecer a mente (devido a enorme sobrecarga com o trabalho em "Velozes e Furiosos 7"). Ao conferir a produção vejo que ela não só serviu pra fazer ele espairecer, como também ao público que a confere. Sim, "Triplo X: Reativado" é um ótimo pontapé inicial para os Blockbusters de 2017. 

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A trama começa com Cage vivendo de forma isolada, agora dado como morto, mas ele continua vivendo na enorme adrenalina e pegando tudo quanto é mulher. Só que depois que um satélite cai, um grupo de bandidos roubam uma peça do mesmo, para construírem uma enorme arma de espionagem. É quando a agente Jane (Toni Collette, de "A Hora do Espanto") aparece "no lugar de Gibbons (Samuel L. Jackson)", recrutando Cage para resgatar o artefato. É ai que mais uma vez vemos Diesel (agora em outra franquia) juntando uma equipe de malucos, compostos pelo piloto Tennyson (Rory McCann, de "Game Of Thrones"), a atiradora Jane (Ruby Rose, de "Orange Is The New Black") e o DJ oriental Nicks (Kris Wu). 

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A formula da franquia continua a mesma do primeiro filme: foco nas cenas de coisas impossíveis e foda-se o roteiro. A competente direção de D.J. Caruso ("Paranoia"), da a devida enfase que se tem que dar nas produções de ação e consegue realizar diversas sequencias bem feitas (destaque para a final, onde o 3D ajuda bastante), e que consequentemente acabam prendendo o espectador nos arcos envolvendo Diesel. Pra já quem o conhece bem, saberá que a sua atuação continua na mesma atuação de seus outros filmes (pelo visto, ele ta encaminhando pra virar o novo Sylvester Stallone). Quem consegue roubar a cena, sendo o alivio cômico inclusive, é Nina Dobrev (da série, "The Vampires Diaries"). E pra nós brasileiros, a breve ponta de Neymar consegue mostrar que o jogador serve só mesmo pra jogar bola, ao invés de atuar (meu Deus, que bizarra foi aquela cena!). Pros fãs de artes marciais, Donnie Yen e Tonny Ja realizam tantas sequencias de lutas bacanas, que só incrementam a massividade nas cenas de ação. Enquanto Collete (o único nome de "peso" no longa), ficou com um papel que possui um estereotipo com diversas intenções suspeitas.  

"Triplo X: Reativado" não é um blockbuster "cabeça", como são os da franquia 007, mas são um ótimo sinal de que o estilo burucutu dos anos 80 não está morrendo, mas na verdade está renascendo das cinzas lentamente. Que venham mais filmes de Xander Cage! RECOMENDO!

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sábado, 14 de janeiro de 2017

LA LA LAND - CANTANDO ESTAÇÕES

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Musicais são sem duvidas um dos gêneros que mais marcaram a história do cinema. "Cantando na Chuva", "Casablanca", "A Fantástica Fabrica de Chocolates", "Grease", dentre outros acabaram nos marcando de alguma forma. Infelizmente a nova geração ainda não tinha chegado a ter o "musical" que as marcasse de alguma forma. Quando muitos pensavam que o gênero havia morrido nos cinemas (pois "Os Miseráveis" e "Rock Of Ages" foram inspirados nas peças da Brodway), eis que o diretor e roteirista Damien Chazelle ("Whiplash") nos brindou com essa enorme e doce surpresa batizada de "La La Land - Cantando Estações". O filme nem tinha chegado em nossas terras e já tinha conseguido dois feitos incríveis: ser a primeira produção na história a vencer todas as indicações que conseguiu no Globo de Ouro, e figurar com o 21º melhor filme de todos os tempos no IMDB. Finalmente o longa chegou a nossas terras e devo confessar que o hipe em cima dele tem sentido, pois o longa é realmente uma obra-prima! 

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O longa já começa com um divertido e bem realizado numero musical em um enorme congestionamento, onde no seu desfecho conhecemos os protagonistas Mia (Emma Stone), que tenta ser atriz, e Sebastian (Ryan Gosling) pelo qual não consegue se fixar como pianista e sonhar em ter seu próprio bar de Jazz. Mas ambos acabam se encontrando oficialmente mais tarde em uma festa, onde através de uma clara sequencia inspirada em "Cantando na Chuva", eles começam a ficar mais próximos.   

Chazelle tinha em mãos um longa onde praticamente tudo poderia ter dado errado. Desde o enredo, até o estilo retratado no longa, possuem aqui sua identidade e diversificação. As paletas de cores variadas utilizadas constantemente (vide o figurino na foto abaixo), as referencias a longas clássicos (que são mencionados em diálogos, e retratados depois em cena, como ocorre com a de "Casablanca"), onde a mais divertida pra mim foi de "Juventude Transviada". Outro fator que chamou muito atenção, foi a edição nos apresentar os personagens do primeiro encontro no transito, até o segundo (num bar na noite de natal), começando por Mia, e quando ela o vê, volta pra Sebastian na primeira sequencia, e quando ele a vê no segundo encontro o longa segue normal (só por isso, acho que o Oscar de Edição já é certo). A partir deste ponto vemos o quanto Stone e Gosling possuem uma ótima química juntos (também, depois de "Amor a Toda Prova" e "Caça aos Gangsteres", já era bem esperado), onde acabamos sendo brindados com ótimos momentos, que são a discussão sobre Jazz (recordando o longa "New York, New York") e principalmente a música "City Of Stars" (que é a tema do longa, e realmente vicia e nos emociona todas as vezes em que nós ouvimos em cena).

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Mas o roteiro de Chazelle também conseguiu realizar uma ótima crítica de como a qualidade das músicas atuais estão caindo (hoje é tudo mais voltado para o eletrônico, e as instrumentais estão morrendo lentamente, como o próprio Jazz), em diversos momentos da película. Pra se ter uma noção, a música citada no último paragrafo é totalmente executada no piano e pelos vocais de Gosling e Stone. Fora as outras do longa, que com certeza já entraram pra história e nos faz coloca-las como favoritas no Spotfy logo após o termino da sessão. 

"La La Land - Cantando Estações" sem duvidas renascerá uma nova era de bons musicais nos cinemas, conseguirá fazer o Oscar de 2017 ser uma edição histórica, e assim como no Globo de Ouro, faturar todas as indicações que conseguiu obter. Se você é fã de musicais assista a este longa. Agora se você não os suporta, recomendo que fique em casa vendo Netflix, pois você vai ganhar muito mais. RECOMENDO!

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sábado, 7 de janeiro de 2017

TEM NA NETFLIX: COMANDO PARA MATAR

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A primeira dica do ano vai para o famoso longa de Arnold Schwarzenegger, que muitas pessoas ainda não o conhecem, mas que entrou no catalogo do serviço há um pouco tempo, e é chamado de "Comando Para Matar". Claro que pelo nome denotasse o que se trata o longa, porém o principal ponto que acaba tornando-o realmente bom é a bizarrice em sua narrativa, comandada por Mark L. Lester.

Pra se ter uma noção começarei apontando o seu enredo bem genérico: Schwarzenegger vive John Matrix, um militar que quer ficar longe dos campos de batalha e decide se aposentar, pra poder ficar com a filha pequena. Eis que somos brindados com uma sequencia entre Pai e filha tão forçada, que chega a ser muito engraçada de se ver. Então do nada chega um grupo de bandidos, liderados por um poderoso ditador, onde propõe que John lhe ajude a conseguir seu poder de volta, em troca da liberdade de sua filha. Como ele é "vida loka", ele pega e foge em pleno voo até o local que ele deveria executar o serviço. É dada a largada contra o relógio para resgatar sua filha e acabar com todos os envolvidos no sequestro.

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A trama é basicamente isso, onde temos o Arnoldão matando os caras por piscarem torto pra ele, arremessando cabines telefônicas, matando 300 nego sozinho e por ai vai. Porém isso parece bem banal em um ponto de vista mais sério, mas a narrativa transforma essas situações em um verdadeiro show de humor negro. Ainda eles colocaram uma atriz que não tem química nenhuma com ele, mas ta lá pra ser a "donzela em perigo" (não vou falar muito, pra não estragar as surpresas, mas a personagem tem uns dois arcos bacanas), Mas vale destacar que algumas das sequencias deste longa, foram replicadas em produções de ação atuais como "Jack Reacher: Sem Retorno".

Se você é fã de ação e de longas com Schwarzenegger e cia, "Comando Para Matar" é uma ótima pedida para seu final de semana!

Nota: 7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

SOBRE O GLOBO DE OURO 2017

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Considerada como uma das mais descontraídas cerimonias de premiação, o Globo de Ouro chega a sua 74º edição, onde terá a icônica apresentação de ninguém menos que o divertido Jimmy Fallon (que promete ser tão engraçado quanto Tina Fey e Amy Poehler nos anos de 2014 e 2015). Este ano a cerimonia irá fazer uma homagem para a grandiosa Merly Streep, lhe entregando o Cecil B. DeMille Award, pelo seu conjunto de obra (que já homenageou atores como Jodie Foster e Denzel Washington). Bom mas vamos ao que interessa: há um tempo que a cerimonia se tornou um possível termômetro pro Oscar (onde ultimamente tem se igualado ao DGA e ao SAG), onde ela já "previu" vitórias de longas como "Argo". Mas como ela sempre é voltada mais para o lado comercial, é provavel que ganhe mais filmes pro "povão". Então vamos lá com os comentários (como não vi todos os longas ainda, vou deixar comentado com base no que li e estudei):

Resultado de imagem para FILME MOONLIGHTMELHOR FILME DRAMA: MOONLIGHT - SOB A LUZ DO LUAR

A produção de Barry Jankins traça um paralelo com a realidade na qual muitas pessoas acabam vivenciando no dia a dia: jovens da classe baixa, que não conseguem outra opção na vida a não ser exercer o caminho da criminalidade. O longa tem como protagonista um adolescente que está vivenciando isso em Miami, e tenta a todo custo não partir por este caminho. A produção vem sido elogiada por todos os festivais que foi apresentada e sem duvidas será a grande vencedora da noite.



Outros indicados na categoria: Animais Noturnos, Até o Último Homem, Lion, A Qualquer Custo e Manchester a Beira Mar.


Resultado de imagem para FILME LA LA LANDMELHOR FILME COMÉDIA OU MUSICAL: LA LA LAND - CANTANDO ESTAÇÕES

Sim, eu não acredito que "Deadpool" não ira ganhar nesta categoria por um simples motivo: "La La Land" traça uma homenagem clara aos longas musicais que conquistaram Hollywood em meados dos anos 60/70, e assim como "Moonlight", a película vem fazendo sucesso por onde passa e provavelmente conseguirá se consagrar na categoria. Mas vamos ser sinceros: é gostoso ver um casal com Ryan Gosling e Emma Stone juntos nas telonas pela terceira vez consecutiva em um ótimo longa (as outras foram por "Amor a Toda Prova" e "Caça Aos Gangsteres"). Agora se o longa não "cantasse nas estações", a noite seria mesmo de "Deadpool".

Outros Indicados na categoria: 20th Century Women, Deadpool, Sing Street e Florence: Quem é Essa Mulher?


Resultado de imagem para damien chazelleMELHOR DIRETOR: DAMIEN CHAZELLE POR "LA LA LAND - CANTANDO ESTAÇÕES"

"Poxa, porque eles não premiam o Mel Gibson, pra assim ele voltar aos holofotes?" A resposta é bem simples: premiar um diretor que já ganhou antes o premio e por um longa de guerra, e ainda com o histórico de Gibson em Hollywood, Só que não né... Chazelle já havia mostrado enorme competência em comandar longas com "Whiplash" e como seu novo longa também vem ganhando enorme reconhecimento, nada mais justo.



Outros indicados: Mel Gibson - Até o Último Homem, Tom Ford - Animais Noturnos, Berry Jekins - Moonlight e Kenneth Lonergan por Manchester a Beira Mar. 

Resultado de imagem para CASEY AFFLECK MANCHESTERMELHOR ATOR EM FILME DRAMÁTICO: CASEY AFFLECK POR MANCHESTER A BEIRA MAR

Sim, esse é o ano do irmão caçula de Ben Affleck. Aqui ele interpreta o papel de um Tio que tem que cuidar do sobrinho, quando ele fica orfão. Não sei muito a respeito da sua atuação, além do fato que ela vem chamando muita atenção com relação aos outros indicados e provavelmente vai render ao ator também seu primeiro Oscar. 




Outros Indicados: Joel Edgerton - Loving, Andrew Garfield - Até o Último Homem, Viggo Mortesen - Capitão Fantástico e Denzel Washigton - Fances.

Resultado de imagem para natalie portman jackieMELHOR ATRIZ EM FILME DRAMÁTICO: NATALIE PORTMAN POR JACKIE

Desde que vi sua atuação neste longa no primeiro trailer, já deu pra se notar que ele não só enalteceu uma das principais figuras da história dos Eua, como também os jurados das premiações adoram atuações assim (vide "A Rainha" que premiou Helen Mirren, quando ela viveu a atual Rainha da Inglaterra). Aqui ela expôs em tela todos os sentimentos que a viúva do Presidente Kennedy teve, perante seu assassinato a sangue frio. Nenhum outro longa antes explorou esta versão da história como aqui foi mostrado. É Amy Adams, este ano ainda não é seu...


Outros Indicados: Jessica Chastain - Miss Sloane, Isabelle Hupert - Elle, Ruth Negga - Loving e Amy Adams - A Chegada.

Resultado de imagem para ryan reynolds, deadpoolMELHOR ATOR COMÉDIA/MUSICAL: RYAN REYNOLDS POR DEADPOOL

Em uma das melhores atuações do ano, Reynolds não só conseguirá ganhar o prêmio na noite como será o segundo ator (depois do finado Heath Ledger) a dar um prêmio de grande porte para um personagem vindo das Hqs. Creio que depois de sua vitória, muitas coisas irão mudar positivamente nas adaptações pros cinemas (Logan ta ai pra isso, e que venha um prêmio pro Hugh também!). Agora é torcer pra ele pelo menos ser indicado ao Oscar também (ao que tudo indica, as chances só aumentam a cada dia).

Outros Indicados: Jonah Hill - Cães de Guerra, Colin Farrel - The Lobster, Hugh Grant - Florence: Que Mulher É Essa? e Ryan Gosling - La La Land: Cantando Estações

Resultado de imagem para meryl streep florenceMELHOR ATRIZ COMÉDIA/MUSICAL: MERYL STREEP POR FLORENCE - QUEM É ESSA MULHER?

Meryl Streep já mostrou que pode tudo em Hollwood (afinal ela é a única atriz que já conseguiu quase 20 indicações ao Oscar, com 3 vitórias), e dentre as outras indicadas ela consegue ser a única que nos faz rir e nos emocionar em um mesmo longa. Independentemente, pra mim ela foi uma das melhores de 2016. Obviamente que ela vai pro Oscar também (junto do Hugh Grant, em sua primeira indicação).


Outros Indicados: Annete Bening - 20th Century Woman, Lily Collins - Rules Don't Apply, Emma Stone - La La Land: Cantando Estações e Hailee Steinfield - Quase 18.

Resultado de imagem para Mahershala Ali moonlightMELHOR ATOR COADJUVANTE: MAHERSHALA ALI POR MOONLIGHT - SOB A LUZ DO LUAR

Esse é aquele tipico caso, do ator que faz vários longas que conhecemos mas que não sabíamos seu nome. Bom, depois de ele faturar o Globo de Ouro e Oscar deste ano, todos nós passaremos a vê-lo com um outro olhar nos longas, onde as premiações de festivais já deram as caras que ele é o principal favorito na categoria e sem demais. Obviamente que Aaron Taylor Johason estava ótimo em "Animais Noturnos" (é outro forte indicado e pode surpreender), mas é difícil ele ganhar. 

Outros Indicados: Aaron Taylor Johason - Animais Noturnos, Jeff Bridges - A Qualquer Custo, Simon Helberg - Florence: Quem é Essa Mulher? e Dev Patel - Lion

Resultado de imagem para VIOLA DAVIS fencesMELHOR ATRIZ COADJUVANTE: VIOLA DAVIS - FENCES

Esses dias a atriz ganhou uma estrela na calçada da fama pelo seu conjunto em carreira. Nada mais justo que premia-la na noite de domingo, pela sua atuação nesse elogiadíssimo longa em que ela foi dirigida por ninguém menos que o próprio Denzel Washigton (que também estrela com ela). 






Outros indicados: Naomi Harris - Moolight, Octavia Spencer - Estrelas Além do Tempo, Nicole Kidman - Lion, Michelle Willians - Manchester À Beira-Mar .

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Creio eu, que pelo diferencial que a animação apresentou em sua narrativa e o sucesso que ela vem fazendo, acho que este será o primeiro de muitos anos onde a Disney e até mesmo a própria Pixar fiquem de mãos abanando nas premiações. 






Outros Indicados: Zootopia, Moana, Sing - Quem Canta Seus Males Espanta, Ma Vie de Courgette.

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MELHOR ROTEIRO: KENNETH LONERGAN POR MANCHESTER À BEIRA-MAR

Não querendo desconsiderar os outros longas, que também são bons, este é o que vem mais chamando a atenção nos festivais e afins por causa do diferencial em sua narrativa, que possui uma premissa bem banal. Talvez ele perca pra "La La Land", mas acho difícil. 





Outros Indicados: Damian Chazelle - La La Land, Tom Ford - Animais Noturnos, Berry Jenkins - Moonlight, Taylor Sheridan - A Qualquer Custo.

MELHOR TRILHA SONORA: LA LA LAND - CANTANDO ESTAÇÕES

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Só de ouvir todas as trilhas sonoras indicadas, sem duvidas a mais gostosa e que possuía uma melodia realmente cativante e divertida foi a de La La Land, que não dará chances aos outros indicados. 

Outros Indicados: A Chegada, Lion, Estrelas Além do Tempo, Lion e Moonlight. 

MELHOR CANÇÃO: CITY OF STARS - LA LA LAND: CANTANDO ESTAÇÕES

Vou deixar que este vídeo explique pra vocês: 


Outros Indicados: Faith - Sing, Gold - Gold, How Far I'Il Go - Moana e Can't Stop The Filling - Trolls

Não opinei na categoria de filme estrangeiro, mais por não conhecer mesmo muito sobre eles e não ter assistido a nenhum longa na categoria no momento (diferente das outras, onde eu vi pelo menos um). Espero que consiga opinar nesta categoria no Oscar. Bom pessoal deixem seus palpites e vamos ver se consegui ir bem desta vez nos meus... Boa Semana a todos! 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

CAPITÃO FANTÁSTICO


Um conjugue que perde o parceiro e acaba tendo de tomar conta sozinho dos filhos que tiveram, e opta pelos meios mais doidos para superar a dor e voltar "ao normal". Esta sinopse já estamos acostumados de ver em diversos longas de Hollywood (como nos ótimos "Compramos um Zoológico" e "Os Descendentes"), e normalmente ganham um destaque pelo rumo que estas tramas ganham.

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No caso de "Capitão Fantástico", temos o Pai vivido pelo ótimo Viggo Mortensen (que apresentou sua melhor atuação desde a trilogia de "Senhor dos Anéis" e provavelmente vai ser indicado ao Oscar), que há anos cria os seis filhos em uma floresta, onde eles aprendem todo o tipo de disciplinas escolares (sem sequer ter estado em uma), filosofias, técnicas de defesa e sobrevivência. Porém depois do falecimento repentino de sua esposa, seus filhos lhe intimidam que eles devem viajar para o funeral. Como eles nunca saíram do local antes, finalmente eles descobrirão que a vida não é exatamente da forma que lhes foi ensinada na teoria. 

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O diretor e roteirista Matt Ross acertou em cheio em apresentar ao publico cada um dos seis filhos e o diferencial dentre eles (onde os destaques vão para as pequenas, que demonstram serem as mais inteligentes de todos), pelo qual acaba nos fazendo criar mais empatia pelo personagem de Mortensen. Claro que como nem tudo é as mil maravilhas, surgem alguns breves contrapontos que nos fazem repensar se tudo esta realmente certo. São quando entram os personagens de Kathryn Hahn (irmã), Steve Zahn (cunhado) e de Frank Langella (sogro), que tem ótimos momentos em cena e faz este conflito aumentar ainda mais. Só que como nos longas citados no primeiro paragráfo, aqui infelizmente o roteiro foi alvo do previsível e isso acabou estragando um pouco o seu desfecho (que poderia ter sido feito de outra forma genial).

"Capitão Fantástico" é um longa que foi feito pra quem gosta de variar os sentimentos em duas horas de projeção (que vão de lagrimas a risos), curte road-movies e uma musica de qualidade. RECOMENDO!

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet
Obs: Agradecimentos a minha amiga/leitora Anna Bruno, por me pentelhar pra ver esse filme o mais rápido possível... kkkkkkk

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

ANIMAIS NOTURNOS

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Tom Ford é mais conhecido por ser um famoso estilista e fabricante de um dos perfumes mais caros do mundo. Em 2009 ele escreveu e dirigiu seu primeiro longa, "Direito de Amar", que fez sucesso com o publico e a critica, mas somente agora ele lançou o seu segundo, pelo qual é inspirado no livro de Austin Wright, "Animais Noturnos". Pra se ver tamanha "polemica" que ele resolveu criar, logo após o logo dos estúdios Universal Pictures sair de cena, nos deparamos com uma abertura que praticamente resume a sensação que a personagem de Amy Adams causa ao longo da película: náuseas (e para alguns consegue ser mais assustador que muitos filmes de terror). 

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Ela vive Susan, uma focada empresária artística, que vive uma crise com seu novo parceiro, Hutton (Armie Hammer, de "O Agente da Uncle"). Um dia ela recebe uma encomenda e vê que é o livro escrito pelo seu primeiro marido, batizado de "Animais Noturnos", e que foi dedicado para ela. Ao começar a acompanhar a trama, Susan começa a questionar a sua vida, suas atitudes no passado e se tudo o que está ocorrendo faz realmente sentido. É ai que a narrativa de Ford começa a pecar, pois ele acaba domando duas histórias simultâneas que se intercalam com esta citada (onde volta para o passado em alguns momentos) e a trama do próprio livro que ela lê. Só que ele acabou deixando a narrativa desta muito mais interessante do que a que aborda a vida de Susan (que somente começa a andar na metade do longa). Por sorte roteiro e direção de Ford, aposta claramente em trabalhar nestes arcos a "mente do espectador" para as reviravoltas que irão ocorrer na trama (com um desfecho, que com certeza, entrara para minha lista de favoritos do cinema). Onde as pastilhas escuras escolhidas para a fotografia, remetem ainda mais a sensação de suspense que o longa está transpondo para o público.

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Já no quesito de atuações, Adams se saiu bem no papel, porém era um caractere que por conta desta narrativa acabou ficando um pouco "apagado" na trama. A cada momento em que ela interrompe a leitura do livro, nos perguntamos o que ela está pensando e o que ela fez a ficar daquele jeito. Jake Gyllenhaal encarna o protagonista masculino, que quebrando paradigmas do gênero é alguém comum, humano e com medo de tomar sérias atitudes. Mas os verdadeiros nomes do elenco são Michael Shannon, que vive um misterioso policial que não tem nada a perder, e Aaron Taylor-Johnson (que provavelmente vai ser indicado ao Oscar) que possui uma atuação que chega a dar medo em sua primeira sequencia (que foi uma das melhores do longa) com seu estilo genocida e maniaco.

"Animais Noturnos" é um longa que está sendo vendido como um suspense de Oscar (que já foi indicado para três categorias no Globo de Ouro de Filme Dramático, Direção e Ator Coadjuvante - Aaron Taylor-Johnson), mas ao invés disso é um ótimo longa para se ver e debater e muito logo após seu término. 

Nota: 7,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

domingo, 1 de janeiro de 2017

PASSAGEIROS

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Anunciado há cerca de um ano e meio, "Passageiros" vem carregando grandes expectativas dos cinéfilos e grande público por um simples motivo: ele reúne os dois queridinhos de Hollywood, Chris Pratt e Jennifer Lawrence, como o casal protagonista. Ao sair o primeiro trailer, os efeitos visuais e o entrosamento de ambos já se mostravam como o ponto forte. Porém ao conferir o longa nas telonas, vejo que a qualidade dele infelizmente morreu ali, pois a película é um claro exemplo de "preguiça do roteirista" em dar continuidade com uma trama que daria certo.

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Logo de inicio vemos uma nave que realiza uma viagem espacial que transporta cerca de cinco mil pessoas, do planeta terra para o Maximus (que é uma versão "melhorada" do nosso planeta), que acaba sendo atingida por um meteoro. No mesmo instante ele acaba acordando o engenheiro Jim (Pratt), que acaba notando passageiro que foi o único sofreu esse contratempo. Como ele acordou no 30º ano de viagem, das 120, ele tenta todos os meios para voltar a hibernar, enquanto só possui a companhia do barman robótico Arthur (Michael Sheen). Só que mais tarde a escritora Aurora também acaba acordando, o que os faz perguntar se conseguirão voltar ao sono profundo novamente e chegar com vida a Maximus.

Nos primeiros 20 minutos, onde basicamente só temos Pratt (e brevemente Sheen) em cena, o longa demonstra ter uma premissa bastante interessante, além de ser muito mais engraçado que algumas comédias lançadas este ano. Só que quando Lawrence entra em cena, o enredo muda drasticamente: o filme começa a se levar pro lado romântico/previsível, e o roteiro começa a decair bastante (com direito tombos aleatórios desta e a dancinhas do Pratt). Ta claro que ela não estava totalmente a vontade no papel, e em alguns momentos dramáticos ela parecia bem forçada (meu Deus, como ela fazia escanda-los, caras e bocas constantemente!). Sorte dela que o carisma de Pratt conseguiu enaltecer a maioria desses momentos, e deixar o andamento da história mais "confortável" pro público, e ambos acabam salvando a narrativa na maioria dos momentos (o que não tornou seu acompanhamento cansativo, durante as quase duas horas de projeção).

Imagem relacionada

O roteiro de Jon Spaihts ("Dr. Estranho") é extremamente banal, onde ele pega um pouco de cada sucesso de ficção recente (de "Gravidade" a "Interestelar"), e que resulta num enredo fraquíssimo e clichê (ele podia ter trabalhado muito os plot-twists, mas ele fez questão de deixar tudo aparente no andar da narrativa). Pra não dizer que só tivemos estes dois nomes conhecidos, ainda tem uma participação de Laurence Fishbourne ("Matrix"), em um arco bem previsível, e a ponta mais sem nexo da carreira do Andy Garcia (acho que eles tiveram orçamento sobrando pra isso). Quanto a direção de Morten Tyldum ("Jogo da Imitação"), ela estava bem competente até, e ele soube trabalhar muito bem o entrosamento dos protagonistas e as doses de comédia e drama que eram mostradas. Os efeitos visuais e a fotografia são outros pontos fortes do longa (a versão 3D estava ótima, e deu para se notar e muito profundidade durante grande parte da projeção), e já é um forte concorrente ao Oscar na primeira categoria citada (além das categorias de som). 

"Passageiros" é sem duvidas um claro exemplo de longa que conseguiu se segurar pelo talento dos seus protagonistas e o ótimo trabalho da equipe de efeitos visuais. Porque se não fosse eles, com certeza o longa seria um dos piores já lançados em 2016.


Nota: 6,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet