domingo, 20 de abril de 2014

CRÍTICA - AMANTE A DOMICILIO


Depois de ficar quase uma década somente atuando nos próprios filmes, Woody Allen decidiu abrir mão um pouco de seus costumes. Ele decidiu estrelar a produção escrita, dirigida e estrelada por John Turturro (da trilogia "Transformers"), "Amante A Domicilio". Bem aos moldes das produções de Allen, notamos que Turturro na verdade escalou ele para aprender como ser um diretor e roteirista, pois aqui soa como uma verdadeira produção de Allen. A dinâmica, abordagem, fotografia, diálogos, críticas, tudo genérico dos divertidos filmes dele. E claro, quem consegue ser o grande destaque da película é de fato Woody Allen, que vive novamente seus típicos personagens hipocondríacos e desastrados.


Aqui ele vive o bibliotecário Murray, que depois de voltar de uma consulta médica tem a brilhante ideia de tornar o seu amigo floricultor Fioravante (Turturro), em um prostituto de mulheres da alta sociedade. primeira cliente de Fioravanete é justamente a médica vivida por Sharon Stone (a eterna estrela de "Instinto Selvagem"). Ela consegue ser o grande "sex simbol" da produção, pois além de referenciar o papel que lhe colocou no estrelato, também notamos que ela exerce um ótimo entrosamento com Turturro e principalmente Sofia Vergara. Esta que além de brincar com a clássica produção "A Primeira Noite de Um Homem", aparece bem pouco e assim como Stone, serve mais para ser outra "Sex Simbol". Já consto aqui, em que nenhum momento a produção abusa ao explicito nessas cenas, de forma alguma.
 
Mas o principal problema de tudo isso, é que o trabalho é exercido justamente em um bairro de Judeus (que normalmente condenam este tipo de ato). No decorrer da narrativa, vemos que o roteiro de Turturro aborda a religião do judaísmo como algo rígido e depressivo. Consequentemente, eles acabam sendo os grandes "vilões" da produção por conta disso. Mas tudo começa a mudar na película a partir do momento em que Fioravanete atende a viúva judia Avigal (Vanessa Paradis, de "Como Arrasar Um Coração"), que lhe faz pensar se vale a pena continuar sendo um prostituto.No decorrer disso, Fioravante, seu gigolo Murray e principalmente Avigal, são espionados pelo policial Judeu Dovi (Liev Schreiber, de "Salt"), que mantém uma paixão platônica por ela.


O principal problema de "Amante a Domicilio", foi o fato das situações serem resolvidas de uma maneira muito rápida, fazendo a produção ser curta até demais (tem somente 86 minutos de projeção, mais 4 de créditos finais). O que nos faz ao seu término, ficar com um ponto de interrogação na cabeça e com a sensação de que ainda ficou faltando algo.

Nota: 6,5/10,0

quinta-feira, 17 de abril de 2014

CRÍTICA - DIVERGENTE


Como era de se esperar, graças a Deus "A Saga Crepúsculo" chegou ao fim. Mas nós ainda temos nos cinemas a série "Jogos Vorazes", e uma vez ou outra um filme do "Percy Jackson" ou do Hobbit (que chega ao final esse ano). No desespero de a primeira "galinha dos ovos de ouro "Crepúsculo"" ter acabado, a Summit Enterteiment logo saiu correndo atrás de uma nova adaptação de alguma obra de sucesso, depois do fracasso de "A Hospedeira" (da mesma escritora de "Crepúsculo"). A escolhida da vez foi a adaptação da série escrita pela escritora de apenas 25 anos, Veronica Roth, "Divergente".


A história, logo de cara remete ao universo de "Jogos Vorazes", pois trata-se de uma Chicago num futuro não muito distante, onde ela é dividida por cinco facções distintas, que são conhecidas como Abnegação (ajuda o próximo), Amizade (colheita), Audácia (os super soldados), Erudição (gênios) ou Franqueza (dizem sempre a verdade). Cada morador é destinado a uma delas ao completar 16 anos. Os que não possuem destinação para nenhum deles é conhecido como Divergente (termo que define uma pessoa que possui um pouco de cada facção dentro de si), que para a população é considerado uma ameaça extrema e que acaba resultando na execução da mesma. Beatrice "Tris" Prior (Shailene Woodley, de "Os Decendentes") é uma adolescente que logo enfrentará essa situação. Mas logo após um exame, ela descobre que é uma Divergente. Mas mesmo assim, ela opta por seguir seu sonho de ingressar no grupo da Audácia. Ao começar seu treinamento, que é liderado pela dupla Eric (Jai Courtney, de "Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer") e Quatro (Theo James, de "Anjos da Noite: O Despertar"), ela percebe que além de não ser nem um pouco fácil, as coisas no grupo não são exatamente o que aparentam ser.

A jovem atriz Shailene Woodley já havia mostrado em "Os Descendentes", que pode ser de fato um dos grandes nomes do cinema futuramente. Ela exerce seu trabalho com imensa perfeição e carisma, fazendo logo de cara o espectador torcer e vibrar com sua personagem. Um dos destaques da produção, são os momentos no qual ela se encontra com Kate Winslet. Esta que já comprovou a anos ser uma grande atriz, arrasa novamente aqui, e sua carga dramática se iguala com a daquela. A única coisa que causa um certo estranhamento, é o fato de Winslet tentar esconder a sua gravidez sempre que aparece, seja segurando uma pasta sobre a barriga ou com um jogo de câmeras de Neil Burguer (de "Sem Limites").


O trabalho do diretor difere bastante com o que fora realizado em "Sem Limites" e "O Ilusionista" (seus trabalho anteriores). Aqui ele opta por captar na maior parte do tempo os atores de baixo para cima, enaltecendo assim a personalidade dos mesmos. Mas ele erra a mão no terceiro ato da produção, que parece abordar muito rápido as conclusões dos diversos contratempos apresentados. Ao meu ver, outro erro da produção é tentar investir em um romance que estava um tanto óbvio desde o inicio, só que quando ele acontece, soa completamente forçado. Mas que infelizmente é suficiente para termos que aturar nos cinemas os gritos das fãs histéricas durante grande parte da projeção (por isso que é melhor optar pelas cópias legendadas).


Por incrível que pareça, a série "Divergente" conseguiu se firmar no cinema, pois a sua bilheteria nos Eua já passa dos 130 milhões de dólares, para um orçamento de 85 milhões (não chega a ser um sucesso, mas se juntar com a mundial acaba resultando em um). Agora é só esperarmos pela sua sequencia, que foi batizada de "Insurgente", com data de lançamento prevista para março de 2015.

Nota: 6,0/10,0

domingo, 13 de abril de 2014

CRÍTICA - CAPITÃO AMÉRICA 2: O SOLDADO INVERNAL


Depois do primeiro "Os Vingadores", a Marvel criou força total e acabou criando sua própria produtora dentro dos estúdios Disney. O primeiro filme da "Fase 2" (que representa as produções de super-heróis relacionadas com o segundo filme de "Os Vingadores", que será lançado em maio de 2015), foi o último da trilogia "Homem de Ferro". Apesar de ser um bom filme, a película não conseguiu cumprir o que mais prometia: ter o Mandarim como um supervilão. A maioria dos fãs acabou realmente irada com isso, e logo após foi lançado o "Thor - O Mundo Sombrio", que honestamente se tornou bem melhor que o primeiro e o melhor filme da Marvel/Disney até o momento. Mas até que chegou aos cinemas "Capitão América 2 - O Soldado Invernal". Este é considerado por muitos, como o pior super-herói de todos, pois os seus motivos de lutar são simplesmente questões patrióticas aos Eua. O primeiro filme abordou exatamente isso e o público ficou meio dividido desde então. Tentando dar a volta por cima na imagem de Steve Rogers, a Marvel contratou os irmãos Anthony Russo, Joe Russo (do mediano "Dois é Bom, Três é Demais), que nunca haviam dirigido alguma produção deste porte. 


Não botando muita fé, fui conferir e devo assumir sem duvidas: foi um dos melhores filmes de adaptações de história em quadrinhos que já assisti (depois da trilogia do Batman, por Christopher Nolan). Completamente diferente do primeiro, notamos que em momento algum vemos a bandeira dos Eua no fundo de algum cenário, muito menos algo de patriotismo vindo dos personagens (tirando o estudo e uniforme do Capitão). Aqui é só S.H.I.E.L.D e HYDRA! 


A produção tem inicio praticamente onde "Os Vingadores" terminou, com Rogers (Chris Evans, de "Heróis") tentando descobrir as coisas que ele perdeu nos 70 anos que ficou congelado, e por isso carrega uma agenda para anotar as principais coisas que ele precisa saber (é quando a versão nacional sita alguns nomes que vão de "Mamonas Assassinas" a Wagner Moura). Nesse meio tempo, ele agora trabalha oficialmente para a S.H.I.E.L.D, que além de Nick Furry (Samuel L. Jackson, do novo "Robocop"), ser comandada, vemos que também há outro diretor que é chamado de Alexander Pierce (vivido pelo grande Robert Redford, de "Leões e Cordeiros"). Na organização, Rogers juntou forças com uma equipe tática liderada também por Natasha Romanoff (Scarlett Johansson, de "Como Não Perder Essa Mulher"). Até que um dia, Nick Furry é vitima de um atentado do misterioso Soldado Invernal (Sebastian Stan, de "Cisne Negro"). Só que Rogers é quem se torna o principal suspeito do ato. É então que a película muda completamente o visual de "James Bond" para ser um tipico filme do "Jason Bourne", pois vemos um homem "perdido" no mundo atual, que recebe bastante ajuda de uma mulher para descobrir o "porque das coisas". A unica coisa que acrescenta aqui, é que este tem também seu grande amigo Sam Wilson (Anthony Mackie, de "Sem Dor, Sem Ganho"), que mais tarde vira o herói Falcão, para ajuda-lo também.


É neste ponto, que notamos o grande jogo de câmeras que nunca param de se mover nas sequencias de ação, causando mais nervosismo e adrenalina nos espectadores (algo bem familiar ao ótimo trabalho de Paul Greengrass em "O Ultimato Bourne"). Destaque para primeira batalha entre o Capitão e do Soldado Invernal, cuja cena não nos faz desgrudar a cara da tela. Outra parte que também foi espetacular e muito bem exercida foi a invasão ao navio, logo no inicio do filme, pois acabamos notando que não se tratará ao certo de "um filme de um super-herói". A imagem da corporação S.H.I.E.L.D, é retratada de uma forma um tanto que detalhada, pois apesar de as personagens Agente 13 (Emily VanCamp, do seriado "Revenge") e Maria Hill (Cobie Smulders, do seriado "How I Met Your Mother") aparecerem pouco, suas participações são escenciais na produção. Quanto a Johansson consegue aqui obter uma ótima química com o amigo Evans (depois de quatro filme juntos, uma hora teria que ser exposta na tela a amizade da vida real), e a relação entre ambos se torna uma das melhores coisas na produção. Outro que merece destaque, é Redford. Em seu primeiro grande blockbuster nos tempos atuais, ele consegue exercer uma atuação melhor quanto a de Guy Pierce em "Homem de Ferro 3". Já o vilão do titulo, tem seus momentos, mas no final das contas ele acaba sendo retratado de uma forma restrita, em relação aos outros personagens (sendo que ele só aparece no final do segundo ato).

"Capitão América 2 - O Soldado Invernal", é de fato a melhor produção da Marvel mesmo. Não querendo falar nada exageradamente, mas ele está sendo o que "Batman - O Cavaleiro das Trevas" foi para DC (tirando o vilão, que dificilmente alguem será melhor que o Coringa de Health Ledger): um filme de herói, com toques realistas. RECOMENDO!

Nota: 9,0/10,0

domingo, 6 de abril de 2014

CRÍTICA - NOÉ


Desde 2004, quando foi lançada produção "A Paixão de Cristo", não houve nenhum outro blockbuster que abordasse as histórias e passagens bíblicas. Exatamente 10 anos depois, o diretor, roteirista e produtor Darren Aronofsky (de "Cisne Negro"), lança a nova versão da história da arca de Noé, batizada apenas de "Noé". Este é vivido por Russel Crowe, que recebe a missão do "Criador" (como é mencionado Deus no filme) de montar uma arca para salvar vários animais de um diluvio que esta por vir, que representará o inicio de uma nova era. É então que ele, sua esposa Naameh (Jennifer Connelly, que já trabalhou como a esposa de Crowe em "Uma Mente Brilhante) e seus filhos Ham (Logan Lerman, de "Persy Jackson e o Mar de Monstros"), Shem (Douglas Booth, de "O Destino de Jupter") e a filha adotiva deles Ila (Emma Watson, a eterna Hermione de "Harry Potter"), juntamente com outros anjos que se transformaram em pedra, começam a trabalhar na montagem da arca. Passam-se anos, até que alguns grupos de "pecadores" (vamos batizar assim, as pessoas que destroem tudo o que Deus construiu para o bem próprio, que segundo a película, era toda a humanidade), liderados por Tubal-cain (Ray Winstone, de "O Fim da Escuridão") percebe a "loucura" que Noé está fazendo e decide matar ele e toda sua família, para mostrar que ele manda em tudo e todos.


Algo que Aronofsky já nos havia apresentado em "Cisne Negro", são seus personagens com esterótipos obsessivos em seus objetivos. Aqui temos dois casos mais intensos, que são: Noé, que demonstra como alguém sem compaixão com as desgraças que presencia fora da arca, assim como em algumas de suas atitudes. No final das contas, ele acaba sendo mais um antagonista as vezes do que um protagonista (algo que na bíblia não acontece). E seu filho Ham, que pensa mais com quem ele vai se reproduzir do que no bem estar das pessoas a sua volta. Graças as ótimas escolhas de Russel Crowe e Logan Lerman (que apresentam uma de suas melhores atuações em todas as suas carreiras), isso conseguiu ser percebido com enorme naturalidade. Já o casal Shem e Ila, ganham destaque no penúltimo ato da película, pois esta é estérea e graças a um milagre de seu bisavô Methuselah (Anthony Hopkins, de "Thor Mundo Sombrio") a situação se reverte. Valendo lembrar, que Watson finalmente está começando a sair da imagem da inocente Hermione, e apresenta uma atuação ótima e que chega a roubar a cena no ato mencionado anteriormente.


Fora esta obsessão dos caracteres, Aronofsky nos apresenta um trabalho um tanto familiar com o de Terrence Malik em "A Arvore da Vida". Logo no inicio da película, assim como em mais dois momentos da produção (que chega a ser desnecessária a repetição), nos deparamos com um pequeno monólogo do inicio dos tempos que mostra desde a passagem de Adão e Eva, e Abel e Caim (sendo que em ambas as histórias, os dois são representados por sombras ou luzes). O que ajudou ainda mais na representação dessas, foi a excelente execução do trabalho da equipe de fotografia. No meu caso, que assisti a versão em 3D (infelizmente, em mais uma horrenda versão mal dublada), acabei me sentindo dentro do filme, onde pássaros, cobras e outros objetos acabam "passeando pelo cinema" durante diversas sequencias (além da clara profundidade em diversas cenas). 


Se você tem costume de ir a Igreja e gostar de histórias bíblicas, pode se questionar com a qualidade da produção. Agora se você é cinéfilo e adora uma aventura em terceira dimensão, "Noé" é um prato cheio.

Nota: 7,0/10,0

segunda-feira, 31 de março de 2014

CRÍTICA - NAMORO OU LIBERDADE


Já é algo um tanto comum em algumas produções de comédias estadunidenses, abordarem o estilo "vida louca" dos adolescentes. Seguindo o estilo de alguns clássicos do cinema como "American Pie", "Ela é Demais" dentre outros dos anos 90, "Namoro ou Liberdade" aborda justamente a história de um trio de amigos, que após Jason (Zac Efron, de "High School Musical") terminar o namoro e Mickey (Michael B. Jordan, o novo Tocha Humana do reboot de "Quarteto Fantástico") tomar um chute da esposa, decidem fazer um acordo (que na verdade, em alguns momentos eles mencionam como "aposta", mas enfim, me pareceu mais um acordo), de nenhum dos três não se envolverem em nenhum tipo de namoro, e terem apenas relacionamentos casuais. Então logo após uma noite na balada, Jason e Daniel (Milles Teller, de "Projeto X"), acabam se envolvendo cada um com uma mulher, mas ambos se veem meio que atraídos por elas. Assim, eles ficam com medo de revelar para Mickey (que está em uma enorme depressão por causa do fim de seu casamento) sobre a situação embaçada deles e resolvem manter segredo disto tudo.


No inicio da película, notamos logo de cara que a verdadeira intensão do estreante Tom Gormican (que antes apenas havia co-produzido a bomba "Para Maiores"), que assina o roteiro, a produção e direção deste. É exatamente mostrar como cada vez mais os adolescentes estão cada vez mais ignorando os compromissos de uma vida adulta, optando por continuarem sendo verdadeiras crianças em corpo de adultos. Consequentemente nos deparamos com diversas piadas no estilo pastelão, no qual há diversas envolvendo masturbação, prostitutas, viagra e outras coisas. Mas por incrível que pareça, elas acabam fazendo sentido no contexto da história, pois sua abordagem quer apresentar ao publico exatamente essa crítica. O que fará alguns homens acabarem se identificando com algumas das situações vistas em cena.

Quanto a escalação do trio principal, ela por incrível que pareça funcionou. Valendo lembrar que Milles Teller e Michael B. Jordan acabaram de serem contratados para serem o Sr. Fantástico e Tocha Humana, no novo "Quarteto Fantástico" previsto para 2015. Aqui eles demonstram de fato, que o perfil deles não combina nem um pouco com o de "super-heróis", pois eles não podem serem classificados como "grandes atores", apenas do tipo "atores básicos" que são aqueles que fazem aqueles tipos de filmes "sessão da tarde". Quanto a Zac Efron, devo dizer que ele não chega a ser grande ator, pois ele sempre possui a mesma fisionomia em todas suas produções, apesar dele ser o único ator que saiu de "High School Musical" que acertou na maioria de suas escolhas ("A Morte e a Vida de Charlie", por exemplo). Mas sua fama como Troy Bolton o acabou queimando completamente sua imagem no cinema (pois alguns homens pegaram uma certa "birra" com ele, já que ele rouba a atenção da maioria das mulheres) e seus filmes não alcançam chegaram a alcançar grande público ultimamente por conta disso.


Quanto ao elenco feminino, temos a pouco conhecida Imogen Poots ("Need For Speed"), a estreante Mackenzie Davis e Jessica Lucas ("A Morte do Demônio"), que vivem os pares de Efron, Teller e Jordan, respectivamente. A unica que não se encaixa com seu par é Poots, pois em momento algum sentimos atração entre os dois atores durante a película, o que dificultou um pouco na aceitação do "relacionamento complicado" deles. "Namoro ou Liberdade", pode ser classificado como mais um filme pipoca (já que atualmente nos cinemas, só tem estreado produções neste estilo), então o certo é: comprar aquela pipoca gigante, junto com um refrigerante, chamar ou amigos(as) ou aquele interesse amoro e mandar ver.

Nota: 6,5/ 10,0

segunda-feira, 24 de março de 2014

CRÍTICA - 300 A ASCENSÃO DO IMPÉRIO


Já ficou claro há um certo tempo, que Rodrigo Santoro é o principal representante brasileiro nos Eua. Isso é comprovado a cada produção que ele estrela, seja em produções independentes (como "O Golpista do Ano") e em mega blockbusters (como foi o caso de "300"). Agora, ele tende a ser meio que o protagonista da continuação deste último que pode ser definido como seu grande sucesso la fora. O que era originalmente para ser uma produção baseada nos quadrinhos de seu personagem "Xerxes", acabou se tornando uma produção sobre a guerreira Artmésia (Eva Green, de "007 - Cassino Royale", na foto abaixo), pois ela acaba roubando a cena em todos os momentos nos quais aparece, fazendo o Xérxes de Santoro ficar em segundo plano (apesar de ambos serem o ponto forte da produção, e apresentarem uma química bastante plausível) quando originalmente não era pra ser.


Mas fora isso, "300 - A Acensão do Império" não pode ser definido como uma continuação direta de "300", pois a história se passa antes, durante e após os eventos retratados neste. No principio da pelicula, vemos como Xerxes acabou se tornando um Deus, assim como Artmésia se tornou a mais temida e poderosa guerreira daquela época. Logo, a produção vai intercalando entre ambos e a preparação dos espartanos (havendo uma breve ponta de Gerard Butler, mas apenas em flashbacks), Gregos e Atenienses para a batalha contra Artmésia e o enorme império Persa de Xerxes. Aqui, ao invés do caricato e excelente Butler, temos como protagonista o desconhecido Sullivan Stapleton (de "Caça aos Gangsters"), que vive o guerreiro ateniense Themistocles, pelo o qual foi o responsável pela morte de Dário (Igor Naor, de "Zona Verde"), cujo o filho é ninguém menos que Xerxes. Mais tarde, Themistocles é justamente o responsável por tentar convencer a viúva de Leônidas Gorgo (Lena Headey, de "Instrumentos Mortais"), a se unir aos atenienses em uma batalha contra o enorme exercito persa de Xerxes e vingar a morte de seu marido.


A produção tinha tudo para ser melhor que a primeira, já que a vilã vivida por Eva Green demonstra ter um enorme nível de insanidade, com atos que vão de decapitar uma cabeça e beijar a boca do sujeito depois, à incorporar um verdadeiro "sexo selvagem" com Sullivan. Este sim foi o verdadeiro responsável pela qualidade da produção decair muito. Sua atuação não convence em momento algum e seus gestos e feições aparentam uma tentativa de ser um "novo Gerard Butler". Confesso que por causa disso, eu acabei torcendo mais para Artmésia e Xerxes, do que para Themistocles. Mas quando não poderia ficar pior, as subtramas dos guerreiros atenienses e persas acabam beirando ao clichê extremo, que vão de vingança pela morte de um amor ou parente, e claro não existe ninguém fora de forma durante toda pelicula!

Já o trabalho do diretor Noam Murro (de "Vivendo e Aprendendo"), é nada mais, nada menos do que uma imitação do trabalho anterior de Zack Snyder ("Homem de Aço"), que aqui assina apenas o roteiro e a direção. As lutas em câmera lenta, fotografia escura, closes nos protagonistas nas horas de tensão, são algumas das coisas que este  marcou com a primeira película, e continuam por aqui. Munro não demonstra nenhuma criatividade em cena, e acaba parecendo que não vemos nada de novo na parte técnica do filme. A não ser na versão em 3D, onde em vários momentos sentimos vários momentos de profundidade e objetos e sangue vindo em nossa direção em diversos momentos.


No final das contas, "300 A Ascensão do Império" é mais um daqueles filmes pipoca, no qual deixamos nossa cabeça fora da sala de cinema, compramos aquela pipoca e refrigerante gigante, chamamos aqueles amigos mais loucos, para curtir conosco mais um festival de pancadaria, sexo e Black Sabbath.
Obs: a nota desta película foi classificada como 6,0, não pela qualidade regular da produção, mas sim pelas ótimas atuações de Eva Green e Rodrigo Santoro. Caso contrário, a nota seria 3,0.

NOTA: 6,0/10,0


segunda-feira, 3 de março de 2014

CRÍTICA - CLUBE DE COMPRAS DALLAS


Matthew McConaughey sempre foi conhecido por seus papéis naquelas tipicas comédias românticas clichês, como "Como Perder Um Homem em 10 Dias" e "Armações do Amor". Mas em 2010, ele optou por tomar novos rumos em sua carreira e aceitou estrelar o suspense "O Poder e a Lei". Consequentemente, ele recebeu diversos elogios por sua atuação e a partir dai foi pegando um filme mais diferente do outro, como "Killer Joe", "Magic Mike", "O Lobo de Wall Street" (que apesar de aparecer pouco em cena, conseguiu realizar um improviso que acabou se tornando cult) e agora "Clube de Compras Dallas". Mas diferente dos outros projetos, ele não teve de tirar a roupa ou improvisar para conseguir uma ótima atuação, mas sim perder 19 kg para viver um homem com o vírus da Aids. Não foi só McConaughey que teve de perder quilos para o papel, seu companheiro de cena Jared Leto (de "O Senhor das Armas") também, só que ele viveu um travesti.


A película se passa na década de 80, quando o eletricista/"peão de boiadeiro" homofóbico Ron Woodroof (McConaughey) leva uma vida sem preocupações, se envolvendo sexualmente com diversas mulheres e usando todo tipo de drogas. Mas um dia, ele sofre uma recaída e acaba sendo diagnosticado com o vírus da Aids, e só lhe restam mais 30 dias de vida. Sem outra opção, ele começa a estudar sobre a sua doença e vai parar no México, onde descobre que existem alguns medicamentos mais eficazes que ainda não foram aprovados pelo departamento de saúde, e que o podem o ajudar a ter mais tempo de vida. É então que dentre as idas e vindas ao hospital, ele conhece o travesti Rayon (Leto) que se torna seu companheiro de luta. Logo, Woodroof propõe a este uma parceira para se unir a ele no comando de um "Clube de Fidelidade", onde ele adquire diversas unidades desses medicamentos não autorizados e propõe ao enfermo com HIV que o page 400 dólares mensais, e esta recebe os medicamentos necessários para se tratar por conta própria. Mas isso acaba chamando atenção dos médicos (Jennifer Garner, de "Juno" e Denis O'Hare de "A Proposta") que cuidam de Rayon e Woodroof, que não aprovam a atitude deles, só que eles não imaginavam que ele tinha uma noção da doença praticamente no mesmo nível deles.

Uma vez comentaram comigo, que para um filme realmente dar certo ele necessita de ter uma química entre os atores em cena. Em "Clube de Compras Dallas" isso acontece de uma forma tão grandiosa, que o entrosamento entre McConaughey e Leto chega a parecer veridico, assim como o fato dos dois estarem realmente doentes, devido a enorme quantidade de pesos que ambos atores perderam. A carga dramática que ambos realizam e carregam durante a película é impressionante, pois no final das contas, acabamos nos emocionando com o desfecho previsível de ambos. O que ajudou bastante na atuação de ambos, foi também o excelente trabalho de maquiagem, que ajudou a deixar Leto ainda mais irreconhecível
.

Já McConaughey e Garner (foto acima), que atuaram juntos em "Minhas Adoráveis Ex-Namoradas" (mais uma tipica comédia romântica dele), tiveram uma química plausível antes e agora conseguem ter um ótimo e realista entrosamento entre paciente e médico, no qual esta não demonstra sentimento e interesse algum com a situação dos enfermos com HIV (coisas tipicas de médicos do "SUS"). No decorrer da película, a narrativa exercida pelo canadense Jean-Marc Vallée (diretor de "A Jovem Rainha Victória") nos apresenta uma abordagem de redenção entre os personagens. Vamos acompanhando a doença de Woodroof deste o primeiro dia, e a cada dia que vai passando, notamos o quanto ela vai fazendo ele se tornar uma pessoa completamente diferente.

No final das contas "Clube de Compras Dallas" é mais uma daquelas produções que são tipicas merecedoras de Oscars, pois afinal de contas, qual ator que não entrega o corpo e a alma no papel não merece o premio? Recomendo!

Indicações ao Oscar: Filme, Roteiro Original, Edição;
Ganhou: Ator (Metthew McConaughey), Ator Coadjuvante (Jared Leto) e Maquiagem.

Nota: 10,0/10,0