segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

THE CLOVERFIELD PARADOX

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A vida tem muitos imprevistos, sejam positivos ou negativos. E um desses sem duvidas foi o lançamento surpresa deste "The Cloverfield Paradox", onde do nada a Netflix lança um trailer durante a  final do "Super bowl"com um aviso de que o mesmo seria disponibilizado na plataforma, depois do mesmo. Os dois primeiros ("Cloverfield" e "Rua Cloverfield, 10") já foram lançados cercados de mistérios e quase ninguém sabia de seus desenvolvimentos antes de serem lançados. Os mais desatentos falarão que nenhum destes tem ligação a não ser pelo titulo, porém o genialismo do produtor J.J. Abrams vai mais além, pois ele os interliga através de detalhes dentre algumas cenas (seja por um objeto, um breve dialogo e por ai vai), e o fator continua nesta terceira parte.

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O enredo tem inicio com um grupo de astronautas que vão até a estação espacial Cloverfield, com o propósito de mandar mais energia para a terra, pois a mesma está se esgotando. Porém devido a um erro, eles acabam indo parar em uma dimensão paralela e o restante você já deve imaginar.

A direção de Julius Onah (que dirigia apenas curtas metragens) procura ter como base longas de sucesso de ficção como "Alien" e "Interestelar", pois a todo momento o suspense é intercalado com alguma tomada exterior mostrando a nave no espaço, seguido de teorias sobre o espaço e momentos de suspense. Ao mesmo tempo, ele explora o arco envolvendo a situação  simultânea do planeta terra (que sofre as consequências dos atos dos astronautas), através do marido da astronauta Ava (Gugu Mbatha-Raw), Michael (Roger Davies). Digamos que o mesmo não acaba funcionando, pois em momento algum há a tensão que ocorre na trama central e acaba sendo mais pra interligar o enredo com os outros dois primeiros. 

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Tudo isso acaba fazendo os cinéfilos mais atentos já deduzirem o andamento da narrativa a partir da metade da película (só pra constar alguns arcos típicos do gênero, estão presentes aqui). Partindo pras atuações Mbatha-Raw ta bem como a protagonista, mesmo com o marketing tentando jogar a função para Daniel Brul ("Capitão América: Guerra Civil") que também está dentro do contexto. Agora o fator que me chamou atenção é de simplesmente terem escalado o estadunidense John Ortiz ("Velozes e Furiosos 4") pra interpretar o astronauta brasileiro, enquanto temos muitos outros possíveis atores pro papel (algo que Hollywood jamais vai aprender).

"The Cloverfield Paradox" teve um dos marketings e lançamentos mais bizarros na história, mas infelizmente o longa não fez o jus suficiente para o que toda a propaganda envolta dele fez. Se ele realmente acaba respondendo todas as pontas soltas? Infelizmente não! Então que venha mais outro filme da série "Cloverfield" (só falta lançarem do nada também). 

Nota: 6,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sábado, 3 de fevereiro de 2018

TODO O DINHEIRO DO MUNDO

Todo o Dinheiro do Mundo : Poster

"Todo Dinheiro do Mundo" era pra ser mais um filme comum sobre sequestro. Até que em meio as polêmicas de abuso que começaram a sair em Hollywood em meados de novembro, o nome de Kevin Spacey foi envolvido (e até então era o coadjuvante da película citada). Logo após ser demitido da Netflix e ter seu projetos canceladas pela mesma, o diretor Ridley Scott ("Perdido em Marte") tomou uma atitude inédita na história do cinema: mesmo com aquele estando pronto para ser lançado no mês seguinte, resolveu remover o ator do longa (mesmo possuindo uma enorme maquiagem, que o deixava irreconhecível) e substitui-lo por Christopher Plummer ("O Plano Perfeito", que já era sua escolha original). Durante 10 dias, toda a equipe retornou ao set de "Todo Dinheiro do Mundo" e acabaram fazendo "outro filme". Por incrível que pareça, mesmo ainda tendo a recente confusão salarial dentre Michelle Williams e Mark Wahlberg (onde mesmo ela falando que faria de graça, recebeu 800 dólares pelos 10 dias, enquanto o segundo solicitou 1,5 milhões), foi uma das maiores loucuras do cinema em que o produto final deu certo!

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Inspirado no livro de John Pearson, a trama conta a história do bilionário do petróleo J. Paul Getty (Plummer), que era o homem mais rico do mundo no inicio da década de 70, onde um de seus netos (Charlie Plummer) acaba sequestrado em Roma. Os ladrões pediram um regaste de 17 milhões de dólares, onde surpreendentemente Getty acabou se negando a pagar o valor. Desesperada, sua nora Gail (Michelle Williams, de "O Rei do Show") tenta a todo custo buscar o dinheiro para resgatar o filho, porém ela conta com a ajuda do negociante do sogro, Flatcher Case (Mark Wahlberg, de "Pai em Dose Dupla"). 

A questão que todos queriam saber, é que se em algum momento a remontagem inesperada fez decair a qualidade do longa? Muito pelo contrário, a mesma é ótima e sequer da pra perceber a confusão que ocorreu nos últimos dois meses (com exceção da cena da Arabia Saudita, onde o CGI é notório). Christopher Plummer não só está a vontade no papel, como consegue basicamente roubar a cena em grande parte do filme, com o jeito mesquinho e metido que o bilionário levava. Sua indicação ao Oscar foi merecida (como eu havia dito e previsto!), mas infelizmente ele não acabará levando. Quanto aos coadjuvantes Williams ta bem como a mãe que teve o filho sequestrado, porém em alguns momentos em que era pra ela demonstrar uma tristeza eminente, por desventura ela não consegue ser convincente. Já Wahlberg faz um papel remetendo ao seu padrão, do cara conservador que resolve as coisas através de seu jeito carrancudo. 

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Agora partindo pra direção de Ridley Scott, digamos que ele soube dosar as doses de suspense no longa, pois sempre há algum momento inesperado que rola algum envolto ao próprio sequestro. Só que quando ele parte pro alivio cômico, pode dizer que na maioria das vezes decai sobre a relação dentre os personagens de Williams e Walhberg. Em alguns momentos podemos dizer que os mesmos são fora de hora, mas outros realmente funcionam.

"Todo O Dinheiro do Mundo" era pra ser um filme comum, mas devido as citadas circunstancias citadas no primeiro paragrafo, acabou entrando pra história do cinema pelo simples fato de que quando temos "Todo Dinheiro do Mundo", conseguimos refazer um longa metragem em menos de 10 dias e ainda faturar indicações ao Globo de Ouro e Oscar.

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

O DESTINO DE UMA NAÇÃO

O Destino de uma Nação : Poster

Hoje em dia é fácil quaisquer pessoas conversarem e dizerem que amam o assunto "politica". Porém não são todas essas que sabem quem foi o Primeiro Ministro da Grã-Bretanha, Winston Churchill e sua importância durante meados dos anos 40/50. Muitos políticos influentes como o próprio Jair Bolsonaro, tem certa influencia no trabalho deste que teve coragem o suficiente para enfrentar a tirania da Alemanha de Hitler, e conseguir salvar milhões de soldados que estavam concentrados na praia de Dunquerque (fato mostrado no longa de Christopher Nolan, "Dunkirk").

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A trama de "O Destino de Uma Nação" tem como inicio a época pelo qual Churchill (Gary Oldman) foi eleito primeiro ministro no Reino Unido, em uma época onde a crise politica era eminente e nenhum partidário conseguia realizar absolutamente nada no meio da tirania de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Contrariando vários de seus colegas por ser conservador e ir contra diversas ideologias praticadas por eles, Churchill conseguia se destacar pelos seus discursos, coragem e carinho com a população em uma época difícil para a humanidade.

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A direção de Joe Wright ("Desejo e Reparação") procura trabalhar dois lados distintos em sua narrativa: uma voltada mais para o lado politico, que apresenta mais detalhadamente a personalidade de Churchill, e outra mais para o público leigo, que não conhece a importância deste e não entende muito sobre politica. Este último fica a cargo da secretaria deste (Lily James, de "Baby Driver"), que transmite não só a situação do povo daquela época (que não sabia basicamente de nada do que estava realmente ocorrendo) mas como as dos citados também. Para não ficar muito monótono, Wright intercala alguns breves momentos com algumas "patadas" que Churchill costumava dar quando caído em contradições (que acabaram virando alivio cômico do longa, em datadas situações). A atuação de Oldman consegue não só ter uma personalidade própria (distinguindo completamente das mostradas em outros longas sobre o assunto), como transpõe exatamente os traços do verdadeiro politico possuía (o que lhe auxilia ainda mais com a enorme maquiagem). Quando ele está junto dos outros políticos - comparações com o quadro nacional, virão de imediato - já são suficientes para vermos o quão ele entrou de cabeça no papel (principalmente quando ele entra em conflito com os liberais).

"O Destino de Uma Nação" não vai conseguir ganhar o Oscar de melhor filme (infelizmente), porém já é óbvio que Gary Oldman finalmente levará o prêmio como ator, e talvez o mesmo aconteça com a equipe de maquiagem (que ultimamente vem premiando e muito filmes com a temática na categoria).  Se você gosta de tramas politicas, e adorou "Dunkirk", só digo uma coisa: RECOMENDO!

Nota: 9,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

ME CHAME PELO SEU NOME

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Lentamente a adaptação do livro de André Aciman, "Me Chame Pelo Seu Nome", vem ganhando uma notoriedade por onde passa. Começou em alguns festivais independentes, como o de Toronto, até vir as indicações nas categorias principais do Globo de Ouro e Oscar. Mas qual é o diferencial dele, além de abordar uma história de amor gay? Pois bem, a direção de Luca Guadagnino procura focar exatamente na personalidade do casal central, envolto a situações rotineiras de quaisquer casal que se apaixona, independente do sexo (sim não a uma trama exata aqui). 

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O enredo se passa em algum lugar na Itália, em meados dos anos 80, e mostra a história do jovem Ellio (Timothée Chalamet, de "Lady Bird"), que recebe a visita do amigo de seu Pai, Oliver (Armie Hammer, de "O Agente da Uncle") para passar o verão em sua casa e lhe auxiliar com alguns trabalhos. Aos poucos o primeiro vai começando a sentir sentimentos estranhos e começa a ter conflitos com relação a sua sexualidade, ao se mostrar apaixonado pelo segundo.

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Devo dizer que aqui nada é jogado pro público se acostumar, mas tudo é mostrado de forma sutil pelo diretor, onde ele induz sobre o que irá acontecer (nada é sancionado ao público, além do que é mostrado), seja através de uma escultura, um toque na música ou até mesmo uma simples cena de café da manhã. Fora que na retratação disso, a fotografia de Sayombhu Mukdeeprom remete o tempo todo ao estilo das produções oitentistas ao usufruir das belas paisagens italianas, enquanto estes arcos são retratados.  

Mas tudo isso ganha notoriedade graças a atuação da dupla central, vivida por Chalamet e Hammer. Enquanto o primeiro ainda na transição da fase de adolescente para adulto começa a sentir sérias duvidas diante de sua sexualidade, pois ao mesmo tempo em que começa a se relacionar com Marzia (Esther Garrel), segue com uma constante duvida e medo sobre sua paixão por Oliver. Esses sentimentos ficam notórios a todo o momento pro espectador, e realmente acabamos sentindo realmente o que o personagem sente (indicação ao Oscar merecida). Já o segundo mostra exatamente o oposto, onde em um primeiro momento vemos o mesmo completamente confiante de si e seguro de suas atitudes. Porém quando o longa começa a focar no mesmo, vemos que assim como aquele, ele também possui seus medos. Claro existem alguns outros personagens coadjuvantes que possuem seu momento durante a narrativa, só que não vou revelar quais pra não tirar a graça. 

"Me Chame Pelo Seu Nome" é uma obra que digamos me pegou de surpresa nesse final de janeiro, pois não esperava que o mesmo fosse mais superior e interessante do que o recém ganhador do Oscar, "Moonlight". Só digo que as indicações a este foram merecidas, porém infelizmente não irá conseguir ganhar nenhuma.

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

EXTRAORDINÁRIO

Extraordinário : Poster

Há certo tempo Hollywood tem apostado em realizar adaptações de best-sellers com temáticas infanto-juvenil para as telas. "A Culpa é das Estrelas" e "Como Eu Era Antes de Você" são dois meros exemplos que o sucesso foi estrondoso nas telonas, assim como foi nas livrarias. Escrito por R.J. Palacio, "Extraordinário" foi lançado em 2012 e gerou um enorme sucesso até então nas livrarias. Por sorte, a adaptação para as telonas caiu nas mãos de Stephen Chbosky, que já tinha feito um ótimo trabalho em "As Vantagens de Ser Invisível", e a qualidade não poderia ser inferior. 

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O enredo conta a história do menino Auggie Pullman (Jacob Trembley), que nasceu com a síndrome de Treacher Collins, uma condição genérica rara onde a área atingida é o rosto. Depois de 10 anos estudando em casa, seus Pais (Owen Wilson e Julia Roberts), veem que finalmente é a hora de Auggie entrar em uma escola e começar a se relacionar com as pessoas. Só que devido a sua deformação, ele acaba tendo de lidar com questões como o preconceito e bullyng.

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Se tem um filme feito pra chorar durante boa parte, esse é "Extraordinário". A atuação de Trembley transpõe todos os sentimentos do pequeno Auggie, como tristeza, medo, agonia e a vergonha de ser daquele jeito de certa forma, e é impossível não se emocionar. Coberto com uma enorme maquiagem (que provavelmente levará o Oscar neste ano), o ator mostra que ainda será um dos grandes nomes do cinema no futuro. Pra se ter uma noção, nós vemos o nível de talento dele principalmente quando ele pega algumas cenas "pesadas" com a veterana Julia Roberts. 

Pra não cair muito na tristeza e monotonia de longas do gênero, Chbosky resolveu dividir o longa em quatro partes, onde elas começam basicamente no primeiro dia de Auggie, só que do ponto de vista de cada um. A primeira obviamente é do próprio, depois acompanhamos o drama da sua irmã mais velha, Via (Izabela Vidovic) que sofre por ser deixada de lado pelos pais (lembrando que neste arco ainda temos uma pequena ponta da brasileira Sonia Braga, no papel da Avó desta), depois temos um arco de um dos amigos daquele (Noah Jupe) e da melhor amiga de Via, Miranda (Danielle Rose Russell), que servem mais como um balanço sobre tudo o que está ocorrendo do ponto de vista de fora da família. 

"Extraordinário" é aquele filme belo e humano que o cinema necessitava há tempos, pois sem duvidas é um mero exemplo de que quando há um ótimo roteiro em mãos e liberdade criativa, o cinema sabe e muito investir em dramas de qualidade! RECOMENDO!

Nota: 9,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

THE POST: A GUERRA SECRETA

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Ver o nome da dupla Steven Spielberg e Tom Hanks estampado em um poster, já chama atenção de qualquer cinéfilo. Agora quando junto a estes dois, vemos o nome de ninguém menos de Meryl Streep, uma coisa é mais certa (além de que ela vai ser indicada ao Oscar por isso): Vai ser um EXCELENTE FILME! Baseado em fatos reais, "The Post: A Guerra Secreta" junta exatamente esse trio dos sonhos, em uma trama que remete e muito ao recente vencedor do Oscar, "Spotlight: Segredos Revelados", e que realmente é um ótimo filme. 

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Porém divergindo completamente o alvo, a questão agora cerca os segredos da Casa Branca envolto a Guerra do Vietnã, onde um funcionário da mesma rouba os documentos secretos sobre o ocorrido e lhes entrega para o jornal "Times" para pública-los. Os mesmos abordavam que o fato só serviu para idolatrar a imagem dos Eua, pois a derrota era eminente desde o inicio. A medida que os conflitos aumentam entre ambos aumentam, o jornal "The Washington Post" consegue ter posse dos mesmos documentos, o que aumenta mais a tensão dentre o governo estadunidense e os jornalistas.

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Mas afinal de contas, onde entra Hanks e Streep? Digamos que fazia tempos que não via uma dupla de protagonistas fortes funcionar tão bem quanto esta, onde o primeiro vive o editor executivo Ben Bradlle e a segunda interpreta a herdeira do jornal Kay Graham, que lida com o preconceito diário por ser a única mulher dentre os executivos. O trabalho que Spielberg faz com aquela em dois momentos chaves, são quando ela confronta os seus colegas machistas e no clímax do filme, pelos quais já são suficientes para justificar a indicação dela pro Oscar mais uma vez (mas dificilmente ela levará o prêmio). E quando a vemos acompanhada de Hanks, parece que realmente vemos dois amigos de longa data se reunindo, de tamanha naturalidade que ambos apresentam. Quanto ao restante do elenco digamos que Bruce Greenwood ("Star Trek") e Bob Odenkirk (da série "Better Call Saul") são os únicos que tem um momento chave e de destaque, pelos quais dá pra vermos que os caras estavam bem. Porém quem acaba roubando a cena é Jesse Plemons ("Feito da América"), devido ao alivio cômico ficar a cargo dele.

Agora entrando em mérito ao longa em um contexto geral, digamos que são quase duas horas de diálogos interruptos. Então se você não gosta de filmes assim, evite ao máximo, pois aqui é apenas atenção aos mesmos e nada mais. A direção de Spielberg consegue deixar isso de uma forma bastante interessante e não acaba cansando o espectador, pois ele sempre acaba jogando algo chamativo pra espairecer brevemente  em meio a tantas conversas(destaque pra uma sequencia interessante, onde ele mostra como um jornal era feito antes da era tecnológica), e o restante dispensa comentários.

"The Post: A Guerra Secreta" digamos que é um "'Spotlight' versão Steven Spielberg", com direito a uma cena de abertura com mais tiros do que em todo o filme de "Dunkirk", e uma direção impecável e sem exageros. RECOMENDO!

Nota: 9,0/10,0
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sábado, 20 de janeiro de 2018

ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE

Assassinato no Expresso do Oriente : Poster

A história de "Assassinato no Expresso do Oriente" é uma das mais conhecidas e adaptadas para o cinema da escritora Agatha Christie. A versão de 1973 ficou marcada pela enorme reunião de atores da época, com nomes como Sean Connery, Albert Finney e Lauren Bacall. Já esta nova versão dirigida por Kenneth Branagh, também não poupou em ter vários nomes de peso em seu elenco. Este assumiu o papel do protagonista, o detetive Hercule Poirot, e dividia a cena com nomes de peso como Johnny Depp, Michelle  Pfeiffer, Judi Dench, Willem Dafoe e Penélope Cruz.

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A trama tem inicio mostrando o detetive Pirot terminando de investigar um caso, onde logo após a solução ele decide tirar férias. Após esbarrar com um velho amigo de confiança, acaba aceitando o convite para ingressar no Expresso do Oriente, local pelo qual ele acaba conhecendo as mais diversas personalidades. Até que durante uma tempestade de gelo, um misterioso assassinato ocorre no local. É quando ele decide sair brevemente de suas férias, para descobrir o culpado pelo ato.

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Gostaria de começar pautando a adaptação realizada por Michael Green ("Blade Runner 2049"), pois ela realiza algo que é muito deixado pra escanteio em produções do gênero: explorar todos os coadjuvantes em distintos momentos, nos fazendo criar uma especie de vinculo com eles, e assim cabendo a nós sabermos quem seria o suposto suspeito pelo assassinato do titulo. Pra mim os destaques caíram sem duvidas para Daisy Ridley, Michelle Pfeiffer e o personagem de Josh Gad, que tem bons tempos em tela e conseguem roubar a atenção do espectador quase sempre quando aparecem. Porém se isso tudo é fiel ao livro? Obviamente que não, mas a essencia dos personagens estão aqui, mesmo que de forma milimetrada. 

Quem já ta acostumado com os trabalhos de Branagh, sabe que o diretor não poupa no visual detalhista e no excesso de diálogos. Mesmo com alguns efeitos visuais baratos (vide a cena do acidente na nevasca), ele soube como executar diversos enquadramentos e como trabalhar o fato "atuações/cenário" (em alguns takes, vemos um belíssimo cenário, que é intercalado com algum dialogo de Pirrot com algum personagem).

"O Assassinato no Expresso do Oriente" é aquele filme de investigação que estava em carência há uns anos no cinema, e que chegou na hora certa para alegria de fãs do gênero. Que venha a sequencia "A Morte no Nilo".

Nota: 7,5 / 10,0
Imagens: Reprodução da Internet