sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

O ARTISTA DO DESASTRE

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James Franco já mostrou há mais de uma década que consegue ser um ótimo comediante, do que um ator sério. "É o Fim" e "Segurando as Pontas" mostram-se um exemplo notório. Só que de uns tempos pra cá, assim como outros colegas seus de Hollywood, ele tem se aventurado atrás das câmeras em alguns de seus filmes como protagonista. Os primeiros tiveram um resultado duvidoso e o prestigio veio somente recentemente com este "O Artista do Desastre", onde conta a história verídica do ator teatral Tommy Weseau, que com seu amigo Greg Sestero, em 2003 realizaram o longa "The Room" que é considerado o pior de todos os tempos.

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Mas não é porque "The Room" é considerado o pior filme de todos os tempos, que muitas pessoas não gostem dele. Logo de inicio vemos alguns grandes nomes do cinema estadunidense (incluindo J.J. Abrams e Kevin Smith), comentando a importância do mesmo para a história da sétima arte. "O Artista do Desastre" tem inicio em meados dos anos 90, quando Tommy e Greg (Dave Franco, irmão de James Franco) se conheceram e foram morar juntos em Los Angeles, em busca de conquistarem a fama em Hollywood. No meio de alguns desdéns, o primeiro tem a brilhante ideia de realizar um longa metragem para o seu roteiro rotulado de "The Room". Só que sem a menor noção de como fazer um filme, muito menos uma história que faça sentido, Tommy sempre levou a ideia a sério.

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Foi merecida a vitória de Franco no Globo de Ouro, pois ele encarnou completamente a personalidade de Tommy Westeau (quem já assistiu a "The Room", sabe do que estou falando) nas formas físicas e comportamentais. É inevitável alguns dos momentos dele não causarem crises de riso no espectador (ainda mais se você entender sobre cinema). Não seria injustiça se o nome dele figurar dentre os cinco indicados a melhor ator no Oscar deste ano. Partindo pros coadjuvantes, seu irmão Dave fica a cargo do lado dramático do longa, devido ao seu conflito na relação dentre Tommy e sua namorada Amber (Alison Brie, que é sua esposa na vida real), que certamente muitos atores na área refletem com os ocorridos. Quanto ao restante do elenco, é normal os mais cinéfilos caçarem algumas participações especiais durante o andamento da trama, com alguns atores que marcaram o cinema no passado e que hoje andam um pouco "sumidos" (não vou mencionar, pra não tirar a graça de alguns).

Tudo isso ganha um toque especial com a divertida trilha sonora que conta com músicas como "Rhythm of the Night", "Good Vibrations", dentre outros sucessos notórios dos anos 90 e que de certa forma batem com o contexto do que está sendo apresentado naquele momento. 

"O Artista do Desastre" é um filme sobre como se faz cinema, mesmo sendo de péssima qualidade. Reconhecimento merecido pelo Globo de Ouro, porém pra mim merecia o prêmio de melhor comédia de 2017 (sim, foi o filme deste ano em que mais ri). RECOMENDO!   

Nota: 9,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

LADY BIRD: É HORA DE VOAR

Lady Bird - A Hora de Voar : Poster

Quase todo mundo conhece ou tem alguma amiga que em uma fase da vida se revoltou com os rótulos que a sociedade impôs ao comportamento dela, e resolveu reverter o mesmo por completo, onde ela acaba fazendo diversas besteiras e só se toca quando algo realmente grave acontece. É basicamente isso que é abordado no filme da atriz Greta Gerwing (que aqui assina a direção e o roteiro, pelo qual é inspirado na vida da própria), que ao meu ver, leva facilmente o Oscar de melhor roteiro original. Mas caramba, existem diversos longas que abordam a temática no cinema! Porém o diferencial em "Lady Bird: É Hora de Voar", é que tudo soa como verdadeiro e não artificial. 

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A história se inicia com a adolescente Christine (Saoirse Ronan), que está finalizando o ensino médio em uma escola religiosa e passa por uma crise existencial. Adotando apelido de "Lady Bird", ela alega que o seu nome de nascença não lhe agrada e que não nasceu pra seguir os padrões pelos quais os professores e os pais dela pregam. Ao mesmo tempo, ela tem de lidar com a pressão de passar em uma faculdade em que aqueles consigam pagar, suas primeiras paixões e seus conflitos com suas amigas e colegas de classe.

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Primeiramente gostaria de destacar a simplicidade na direção de Gerwing. Ela não peca pro dramalhão ou para arcos muito hollywodianos (que são nada mais do que uma série de momentos previsíveis e banais, onde grande maioria dos longas vem seguindo últimamente), pelo contrario, ela procurou explorar a humanidade de cada um dos personagens dentro do contexto da narrativa. Durante o andamento da trama, vemos os sentimento de Christine sendo retratados cuidadosamente em cena, que funcionou graças a excelente atuação de Ronan (ela já havia interpretado uma personagem similar em "Brooklyn", porém desta vez talvez ela acabe levando o Oscar). Ela tem dois excelentes momentos com Luarie Metcalf (sua mãe) e com Lucas Hedges (seu primeiro namorado), onde a primeira também provavelmente será indicada ao Oscar de atriz coadjuvante (acho cedo pra falar as chances dela), pois a vivacidade perante as atitudes de aborrecentes da filha, acabam sendo notórias de forma clara e natural. 

"Lady Bird: É Hora de Voar" é mais um excelente exemplar de que o Oscar deste ano possivelmente terá bons filmes dentre os indicados a principal categoria. Contudo, vemos que Greta Gerwing é mais uma atriz que por mais apagada que seja na frente das câmeras, consegue ser uma enorme profissional por trás delas. RECOMENDO!

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

JUMANJI: BEM-VINDO A SELVA

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Como todo adulto de hoje que nasceu nos anos 90, cresci vendo ao clássico "Jumanji". Me lembro que todo inicio de ano da primeira a quarta série, as professoras exibiam para nós o mesmo e sempre acabava prendendo a nossa atenção por mais que já soubéssemos o seu desfecho. Desde aquela época Robin Williams já era um dos meus atores favoritos (lembro que fiquei bastante chateado com o seu fatídico falecimento, em 2014), e quando anunciaram a sequencia daquele e com o Dwayne Johnson como protagonista, logo me veio a mente "lascou, vai virar mais uma comédia do The Rock!". Por sorte estava enganado, e "Jumanji: Bem Vindo a Selva" não é só uma excelente sequencia, como também mostra que o legado de Williams ainda está vivo.

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O filme começa exatamente do ponto onde o primeiro parou, com o jogo sendo encontrado na praia em meados de 1996. "Magicamente" ele acaba virando uma fita de Mega Drive e anos depois acaba sendo achada por um grupo de adolescentes, que estão em detenção no colégio (bem a lá "Clube dos Cinco") e ao iniciarem o jogo acabam sendo transportados para o mesmo. Lá eles assumem avatares que são bem diferentes do que os próprios na vida real. 

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A grande sacada inicial do filme já começa pelo fator nostalgia, onde eles reaproveitam exatamente a sequencia final do antecessor pra iniciar este. E a medida que a trama avança, vemos que o diretor Jake Kasdan ("Sex Tape - Perdido na Nuvem"), pegou o exato estilo de Joe Johnson realizou no original. O perfil abordado para os adolescentes são compatíveis com o que vemos em quaisquer grupo de amigos, e tudo é bem explorado de forma breve remetendo e muito ao clássico "Clube dos Cinco". Mas quando eles viram os avatares, o show fica sendo outro. Johnson, Jack Black, Karen Gillan e Kevin Hart tem seu momento de brilho e devo dizer que é mais de um, pois além de terem uma ótima química, é impossível ficar sem rir com os quatro. Porém quem acaba roubando e muito a cena é Black, que vive o avatar da patricinha Bethany (Madison Iseman), e que assume os comportamentos da garota de forma hilária. 

Agora quando eles partem pras sequencias de ação, as cenas de luta são bem feitas (como é um "filme do The Rock", obviamente que rola alguma cena do soco dele derrubando um exército), porém os efeitos visuais já nem tanto, pois os animais tão com um CGI bem mediano. Já o recurso 3D só acaba sendo bem explorado na sequencia final, mas durante o filme o recurso sequer é notado. 

"Jumanji: Bem Vindo a Selva" é uma ótima continuação de um clássico dos anos 90, que assim como "Blade Runner 2049" fez jus ao legado deixado pelo antecessor e sequer estragou o que havia sido deixado por Robin Williams. RECOMENDO!

Nota: 9,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

O REI DO SHOW

O Rei do Show : Poster

Musicais hoje em dia não fazem tanto sucesso como em meados dos anos 60/70, época em que filmes como "Grease" estouraram nos cinemas. Em meio a sucessos de longas como "Os Miseráveis" e "La La Land - Cantando Estações", é inevitável que o estilo vem voltando de forma lenta a dominar as telas. Porém não é um sinal de qualidade, como é o caso deste "O Rei do Show", que joga todas as suas fichas nas excelentes músicas (cuja a canção "This is Me" provavelmente levará o Oscar em 2018) e no talento indomável de Hugh Jackman, pra esconder algumas falhas notórias em seu roteiro. 

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O enredo tem inicio na história de P.T. Barnaum (Jackman), que desde criança junto de sua eterna paixão Charity (Michelle Willians), sempre sonhou grande e depois de diversas dificuldades financeiras, decide fazer um espetáculo com as pessoas mais diferentes e excepcionais que existem. A medida que os mesmos vão se tornando um sucesso, Barnaum acaba criando um novo estilo de espetáculo que hoje conhecemos como "Circo".

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Sim é impossível não gostar das músicas que o filme apresenta, principalmente a primeira "The Greatest Showman" e a já citada "This is Me". Assim como vermos o épico encontro do eterno Troy Bolton (personagem de Zac Efron em "High School Musical") com o Wolverine pra cantar em plena mesa de bar. Tinha tudo pra ser "O MUSICAL", porém quando vamos pro roteiro de Bill Condon ("A Bela e a Fera") e Jenny Bicks ("Rio 2"), as situações sem as músicas soam como banais dentro do contexto hollywodiano (com os problemas que surgindo na trama de formas previsíveis, e sendo resolvidos em um estalo de dedos), e isso acaba estragando um pouco da dramaticidade que o enredo tenta transpor. Um claro exemplo, é a falta de dinamismo que poderia ter sido aproveitado no casal coadjuvante vividos por Zendaya ("Homem-Aranha de Volta ao Lar") e Efron, onde poderiam ter colocado fora dos padrões de beleza (conflito de classes sociais não é suficiente), pra fazer a mensagem de romance dos dois funcionar ainda mais (ficou muito "High School Musical" o romance deles). Nem vou entrar no mérito da personagem de Rebecca Ferguson ("A Garota do Trem"), que mais uma vez segue seu "padrão de personagem no cinema "(não vou dar spoilers, mas quem viu o filme e já assistiu a outros trabalhos da atriz, sabe do que estou falando). 

"O Rei do Show" é um bom musical, pois suas canções são belas e o carisma de Jackman ao interpreta-las só enaltece ainda mais a experiencia. Só que se eles tivessem dramatizado um pouco mais o enredo e colocado mais um toque de "realismo" dentro do contexto, certamente seria o musical do ano (sim, superaria facilmente "La La Land").

Nota: 6,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

EU, TONYA

Eu, Tonya : Poster

Margot Robie já chegou nos cinemas roubando a cena em "O Lobo de Wall Street", onde interpretou a esposa do personagem de Leonardo DiCaprio. Posteriormente fez o mesmo no terrível "Esquadrão Suícida", onde viveu a namorada do vilão Coringa, Arlequina. Era uma questão de tempo até finalmente ela conquistar um papel que lhe abrisse as portas para o seu primeiro Oscar. Eis que o feito chegou com "Eu, Tonya", onde ela interpreta a patinadora Tonya Harding, que sempre sonhou em conquistar o primeiro lugar nas Olimpíadas de 1994, mas sua personalidade possessiva jamais deixou que isso ocorre-se.

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O filme acompanha a vida de Tonya desde criança (onde sempre sonhou em alcançar o "Sonho Americano"), intercalando com vários relatos de pessoas envolvidas em sua construção como uma patinadora profissional, até sua decadência. Os mais cinéfilos logo notarão o "estilo Scorsese" na narrativa exercida por Craig Gillespie (do ramake de "A Hora do Espanto"), quando chega em seu clímax (que se resume em uma trilha sonora tensa, em meia por "algo que da errado" com uma narrativa em off do protagonista em questão). Dentre outros momentos, a trama é intercalada com intervalos mostrando entrevistas dos protagonistas da história sobre suas atitudes dentre os fatos (com a quebra da quarta parede ocorrendo homeopaticamente), como se fosse um documentário. 

Mas sem dúvidas o longa não seria o mesmo sem uma atriz como Margot Robbie pra interpretar a protagonista. Ela consegue não só transpor toda a loucura e desconstrução psicológica da personagem, como também faz o espectador se cativar por sua trajetória em questão de minutos. Só que o brilho da atriz é ofuscado quando ela contracena com Allison Janney (da série "Mom"), que interpreta sua opressora mãe. Sem dúvidas que a mesma provavelmente levará o Oscar de atriz coadjuvante pra casa em 2018, pois sua LaVona Golden transpõe ódio sempre que agride fisicamente e verbalmente a filha, como também em momento algum conseguimos gostar da personagem (mesmo ela achando que ela está certa). O que já não pode se dizer de Sebastian Stan (o Bucky do Universo Marvel), que possui dois momentos distintos durante o filme: um que você ama muito ele, e outro que você o odeia (TALVEZ ele acabe sendo uma surpresa dentre os indicados a ator coadjuvante no Oscar).

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"Eu, Tonya" foi uma grata surpresa que tive o prazer de ser o meu penúltimo filme de 2017, e que sem dúvidas faz minha torcida pela vitória da Margot Robbie no Globo de Ouro e no Oscar 2018, ser maior. Pra quem tava com saudades de conferir a mesma com seu estilo Arlequina, só digo uma coisa: ASSISTA!!

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sábado, 30 de dezembro de 2017

RODA GIGANTE

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De uns tempos pra cá, os longas de Woody Allen decaíram um pouco o nível de qualidade. Sempre seguindo a premissa de que "um cara se envolve com duas mulheres, em meio a conflitos e traições", a única coisa que mudava era o elenco, o cenário e as discussões filosóficas. "Homem Irracional" e "Café Society" são um claro exemplo disto, onde restava para nós espectadores explorar apenas os cenários e assuntos abordados pelos personagens. Seu novo exemplar anual, "Roda Gigante" não foge disso. Mas não deixa de ser um bom filme, assim como os citados.

A trama se passa durante os anos 50 e mostra a garçonete Ginny (Kate Winslet), casada com Humpty (Jim Belushi), que moram em um parque de diversões na praia de Coney Island. Só que tudo muda do avesso quando a problemática filha dele reaparece (Juno Temple), assim como os ocasionais encontros da primeira com o salva vidas Mickey (Justin Timberlake), e o fascínio do filho desta (Jack Gore) em botar fogo em tudo.

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A principio devo confessar que um dos pontos fortes na narrativa foi a quebra da quarta parede realizada por Timberlake (técnica criada pelo próprio Allen, que não havia sido aproveitada por ele desde "Tudo Pode Dar Certo"), onde através de conversas com o público ele explica o que está por vir. Mesmo assim, sua atuação em contexto ta boa, porém não é o personagem de destaque. Aqui quem segura mesmo a trama são as personagens de Kate Winslet e Juno Temple, onde em dois momentos as duas conseguem estabelecer tamanho talento que elas possuem pra atuação (vai ser uma questão de tempo, até a segunda começar a aparecer em premiações importantes). Pra enaltecer isso, a fotografia de Vittorio Storaro ("Apocalipse Now") muda a tonalidade do visual a medida em que os tópicos vão sendo apresentados na discussão, tudo isso com base com o movimento da roda gigante que quase sempre da vista pra todo arco ocorrente no filme.

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"Roda Gigante" é mais um exemplar de Woody Allen que no final das contas acaba sendo um pouco melhor do que os três últimos longas lançados por ele. Porém o gostinho de saudades por longas como "Meia-Noite em Paris" e "A Rosa Purpura do Cairo" ainda continua na mente dos cinéfilos. 

Nota: 6,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

SUBURBICON: BEM-VINDOS AO PARAÍSO

Suburbicon: Bem-vindos ao Paraíso : Poster

Por mais que falem de que os últimos filmes dirigidos e estrelados por George Clooney tenham sido bombas, eu particularmente gostei de "Caçadores de Obras-Primas" e "Jogo do Dinheiro", que não são exemplos de longas dignos de Oscar, mas são dois meros entretenimentos validos por duas horas e nada mais aquém. O que já diverge completamente deste "Suburbicon: Bem-Vindos Ao Paraíso", onde este não só dirige, como também assina o roteiro junto aos irmãos Joel e Ethan Cohen ("Onde Os Fracos Não Tem Vez") e a produção. 

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O enredo tem inicio com o "condomínio" do sonhos batizado de "Suburbicon", onde tudo o que ocorre por lá é basicamente um "enredo da Disney". Mas tudo começa a virar de pernas pro ar com a chegada de uma família negra no local, onde a comunidade extremamente racista tenta expulsa-los a todo custo. Ao lado da casa desses mora a família Gardner, onde após uma fatalidade durante uma invasão de bandidos durante a noite, vira a vida dos mesmos de pernas pro ar.

Aqui tudo poderia ter funcionado de forma alegórica, porém mesmo com a direção dele sendo boa em alguns aspectos, o principal problema decai em cima do roteiro. Aqui temos três personagens centrais, onde nenhum deles é aprofundado a ponto de sequer temos interesse pela trama ou pelo desenvolvimento dos mesmos. Pra não dizer que não falei das flores, nos primeiros 20 minutos, o longa é abordado apenas do ponto de vista do filho do casal central, e chega até ser bem interessante tal aspecto. Porém com o desenrolar e os ploat twist que vão sendo apresentados, isso é basicamente deixado pra escanteio e o foco do longa começa a ser o humor negro e o racismo mediante aos vizinhos deles (a todo momento, vemos que esse arco sequer fazia diferença pra trama central em si).

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Partindo pras atuações, Damon ta bem canastrão aqui e nem ele consegue deixar claro que seu interesse pela história não é dos melhores. Enquanto Julianne Moore consegue ser uma das poucas coisas boas aqui, junto com o jovem Noah Jupe, que faz o filho daquele. Infelizmente o roteiro não acaba se concentrando apenas em um caractere, e tudo soa no final como um verdadeiro genérico que demora pra ser dissolvido devido ao gosto ruim provocado pela receita de Clooney com os irmãos Cohen.

Nota: 3,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet