segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

INFILTRADO NA KLAN

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Devo confessar que estava com saudades de assistir a um longa novo de Spike Lee, que seja realmente de sua autoria. Conhecido por suas ácidas criticas sociais em seus filmes como "O Plano Perfeito" e "Malcolm X". Baseado no livro de Ron Stallworth, "O Infiltrado na Klan" aborda a história verídica de dois policiais, um judeu (Adam Driver) e o outro negro (John David Washington), que resolvem se infiltrarem em um pequeno grupo da Klus Klus Klan, para assim chegarem ao seu líder David Duke (Topher Grace).

John David Washington and Adam Driver in BlacKkKlansman (2018)

Se tratando de um tema extremamente sério, o trabalho de Lee lembra e muito o estilo dos irmãos Cohen ("Queime Depois de Ler"), pelo qual ele faz caracteres e questões realmente sérias, se transformarem em chacota, devido a personalidade infame de seus personagens. A começar pelo grupo de caipiras que fazem parte da KKK. Todos eles são extremamente burros e ignorantes, porém quando eles veem a necessidade de agir a favor dos princípios da seita, eles mudam da água para o vinho. Quem melhor representa isso é Jasper Pääkkönen, cuja personalidade chega a realmente dar medo quando ele insiste em aplicar seus instintos em cena, devido ao fanatismo em pró da KKK. 

Topher Grace in BlacKkKlansman (2018)

"O Infiltrado na Klan" é um filme obrigatório em datada situações pelas quais vivemos, porém deve ser visto com uma enorme imparcialidade, pois caso contrário você não irá comprar a ideia do longa e o odiará. 

Nota: 9,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet. 

sábado, 15 de dezembro de 2018

ROBIN HOOD - A ORIGEM

Robin Hood - A Origem : Poster

Prefiro me abster em abordar a história deste longa, pois nessa altura do campeonato todos já conhecemos a história de Robin Hood. "Rouba dos ricos, e da para os pobres", é a principal definição da personalidade desse que foi um dos primeiros "justiceiros" da história. Nesses últimos oito anos, me recordo de ver duas adaptações deste, sendo a primeira em 2010 com Russel Crowe vivendo-o e agora neste "A Origem" com Taron Egerton assumindo o posto. 

Taron Egerton in Robin Hood (2018)

A começo de conversa, o enredo procura apelar para uma personalidade mais rebelde do personagem, pelo qual mesmo ele sendo um dos fortes nomes do estado, ele era contra as revogações e impostos que este aplicava sobre o povo. A história pode ser muito bem aplicada no tocante a ideia do que a direita politica é contra, facilmente, pelos mais atentos. Porém o diretor Otto Bathurst (de séries como "Black Mirror") não é eficaz no que se diz "guiar uma trama politica", então é optado a apresentar diversas cenas de ação (muito bem feitas) e com um embasamento em cima do questionável roteiro de David James Kelly e Ben Chandler. Mas porque a utilização desta palavra? Pois bem, digamos que para o fator "facilitação narrativa" envolto ao arco da "jornada do herói", temos os mais genéricos diálogos de efeito e situações que beiram ao previsível, em uma questão de minutos. 

Jamie Foxx and Taron Egerton in Robin Hood (2018)

Tanto Egerton, quanto Jamie Foxx estão bem em seus papéis. O que diferencia dos outros nomes do elenco como Jamie Dornan e Ben Mendelsohn, que não estão atuando, mas sim lendo suas falas (que são praticamente frases prontas). Já Eve Hewson possui um arco um tanto que "banal", tendo em vista que o roteiro tenta dar importância pra ela, mas no final das contas, não consegue. 

"Robin Hood - A Origem" pode não agradar a todos, mas se você curte histórias envolvendo a idade média, englobando um divertimento meramente escapista, em recomendo o longa sem duvidas. Agora se você vai atrás de algo inovador, sugiro que vá a sala ao lado e assista "As Viúvas".

Nota: 5,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

AQUAMAN

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Depois de inúmeros fracassos seguidos, sendo apenas "Mulher Maravilha" a única exceção, a Warner/DC tentam uma nova aposta com o longa solo do personagem Aquaman (Jason Momoa). A ansiedade em torno da qualidade do longa era realmente questionável até então, pois todos os filmes do universo nessa nova "época" não conseguiram entregar exatamente o que o trailer havia mostrado. Eis que após o prólogo com os personagens de Nicole Kidman e Temuera Morrison (Atlanna e Tom Curry, respectivamente os pais do Aquaman), englobado com um excelente plano sequencia feito pelo experiente James Wan (dos dois "Invocação do Mal"), em um momento chave, eis que vemos o quão o longa irá ser surpreendente nesses aspectos. E não é que é! 

Nicole Kidman, Temuera Morrison, Tamor Kirkwood, and Tainui Kirkwood in Aquaman (2018)

A história gira em torno de Arthur (Momoa, vulgo Aquaman), onde após o sumiço da mãe, não quer aceitar assumir o cargo do trono da realeza de Atlanta, pelo qual é herdeiro digno. O que não pensa seu meio irmão Orm (Patrick Wilson), que assumiu o posto e não só luta para ter o poder absoluto dos oceanos, como também não se conforma com o comportamento do ser humano diante do mar, o que acaba desencadeando uma verdadeira guerra dentre ele e Arthur. 

Jason Momoa in Aquaman (2018)

Pegando um pouco de carona no estilo exercido por Ryan Coogler em "Pantera Negra", o longa procura exercer um parâmetro embasado na personalidade dos seres daquele reino submarino retratado, com a realidade na qual vivemos. A fotografia utilizada nas sequencias nessas áreas, mesclada com os efeitos visuais, acabam causando um enorme deleite aos olhos do espectador. As sequencias de ação acabam realmente sendo muito bem realizadas, e mesmo sendo constantes durante toda a projeção, o espectador acaba adentrando cada vez mais dentro dela por conta da história bem estabelecida. 

Agora partindo para as questões que englobam as atuações e desenvolvimento dos personagens, devemos dizer que Momoa conseguiu estabelecer a tonalidade exata do personagem, sabendo quando exercer sua carga dramática e humorística (não consigo pensar em outro ator melhor que ele para tal função). Sua química com Amber Heard (Mera) é realmente boa e consegue arrancar momentos divertidos seja de ação (quase sempre) ou comédia (não espere um romance melancólico, porque não há). Mas quem acaba roubando a cena sempre quando aparece mesmo, é Kidman. Depois de andar "sumida" dos grandes papéis, a atriz reaparece em uma caractere forte e que acaba comprando a atenção do espectador logo nos seus primeiros minutos em cena. Já o vilão vivido por Wilson consegue ser o melhor até então elaborado pela DC nos cinemas, nessa nova safra. Aqui vemos o lado humano dele e conseguimos até entender seus motivos para tais atos (relembrando mais uma vez o longa "Pantera Negra").

"Aquaman" é o longa que a Warner/DC deveria ter lançado nos cinemas ano passado, pois logo após o sucesso arrebatador de "Mulher Maravilha", não exito em falar de que aquele chega ao mesmo patamar, no tocante a qualidade. RECOMENDO! 

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet. 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

AS VIÚVAS

As Viúvas : Poster

Nunca me esqueço a reação que tive na sessão pós "12 Anos de Escravidão", dirigido por Steve McQueen (que inclusive lhe rendeu o Oscar de Melhor Filme, em 2014). Com um misto de não acreditar no que acabava de assistir, e de tristeza por saber quão o ser humano era capaz de tamanhas maldades, o longa mexeu comigo de uma forma, que até então não consegui revê-lo. Porém tive uma sensação completamente reversa, ao sair da sessão de "As Viúvas", que é o novo longa de McQueen com grandes nomes do cinema em seu vasto elenco, ele elaborou uma trama recheada de críticas sociais, pelas quais acabam se encaixando perfeitamente em seu desfecho. 

Viola Davis, Michelle Rodriguez, and Elizabeth Debicki in Widows (2018)

Baseado no livro de Lynda La Plante, a história aborda um grupo de assaltantes, liderados por Harry (Liam Neeson), onde após um audacioso roubo ter dado errado e os levado a morte, suas esposas (Viola Davis, Michelle Rodriguez e Elizabeth Debicki), acabam ficando a merce. Até que alguns dias depois do ocorrido, a vitima daqueles resolve tirar satisfação com a viúva de Harry, fazendo-a recuperar o dinheiro no prazo de um mês. Sem outra escolha, ela resolve contatar as outras viúvas do assalto, para ajudarem na operação.  

Colin Farrell in Widows (2018)

Em uma primeira viagem, parece que estamos nos deparando com um longa no estilo do recente "8 Mulheres e Um Segredo". Mas o roteiro e direção de McQueen (em parceria com Gillian Flynn, autora dos livros "Objetos Cortantes" e "Garota Exemplar"), procura dar uma enfase em diversas questões polemicas. como porte de armas, sugar girls (mulheres que possuem "namorados" que as banquem com luxos) e o racismo que percorre o quadro politico no mundo. No lado das protagonistas, Davis representa esse quesito com muito vigor, e lança e muito o debate das questões raciais em casais com etnias diferentes (vide os contantes diálogos dela com Neeson). Já na subtrama, é ai que entra os personagens de Colin Farrell e Robert Durvall, cuja personalidade claramente racista do primeiro, utiliza deste fator para angariar votos dos seus eleitores. Apesar de ambos estarem bem em seu papel, assim como todo enorme elenco estelar, vou entrar em demérito em alguns nomes. No caso das viúvas a que se saiu melhor realmente, foi Debicki, pois a clara desconstrução de sua personagem a cada arco foi a mais notável das três. Já no arco envolvendo os políticos, devo dizer que a performance mais assustadora decaiu sobre Daniel Kaluuya. O cara realmente conseguia dar medo em cada cena em que aparecia, tanto nos personagens, quanto no espectador (não exito falar que o ator possa figurar dentre os indicados a ator coadjuvante no Oscar do próximo ano).

"As Viúvas" é um ótimo e interessante suspense, e mostra que é possível sim realizar um longa intrigante com um elenco bastante estrelar e um diretor vencedor do Oscar. 

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet. 

domingo, 2 de dezembro de 2018

OS EXTERMINADORES DO ALÉM CONTRA A LOIRA DO BANHEIRO

Os Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro : Poster

Há cerca de um ano, enquanto assistia pessoalmente uma entrevista de Danilo Gentili sobre seu primeiro longa "Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola", ele havia dito que seu próximo longa para os cinemas adaptaria a lenda urbana da loira do banheiro. Um ano se passou dentre essa e cá estamos, com "Os Exterminadores do Além Contra A Loira do Banheiro". Assim como no seu longa antecessor, que foi uma divertida homenagem aos longas da "Sessão da Tarde" dos anos 80 e 90, esse procura pegar o humor se embasando no estilo terror gore, que foi muito famoso nos anos citados (com longas como "Evil Dead" e "Um Drink no Inferno), onde o único fator era fazer jorrar sangue adoidado na cara dos atores, nas mais divertidas mortes. 

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Escrito, produzido e estrelado pelo próprio Gentili, ele interpreta aqui o youtuber Jack, que na companhia de Fred (Léo Lins), Carolina (Dani Calabresa) e o câmera Túlio (Murilo Couto) possuem um canal que aborda a "caça" de seres sobrenaturais. Eis que após uma dupla de adolescentes fazerem um ritual numa escola e convocam a loira do banheiro (Pietra Quintela), eles são chamados pelo diretor desta (Sikêra Júnior), para convencer a todos de que a mesma não existe. Então ao resolverem passar uma noite no local, acabam descobrindo que ela é mais real do que eles imaginam.

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Não entrando no mérito do trabalho da atuação de Gentili (que realmente não é boa), ele como roteirista se sobressai muito bem novamente. Para quem cresceu vendo os longas do estilo gore, e acompanha o programa dele no SBT, se deparara com uma ótima comédia. As homenagens a longas como "Os Caça-Fantasmas" e "A Morte do Demônio", são clarividentes e muito bem elaboradas em diversos momentos. Seja através dos textos que brinca com o perfil dos envolvidos e com os estilos longas citados (como apresentar um arco envolvendo dois personagens aleatórios, brincando por estarem fazendo absolutamente nada de diferente para a narrativa), até em algumas situações apresentadas. Outro fator bastante divertido é quando ele resolve satirizar uma velha "inimiga" dos conservadores de direita (quem já viu, sabe de quem estou falando). 

Partindo para a questão das atuações em geral, nenhum dos personagens acabam comprando a compaixão do espectador (todos eles são descartáveis), porém seus interpretes acabam adentrando na brincadeira comandada pelo diretor Fabrício Bittar  (que realmente sabe comandar muito bem sequencias de suspense e horror, mesmo sendo satíricas). Pela primeira vez atuando nos cinemas, vemos que nomes como Léo Lins, Murilo Couto e até o próprio Sikera Jr. se saem muito bem e arrancam ótimas risadas. Outro que consegue roubar a cena (e coberto por uma ótima maquiagem) é o apresentador Ratinho, mesmo em um papel pequeno. 

"Os Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro" mesmo tendo esse nome beirando ao ridículo, é mais outra divertida comédia muito bem idealizada por Danilo Gentili. Que venham mais longas com a sua marca!

Nota: 7,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

LIVRO - JACK REACHER: O INIMIGO

Em busca de inovar o conteúdo no blog, essa vai ser minha primeira analise (na verdade com toques de recomendação, pois ainda preciso estudar mais o tocante a crítica literária) de um livro. Como estreia nessa função, procurei abordar o décimo livro da série literária de Lee Child, sobre o militar Jack Reacher (que já foi adaptada duas vezes para o cinema com Tom Cruise, no papel deste), rotulada de "O Inimigo". Servindo ao exército dos Eua, sua personalidade misteriosa sempre o leva nas mais diversas desventuras por mera diversão (sim, o personagem é tipo um "Stallone Cobra", pois gosta de arrumar confusões pra se divertir). A cada capitulo de seus livros, ele acaba arrumando diversas confusões com os diversos figurantes que vão aparecendo, com o propósito de conseguir o que deseja, seja informações ou facilitações na sua jornada. 

Em "O Inimigo", ele acaba sendo encarregado a investigar um misterioso assassinato em um motel na Carolina do Norte, em plena época de ano novo. A medida em que ele avança as investigações, junto a sua companheira escalada para a função, a Tenente Sulivan, ambos descobrem que a missão pode ser mais pessoal do que imaginam.

A narrativa de Child na série é totalmente em primeira pessoa, sendo o seu interlocutor o próprio Reacher, que aborda seus pensamentos e atitudes (aos quais muitas das vezes são questionáveis). Diferente dos outros exemplares, neste temos uma mera passagem do protagonista convivendo com a sua família, que serve para vermos que ele possui um lado não apenas "operante". Claro, em momentos investigativos, os mais atentos a literatura denotarão homenagens simplórias ao detetive Sherlock Holmes (devido a enorme cautela e detalhes que ele leva em suas observações). Mas o principal quesito Child sabe fazer com mérito: não cansar o leitor, mas sim puxa-lo ainda mais adentro da sua narrativa. Sim se você curte livros com a temática investigação policial, esta leitura é ideal. 

sábado, 17 de novembro de 2018

OPERAÇÃO OVERLORD

Operação Overlord : Poster

Originalmente concebido como um longa da franquia "Cloverfield", mas após o desastroso resultado de "The Cloverfield Paradox", "Operação Overlord" acabou ganhando vida própria nas mãos do produtor J.J. Abrams. Enquanto nos outros exemplares ele realizou uma notória "homenagem" aos longas de monstros, suspenses e espaciais, o alvo agora decai em cima de produções de guerra. Pegue toda aquela essência de "O Resgate do Soldado Ryan" e "Bastardos Inglórios", e misture com doses homeopáticas da franquia "Resident Evil", e temos "Operação Overlord". 

Jovan Adepo and Mathilde Ollivier in Overlord (2018)

A história trata-se de um grupo de soldados durante a Segunda Guerra Mundial, durante o dia D, cuja
missão é destruir uma torre nazista em uma parte da França. Porém ao irem avançando na mesma, eles descobrem que o local possui vários experimentos maquiavélicos envolvendo seres humanos. 

Wyatt Russell, John Magaro, Dominic Applewhite, Jovan Adepo, and Mathilde Ollivier in Overlord (2018)

O diretor Julius Avery mostra-se competente em desenvolver arcos aos quais conseguem prender a atenção do espectador a todo momento, mesmo tendo um material já utilizado em vários filmes da temática. Seja através do jogo de câmeras, onde ele opta pelos cortes sigilosos acompanhando assim os passos dos personagens a todo momento, ou pelos scare jumps, que ele sabe quando joga-los. Claro, a violência durante a narrativa não é poupada e como se trata do prato principal ela se mostra extremamente necessária (uma cena em especial o auxilio desta se mostra muito útil, devido a imensa carga realista, graças ao ótimo trabalho da equipe dos efeitos visuais). 

Agora com relação as atuações, graças a maioria dos nomes serem desconhecidos (pode ser que você reconheça alguns pela aparência, de outros filmes, mas por nome é difícil), auxilia ao espectador se interessar mais pela personalidades deles individualmente. Os destaques vão para os personagens de Jovan Adepo e Mathilde Ollivier, pois enquanto o primeiro se mostra o verdadeiro interlocutor da trama, a segunda, mesmo tendo poucas palavras, demonstra seus sentimentos mais pelos seus gestos, e isso o espectador acaba comprando. Porém o pior personagem é o vivido por John Magaro, pois além de ter sido muito mal escrito, acaba se tornando um grande empecilho para narrativa, devido as diversas piadas foras de hora. 

"Operação Overlord" é uma divertida surpresa para quem sentia falta de conferir um longa de guerra e terror nos cinemas, em uma época onde ambos os gêneros estão basicamente extintos. RECOMENDO! 

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet.