sexta-feira, 4 de agosto de 2017

GYPSY - 1ª TEMPORADA

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Nesses últimos dias terminei de conferir esta série da Netflix, pela qual não esperava que fosse tão dificil termina-la de assistir. Não pelo simples fato de estar sem tempo, muito pelo contrário, mas sim porque o enredo consegue decair tanto a cada episódio, que fica cada vez menos interessante em acompanhar a vida extraconjugal da psicóloga Jean Holloway (Noami Watts), onde além de enfrentar constantes problemas no casamento com Michael (Billy Crudup, que atualmente namora a atriz na vida real) e com a descoberta sexual do filho, acaba entrando na vida pessoal de seus pacientes, sem saber as consequências que ela poderá arcar.

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O principal problema desta série criada por Lisa Rubin é o simples fato de ela ter uma ideia que daria uma divertida trama, só que ela perde muito tempo apostando num romance gay da protagonista, que só é colocado em prática no quinto capitulo (onde já poderiam ter jogado no segundo). A atriz escalada para viver a parceira da mesma, é Sophie Cookson (que é a ex-namorada de um paciente de Jean), que não transmite emoção e vontade alguma de vermos ela junta da Naomi. Essa consegue ter uma boa atuação aqui, mas quando as duas ficam juntas em cena, somente em um episódio posso dizer que tive um pouco de interesse, por conta do suspense criado. E a serie fica basicamente nisso e no caso de Michael com a secretária dele, nada mais, como ela ta sendo vendida. Diversos pacientes possuem casos interessantes, eles são abordados de forma breve, e depois eles são jogados pra escanteio e voltam aleatoriamente a serem mostrados. 

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Tal bagunça pode ser notada logo ao apresentarem o nome dos diretores dos episódios, pois temos cinco nomes para os dez capítulos (onde dois deles são comandados por ninguém menos que Sam Taylor-Johnson, diretora de "Cinquenta Tons de Cinza"). Mais desastroso ainda é o desfecho criado para está série, pela qual extrapolam ao máximo o constante uso de um suspense forçado que simplesmente acaba sendo jogado fora no meio do último capitulo, só pra deixar uma mensagem reflexiva pro espectador.

"Gypsy" é um claro exemplo de que a Netflix precisa é mesmo de uma analista não como protagonista de suas séries, mas sim uma que analise qual tipo de investidas o serviço streaming pode fazer para não errar feio, e aumentar as dividas do mesmo. EVITE! 

Nota: 4,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet 

OZARK - 1ª TEMPORADA

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Ao ouvir o nome de Jason Baterman, fãs de seriados logo relacionam o nome do ator a "Arrested Development", onde ele vivia o viúvo Michael Bluth, que acabou sendo o patriarca de uma enorme família, depois do Pai ter sido preso, devido a problemas com a justiça. O personagem rendeu ao ator um Globo de Ouro, e acabou imortalizando o estilo "homem dos negócios confuso" em diversas produções no cinema. Mas antes de voltar para uma nova temporada da mesma, pela própria Netflix, ele estrela e dirige para o serviço streaming o seriado "Ozark", que pega carona no sucesso de séries como "Narcos" e "A Rainha do Sul". 

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Divergindo completamente das citadas, aqui Baterman ainda absorve um pouco seu estilo Bluth ao encarar o contador Martin Byrde, que trabalha lavando dinheiro para um cartel de drogas mexicano. Só que um dia o chefão do mesmo, Del (Ezai Morales), acaba descobrindo que alguns de seus funcionários acabam lhe passando a perna. E quando ele começa a matar todos os colegas de Martin, o mesmo lhe propõe um trato em troca de sua vida: se mudar com a sua família para a cidade de Ozark, e realizar uma lavagem de dinheiro de 8 milhões de dólares. Del acaba aceitando, e ao chegarem na tal cidade, eles denotam que não será uma tarefa fácil, já que diversos imóveis e transações financeiras no local estão em péssimas condições

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O estilo de narrativa da trama é extremamente sagaz, onde em cada um dos dez episódios somos apresentados por arcos contínuos, que são demonstrados de forma breve já no logo da abertura (por exemplo, se o capitulo envolve uma pá, piscina, bebê e faca, veremos os mesmos formar o nome do seriado) e a novos personagens que se entrelaçam em algum momento distinto (alguns de forma inesperada). Sim, ploat twists são o ponto forte nesta série, e fazia um tempo em que não via uma série com tantos durante uma temporada. Mas o episódio piloto e o último são os que mais conseguiram surpreender por um simples motivo: o excelente arco de tensão envolto a trama. E quem dirigiu os mesmos? O próprio Baterman (que se investir na carreira, futuramente conseguirá trazer ótimas obras). Só que outros arcos assim também são apresentados durante a temporada, só que não tão bem impactantes (é ai que sentimos falta da direção do mesmo). 

Agora como ator ele ta bem no papel do protagonista, assim como sua química com a sempre ótima Laura Linney, que tem bons momentos, mas não chega a ter grande destaque na trama (apesar de ter três cenas, em que a atuação dela é ótima). Os dois atores que fazem papéis dos filhos (Sofia Hublitz e Skylar Gaertner), também são bons, sendo que a cada temporada vemos o quão ambos são obrigados a amadurecerem rapidamente, por causa da tamanha situação em que eles estão envolvidos. O elenco secundário também não decepciona, onde as subtramas envolvendo os atores Jason Butler Harner (Roy), Julia Gardner (Ruth) e Charlie Tahan (Wyatt), possuem excelente atuações e nunca conseguimos imaginar as atitudes que os mesmos irão tomar nos próximos arcos. Agora a presença do vilão Del, vivido por Morales realmente é o grande peso de todo o elenco. O cara realmente tem uma presença intimidadora, e logo que ele aparece, sabemos que "vai dar merda". 

Pra quem curtiu "Narcos" e "Arrested Devolopment" vale a pena tirar um tempo pra assistir esta série, onde até o momento vem sido consagrada como uma das melhores já lançadas neste ano. 

Nota: 9,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

domingo, 30 de julho de 2017

VAMOS RECORDAR? BATMAN - O HOMEM MORCEGO

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Bom pessoal, andei um tempo pensando em criar este quadro pra abordar algumas produções antigas, pelas quais vejo que possuo um total apreço pessoal e gostaria de compartilhar com vocês. Diferente das outras analises, as produções neste quadrão não haverão uma nota de 0 a 10. Pra inicia-lo, vou abranger o clássico e pioneiro longa do Homem-Morcego nas telonas, que ocorreu em 1966, com "Batman - O Homem Morcego". Por sorte tive o privilégio de conferir o longa nas telonas, graças a uma sessão especial realizada no cinema onde costumo frequentar.   

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Divergindo completamente das versões criadas por Ben Affleck ou Christian Bale, o Batman de Adam West (falecido no último 9 de junho) é nada mais do que uma sátira as histórias do herói da DC, onde ele sempre andou acompanhado do seu fiel companheiro Robin (Burt Ward). "Pela Santa Charada, Batman!", "Pela Santa Polaris, Batman!", são alguns dos bordões que este solta durante todo o longa, porém sempre entrelaçados a algo que está ocorrendo, o que causa sequencias bastante hilárias. Agora quando somos apresentados aos clássicos vilões, que tem desde Mulher Gato (Lee Meriwether), Charada (Frank Gorshin), Pinguim (Burgess Meredith) e o Coringa (Cesar Romero), vemos que até hoje não vimos uma junção tão divertida de vilões, onde todos realmente parecem convincentes (mesmo sendo uma versão satírica deles). Todos eles possuem planos mirabolescos, porém não há lógica alguma no que eles estão fazendo. Seja nas charadas do coringa, a discreção nas espionagens da Mulher Gato, os disfarces do Pinguim e a malandragem do Coringa. Tudo se torna bastante engraçado, a medida que Batman e Robin vão descobrindo o óbvio. Isso ainda sem contar de um Alfred completamente ancião, que aparece em cena como um verdadeiro fantoche de Bruce Wayne, ao contrário de um mentor. 

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Não poderia deixar de mencionar, obviamente a clássica canção tema ("tananananana..."), regada por imagens cartunescas de "Pow", "Boom" ou "Splash", na tela sempre que ocorria um golpe durante a sequencia de luta final. Obviamente que quem cresceu apenas admirando o Batman de Christopher Nolan, dificilmente vai gostar deste longa, que chega perto apenas dos dois primeiros lançados pelo Tim Burton (apesar deles serem bem mais sérios do que este). 

Se você ainda não assistiu a este clássico, sugiro que procure e o assista, pelo menos para ver como foi a primeira aparição do homem morcego nas telonas, antes mesmo de Ben Affleck e Christian Bale terem nascido. 

Imagens: Reprodução da Internet

COLOSSAL


Tá ai um longa que no inicio do ano ninguém fazia ideia de sua existência, e que foi chamando atenção com os videos sobre o mesmo que circulavam na internet. Apesar de se tratar de um "filme de monstros", é uma produção independente, que tem parceria com os Eua, Canadá, Espanha e Coreia do Sul. Aqui a protagonista é a Oscarizada, Anne Hathaway (que também é a produtora aqui), pelo qual me asseguro em dizer que é o filme mais louco e diferente que ela já realizou na carreira (sim, eu já vi todos os filmes da carreira dela). 

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Aqui ela vive a alcoólatra Gloria, que depois de perder o emprego e tomar um fora do namorado (Dan Stevens), ela volta a morar em sua cidade natal. Lá ela reencontra o amigo de infância, Oscar (Jason Sudeikis), que agora é dono de um bar e a ajuda a se restabelecer no local. Só que no meio de suas noites boemias, ela descobre que tem o poder de controlar um monstro que surgiu na cidade de Seoul, na Coreia. 

Se você for atrás desse longa buscando algo como "Circulo de Fogo", vai se chatear, pois o enredo de "Colossal" é extremamente focado no drama da personagem central. O roteiro de Nacho Vigalondo (que também assina a direção), deixa alguns arcos para serem extrapolados mediante o andamento do filme (como o porque de ela controlar o monstro), e não os apresenta tudo de uma vez e depois enchendo linguiça pra formar o tempo de um filme. Só que alguns arcos ele literalmente se extrapola em colocar no longa e que poderiam ter sido descartados, pois só deixam o enredo mais pobre (os clássicos "personagens aleatórios", que o cinema ainda insiste em investir). 


No quesito de atuação a Anne ta bem mais uma vez, mas não é o papel da carreira dela, porém dentro dos conformes ela funciona. Agora quem realmente acaba roubando a cena a partir do terceiro ato, é o Jason Sudeikis, pois seu personagem sofre uma reviravolta na trama que não seria valida se o ator escalado não fosse bom. Não adianta eu comentar sobre os outros atores, pois eles estão bem, só que não são personagens muito profundos como os citados. 

"Colossal" é um daqueles longas independentes loucos, onde acabamos assistindo por assistir em um momento de espairecimento, e acaba rendendo uma boa diversão, nada mais além.

Nota: 7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sexta-feira, 28 de julho de 2017

DUNKIRK

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É praticamente um praxe, todo e qualquer diretor de cinema consagrado pelo menos temum filme de guerra no seu currículo. Já aconteceu com nomes como Stanley Kubrick, Terrence Malick, Quentin Tarantino e agora é a vez de Christopher Nolan (onde também é seu primeiro longa baseado em fatos verídicos). Digamos que é uma película bastante diferente das outras do gênero, pois Nolan procurou mostrar o fato como se fosse uma demonstração apenas do que ocorreu na praia francesa, de Dunkirk. Diálogos aqui são só os necessários, não existe uma coesão no que ta sendo apresentado, e o destque fica para as sequencias passadas com os soldados em terra, mar e céu (o filme deixa isso claro logo no seu prólogo). 

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A explicação sobre o fato não é deixada de forma bastante clara (como em qualquer outro filme do Nolan), por isso recomendo, de fato, ler sobre o ocorrido antes mesmo de embarcar na sala de cinema. Bom, mas vou explicar resumidamente o que ocorreu lá: o exército Alemão estava prestes a atacar massivamente a cidade de Dunquerque em plena Segunda Guerra, e todas as tropas Francesas e Inglesas foram obrigadas a se retirar do local. É quando é dada uma operação simultânea, em terra, água e céu, para a evacuação de todos os militares. 

O principal erro de Nolan neste longa, é o simples fato de ele se preocupar demais com o visual, efeitos especiais e sonoros (que diferente do Michael Bay, sabe muito bem quando executa-los), deixando o aprofundamento dos personagens de lado. Não existe um carácter (muito menos um protagonista concreto), que você diz que se preocupa, transformando assim "Dunkirk" em um longa sereno de guera (não há exibição de cadáveres mutilados, soldados lutando em campos de batalha. Se quer ver um filme assim, veja "Até o Último Homem"). Apesar de que todos os atores estarem dentro do contexto que lhes fora proposto, existem duas ótimas sequencias envolvendo o céu e o mar, em  que são realizadas sucessivamente e causam os melhores momentos de suspense do longa. 

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Não, desta vez não conferi o longa do Nolan no formato Imax (ao contrario de "Interestelar", que se tornou um dos meus longas favoritos), mas se você tiver a oportunidade assista, ou na melhor tela e som que for acessível. 

Resumidamente, "Dunkirk" é um bom longa metragem, mas é o mais fraco da carreira do Nolan (e o mais curto, com apenas 1h40 (pra um filme de guerra, também)), onde apenas seus fãs, cinéfilos e quem já ta ciente do enredo do longa, vai curtir. Agora quem não se encaixa em nenhum dos três quesitos, vai odiar o longa. 

Obs: segue um link da "Super Interessante", para quem se interessar em ter um melhor entendimento sobre resgate de Dunkirk: http://super.abril.com.br/blog/contaoutra/guia-historico-para-entender-o-filme-dunkirk/

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

quarta-feira, 26 de julho de 2017

TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO


Há um mês, havia postado aqui que a Disney tem sua "galinha dos ovos de ouro" na insistência em cima da franquia "Piratas do Caribe", onde o quinto filme só serviu pra encher os cofres do Tio Patinhas e mais nada. O mesmo serve para a Paramount, com este "Transformers: O Último Cavaleiro", que segue a formula dos quatro longas antecessores, pra apostar na bilheteria fácil (que até agora sequer chegou a fazer jus mundialmente). Felizmente o diretor Michael Bay conseguiu acertar em não repetir alguns erros que ele havia feito nos outros longas da franquia, como o excesso de sexualização em cima das protagonistas e o seu bendito patriotismo estadunidense (qualquer merda que rolava de bom, tinha uma porra de uma bandeira estirada na cena). Porém ele ainda insiste que é legal ficar explodindo tudo, e ficar girando a câmera sem motivo em diversas sequencias desnecessárias, e isso acabou prejudicando e muito o novo Transformers.

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Mas sem motivo mesmo é procurar alguma história realmente relevante nos filmes desta franquia, onde aqui começa já no tempo da Tavola Redonda, onde vemos que até Merlin (Stanley Tucci, que no quarto filme havia feito outro personagem) tinha um Transformers. Dentre explosões e lutas de robôs (com direito a um dragão robótico de três cabeças), voltamos aos dias atuais, onde o herói do filme anterior, Cade Yeger (Mark Walhberg) agora vive escondido, pois o governo e a CIA querem a todo custo impedir a circulação dos Transformers. É quando os inteligentes resolvem colocar os Decepticons a caça dos mesmos, ai a merda que isso vai dar todos nós já sabemos (se você não assistiu a nenhum dos outros, diferença alguma irá fazer). 

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A começo de conversa, Bay comete a mesma burrada que Roland Emmerich fez em "Independence Day: O Ressurgimento", que foi entupir de personagens secundários e várias histórias paralelas que nada acrescentam a trama. No inicio somos apresentados a um grupo de crianças (que parecem mais o "Stranger Things" do Paraguai), que são salvos pela pré-adolescente Isabela (a novata Isabella Moner), que simplesmente some do longa e depois de certo tempo reaparece do nada, não havendo nenhuma coesão da existência dela a narrativa (assim como outros personagens que surgem). Fora que o roteiro ainda trouxe de volta os personagens do John Turturro (Agente Simmons) e Josh Duhamell (Coronel William Lennox), onde ambos não fazem quase diferença alguma pro que ta rolando. Os dois únicos acréscimos na franquia, (que ao meu ver foram os pontos positivos) foram do veterano Anthony Hopkins e de Laura Haddock (onde vemos que Michael Bay sofre do problema de qualquer cara, onde ainda é apaixonado pela ex namorada, e que quando pula pra outra, arruma uma com a mesma cara da dita cuja, pois essa atriz é A CARA DA MEGAN FOX!), onde o primeiro trás certo vigor a série, e a segunda se mostra mais útil do que a própria Megan Fox nos dois primeiros, e vê-la junto de Walhberg é muito mais interessante e combina mais com a saga, do que o Shia LeBeouf com aquela. 

Agora partido especificamente pra direção do Michael Bay, não vou entrar muito no mérito da questão, pois ele consegue cometer os mesmos erros de sempre (como o fato de a câmera não parar quieta até em momentos calmos e a trilha sonora sem sentido com a cena (onde ele chega brevemente a satirizar isso)). As constantes explosões e lutas dos Transformers (que pelo menos nesse da pra saber quem é quem, na hora da pancadaria), se tornam algo tão contante no longa que as duas horas e meia do filme ficam extremamente cansativas (nessas horas que a equipe da Globo, poderia mostrar pro Bay, uma edição deles pro terceiro filme, onde eles simplificaram as quase 3hrs em 1h20, e mesmo assim houve coesão com absolutamente tudo do filme original). Aquém disso tudo, ele conseguiu fazer excelentes sequencias usando a tecnologia Imax 3D, que ele tinha em mãos (fazendo ser o filme que melhor explora o recurso em anos), pois há notória profundidade e interação das sequencias com o espectador (se você ainda pensa em ver o longa, recomendo que pegue nos cinemas neste formato e na melhor tela possível).

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"Transformers: O Último Cavaleiro" não é o último filme desta série, mas sim o quinto de 20 longas (sim, segundo o próprio Bay ele ainda quer fazer mais 15!), onde ao contrário da franquia "Velozes e Furiosos", os longas não melhoram, nem pioram, mas ficam na mesma, e se tornam cada vez mais cansativos de se acompanhar. 

Nota: 4,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

domingo, 23 de julho de 2017

EM RITMO DE FUGA

Em Ritmo de Fuga : Poster

Edgar Wright já demonstrou que é um ótimo diretor e roteirista, pois consegue pegar tramas padrões e transforma-las em divertidos longas. Foi o que aconteceu com a Trilogia Cornetto ("Todo Mundo Quase Morto", "Chumbo Grosso" e "Heróis de Ressaca") e na adaptação da Hq "Scott Pilgrim Contra o Mundo". O mesmo ocorre com este "Em Ritmo de Fuga", onde vemos mais uma vez que este aplicou em uma trama extremamente banal, estilos próprios com base nos já criados por Martin Scorsese e Quentin Tarantino. 

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O enredo é bem simples, e trata-se do jovem Baby (Ansel Elgort, de "A Culpa é das Estrelas"), que trabalha como motorista de fuga para criminosos, que são liderados pelo respeitável Doc (Kevin Spacey, da série "House Of Cards"), com quem ele tem uma dívida. Só que quando ele pensa em largar o serviço, é convocado para um último trabalho, que obviamente da errado.

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Ttodas as fórmulas aqui poderiam seguir um mesmo padrão de outros longas, se Wright fosse preguiçoso. Só que ele não é, e vemos isso já nos primeiros minutos, onde ele realiza uma sequencia musical com o minimo de takes dentre as cenas. As músicas apresentadas durante todo o filme, funcionam como um auxilio na narrativa, onde o ritmo acaba consequentemente entrando em enorme sintonia com tudo que ta sendo mostrado (seja com um andar, ou uma virada do carro). Ciente de que estamos em pleno século 21 (onde a maioria dos espectadores puxam o celular constantemente, pra ficar olhando durante a projeção nos cinemas), Wright fez uma enorme arco que acaba prendendo o espectador durante quase 50 minutos, até o desfecho, com sequencias de ação e perseguição que foram muito bem realizadas (só que diferente da série "Velozes e Furiosos", os conteúdos são mais interessantes), e claramente vemos que ele se preocupa com a posição da câmera, não fica a deixando tremula. Fora que em alguns momentos, o longa apresenta easter-eggs de diversos clássicos como "Os Bons Companheiros" e "Pulp Fiction".

No quesito de atuações, a escalação de Ansel foi bastante plausível (onde ele lembra e muito Ryan Gosling em Drive), pois é um antagonista que fala pouco, mas que aos poucos vamos sabendo sua história e acaba cativando o público. Indo para os coadjuvantes, os mesmos não tiveram muito do que serem explorados (incluindo a namorada daquele, vivida por Lily James, na foto acima), apesar de estarem bem nos papeis, só que os destaques mesmo vão para Jamie Foxx ("Quero Matar Meu Chefe") e John Hamm (da série "Mad Man"), que fazem os bandidos, pelo qual Baby dirige. O primeiro tem algumas cenas boas no segundo e terceiro ato, já o segundo começa apagado e depois praticamente guia o ato final todo.

"Em Ritmo de Fuga" já entrou pra lista dos melhores filmes do ano, e com certeza um forte candidato ao Globo de Ouro de Melhor comédia, em 2018. Se você curte filmes de ação, carros e sequencias frenéticas, este aqui é seu filme. RECOMENDO!

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet