terça-feira, 30 de janeiro de 2018

O DESTINO DE UMA NAÇÃO

O Destino de uma Nação : Poster

Hoje em dia é fácil quaisquer pessoas conversarem e dizerem que amam o assunto "politica". Porém não são todas essas que sabem quem foi o Primeiro Ministro da Grã-Bretanha, Winston Churchill e sua importância durante meados dos anos 40/50. Muitos políticos influentes como o próprio Jair Bolsonaro, tem certa influencia no trabalho deste que teve coragem o suficiente para enfrentar a tirania da Alemanha de Hitler, e conseguir salvar milhões de soldados que estavam concentrados na praia de Dunquerque (fato mostrado no longa de Christopher Nolan, "Dunkirk").

Resultado de imagem para o destino de uma nação

A trama de "O Destino de Uma Nação" tem como inicio a época pelo qual Churchill (Gary Oldman) foi eleito primeiro ministro no Reino Unido, em uma época onde a crise politica era eminente e nenhum partidário conseguia realizar absolutamente nada no meio da tirania de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Contrariando vários de seus colegas por ser conservador e ir contra diversas ideologias praticadas por eles, Churchill conseguia se destacar pelos seus discursos, coragem e carinho com a população em uma época difícil para a humanidade.

Resultado de imagem para o destino de uma nação

A direção de Joe Wright ("Desejo e Reparação") procura trabalhar dois lados distintos em sua narrativa: uma voltada mais para o lado politico, que apresenta mais detalhadamente a personalidade de Churchill, e outra mais para o público leigo, que não conhece a importância deste e não entende muito sobre politica. Este último fica a cargo da secretaria deste (Lily James, de "Baby Driver"), que transmite não só a situação do povo daquela época (que não sabia basicamente de nada do que estava realmente ocorrendo) mas como as dos citados também. Para não ficar muito monótono, Wright intercala alguns breves momentos com algumas "patadas" que Churchill costumava dar quando caído em contradições (que acabaram virando alivio cômico do longa, em datadas situações). A atuação de Oldman consegue não só ter uma personalidade própria (distinguindo completamente das mostradas em outros longas sobre o assunto), como transpõe exatamente os traços do verdadeiro politico possuía (o que lhe auxilia ainda mais com a enorme maquiagem). Quando ele está junto dos outros políticos - comparações com o quadro nacional, virão de imediato - já são suficientes para vermos o quão ele entrou de cabeça no papel (principalmente quando ele entra em conflito com os liberais).

"O Destino de Uma Nação" não vai conseguir ganhar o Oscar de melhor filme (infelizmente), porém já é óbvio que Gary Oldman finalmente levará o prêmio como ator, e talvez o mesmo aconteça com a equipe de maquiagem (que ultimamente vem premiando e muito filmes com a temática na categoria).  Se você gosta de tramas politicas, e adorou "Dunkirk", só digo uma coisa: RECOMENDO!

Nota: 9,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

ME CHAME PELO SEU NOME

Resultado de imagem para Me Chame Pelo Seu Nome

Lentamente a adaptação do livro de André Aciman, "Me Chame Pelo Seu Nome", vem ganhando uma notoriedade por onde passa. Começou em alguns festivais independentes, como o de Toronto, até vir as indicações nas categorias principais do Globo de Ouro e Oscar. Mas qual é o diferencial dele, além de abordar uma história de amor gay? Pois bem, a direção de Luca Guadagnino procura focar exatamente na personalidade do casal central, envolto a situações rotineiras de quaisquer casal que se apaixona, independente do sexo (sim não a uma trama exata aqui). 

Resultado de imagem para Me Chame Pelo Seu Nome

O enredo se passa em algum lugar na Itália, em meados dos anos 80, e mostra a história do jovem Ellio (Timothée Chalamet, de "Lady Bird"), que recebe a visita do amigo de seu Pai, Oliver (Armie Hammer, de "O Agente da Uncle") para passar o verão em sua casa e lhe auxiliar com alguns trabalhos. Aos poucos o primeiro vai começando a sentir sentimentos estranhos e começa a ter conflitos com relação a sua sexualidade, ao se mostrar apaixonado pelo segundo.

Resultado de imagem para Me Chame Pelo Seu Nome

Devo dizer que aqui nada é jogado pro público se acostumar, mas tudo é mostrado de forma sutil pelo diretor, onde ele induz sobre o que irá acontecer (nada é sancionado ao público, além do que é mostrado), seja através de uma escultura, um toque na música ou até mesmo uma simples cena de café da manhã. Fora que na retratação disso, a fotografia de Sayombhu Mukdeeprom remete o tempo todo ao estilo das produções oitentistas ao usufruir das belas paisagens italianas, enquanto estes arcos são retratados.  

Mas tudo isso ganha notoriedade graças a atuação da dupla central, vivida por Chalamet e Hammer. Enquanto o primeiro ainda na transição da fase de adolescente para adulto começa a sentir sérias duvidas diante de sua sexualidade, pois ao mesmo tempo em que começa a se relacionar com Marzia (Esther Garrel), segue com uma constante duvida e medo sobre sua paixão por Oliver. Esses sentimentos ficam notórios a todo o momento pro espectador, e realmente acabamos sentindo realmente o que o personagem sente (indicação ao Oscar merecida). Já o segundo mostra exatamente o oposto, onde em um primeiro momento vemos o mesmo completamente confiante de si e seguro de suas atitudes. Porém quando o longa começa a focar no mesmo, vemos que assim como aquele, ele também possui seus medos. Claro existem alguns outros personagens coadjuvantes que possuem seu momento durante a narrativa, só que não vou revelar quais pra não tirar a graça. 

"Me Chame Pelo Seu Nome" é uma obra que digamos me pegou de surpresa nesse final de janeiro, pois não esperava que o mesmo fosse mais superior e interessante do que o recém ganhador do Oscar, "Moonlight". Só digo que as indicações a este foram merecidas, porém infelizmente não irá conseguir ganhar nenhuma.

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

EXTRAORDINÁRIO

Extraordinário : Poster

Há certo tempo Hollywood tem apostado em realizar adaptações de best-sellers com temáticas infanto-juvenil para as telas. "A Culpa é das Estrelas" e "Como Eu Era Antes de Você" são dois meros exemplos que o sucesso foi estrondoso nas telonas, assim como foi nas livrarias. Escrito por R.J. Palacio, "Extraordinário" foi lançado em 2012 e gerou um enorme sucesso até então nas livrarias. Por sorte, a adaptação para as telonas caiu nas mãos de Stephen Chbosky, que já tinha feito um ótimo trabalho em "As Vantagens de Ser Invisível", e a qualidade não poderia ser inferior. 

Resultado de imagem para wonder, movie

O enredo conta a história do menino Auggie Pullman (Jacob Trembley), que nasceu com a síndrome de Treacher Collins, uma condição genérica rara onde a área atingida é o rosto. Depois de 10 anos estudando em casa, seus Pais (Owen Wilson e Julia Roberts), veem que finalmente é a hora de Auggie entrar em uma escola e começar a se relacionar com as pessoas. Só que devido a sua deformação, ele acaba tendo de lidar com questões como o preconceito e bullyng.

Imagem relacionada

Se tem um filme feito pra chorar durante boa parte, esse é "Extraordinário". A atuação de Trembley transpõe todos os sentimentos do pequeno Auggie, como tristeza, medo, agonia e a vergonha de ser daquele jeito de certa forma, e é impossível não se emocionar. Coberto com uma enorme maquiagem (que provavelmente levará o Oscar neste ano), o ator mostra que ainda será um dos grandes nomes do cinema no futuro. Pra se ter uma noção, nós vemos o nível de talento dele principalmente quando ele pega algumas cenas "pesadas" com a veterana Julia Roberts. 

Pra não cair muito na tristeza e monotonia de longas do gênero, Chbosky resolveu dividir o longa em quatro partes, onde elas começam basicamente no primeiro dia de Auggie, só que do ponto de vista de cada um. A primeira obviamente é do próprio, depois acompanhamos o drama da sua irmã mais velha, Via (Izabela Vidovic) que sofre por ser deixada de lado pelos pais (lembrando que neste arco ainda temos uma pequena ponta da brasileira Sonia Braga, no papel da Avó desta), depois temos um arco de um dos amigos daquele (Noah Jupe) e da melhor amiga de Via, Miranda (Danielle Rose Russell), que servem mais como um balanço sobre tudo o que está ocorrendo do ponto de vista de fora da família. 

"Extraordinário" é aquele filme belo e humano que o cinema necessitava há tempos, pois sem duvidas é um mero exemplo de que quando há um ótimo roteiro em mãos e liberdade criativa, o cinema sabe e muito investir em dramas de qualidade! RECOMENDO!

Nota: 9,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

THE POST: A GUERRA SECRETA

Resultado de imagem para The Post: A Guerra Secreta

Ver o nome da dupla Steven Spielberg e Tom Hanks estampado em um poster, já chama atenção de qualquer cinéfilo. Agora quando junto a estes dois, vemos o nome de ninguém menos de Meryl Streep, uma coisa é mais certa (além de que ela vai ser indicada ao Oscar por isso): Vai ser um EXCELENTE FILME! Baseado em fatos reais, "The Post: A Guerra Secreta" junta exatamente esse trio dos sonhos, em uma trama que remete e muito ao recente vencedor do Oscar, "Spotlight: Segredos Revelados", e que realmente é um ótimo filme. 

Imagem relacionada

Porém divergindo completamente o alvo, a questão agora cerca os segredos da Casa Branca envolto a Guerra do Vietnã, onde um funcionário da mesma rouba os documentos secretos sobre o ocorrido e lhes entrega para o jornal "Times" para pública-los. Os mesmos abordavam que o fato só serviu para idolatrar a imagem dos Eua, pois a derrota era eminente desde o inicio. A medida que os conflitos aumentam entre ambos aumentam, o jornal "The Washington Post" consegue ter posse dos mesmos documentos, o que aumenta mais a tensão dentre o governo estadunidense e os jornalistas.

Resultado de imagem para The Post: A Guerra Secreta

Mas afinal de contas, onde entra Hanks e Streep? Digamos que fazia tempos que não via uma dupla de protagonistas fortes funcionar tão bem quanto esta, onde o primeiro vive o editor executivo Ben Bradlle e a segunda interpreta a herdeira do jornal Kay Graham, que lida com o preconceito diário por ser a única mulher dentre os executivos. O trabalho que Spielberg faz com aquela em dois momentos chaves, são quando ela confronta os seus colegas machistas e no clímax do filme, pelos quais já são suficientes para justificar a indicação dela pro Oscar mais uma vez (mas dificilmente ela levará o prêmio). E quando a vemos acompanhada de Hanks, parece que realmente vemos dois amigos de longa data se reunindo, de tamanha naturalidade que ambos apresentam. Quanto ao restante do elenco digamos que Bruce Greenwood ("Star Trek") e Bob Odenkirk (da série "Better Call Saul") são os únicos que tem um momento chave e de destaque, pelos quais dá pra vermos que os caras estavam bem. Porém quem acaba roubando a cena é Jesse Plemons ("Feito da América"), devido ao alivio cômico ficar a cargo dele.

Agora entrando em mérito ao longa em um contexto geral, digamos que são quase duas horas de diálogos interruptos. Então se você não gosta de filmes assim, evite ao máximo, pois aqui é apenas atenção aos mesmos e nada mais. A direção de Spielberg consegue deixar isso de uma forma bastante interessante e não acaba cansando o espectador, pois ele sempre acaba jogando algo chamativo pra espairecer brevemente  em meio a tantas conversas(destaque pra uma sequencia interessante, onde ele mostra como um jornal era feito antes da era tecnológica), e o restante dispensa comentários.

"The Post: A Guerra Secreta" digamos que é um "'Spotlight' versão Steven Spielberg", com direito a uma cena de abertura com mais tiros do que em todo o filme de "Dunkirk", e uma direção impecável e sem exageros. RECOMENDO!

Nota: 9,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sábado, 20 de janeiro de 2018

ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE

Assassinato no Expresso do Oriente : Poster

A história de "Assassinato no Expresso do Oriente" é uma das mais conhecidas e adaptadas para o cinema da escritora Agatha Christie. A versão de 1973 ficou marcada pela enorme reunião de atores da época, com nomes como Sean Connery, Albert Finney e Lauren Bacall. Já esta nova versão dirigida por Kenneth Branagh, também não poupou em ter vários nomes de peso em seu elenco. Este assumiu o papel do protagonista, o detetive Hercule Poirot, e dividia a cena com nomes de peso como Johnny Depp, Michelle  Pfeiffer, Judi Dench, Willem Dafoe e Penélope Cruz.

Resultado de imagem para Assassinato no Expresso do Oriente

A trama tem inicio mostrando o detetive Pirot terminando de investigar um caso, onde logo após a solução ele decide tirar férias. Após esbarrar com um velho amigo de confiança, acaba aceitando o convite para ingressar no Expresso do Oriente, local pelo qual ele acaba conhecendo as mais diversas personalidades. Até que durante uma tempestade de gelo, um misterioso assassinato ocorre no local. É quando ele decide sair brevemente de suas férias, para descobrir o culpado pelo ato.

Resultado de imagem para Assassinato no Expresso do Oriente, johnny depp

Gostaria de começar pautando a adaptação realizada por Michael Green ("Blade Runner 2049"), pois ela realiza algo que é muito deixado pra escanteio em produções do gênero: explorar todos os coadjuvantes em distintos momentos, nos fazendo criar uma especie de vinculo com eles, e assim cabendo a nós sabermos quem seria o suposto suspeito pelo assassinato do titulo. Pra mim os destaques caíram sem duvidas para Daisy Ridley, Michelle Pfeiffer e o personagem de Josh Gad, que tem bons tempos em tela e conseguem roubar a atenção do espectador quase sempre quando aparecem. Porém se isso tudo é fiel ao livro? Obviamente que não, mas a essencia dos personagens estão aqui, mesmo que de forma milimetrada. 

Quem já ta acostumado com os trabalhos de Branagh, sabe que o diretor não poupa no visual detalhista e no excesso de diálogos. Mesmo com alguns efeitos visuais baratos (vide a cena do acidente na nevasca), ele soube como executar diversos enquadramentos e como trabalhar o fato "atuações/cenário" (em alguns takes, vemos um belíssimo cenário, que é intercalado com algum dialogo de Pirrot com algum personagem).

"O Assassinato no Expresso do Oriente" é aquele filme de investigação que estava em carência há uns anos no cinema, e que chegou na hora certa para alegria de fãs do gênero. Que venha a sequencia "A Morte no Nilo".

Nota: 7,5 / 10,0
Imagens: Reprodução da Internet

A GHOST STORY

Resultado de imagem para A Ghost Story

Ta ai um dos longas mais loucos que assisti em 2017, e que sem hipóteses merece ser abordado. "A Ghost Story" mostra a história de um casal (Rooney Mara e Casey Affleck), onde o segundo vem a falecer em um acidente automobilismo. Logo após a viúva vê-lo no necrotério, ele vaga pela casa onde viviam em forma de um fantasma coberto por um lençol que o cobria no leito.        

Resultado de imagem para A Ghost Story

Pros amantes de filmes de terror e afins, já vou logo deixando claro que o longa é um DRAMA, e pesado. Porque digo neste termo? Pois o diretor e roteirista David Lowery ("Meu Amigo Dragão") procura focar exatamente no lado triste da perda, que é o silencio e o desespero interno nas horas de solidão. Por isso espere por uma trama embasada apenas com gestos em 90% das cenas, e só entrelaçado com falas se necessário, ou seja, depende apenas das expressões de seus atores pra se segurar, e devo dizer que Mara realmente se sai muito bem (porque Affleck ta em 90% das suas cenas coberto por um lençol). Algumas sequencias ficam se segurando de forma natural durante um bom tempo (como por exemplo uma cena em que ta comendo uma torta), pra poder partir pra sua consequência (tudo acaba soando de forma muito natural, ao invés de genérica). Porém inesperadamente o filme acertou perfeitamente em não cair na mesmice, ou seja, tudo aqui tanta levar pro banal mas o desfecho acaba sendo original. Detre outras palavras: acontecem várias coisas durante a narrativa, pelas quais sequer imaginamos que iria acontecer (não vou mencionar, pra não entrar em spoilers). 

Imagem relacionada

Agora outro ponto que vale o destaque é o tipo de fotografia explorado por Andrew Droz Palermo, que remete a um tom bem acinzentado, englobado com um frame de 1:33, remetendo ao mesmo formato das fotografias antigas dos anos 60/70. Tudo isso entrelaçado remete bem a sensação de saudade que a protagonista sente por seu marido, de forma simbólica. 

"A Ghost Story" é obrigatório pra quem curte cinema, e gosta de acompanhar estilos diferenciados de narrativa em meio a crise do mais do mesmo que presenciamos constantemente no cinema.

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

O ESTRANGEIRO

O Estrangeiro : Poster

Faziam cerca de oito anos em que não ia aos cinemas para conferir algum filme do Jackie Chan (até onde me recordo, o último havia sido o mediano "Missão Quase Impossível"). Seu mais recente longa na terra do Tio Sam, "O Estrangeiro" quebrou esse jejum e ainda mostra que por mais previsível possa parecer, vemos que este ainda da pro gasto mesmo com 63 anos de idade. 

Resultado de imagem para The Foreigner

A trama é basicamente o padrão que muitos longas de ação vem seguindo, onde o assassino profissional aposentado Quan (Chan) jura vingança pela morte da filha, nem que para isso seja necessário enfrentar um enorme conglomerado envolvendo um poderoso politico (Pierce Brosnan, o penúltimo 007) e terroristas do IRA. 

Imagem relacionada

O diretor Martin Campbell já se mostrou eficaz na franquia de James Bond, pois ele sabe filmar cenas de ação sem o recurso da câmera tremula, e tem certa preocupação em fazer enquadramentos e transpor ao espectador uma cena intensa da forma da forma correta (vide a sequencia de lepakour em "Cassino Royale"). Aqui ele sabe realizar muito bem as cenas de lutas de Chan, porém ele procurou intercalar a todo momento o ponto de vista da situação dentre os personagens deste e de Brosnan. Só que por mais que o primeiro produza e estrele o longa, o estilo não chega aos pés da sua habitual zona de conforto (porradas seguidas de piadinhas). Seu personagem é um dos mais sérios que ele já interpretou, e suas sequencias de lutas ocorrem apenas em doses homeopáticas e dentro do contexto. O roteiro de David Marconi ("Inimigo do Estado"), que foi inspirado no livro de Stephen Leather, remeter um pouco com o contraste de longas como "Busca Implacável" e "O Fim da Escuridão" (dirigido pelo próprio Campbell, com Mel Gibson no papel protagonista). Porém o erro principal se dá quando surgem subtramas dentro do contexto da trama principal, pois algumas delas ficam desnecessárias quando a conclusão é apresentada e desvia um pouco o foco do longa.

"O Estrangeiro" é não é um ótimo retorno para Jackie Chan nos cinemas nacionais, mas é um bom exemplar para vermos o quanto Chan ainda da pro gasto, ainda mesmo depois de ter recebido um Oscar honorário pela carreira ano passado.

Nota: 7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet