quarta-feira, 14 de junho de 2017

PIRATAS DO CARIBE - A VINGANÇA DE SALAZAR

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Qualquer pessoa na casa dos 20 e poucos anos, se lembra que cerca de uns dez anos atrás duas franquias que lideravam o chamariz e era a grande "modinha", eram os filmes de Harry Potter e "Piratas do Caribe". Me lembro como se fosse ontem, que tanto para ver o segundo, quanto o terceiro deste último, as filas nas bilheterias eram enormes e ainda corria o risco de não conseguir ver o mesmo naquela ida (o segundo consegui ver apenas na terceira tentativa). A trilogia havia se encerrado completamente com "No Fim do Mundo", em 2007, mas eis que a Disney resolve renascer a franquia em 2011, com "Navegando em Águas Misteriosas", que é mais um spin-off sobre Jack Sparrow (Johnny Depp), do que um arco envolvendo a história original. Seis anos depois, e não contente em ser dona da Marvel e do Universo Star Wars, a casa do Mickey resolve lançar mais um filme da franquia "Piratas do Caribe", que funciona mais como uma espécie de reboot do longa original de 2004, do que uma sequencia direta. 

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Atrama começa com o ressurgimento do temido Capitão Salazar (Javier Bardem), que quer se vingar de Jack Sparrow, por conta de um acidente do passado. Enquanto este se junta aos jovens Henry Turner (Brenton Thwaites) e Carina (Kaya Scodelario), na busca de um arsenal chamado Tridente do Poseidon, que consegue livrar quaisquer maldições dos mares.

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Pra quem cresceu vendo os filmes da franquia, a todo momento a sensação de estar vendo a mesma história do primeiro é inevitável. Tudo é apresentado de forma genérica e em nenhum momento sequer fica na cabeça após sairmos da sessão. Mas fazendo um balanço geral, começamos pelo novo casal central, vividos por Thewaites e Scodelario, onde claramente vemos que o roteiro tenta jogar os dois como os novos Orlando Bloom e Keira Knightley. Apesar do esforço da primeira em tentar fugir dos padrões da donzela em perigo, e se mostrar o verdadeiro retrato de uma feminista daquele tempo, o primeiro é bem pífio e fica difícil engolir tamanha canastrice. Já Depp ta exatamente a mesma coisa que foi nos outros longas, e aqui ele passa mais tempo com seu personagem bêbado do que fazendo algo que acrescente para a narrativa. O vilão vivido por Bardem tem seus pontos positivos, porém não chega aos pés dos já apresentados pela franquia e cai numa mesmice que o ator já apresentou em outros trabalhos. Nem a direção da dupla Joachim Rønning e Espen Sandberg  ("Bandidas") conseguiu segurar o peso do elenco, e apresentou um trabalho satisfatório, mas nada muito eficaz. 

Mas em compensação os efeitos visuais estão realmente um deslumbre e impressionam pela qualidade (destaque para a sequencia do final), e principalmente pela sequencia de Depp rejuvenescido. Alguns destes momentos inclusive acabam prendendo a atenção e tornando o longa até um pouco divertido. Só que infelizmente mais uma vez o recurso 3D é meramente tão caça-niqueis quanto o próprio filme.

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"Piratas do Caribe A Vingança de Salazar" é um filme que não existe o porque de existir, mas serve como mero entretenimento durante duas horas, mas assim como toda comédia nacional, nós esquecemos logo após assisti-lo. Acho que a Disney não tão cedo vai aposentar essa franquia, que pra mim já se encerrou em 2007, com chave de ouro. 

Obs: Por incrível que pareça, ainda tem uma cena pós-créditos, que apresenta uma chave pra um próximo filme da série (sim, pelo visto terá mais um).

Nota: 4,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

quarta-feira, 7 de junho de 2017

MULHER MARAVILHA

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Os filmes da nova safra do universo DC não são um exemplo de como realizar adaptações bem sucedidas. Apesar de terem rendido milhões de dólares pros cofres da Warner, tanto "Batman vs Superman", quanto "Esquadrão Suicida" agradaram a crítica e o público em geral (confesso que eu até gostei do primeiro). Eis que finalmente chega o terceiro longa desta safra, pelo qual tinha dois pesos nas costas: Ser o primeiro filme deste universo que agrade a crítica e ao público, e a primeira adaptação com uma heroína de protagonista, a fazer sucesso nos cinemas. Pelo que tudo indica, em "Mulher Maravilha" eles conseguiram ambas metas. Mas ao meu ver, o longa não é nenhuma maravilha pelo qual o público em geral vem mencionando.

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A trama tem inicio como quaisquer filme de origem de herói, onde mostra a origem das habilidades da Mulher Maravilha, Diana Prince (Gal Gadot). Começamos na fase dela quando criança, onde sofria constantes proteções da mãe (Connie Nielsen) para ela não se tornar uma guerreira. Mas conforme os anos vão se passando, Diana vai treinando massivamente e se mostra a principal guerreira do Amazonas. Porém quando o avião do misterioso Steve Trevor (Chris Pine) cai no local, ela vê que chegou a hora de ela finalmente sair de sua terra e lutar na verdadeira guerra no mundo a fora. 

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No principio a trama vai caminhando bem, onde vemos Diana e Steve sofrendo com os choques de ambas culturas e o lado politicamente correto daquela mediante as situações apresentadas pelos militares durante a Primeira Guerra Mundial. Sempre agregando tudo ao fato do papel da mulher dentre a sociedade, pelo qual o roteiro de Allan Heinberg (da série "Grey's Anatomy") faz questão de incluir dentre um arco ou outro. Só que como nem tudo é as mil maravilhas, nem no filme da "Mulher Maravilha", nos últimos 20 minutos parece que ele literalmente desligou a inteligencia na abordagem, e apresentou um final digno de blockbusters: tiros, explosões, sequencias em CGI e uns diálogos e situações bem banais (mas pra efeito de comparação, a luta dela no desfecho de "Batman vs Superman", foi mais divertida do que vemos aqui). 

A direção de Patty Jenkins ("Monster - Desejo Assassino") conseguiu mesmo assim, transpor segurança em todos estes momentos, e soube quando colocar um alivio cômico, romântico ou dramático em cena (Vale destacar ainda, que ela tentava levar a história de Prince há mais de 15 anos). Quanto as atuações, Gadot ta bem como a heroína, porém ela ainda não é uma grande atriz como suas colegas Robin Wright e Nielsen (que aparecem bem pouco, mas fazem o necessário). Ela possui uma boa química com Pine, que ta bem a vontade no papel, e acaba rendendo as melhores piadas nos seus primeiros 20 minutos na película. Já os vilões vividos por Danny Huston ("Número 23") e Elena Aya ("A Pele Que Hábito") são tão fracos, que parece de fato que saíram de um longa da Marvel (na moral, como eu posso ter uma baita heroína combatendo uns vilões tão genéricos e apagados como esses?).

"Mulher Maravilha" é sem duvidas o melhor filme de heroína já realizado pelo cinema até o momento. Porém em conceito geral, e em comparação a todos, este consegue ser uma versão melhorada do primeiro "Thor". Que venha "Capitã Marvel"!
Obs: o 3D é completamente descartável e não acrescenta em absolutamente em nada na narrativa.

Nota:7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sexta-feira, 2 de junho de 2017

VELOZES E FURIOSOS 8

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Não vou começar falando sobre toda a  história da franquia "Velozes e Furiosos", pois você já deve estar exausto de saber a respeito sobre ela. Mas vamos e venhamos, ela não deixa de ser uma cinessérie que por mais do massivo sucesso, ainda continua dividindo o público, devido ao fato de seus filmes apresentarem inúmeras cenas de ação com carros explodindo e correndo em diversos locais "diferentes" (onde já até desceram de paraquedas e tendem agora irem pro espaço, no próximo filme), sempre acompanhadas de um roteiro genérico (alguém ta fazendo uma merda, e o Vin Diesel com a sua família vão impedir por ordem de algum federal).    

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Aqui é basicamente isto, porém quem fez a merda foi o próprio Diesel, ao começar a se tornar um seguidor da hacker Cipher (Charlize Theron), o que o faz trair a sua família. Indignados, eles decidem tentar o que realmente moveu a traição do amigo e detê-lo o mais rápido possível, antes que Cipher consiga fazer uma ameaça global.

Depois da morte de Paul Walker a franquia deixou em aberto uma nova vaga pra um substituto do mesmo, porém o roteiro de Chris Morgan foi genial a ponto de não deixar que isto deveria ser o principal foco do filme. Aqui são acrescentados os personagens Ninguém Jr. (Scott Eastwood) e o próprio vilão do último, Deckard (Jason Statham) acabam não só entrando nos lugares do citado e de Diesel na família furiosos, como também rendem os melhores momentos do filme. O primeiro rende bons alívios cômicos, por ser um "novato" (e o loga faz questão de brincar com isto), enquanto o segundo tem muitas cenas de luta e um breve "bromance" com Dwayne Johhson (gerando um dos melhores momentos do filme). Morgan também acertou em realizar algo extremamente difícil, que é saber dosar hemopaticamente todos os personagens, pra que cada um tenha alguma sequencia de destaque durante as quase 2h15 de projeção. 

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A direção de F. Gary Gray se preocupa em deixar o espectador a parte de tudo que está acontecendo, onde ele sabe utilizar o recurso da câmera tremida, e quando ele deve inserir uma sequencia de ação eletrizante (as quais, realmente prendem o espectador). Seja na sequencia inicial em Cuba (que segue o padrão normal da série, com foco em várias mulheres dançando de roupas provocantes e carros tunados, acompanhados de uma música eletrônica). Só que ele não soube aproveitar que o filme já teve uma ótima abertura que aproveitou e muito a profundidade no recurso 3D, e posteriormente nada mais ocorre, além de se tratar de mais um caça niqueis (evite o formato, se possível). 

"Velozes e Furiosos 8" é mais um ótimo exemplar da franquia, que cumpre o que promete: se desligar durante 132 minutos e embarcar nas mais malucas sequencias de ação que F. Gary Gray e Vin Diesel podem promover. Que venha "Velozes e Furiosos 9" no espaço! RECOMENDO.   

Nota:8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

VIDA

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Não sei se foi um erro por parte da Sony, ou dos próprios produtores do longa em resolver lançar este "Vida", com quase um mês de antecedência em relação ao novo "Alien". O enredo e o visual presentes no longa rementem e muito ao clássico de Ridley Scott, porém com um toques de "Gravidade",e o fato nos faz questionar o tempo todo se realmente este filme reflete ainda mais a falta de criatividade em hollywood. A resposta, é que em momento algum ficamos pensando nisso durante a projeção do longa, mas sim após ao seu desfecho.

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A história mostra um grupo de cientistas que vão até uma missão espacial, e acabam descobrindo uma nova forma de vida em Marte. Só que ao começar a estudar a amostra, eles descobrem o quanto a mesma pode se tornar fatal.

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Partido desta premissa, já vemos o quanto o roteiro de Rhett Reese e Paul Wernick (mesmos responsáveis pelo roteiro de "Deadpool"), literalmente fará uma trama em cima do longa de Ridley Scott. Claro, referencias ocorrem a todo momento, porém em alguns breves momentos eles procuram explorar o imprevisível em alguns arcos. Obviamente, tem momentos que vemos os personagens cometendo alguns deslizes, pelos quais já é praxe do gênero (se em "Covenant" teve, porque aqui não teria?). Os efeitos visuais apresentados no longa podem até serem feitos de forma competente (e que poderia e muito ter sido lançado em 3D), só que o visual do alien poderia ter sido melhor trabalhado (porque parece mais que foi realizado em um programa beta de efeitos).

Quanto as atuações, vemos que não possui um ator especifico que tenha tido um destaque, pois todos tiveram seus "5 minutos de fama". Mas o que me chamou atenção no longa, foi a inexistente química dentre Ryan Reynolds e Jake Gyllenhaal, onde foi mais divertido vê-los no marketing do que no próprio longa. 

"Vida" é mais um longa que não podemos ver exigindo muitas coisas, além de um mero entretenimento pipoca, pelo qual cairá nos esquecimento alguns dias depois de termos o assistido. 

Nota: 6,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sábado, 20 de maio de 2017

ALIEN COVENANT

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A franquia Alien é mais uma das que, diga-se de passagem, revolucionaram o cinema. Seja pelo fato de ser o pioneiro em trazer uma mulher como protagonista de um blockbuster, ou até mesmo mesclar os gêneros terror e ficção cientifica (onde no final dos anos 70, eram estilos pouco explorados). O diretor Ridley Scott não só conseguiu chamar atenção com o pioneiro da série, como também abriu portas para outras produções do gênero ficção como os ótimos "Blade Runner" e "Perdido em Marte". Não vou entrar no mérito de explicar mais sobre a saga, pois outros meios de comunicação já devem ter te deixado exausto sobre isso. A única coisa que irei falar, é que aqui temos realmente um filme sobre o universo Alien, ao contrário de "Prometheus", que eu particularmente vejo mais como uma espécie de Spin-Off, como "Star Wars - Rogue One". 

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A trama se passa algum tempo depois, onde a tripulação da nave Covenant, que tem como missão colonizar um planeta, acaba recebendo um sinal desconhecido de um planeta distante. Convencido de que possa haver vida humana no local, o Capitão Oram (Billy Crudup, de "Watchmen") decide descer no local com uma parte da tripulação para averiguar o local. Só que eles não imaginavam que encontrariam estranhas criaturas extraterrestres. 

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Diferente de seu antecessor, aqui o longa não poupa nem um pouco em apresentar sequencias de ação e suspense. E quando digo isto, me refiro a tamanha habilidade que Scott teve em retratar momentos como a sequencia de batalha dentre Daniels (Katherine Waterston) e o Alien, pois o jogo de câmera que acompanha os dois e a qualidade nos efeitos visuais e no som, sem duvidas se tornou o grande destaque do filme. Outro destaque vai pela sequencia inicial, onde temos a interação dentre o androide David (Michael Fassbender) e seu mentor Peter (Guy Pearce), que lembra muito o estilo de Kubrick em "2001 - Uma Odisseia no Espaço", com a ausência de trilha sonora e o enfoque no clima da situação. 

Como na vida não é tudo as mil maravilhas, o roteiro erra e feio ao entupir ele de sequencias superficiais e banais, como por exemplo (não é spoiler): você vai pra um planeta desconhecido e sem proteção nenhuma, e logo já começa a interagir com as coisas que tem lá. Obviamente que isso é uma péssima ideia. Só que a nojeira consequente da maioria destas merdas que ocorrem por lá, e Scott não poupa nem um pouco o espectador. 

"Alien Covenant" é mais uma parte da nova trilogia Alien nos cinemas, pela qual poderia ter sido bem mais trabalhada em seus arcos, mas se acomoda no previsível e genérico, decorrente do estilo cinematográfico que a franquia ajudou a fincar. Alguns fãs poderão odiar, já outros poderão curtir.

Nota: 7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sábado, 6 de maio de 2017

CORRA!

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Este filme foi lançado quase no inicio do ano e vem fazendo um sucesso estrondoso por onde passa, seja de crítica (com a maioria das notas chegando a nível máximo) ou de bilheteria (custou U$5 milhões e já rendeu mais de U$170 milhões até o momento). Ela foi escrita e dirigida pelo novato Jordan Peele, que não só apresenta uma narrativa original como ele mescla estilos de Passolini e Hitcock para explorar o suspense em cena.

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A trama tem inicio com o casal Chris (Daniel Kaluuya) e Rose (Allison Williams), que vão passar um final de semana na casa dos pais dela (Catherine Keener e Bradley Whitford), no interior. Ao chegar ao recinto, Chris denota não só o enorme clima racista no ambiente, como tem algo de errado que está se passando por ali.

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Peele procurou trabalhar o suspense no seu longa através dos olhares de Kaluuya. Seja quando ele interage com Keener (que chega a roubar a cena), ou até mesmo com as atitudes suspeitas que ocorrem ao seu redor. Não vou entrar muito afundo no roteiro, pois as surpresas foram o principal ponto aqui. Não imaginamos ao certo o que realmente se passa naquela casa onde ocorre quase 80% da ação geral da pelicula, e isso acaba nos prendendo o tempo todo. Só que o principal erro foi ele ter colocado um alivio cômico vindo através do melhor amigo de Chris, que chega a parecer que ele ta em uma comédia pastelão e não em um suspense.

"Corra!" sem duvidas é uma das maiores e mais originais surpresas do ano, onde além de revelar um ótimo diretor que se não beirar ao caminho de M. Night Shyamalan, conseguirá ser um dos principais nomes do cinema. RECOMENDO!

Nota: 9,0/10,0
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segunda-feira, 1 de maio de 2017

GUARDIÕES DA GALÁXIA - VOLUME 2

Guardiões da Galáxia Vol. 2 : Poster

Não há duvidas que depois do encerramento das trilogias do "Homem de Ferro" e "Capitão América", que o carro forte da Marvel Studios em produções solo são os "Guardiões da Galáxia". O primeiro filme foi lançado em 2014 e surpreendeu a todos com o enorme sucesso que a produção acabou fazendo, o que alavancou a carreira do astro Chris Pratt e apresentou uma das melhores trilha sonoras do cinema (algo que a DC falhou miseravelmente em "Esquadrão Suicida", que tinha isso mas agregado a um péssimo roteiro). Fazer uma sequencia que fosse tão boa quanto aquele foi algo extremamente difícil. Três anos se passaram e agora "Guardiões da Galáxia - Volume 2" nos apresenta uma trama com doses nostálgicas que consegue abster o mesmo nível do seu antecessor.

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Não vou revelar muito sobre a trama (pra não perder a graça), mas só deixarei pautada que ela tem inicio com os Guardiões, Peter Quill (Pratt), Gamorra (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Rocket (Bradley Cooper) e o agora bebê, Groot (Vin Diesel), envolvidos em uma confusão com uma federação, pela qual os faz cair em um planeta desconhecido, onde acabam conhecendo o Pai de Peter, Ego (Kurt Russell).

Assim como seu antecessor, o filme explora e muito a personalidade de cada protagonista (onde claramente estão mais a vontade nos papeis). Não devo dizer que um personagem especifico aqui rouba a cena, pois todos tem seu momento. Porém as novas adições no elenco, de Pom Klementieff (que vive a alien Mantis) que rende divertidos momentos com Bautista, e do próprio Russell (que carrega o peso dramático do longa, durante boa parte) foram bem escaladas. Quanto a Elizabeth Debicki, sua Ayesha não faz muita diferença na narrativa e ela ta lá basicamente pra ter mais peso no elenco (se colocassem outro personagem no local, ficaria a mesma coisa) e ser mais uma líder de uma raça, que fica puta com os Guardiões. Agora o misterioso personagem de Sylvester Stallone realmente acaba sendo uma das coisas que mais chamam atenção, mesmo ele aparecendo bem pouco (creio eu que o universo Marvel deverá aproveita-lo em futuros longas). Porém existem mais outras três participações bem pequenas, pelas quais não vou mencionar, mas que agradará e muito aos cinéfilos. 

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O roteiro e direção competente de James Gunn soube trabalhar bem a dosagem de quando exercer o humor, a ação, o drama e o suspense. Ele possui diversos tópicos habituais de produções de Hollywood, como o melodrama entre amigos, família e erros do passado. Poderia ter sido um porre se ele focasse ficar fazendo drama em tudo isso, só que ele brinca com esta questão sempre colocando algo pra "corta o drama" e já pular pra próxima etapa. Ele também acertou em deixar pra escanteio um pouco a "Fórmula Marvel", deixando até o verdadeiro vilão da produção como o grande ploat-twist e referencias ao universo Marvel meio ausentes. Os efeitos visuais estão realmente impressionantes, valendo o ingresso 3D. As maquiagens continuam sendo outro ponto forte do longa, pois atrizes como Saldana e Karen Gilliam ficaram irreconhecíveis nos papéis. 

"Guardiões da Galáxia - Volume 2" não é o melhor da Marvel, mas é um claro exemplo de que o estúdio não errará em um longa tão cedo. Só que como habitualmente ocorre em todos os longas deles, não saia da sala antes dos créditos acabarem, pois desta vez ta igual ao Palmeiras na Libertadores, pois realmente há CINCO CENAS pós créditos. RECOMENDO!

Nota: 8,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet