sábado, 29 de setembro de 2018

UM PEQUENO FAVOR

Um Pequeno Favor : Poster

Há exatamente quatro anos, David Fincher lançou "Garota Exemplar", seu último longa até então. O clima de mistério e suspense envolto ao casal protagonista, junto a uma enorme crítica as reações da mídia perante o caso, foram o ápice crucial para o sucesso da produção, que rendeu uma indicação ao Oscar para a Atriz Rosamund Pike. Até então nenhum outra produção conseguiu alcançar o mesmo patamar de mistério, a não ser este "Um Pequeno Favor", cujo diretor Paul Feig ("Caça-Fantasmas") sequer possui uma familiaridade com longas do gênero, mas sim com comédias que englobam o universo feminino. 

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Baseado no livro de Darcey Bell, "Um Pequeno Favor" narra a história de Stephanie Smothers (Anna Kendrick) uma mãe solteira, que acaba fazendo amizade com Emily Nelson (Blake Lively), mãe de um amigo de seu filho. Admirada com tamanha luxuria que esta leva a vida, ela não consegue compreender a personalidade misteriosa que Emily consegue possuir. Eis que um dia após Stephanie ir buscar os seus filhos  na escola, esta acaba desaparecendo de forma misteriosa. Ela então começa uma investigação por conta própria pra descobrir o que aconteceu. 

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Feig demonstra que possui um exímio talento no fator "construir um arco de suspense". A começar que pra haver uma boa narrativa do gênero, o mistério e os ploat-twits tem de ser bem trabalhados pela mente do espectador, e é exatamente o que acontece. A todo momento ele tenta nos induzir para uma linha de pensamento, e em datado momento somos jogados de surpresa a uma bem bolada reviravolta. Porém ele só errou grotescamente nos últimos 20 minutos, pelos quais ele deixou se levar pelos talentos dos atores e esqueceu de executar aquela coesão que estava havendo durante boa parte do longa. 

No quesito de atuações, digamos que Kendrick é a grande estrela do filme. A personagem já combina com a atriz, devido a persona trapalhona e quando ela divide a cena com Lively, parece que as duas realmente são amigas. Essa, por outro lado, expõe todo aquele sarcasmo que seu marido Ryan Reynolds possui, ao constituir a personagem. Diferente de muitos longas do gênero, os atores que interpretam as crianças, conseguem exercer bem as atuações e possuir até boas tiradas em algumas sequencias.

Em quesito geral, "Um Pequeno Favor" apela para comédia durante boa parte do primeiro ato (para fazer com que o espectador se assemelhe com as protagonistas), e quando pula pro segundo o suspense já conquista o espectador e lhe faz embarcar na trama de vez. Pros amantes do gênero, eu RECOMENDO!

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet. 

VERDADE OU DESAFIO

Verdade ou Desafio : Poster

Em meio a tantos longas de horror sucessivos, eis que vez ou outra surgem algumas bombas, como  "Slander Man" e este "Verdade ou Desafio". Vindo das mãos do produtor Jason Blum dos excelentes "Corra!" e "A Morte Te Dá Parabéns", digamos que é uma ofensa comparar esses trabalhos com este mais recente que vos falo. Pra se ter uma noção o trabalho dos roteiristas Jeff Wadlow (que também assina a produção e direção), Jillian Jacobs, Christopher Roach e Michael Reisz é tão pífio, que eles reciclam todos os clichês e idealizações que deram certo antes no cinema de horror para tentar tirar algum susto do espectador, ao invés dos óbvios risos.

Tyler Posey, Lucy Hale, Sophia Ali, Aurora Perrineau, Hayden Szeto, and Violett Beane in Truth or Dare (2018)

A começar que a trama procura mostrar logo nos primeiros 10 minutos um grupo de adolescentes indo para o México para farrear, e com o propósito falho de nos caracterizarmos com estes (sem sucesso, obviamente). No local eles são atraídos por um cara que conheceram lá, para brincarem do jogo "Verdade ou Desafio", em uma cabana no meio do nada. Por desvaneio os integrantes do grupo acabam obtendo uma maldição daquele, onde eles são chamados para jogar o citado em seu dia a dia, de forma repentina, no qual a medida que eles se recusam a participar ou o perdem, a morte deles se torna eminente.

Morgan Lindholm in Truth or Dare (2018)

Dentro dos quase 100 minutos de projeção a trama nos leva as mais banais situações do gênero, que vão de um uma "mãe de santo pra quebrar a maldição" até as mortes mais bizarras e previsíveis que a franquia "Premonição" (onde mesmo assim o foco do filme não acaba sendo exatamente mostra-las). Mas o principal erro do roteiro decai em cima da protagonista vivida por Lucy Hale, pois além da atriz não possuir um carisma suficiente, ela sequer a faz uma protagonista digna do público se simpatizar para que ela sobreviva durante o longa. O mesmo se pode dizer dos outros seus colegas em cena, pois nenhum deles é interessante ou digno de atenção do público (algo que é valido para longas como "Jogos Mortais", mas não aqui).

"Verdade ou Desafio" é um mero filme de horror extremamente mal feito, esquecível e entrará fácil na minha lista dos piores que vi neste ano.

Nota: 2,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

BUSCANDO...

Buscando... : Poster

É praticamente uma rotina do ser humano, investir 60% do seu dia na frente de algum equipamento eletrônico, seja ele um computador ou até mesmo em um celular. Cerca de 40% deste, nós gastamos vendo piadinhas e outros afins que recebemos de amigos ou por intermédio de terceiros. Mas ninguém nunca parou pra pensar o que o cineasta Aneesh Chaganty pensou: que seria uma ótima ideia desenvolver um longa de suspense, com uma narrativa através dos aplicativos que movem a utilização desses. Mas antes que falem algo, parabenizo a Sony Pictures por ter tido cuidado em traduzir todas as páginas mostradas para o português, o que fez a técnica funcionar ainda mais e poupar a encheção de legendas na tela. 

John Cho in Searching (2018)

Com uma história bem simples, "Buscando..." mostra o desespero de um Pai (Jon Cho), tentando descobrir o que aconteceu com a sua filha (Michelle La), que sumiu de forma repentina. Para isso, acompanhamos sua busca através de vários sites, que vão do Facebook, Facetime e outros afins, onde os mesmos vão narrando, de forma indireta, o que está acontecendo no filme. Em muitos momentos vemos apenas o que o protagonista está escrevendo, e somente isso já vende o seu sentimento e sua degradação a medida que as investigações avançam. E isso faz o público comprar a ideia logo nos primeiros minutos (aos quais vemos indiretamente a evolução do sistema operacional Windows, e outros aplicativos do mesmo, a medida em que a história deles vai desenrolando), através de uma maneira bastante original.  

Buscando... : Foto Debra Messing, John Cho

Chaganty acertou em cheio em fazer uma sucinta crítica a tamanha hipocrisia que vem acontecendo nos sites de relacionamento. É uma sequencia bem breve que foca apenas nisso, mas que todos nós vamos parar pra analisar e sentir que a facada cada vez é mais adentro no ser humano. Mas claro, como não é exatamente o tempo todo em que o protagonista fica à frente do computador (isso não é spoiler, mas sim o óbvio), o enredo é intercalado com noticiários e videos no Youtube, para deixar o espectador mais adentro na perspectiva proposta e mesmo assim continua funcionando. 

Outro fator importante, é com relação as atuações. Não parece que nenhum dos atores estão realmente atuando, mas sim vivendo os personagens, devido a enorme naturalidade imposta por eles. E isso ajuda e muito principalmente com relação aos decorrentes ploat-twists que são apresentados, pois não conseguimos deduzir exatamente o que vai acontecer a seguir, graças a este quesito.

Confesso que não esperava absolutamente nada quando adentrei no cinema para conferir "Buscando...", mas quando sai só tive certeza que depois dele, muitos outros longas irão se aproveitar do estilo de diversas maneiras (apesar de "Amizade Desfeita" ter feito antes, e não ter funcionado) e que sem dúvidas ele adentrou fácil na lista dos melhores que vi nesta década e no ano!

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet.

domingo, 23 de setembro de 2018

22 MILHAS

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Virou quase que uma tradição anual, ver o nome do diretor Peter Berg, envolvido com o ator e produtor Mark Walhberg em algum longa de ação. "O Grande Herói", "Horizonte Profundo" (que rendeu algumas indicações ao Oscar, nas categorias técnicas) e "O Dia do Atentado", são só alguns exemplos da eximia qualidade em que tiveram com a questão de abordar histórias verídicas, com toques de suspense e ação. Mas o mesmo infelizmente não se pode dizer de "22 Milhas", que pega uma premissa padrão de "Filme de Domingo Maior" e que chega a lugar nenhum. 

Lauren Cohan and Ronda Rousey in Mile 22 (2018)

Aqui Walhberg vive o agente Silva, que é conhecido por seus métodos extremamente brutos e ignorantes com seus colegas na agencia da CIA, no setor de espionagem Overwatch. Até que um dia ele é encarregado de comandar a transação de um informante, que veio da Indonésia (Iko Uwais), até um aeroporto, que fica a 22 milhas da agencia onde eles estão. 

Mark Wahlberg in Mile 22 (2018)

A principio só pela breve sinopse, já da pra denotar que não ha de se esperar uma grande produção cabeça ou algum momento bastante revolucionário, vindo de técnicas de direção ou do próprio roteiro. Quem já conhece os trabalhos de Berg e Walhberg, sabe que a ação em si demora um pouco pra começar, pois os primeiros minutos se dão apenas em prol de meras abordagens pseudo-politicas, que dão para se considerarem por todo o mundo. Porém quando a ação se da inicio, vemos que nomes fortíssimos no gênero como os de John Malkovich e da lutadora Ronda Rousey são meramente mal aproveitados e não entendemos o porque deles estarem lá. 

Mas o fator prejudicial se da em prol ao roteiro da estrante Lea Carpenter, que praticamente parece possuir "medo" em contar uma história com ploat-twists. Demora um pouco pro espectador deslanchar na trama, e quando isso acontece ela não sabe abordar devidamente o personagem de Uwais (que apesar de parecer clara sua função, possui o arco mais confuso de todo o longa). Por sorte Berg sabe trabalhar com ação desenfreada, e as sequencias acabam entrando como um mérito sobre esses notórios descuidos de Carpenter. 

"22 Milhas" é um filme esquecível, mas que serve para distrair a mente durante seus 90 minutos de projeção, e nada mais aquém. 

Nota: 5,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

NEGÓCIO ARRISCADO - 1983

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Lançado em 1983, "Negócio Arriscado" foi o primeiro grande sucesso na carreira de Tom Cruise, onde além de correr, ele conseguiu revolucionar o gênero "Sessão da Tarde", e render a sua primeira indicação ao Globo de Ouro. Quem já não pensou nas diversas possibilidades do que se fazer, quando seus pais viajam por alguns dias e você tem total liberdade em casa? Bom, o jovem Joel (Cruise), decide fazer diversas coisas como dançar de cueca (numa cena que se tornou clássica), comer e beber diversas porcarias e contratar uma garota de programa (Rebecca De Mornay). Só que ingenuo, ele acaba entrando na conversa da mesma e transforma sua casa em um verdadeiro Bordel, e logo acaba entrando em diversas confusões com cafetões e garotas de programa.

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Esse é daqueles filmes que nas mãos erradas, viraria a maior pornochanchada. Só que o diretor e roteirista Paul Brickman procura ao máximo seguir o estilo John Hughes em sua narrativa, pois temos o amadurecimento do protagonista como o fator central neste longa. Pra se ter uma ideia, o status deste filme é tanto que dezenas de longas se inspiram neste (em uma lista que inclui clássicos como "Esqueceram de Mim" e até mesmo o desenho dos "Simpsons"), e consequentemente a música Old Time Rock'n Roll, do Bob Seger acabou sendo imortalizada pela sequencia de Cruise dançando a mesma em sua sala de camisa social rosa, cueca e meias. Pra uma geração que já se acostumou a ver o ator fazer coisas impossíveis em diversas sequencias de ação, é muito estranho vê-lo vivendo um adolescente rebelde, e a única coisa que ele ainda carrega com ele deste longa, é que a fato dele também correr, e que na vida real ele iniciou um breve namoro com a atriz Rebecca De Mornay. 

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"Negócio Arriscado" é um daqueles longas que sabemos da sua existência de alguma maneira, mas muita das vezes o deixamos passar batido, pelo simples fato de "desprezo com clássicos" (sim, eu ouço muito disso). Só que muitas pessoas sequer sabem o quão cult esse filme é, até assisti-lo pela primeira vez. 

Imagens: Reprodução da Internet.


sábado, 15 de setembro de 2018

JACK RYAN - 1ª TEMPORADA

John Krasinski in Jack Ryan (2018)

O personagem Jack Ryan pode-se dizer que é um dos que mais sofreram distintas interpretações ao longo dos anos. Baseado nos livros de Tom Clancy, ele já foi vivido no cinema por Harrison Ford, Alec Baldwin, Ben Affleck, Chris Pine e agora nos seriados (e a maior empreitada da Amazon Prime até o momento) o manto caiu sobre John Krasinski ("Um Lugar Silencioso"). Pra quem não conhece sua história, Ryan é um ex-militar, que após sofrer um fatídico acidente durante uma operação e passar por uma complicada recuperação, ele é contratado pela CIA para ser um dos contadores e agentes da mesma. Em cada história Ryan tenta conciliar sua vida pessoal com seu romance com Cathy e suas missões que cada vez se tornam mais complicadas e perigosas.

John Krasinski in Jack Ryan (2018)

Nesta série digamos que não se pode-se ser um reboot, pois ela já começa com Ryan trabalhando na CIA, mas apenas como um mero contador (a parte mencionada no primeiro paragrafo, aparece apenas em flashback, em um dos episódios). Até que após ele encontrar uma discrepância em um determinado depósito numa conta suspeita, ele tenta afirmar aos seus superiores que um atentado pior que o 11 de setembro esta por vir.

Seguindo o mesmo caminho que o seu último longa ("Operação Sombra") havia levado, as conspirações e conflitos na relação dos Eua com os países do Oriente Médio, continuam englobando o personagem, assim como o medo constante das agencias de espionagem em um próximo atentado de 11 de setembro ocorrer novamente é sempre mencionado pelos personagens. Essa enfase realista é um paradigma valido, perante a situação atual em que vivemos e tudo é bem trabalhado numa forma que não fica cansativo. Porém em determinados momentos, a narrativa beira a intercalar três subtramas simultaneamente, onde vemos a correria de Ryan atrás dos terroristas, o mesmo arquitetando o plano e sua família que tenta adquirir exílio nos Eua. Obviamente que essas peças irão se encaixar, mas digamos que o terceiro arco é meio que "cansativo", datado que os personagens são extremamente genéricos e a vontade de continuar vendo o protagonista da série em ação só cresce. Outro fator errôneo e meramente banal (onde só de saber que o nome de Michael Bay está envolvido, já da pra deduzir o que é) se trata dos diretores fazerem um constante enquadramento de destaque sobre a bandeira dos Eua, sempre quando ela aparece e algum dos personagens que estão na naquela cena, acabam soltando alguma frase de efeito banal tipica de longas de ação (isso ao meu ver, tira um pouco da força da série em alguns momentos).

Abbie Cornish and John Krasinski in Jack Ryan (2018)

Krasinski surpreende no papel, tanto que pra quem já o viu em seus últimos trabalhos, consegue ter uma noção que o cara não serve apenas para comédia, como também obtém sobriedade e talento pra esses papeis. As suas expressões de preocupação são constantes e isso o espectador consegue embarcar junto a ele nas façanhas. Seu parceiro de cena vivido por Wendell Pierce faz uma atuação pela qual não sabemos exatamente o que esperar dele durante a temporada, e isso acaba ajudando ainda mais no mistério. Quanto ao restante do elenco, não existem grandes méritos, a não ser "fazer o que tava sendo proposto pelo roteiro". 

Mesmo possuindo alguns clichês do gênero, essa primeira temporada de Jack Ryan foi realmente muito divertida, e como quem já conhece o personagem há certo tempo, digo que existe muito gás ainda para novas histórias virem com o decorrer dos anos. 

OBS: Essa série está disponível APENAS no serviço streaming da AMAZON PRIME.

Nota: 7,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

O PREDADOR

O Predador : Poster

Lançado em 1987, o primeiro "Predador" foi um dos maiores sucessos da carreira de um jovem Arnold Schwarzenegger. Três anos depois "Predador 2: A Caçada Continua" não contava mais com este como protagonista, mas sim com Danny Glover no papel. O mesmo não obteve tanto sucesso e o monstro foi ganhar um filme solo novamente 21 anos depois (sem mencionar os fiascos de "Alien vs Predador"), com "Predadores", onde o produtor Robert Rodriguez tentou trazer a essência do primeiro longa de volta. Devido a sua fraca recepção pelo público e crítica, a franquia acabou sendo muito discutida pelos bastidores da Fox (que agora é Disney) e somente agora foi lançado este novo, batizado apenas de "O Predador", que funciona como uma continuação do segundo longa (esquecendo basicamente todos os acontecimentos dos últimos três filmes lançados envolvendo o mutante). 

The Predator (2018)

O enredo começa com o militar Quinn McKenna (Boyd Holbrook, de "Logan"), que durante uma operação acaba presenciando a chegada do Predador no planeta terra, e ao enfrenta-lo com seu batalhão, se torna o único sobrevivente. Porém ao enviar partes da armadura daquele para seu filho Rory (Jacob Tremblay, de "Extraordinário"), este acaba acidentalmente ativando um sinal de sua localização para outros Predadores. Então junto a outros militares e a bióloga Casey (Olivia Munn, de "X-Men Apocalipse"), eles partem em busca de Rory.

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A direção e roteiro de Shane Black (que foi coadjuvante no primeiro "O Predador", e que divide o texto com Fred Dekker) leva a marca registrada do diretor, que são sequencia de ação repletas de  violência e piadas com humor negro. A estratégia funcionou em seus outros longas como "Beijos e Tiros" e "Dois Caras Legais", e por ventura acaba dando certo em "O Predador". A começar que o fator nos ajuda a embarcar facilmente na história e nos importarmos com os personagens, que alias todo o elenco está realmente convincente, com destaque para a dupla Baxley (Thomas Jane) e Coyle (Keegan-Michael Key), que possuem as melhores cenas cômicas do longa. A única caractere que em si ficou bastante estranha em sua abordagem, foi Casey, pois ela basicamente é uma "Furiosa do Mad Max"e o roteiro sequer explica como diabos ela consegue ser tão militar quanto o protagonista (lacração não seria um motivo "valido", eu aposto). 

Mas claro, em um contexto geral a comédia não acaba sendo um fator prejudicial como em alguns filmes da Marvel, mas sim uma dose homeopática no meio de toda ação que é apresentada enfreadamente e repleta de violência exposta (justificando a censura 18 anos em nossas terras). Agora com relação ao Predador em si, com relação aos outros filmes, ele está mais experto dessa vez e consegue realmente aparentar perigo cada vez que aparece. 

"O Predador" não é uma revolução pro gênero, mas sim um mero divertimento escapista, onde se você gostou do recente "Megatubarão" vai embarcar facilmente na trama e sair com uma cabeça completamente aliviada. 

Nota: 7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet.