quinta-feira, 28 de março de 2013

CRÍTICA - G.I. JOE: RETALIAÇÃO


Depois de ser adiado por quase um ano, que segundo a Paramount foi devido à conversão do filme para o 3D, assim como o acréscimo de novas cenas com o ator Channing Tatum (devido ao seu personagem morrer logo no começo do filme), pois no ano passado foi um dos atores mais rentáveis, nas produções “Anjos da Lei”, “Para Sempre” e principalmente “Magic Mike”, merecendo assim, um destaque maior no filme. Do elenco do primeiro filme, estão de volta além de Tatum, somente Byung-Hun (Storm Shadow), Ray Park (Snake Eyes), Arnold Vosloo (Zartan) e Jonathan Prince (Presidente dos Eua). Os personagens são baseados nos brinquedos da companhia Hasbro, a mesma de Transformers, no qual fizeram muito sucesso na década de 80, 90.

O filme começa do ponto de onde o primeiro terminou só que não vemos os outros membros da equipe G.I. Joe do antecessor, somente Duke (Tatum), e seu novo parceiro e melhor amigo Roadblock (Dwayne Johnson, de “a montanha enfeitiçada”), em ação com o novo grupo dos Joes, enquanto Zartan (Arnold Vooslo, de “Agente Teen”) assume a identidade do presidente dos Eua, causando assim um enorme caos mundial. Primeiramente, ele ordena que exterminem todos os Joes, mas acabam sobrando somente Roadblock, Jaye (Adrianne Palicki, de “amanhecer violento”) e Flint (D.J. Cotrona, de “querido John”). Mas para combater Zartan, eles precisam da ajuda do chefão dos G.I. Joe, o próprio General Joe (Bruce Willis).

Bruce Willis foi o grande chamariz da produção, e apesar de aparecer pouco consegue roubar a cena, e se mostra muito a vontade no papel (para compensar do fiasco do ultimo “duro de matar”), sendo um dos pontos fortes da produção. Já sua química com Dwayne Johnson não chega a ser tão boa, mas nas primeiras cenas, este possui uma ótima química com Tatum. Os efeitos visuais são ótimos, onde o 3D ajudou e muito no visual do filme, destaque para a ótima profundidade, assim como a ótima sequência da batalha no Monte Fuji, sendo um dos principais motivos para o filme ser visto em terceira dimensão. O diretor deste é Jon M. Chu, que dirigiu alguns filmes da série “ela dança, eu danço”, onde consegue um trabalho no mesmo nível do antecessor Stephen Sommers (de “a múmia”), ou seja, mediano.

O filme se demonstra muito mais sério e com mais ação do que o primeiro, sendo que um dos poucos alívios cômicos é o conhecido sarcasmo de Willis. As cenas de ação são muito bem filmadas e feitas, assim como o trabalho da edição de som. Mas um grande ponto fraco da produção é o excesso de patriotismo embutido nela, onde mais uma vez os Eua demonstram-se os heróis do mundo, onde  mesmo com poucos soldados, conseguem vencer um batalhão. Recomendo, mas fica a dica: deixe o seu celebro em casa e divirta-se.

CRÍTICA - OS CROODS

Dos diretores e roteiristas Chris Sanders (de "Lilo e Stitch")e Kirk DeMicco (de Space Chimps – Micos do Espaço) “Os Croods” é uma animação que estreou no dia 22 de março de 2013. O filme tem 1h38min de duração, onde comédia, ação e drama são os principais ingredientes de sua composição.
A película é uma verdadeira aula sobre a vida do homem na pré-história. Todas as dificuldades e todos os medos, como ter que caçar a própria comida e mudar de residência quase todo dia. Essas passagens do filme nos levam a conclusão de que temos nos tempos atuais uma vida de luxo, até mesmo pra quem não é rico.

Eep é a personagem central, rebelde, ela contraria quase sempre o que o pai diz. O pai de Eepse chama Grug, é um verdadeiro homem das cavernas, tanto que no filme, sua solução para não correr perigo é esconder a família numa caverna segura. O processo de se esconder numa caverna, é quebrado quando Eep conhece Guy. Guy é um rapaz destemido e inventor de coisas úteis, praticamente o herói da vida de Eep. Com suas ideias criativas, ele acaba resolvendo os problemasda família, levando-os assim a uma espécie de evolução. A história em sua maior parte se passa na migração dos Croods com Guy, para um local seguro, já que a caverna onde os Croods estavam desmoronou e o planeta terra está passando por transformações geológicas. Com muito humor, o filme mostra conflitos dentro da família, que podem ser vistos nos dias de hoje, o que gerauma aproximação e uma identificação do público com a história.

A parte de migração da família acaba nos remetendo aos filmes da série “A Era do Gelo”, o que nos revela uma certa falta de criatividade nesse ponto, mas que pode ser perdoada por outros bons elementos que o filme possui. A construção da personagem Eep, por exemplo, impressiona, pois é totalmente fiel à realidade e quebra o protocolo de mocinhas bem vestidas e arrumadas em situações extravagantes, como estamos acostumados a ver.
O longa deixa de ser fiel à realidade e entra no campo da magia, quando criaturas estranhas (como um gato gigante, ou piranhas voadoras) entram na história. O que em minha opinião, é bom para atrair o público infantil e não deixa o longa se transformar num documentário em forma de animação. A película é extremamente colorida, tem um colorido digamos “organizado”, isto é, um colorido onde as cores combinam (cores frias com cores frias, e cores quentes com cores quentes).

Os gráficos usados para as cenas de explosões são exageradamente perfeitos, percebe-se aí que não houve preguiça dos produtores e diretores. Aliás, em comparação com Lilo e Stitch e Micos do Espaço, dirigido por Chris Sanders e KirkDeMicco respectivamente, “Os Croods”, foi uma produção de muito mais qualidade. Por todos esses motivos é um filme que eu recomendo para toda a família.
Crítica escrita pelo contribuinte: Lucas Martins Santos 

quarta-feira, 27 de março de 2013

CRÍTICA - ESPELHO, ESPELHO MEU


Como sempre mencionei em outras criticas, Hollywood esta ficando cada vez mais sem criatividade, o que os fazem realizar uma releitura dos famosos contos de fadas. A vitima da vez é a “Branca de Neve”, que no ano de 2012 obteve dois filmes, pelo qual abrangiam a sua história em diferentes pontos de vista (seja pela comédia como neste, ou pelo clima dark em “Branca de Neve e o Caçador”). Nós vemos aqui uma versão contada desde o inicio, com o Pai de Branca de Neve (Sean Bean, de “a lenda do tesouro perdido”) se casando com a futura Rainha (Julia Roberts), e mais tarde o transforma em pedra, se apodera do reino, e deseja ter o coração de Branca de Neve (Lily Collins de “sem saída”), para assim conseguir se a mais bela... Enfim, todo mundo já conhece essa história, principalmente a frase clássica “espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?” 

O filme aqui tenta abranger a história em um tom completamente satírico, em que funciona no começo, mas vai se perdendo ao desenrolar do filme.  Nós temos aqui um Príncipe bobão, chamado Alcott (Armie Hammer, de “a rede social”), onde é assaltado pelos sete anões em vários momentos do filme, em que o deixam voltar para o castelo de cuecas, apenas.  Julia Roberts interpreta neste a primeira vilã em sua carreira, e se sai muito bem, e acaba roubando praticamente todas as cenas onde aparece, e demonstra certo sarcasmo em sua interpretação, o que ajuda na reprodução da personagem, fazendo a mediana Lily Collins ficar no chinelo, pois sua Branca de Neve não chega a convencer o suficiente, mesmo tendo muito mais atitudes do que o Principe (outro dos fatores satíricos e críticos da sociedade atual, onde atualmente, as mulheres mandam nos homens). Já Armie consegue ter uma química melhor com Julia, do que com Lily, mas seu príncipe não convence também. Já os sete anões demonstram um entrosamento válido, onde muitas de suas cenas são hilárias (principalmente quando estão com Hammer).


Um fator que me incomodou muito durante o filme, é o fato de ele utilizar muitos vestidos variados, resultando em um enorme excesso de cores, onde em certos momentos acabávamos reparando mais nos figurinos, do que no próprio filme em si (não é atoa que foi indicado ao Oscar de melhor figurino deste ano). Já os efeitos especiais conseguiram ser piores do que os utilizados em “Crepúsculo”, onde fica claro que foi praticamente filmado apenas no fundo verde. Nada convence nesta produção, nem a presença do comediante Nathan Lane (de “Os Produtores”) como o servo da Rainha funciona. O diretor Tarsem Singhé (o mesmo de Imortais), é de origem Indiana, e utiliza um recurso muito comum em Bollywood, em que no final dos filmes ocorrerem uma apresentação musical, sendo que neste ela é interpretada por Lilly Colliins (fazendo jus ao Pai, o músico Phill Collins), onde o refrão da música “I Belive, I Belive, I Belive”, fica mais na nossa cabeça do que o próprio filme em si. Um filme feito mais para o público infantil, do que para os adolescentes e adultos, já para os fãs de Julia Roberts, um prato cheio, caso o contrário evite.
Veja abaixo o clipe da música "I Belive, I Belive", que encerra o filme e tire suas conclusões:

domingo, 24 de março de 2013

CRÍTICA - A SAGA CREPÚSCULO AMANHECER: PARTE 2


Finalmente chegando ao seu fim, "A Saga Crepúsculo" nos resulta em vários projetos, sendo eles o de filme e de saga. A começar pela protagonista Kristen Stewart, que vive Bella, nos apresenta sempre a mesma feição em todos os filmes, independente do motivo que está em cena (seja quando conhece Edward, se casando com o mesmo, traindo-o com Jacob, tendo a sua filha, enfim, "n motivos"), nos demonstra logo de cara uma péssima atriz. Já Robert Pattinson se demonstra um ator versátil em alguns pontos, mas praticamente não sai do automático, pois Edward não dispõe de grandes momentos durante todos os filmes, a não ser na cena onde "tenta" se suicidar no meio dos Volturis, na segunda parte, "Lua Nova". Já Taylor Lautner nos demonstra uma atuação ja satisfatória, como Jacob, ele demonstra claros sentimentos por Bella e uma raiva assumida por Edward, em que não aceita o relacionamento dos dois. Sua atuação na saga se resume apenas em algumas cenas de discussões com Edward e Bella, e ficar sem camisa grande parte dos filmes, sem necessidade alguma.


OS DOIS PRÓXIMOS PARAGRÁFOS ABAIXO POSSUEM SPOILERS SOBRE O FILME, LEIA POR SUA CONTA E RISCO:
Sobre o último filme da saga, devo dizer que só ficou na promessa, pois nem original o mesmo consegue ser. Já na primeira cena, após Bella se tornar uma vampira, a sequência é idêntica a do filme "Avatar". Ao acordar vê que sua filha Renesmee nasceu (evidentemente que é um bebe feito por computação gráfica, completamente sem necessidade), e devido a sua mescla de humana com vampira, a mesma cresce muito mais rápido do que o normal, (a estreante Elizabeth Rease, que não faz jus ao papel) pelo qual Jacob acaba tendo um "Imprint" (gíria utilizada por Stephenie Meyer, para indicar que aconteceu um amor a primeira vista) em Renesmee. Depois que Bella se tornou vampira, ela se demonstra a mais forte de todos os Cullens, através de uma “queda de braço”. Com o nascimento dela, os Voltouris ficam revoltados, e avisam os Cullens que haverá uma batalha que no caso, provavelmente irá exterminar todos eles. É então que eles decidem se preparar para a batalha final. Nesse meio tempo, surge o Pai da Bella, sem nada saber, reage ao conhecer a neta, e a filha estar diferente, na maior tranquilidade, é então que é dita a nova frase marcante do cinema: "Estou forte como um cavalo!".
Enfim, ao se prepararem para a batalha, confesso que o filme ganha até um animo, pois tecnicamente vira  "X-Men", onde cada Cullen demonstra que além de serem vampiros, possuem vários poderes, pois um solta fogo, o outro atira água, dentre outro. Chega então a esperada batalha, e devo admitir, foi uma das maiores ilusões da história do cinema. Um detalhe importante também, é que mais uma vez o Brasil é mostrado em cena, só que aqui, é através de Indios, pelo qual não tinham nada de brasileiros! Nem na última cena, onde os produtores tentam homenagear a saga, demonstrando todos os momentos marcantes na vida de Edward e Bella, convence o telespectador de que ela estava realmente feliz com ele.
O diretor do filme, em ambas as partes é Bill Condon de "Kinsey - vamos falar sobre sexo", nos demonstra aqui uma das cenas de sexo mais toscas do cinema, onde se veem estrelas explodindo, varias faixas de luzes em ouro, uma trilha sonora nada sensual, mas essa parece ser a única cena em que Kristen se sente a vontade.

A saga simplesmente se tornou um sucesso devido ao grande número de vendas dos livros, e da enorme divulgação em cima de Pattinson e Lautner, mostrando a imagem do "homem perfeito", o que leva milhares de adolescentes desiludas aos cinemas, colecionarem pôsteres, e sonharem que um dia conquistarão homens, como os mesmos. Stephenie foi inteligente em demonstrar na Bella todos os defeitos e problemas das adolescentes atuais, como por exemplo, o difícil fato dela ser aceita em uma nova escola, a timidez, não ser bonita, popular, ou seja, ela vive a vida de grande parte das adolescentes atuais. E Edward e Jacob, são tecnicamente a salvação que ela tem, pois transforma-se em uma mulher desejada.


Confesso que é uma idéia que inicialmente daria certo, mas devido ao pensamento capitalista da Summit, pelo qual foca mais nos lucros e não desenvolve o desenrolar da história no cinema, acabou prejudicando e muito a idéia do mesmo. Um mero exemplo é de o filme obter uma das maiores em pré-estréias, estréias e finais de semana, e o estúdio ainda fazer o mesmo com efeitos de segunda, utilizando apenas o conhecido "fundo verde", em quase 70% deste, fazendo a magia se tornar extinta. Já na fotografia da produção, ela se demonstra pálida, assim como os personagens. E pior ainda, foi o pôster mal feito que utilizaram como o oficial (visto no inicio da crítica), pois parece que foi feito por um fã, que começou a mexer no Photoshop, de tão mal feito. Depois de "Harry Potter" e "O Senhor dos Anéis" terem chegado ao final, "Crepúsculo" também chegou, mas não obteve a mesma moral, assim como o gosto de quero mais.

quinta-feira, 21 de março de 2013

CRÍTICA - MEIA-NOITE EM PARIS


Não é segredo que Woody Allen é um dos meus diretores favoritos, assim como seu penúltimo trabalho como diretor "Meia-Noite em Paris". Explorando os pontos turísticos de Paris em suas primeiras cenas, somos apresentados ao casal que está de férias o escritor Gil (Owen Wilson de "Marley e Eu") e Inez (Ranchel McAdams de "Sherlock Holmes"), junto com os pais dela John e Helen (Kurt Fuller e Mimi Kennedy). Apesar de Gil não esconder sua admiração por Paris, no qual sua esposa não da à mínima para ele e seus pensamentos filosóficos, e só se importa somente com os comentários do seu amigo de longa data (que acabam se encontrando por lá ao acaso), Paul (Michael Sheen da série "Crepúsculo"). Durante uma caminhada na noite da cidade da luz, Gil se depara com uma carruagem que o transporta a Paris do tempo de 1920, conhecida como "a época de ouro", onde conhece várias personalidades do renascimento (pelos quais tem enorme admiração). Além claro, de buscar inspirações para o seu novo roteiro, pelo qual não quer apresentar para ninguém antes de ser lançado.


Somos deparados com vários escritores, pintores e músicos marcantes como Pablo Picasso, Salvador Dali (Adrien Brody, de "O Pianista"), F. Scott Fitzgerald (Tom Hiddleston, de "Os Vingadores") e sua esposa Zelda Hiddleston (Alison Pill), Enerst Hemingway (Corey Stoll), Gertudre Stein (Kathy Bates, de "Um estranho no ninho"), e um dos amores de Picasso Adriana (Marion Cotillard de "Contágio") Woody demonstra nesta produção o personagem de Owen Wilson como seu alter-ego da vez, onde Gil demonstra as mesmas manias e gostos do diretor (marca registrada de seus filmes), resultando na melhor atuação de toda a sua carreira, pois se demonstra um tipo estereótipo, engraçado e neurótico, além claro, de este ser também um roteirista e escritor de cinema, onde durante a viagem escreve mais um de seus famosos roteiros. Ótima a química entre Owen e Marion Cotillard, onde ambos demonstram uma enorme paixão inesperada e digamos que impossível, assim como também com McAdams, que repetem a parceria da comédia "Penetras bons de bico", pelo qual demonstra um certo desprezo pelo marido intelectual.

Com uma fotografia impecável, na qual transparece um tom bronzeado, destacando assim, os pontos turísticos de Paris, e nós acabamos aprendendo também um pouco de história da arte com a personagem da Primeira-Dama da França, Carla Bruni, onde faz o papel de uma guia turística. O roteiro da produção demonstra completamente original, mas Allen transparece algumas referencias claras a seu outro longa de sucesso, "a rosa púrpura do Cairo", lhe custou o Oscar nesta categoria.


Um dos pontos fortes de seus filmes, além de tudo, é que ele demonstra os problemas e manias do ser humano na sociedade contemporânea, e neste não poderia deixar passar claro. Uma pena que o cartaz da produção demonstra-se um típico filme de romance, quando na verdade trata-se de uma das mais divertidas fantasias da atualidade. Recomendo, principalmente para os fãs de literatura e Woody Allen.