sábado, 8 de junho de 2013

CRÍTICA - O GRANDE GATSBY


F. Scott Fitzgerald é considerado por muitos como um dos maiores escritores da "geração perdida" na literatura americana, mas mesmo enfrentando diversos problemas com o alcoolismo e as crises de sua neurótica esposa Zelda (situação abordada no longa de Woody Allen "Meia-Noite Em Paris"), ele escreveu diversos roteiros para Hollywood, mas nenhum deles obteve enorme êxito como os seus livros, no qual renderam grandes produções cinematográficas, como o fabuloso "O Curioso Caso de Benjamin Button", "O Último Magnata" e agora "O Grande Gatsby", sendo que está é a sexta vez que este é adaptado para as telonas. Mas de todas as versões, a mais bem sucedida foi a protagonizada por Robert Redford e Mia Farrow, com o roteiro adaptado por Francis Ford Coppola.


Sendo assim como a maioria dos estadunidenses ainda lêem "O Grande Gatsby" nas escolas, Hollywood viu que era a hora perfeita de mostrar para a nova geração a popular história nas telonas, com grandes atores conhecidos pela mesma. A história do filme é narrada pelo aspirante a escritor Nick Carraway (Tobey Maguire, o eterno "Homem-Aranha"), que aborda a sua ida a Nova York na busca do típico e clichê "sonho americano" durante a primavera de 1922, época na qual havia muita falta de moral, ápice do Jazz e dos grandes reis beberrões. Lá ele acaba conhecendo sua prima Daisy (Carey Mulligan, de "Drive") e o seu marido mulherengo e da alta sociedade Tom Buchanan (Joel Edgerton). Mas nestes arcos, o que intriga Nick é o fato de seu misterioso vizinho Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio, de "Django Livre") realizar enormes festas na mansão que fica ao lado de sua simples casa. Mas isso tudo muda logo que ele é convidado através de uma correspondência de Gatsby para participar de uma de suas festas. Assim que ambos se conhecem, nasce uma enorme amizade entre ambos, mas Gatsby guarda um enorme segredo da origem e motivo de suas farturas, onde intriga todos a sua volta.

O diretor Baz Luhrmann (de "Moulin Rouge") nos apresenta uma direção diferenciada em seus closes, onde ele utiliza as imagens em alta várias referencias aos seus trabalhos anteriores, seja no clima musical de "Moulin Rouge", o arco dramático de "Austrália" e as tensões amorosas de "Romeu e Julieta", sendo que este foi outro filme que contou com a presença de Leonardo DiCaprio. Confesso agora que este é um dos meus atores favoritos e a cada trabalho vêem demonstrando ser um dos maiores nomes de Hollywood na atualidade, mas é uma pena que os votantes do Oscar não o reconheceram. Sua atuação aqui como um o bilionário Gatsby demonstra o verdadeiro significado do que é ser um galã na alta sociedade. Sua química com Carey é ótima, mas não chega ao nível de ser uma nova Kate Winslet na vida deste. Mas o que estragou um pouco do clima foi à péssima atuação de Tobey Maguire, cujas feições não saem do automático conhecido de sempre (não importando a cena). Já Edgerton brilha no papel de vilão, fazendo  sentirmos ódio por ele ao extremo durante toda a projeção.



Já os efeitos visuais dão um enorme toque de fantasia e beleza às cenas, cujos grandes destaques são as sequências áreas sobre Nova York e a mansão Gatsby, na qual apresentam enorme profundidade (lembrando muito o trabalho da equipe de "A Invenção de Hugo Cabret"). Nestes arcos, um sequência que ficou ótima foi a apresentação de Gatsby ao publico (foto acima), que acabou se tornando extravagante ao nível deste personagem. Mas outro grande destaque é a excelente trilha sonora produzida por Jay-Z, na qual adapta diversas músicas atuais de cantoras como Beyoncé, Amy Winehouse e do próprio Jay-Z para os toques de Jazz da década de 20, o que ficou muito interessante e divertido na produção (a sequência de DiCaprio e Maguire passando por um carro tocando Jay-Z ficou divertidíssima). Enfim, "O Grande Gatsby" demonstrou ser uma das surpresas deste ano, pois eu não apostava muito neste filme. Recomendo esse verdadeiro "Show de Cinema!".


sexta-feira, 31 de maio de 2013

CRÍTICA - SE BEBER, NÃO CASE!: PARTE 3


No meio de tantas comédias com as temáticas semelhantes e cada vez mais cansativas, foi lançado em 2009 o filme "Se Beber, Não Case!", que contava com a presença de atores completamente desconhecidos pelo público, onde os mesmos se envolviam nas mais diversas e inusitadas situações na busca pelo noivo, que havia sumido após uma inusitada despedida de solteiro, na vespera de seu casamento. Em seu primeiro fim de semana, este se tornou a maior bilheteria de comédia proibida para menores de idade, com um orçamento de U$35 mil apenas. Consequentemente, ela tornou os então desconhecidos atores Bradley Cooper, Zack Galifianakis, Ed Helms, Justin Bartha e principalmente Ken Jeong, em grandes estrelas de Hollywood.

Dois anos depois foi lançada a segunda parte da série, mas a partir desta ela começou a mostrar que a premissa começou a cansar. Tendo noção do fato, o diretor Todd Phillips e o roteirista Craig Mazin (da série "Todo Mundo Em Pânico") decidiram mudar completamente os rumos da franquia no terceiro e último filme da franquia.


"Se Beber, Não Case!: Parte 3" começa a partir de uma rebelião em um presidio em Bangcoc, que resultou na fuga de Chow (Ken Jeong). Enquanto isso Alan (Zack Galifianakis) realiza um fatal acidente em uma estrada, custando vários prejuízos para o seu Pai Sid (Jeffrey Tambor, de "Super-Herói: O Filme"). Logo este acaba sofrendo uma parada cárdica fulminate e morre. Vendo aonde chegou à sanidade de Alan, seus familiares e amigos fazem uma intervenção, e decidem enviá-lo para uma clinica psiquiátrica. Então, o "bando de lobos" compostos por Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms) e Doug (Justin Bartha) são então encarregados de levá-lo para a mesma. É então que no meio da estrada, eles são abordados pela quadrilha do traficante Marshall (John Goodman, de "Argo") que sequestra Doug, pedindo como resgate os U$21 milhões em ouro que Chow furtou dele. Os atores Ed Helms e Bradley Cooper apresentam aqui uma atuação no automático, mas não prejudica o humor apresentado pela produção em certos pontos, pois as situações são realmente muito engraçadas. Mas os destaques são as sequências protagonizadas por Galifianakis e Jeong, que demonstram possuir enorme química e entrosamento em cena.

É então que começam novamente as desventuras vividas pelo trio nas mais diversas cidades, que aqui são Tijuana no México, Los Angeles e voltando para Las Vegas, que conta com uma rápida aparição da prostituta Jade (Heater Graham, de "Boogie Nights") juntamente com o bebê do primeiro filme já crescido. Assim como uma divertida ponta da nova queridinha de Hollywood, Melissa McCarthy (de "Missão Madrinha de Casamento"). Mas um dos grandes problemas desta produção é a maldição das trilogias, aonde na grande maioria das vezes chega até a estragar a imagem de suas duas primeiras partes (como foi o caso de "Homem-Aranha"). Aqui isso acontece, pois o roteiro do filme peca excessivamente no humor negro e politicamente incorreto, demonstrando que as idéias estão se esgotando cada vez mais. O roteirista Craig Mazin, já demonstrou que entende de sátiras na série "Todo Mundo Em Pânico", e traz aqui um pouco desta sua qualidade, onde faz referencias a filmes como "Missão Impossível: Protocolo Fantasma" e "O Grande Lebowski", sendo que este é estrelado por John Goodman, no qual possui uma enorme atuação aqui e chega a roubar a cena quando aparece.


No final das contas "Se Beber, Não Case!: Parte 3", nos apresenta em seu desfecho uma enorme homenagem aos filmes anteriores da franquia, onde representa que desta vez a fórmula original poderia funcionar de uma maneira melhor e mais divertida.

sábado, 18 de maio de 2013

CRÍTICA - TERAPIA DE RISCO


Steven Soderbergh tem se demonstrado um grande diretor diferenciado, pois em todos os seus filmes ele simplesmente foca em trabalhar em roteiros inteligentes e com um elenco de primeira. Mas em quase todos eles, reconhecemos sua marca registrada somente por um simples fator: a fotografia pálida, acompanhadas sempre de um famoso jogo de câmeras que se assemelham muito a um documentário. Depois de possuir uma parceira bem sucessiva com o roteirista Scott Z. Burns em "Contágio", Soderbergh retorna sua parceria com este em "Terapia de Risco".

Diferente de "Contágio", este conta com a presença da indicada ao Oscar por "Os Homens Que Não Amavam As Mulheres" Rooney Mara, que nos apresenta mais uma grande atuação e deixa clara que será uma das futuras grandes atrizes de Hollywood. Aqui ela vive a jovem Emily Taylor que sofre sérias crises de depressão, durante o periodo em que o seu marido Martin (Channing Tatum, de "G.I. Joe: Retaliação") está saindo da prisão. É então nestes contra tempos que ela acaba se consultando primeiramente com a terapeuta Victoria Siebert (Catherine Zeta-Jones, de "Chicago"). Mas logo após cometer um acidente de carro, ela acaba sendo encaminhada ao famoso psiquiatra Jonathan Banks (Jude Law, de "Sherlock Holmes") que lhe recomenda diversas medicações antidepressivas. É então que devido a alguns efeitos colaterais Emily começa a se tornar sonâmbula, o que a faz mais tarde cometer um assassinato. É então dado inicio a uma complexa discussão, na qual ela tenta provar que o ocorrido foi graças ao medicamento receitado por Jonathan, fazendo a vida deste virar de ponta a cabeça.


Jude Law apresenta uma grande atuação, na qual não sabemos ao certo de que lado este está até a segunda parte da produção. O mesmo ocorre com Catherine, que apresenta uma excelente atuação aonde ganha mais destaque na segunda parte da trama. Scott conseguiu escrever um roteiro excelente na dosagem certa, pois no meio de tantas produções com premissas e desfechos semelhantes, este nos apresenta algo completamente diferente, sendo que há algumas reviravoltas no decorrer da trama que a deixam cada vez melhor. Mas seu principal foco é uma enorme crítica a corrupção que acerca as indústrias farmacêuticas, em uma sociedade cada vez mais problemática (algo que nos dias de hoje é completamente normal ver alguma pessoa passando por problemas psicológicos). 


Com base neste, Soderbergh realiza uma excelente direção, utilizando suas marcas registradas como de costume na primeira parte da fita. Já na segunda ele apela para algo mais diferenciado deste, e procura focar mais no realismo apresentado em cena. Assim, "Terapia de Risco" resulta em um excelente suspense e consegue se tornar um dos melhores filmes do ano (juntamente com "Em Transe"). Recomendo!!

domingo, 12 de maio de 2013

CRÍTICA - EM TRANSE


Danny Boyle demonstrou em seus últimos filmes, que consegue ser distinto em seus trabalhos. Confesso que comecei a admirar seus trabalhos não pelo grande vencedor do Oscar "Quem Quer Ser Um Milionário?", mas sim pelo grande "127 Horas", onde o filme todo era praticamente o personagem de James Franco com a mão presa em uma pedra no Grand Canion. Em seu último trabalho "Em Transe", Boyle teve que interromper seu processo de pós-produção, pois teve de filmar a abertura dos jogos olímpicos do ano passado. Mas isso não prejudicou em nada esta maravilhosa "obra de arte", pois ele realiza aqui ótimos jogos de cena onde devemos estar atentos a cada mínimo detalhe para não perder o rumo do que irá se passar nesta história.

O filme tem como ponto de partida o leiloeiro de obras de arte Simon (James McAvoy, de "X-Men: Primeira Classe"), que em um dia é alvo da gangue do ladrão de obras de arte Franck (Vincent Cassel de "Cisne Negro"). Mas ao proteger uma obra de arte deste, Simon acaba sofrendo uma pancada na cabeça que o deixa sem saber o que aconteceu naquele momento. Ao sair do hospital ele é capturado pela gangue de Franck, que começam a realizar várias torturas com o propósito que ele revele onde ele escondeu o tão valioso quadro. Tendo em vista de que ele sofreu mesmo uma amnésia, Franck decide procurar uma hipinotista a escolha de Simon. Este acaba escolhendo Elizabeth Lamb (Rosário Dawson de "Incontrolável"), dando inicio a um enorme jogo de gato e rato dentro da hipnose de cada personagem, na qual não falta sensualidade, suspense e muitas reviravoltas.


James McAvoy demonstra uma ótima atuação aqui, transpondo um personagem que começa a mudar de personalidade aos poucos. Sendo que ele possui uma ótima química com a atriz Rosário Dawson, que esbanje muita sensualidade em cena. Já sobre o ator Vincent Cassel, confesso que ele demonstra a muito tempo que seu nome está sempre relacionado a imagem de algum vilão. Mas isso não prejudica nada sua participação aqui, na qual realiza uma ótima química com James e Rosário.


Todos estes conseguem realizarem um ótimo trabalho graças ao diretor Danny Boyle, cujas comparações de "Em Transe" com o filme de Chistopher Nolan "A Origem" são inevitáveis, pois aqui ele explora de uma forma mais liberal o subconsciente humano, na qual em certos momentos não conseguimos distinguir o que é verdade ou mentira. Estas sequências ficaram ótimas graças ao trabalho das equipes de fotografia e trilha sonora, na qual utilizam melodias e tons distintos nas cenas, juntamente com a excelente montagem de Jon Harison que nos demonstra o que é passar por uma verdadeira hipnóse. Confesso que não vou contar muito mais sobre a trama, pois um dos pontos altos da trama são suas variadas reviravoltas, sendo que se quiser saber mais assista "Em Transe", que em minha opinião conseguiu ser um dos melhores filmes de 2013. Recomendo.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

CRÍTICA - SOMOS TÃO JOVENS


Quando acabou a projeção de "Somos Tão Jovens" o único sentimento pelo o qual eu senti foi o de indignação. Não porque a produção foi péssima, muito pelo contrário, pois foi extremamente divertida, mas devido aos músicos como Renato Russo que nunca mais irão existir em nosso país, pois a tendência musical ultimamente está só piorando, devido a bandas e estilos que só sabem idolatrar temas como traições, sexo e drogas. Levando em conta também que nosso último grande poeta Alexandre Magno Abraão (vulgo Chorão) se foi no último 6 de março, o Brasil ficou definitivamente sem grandes poetas vivos.
Como apresentado nesta produção, às músicas de Renato Russo sempre abordam os grandes problemas que a sociedade brasileira enfrentava nas décadas de 70 e 80, sem medo algum de sofrer com a censura da ditadura militar. As mesmas acabaram resultando em uma enorme legião de fãs por todo o país e pelo mundo afora. É justamente nesta época em que o filme foca, então não espere algo como "Cazuza - O Tempo Não Para".


Confesso que "Somos Tão Jovens" é na verdade um grande exemplo do que é o verdadeiro cinema, pois durante os créditos iniciais onde é executada a música "Tempo Perdido", a sala de cinema que estava completamente lotada, 80% dos expectadores estavam cantando junto com Renato Russo (sendo que me incluo nestes), transpondo assim uma enorme interatividade entre ambos, que nem todas as outras produções conseguem.
O filme começa com o até então jovem Renato Manfredini Jr. (Thiago Mendonça de "2 Filhos de Francisco") sofrendo um acidente de bicicleta, que graças ao seu problema da epifisiólise (uma doença óssea) ele acaba realizando uma cirurgia para colocar três pinos de platina na bacia. Consequentemente ele acaba tendo de ficar vários meses na cama e é justamente nesta época que ele começa a pegar um gosto e uma personalidade musical diferenciada, focando em bandas como “Sex Pistols” e ídolos como John Lennon. Assim que ele se recupera, ele muda seu nome para Renato Russo decide largar o seu emprego como professor de inglês e com o apoio de sua melhor amiga Aninha (Laila Zaid) começa sua jornada musical, com o propósito de divulgar em suas letras uma crítica à sociedade da época na qual viviam em Brasília. Juntamente com os amigos André Pretorius (Sérgio Dalcin) e Fê Lemos (Bruno Torres) eles formam a banda "Aborto Elétrico". Foi justamente nesta fase que Renato escreveu as famosas músicas "Que País é Este?", "Música Urbana" e "Geração Coca-Cola". Mas até a formação da “Legião Urbana" acontecem várias confusões e conflitos entre todos os personagens em cena, que vou evitar de contar para não tirar o brilho desta produção.

Nestes momentos o diretor Antonio Carlos da Fontoura executa seu trabalho com perfeição, que mesmo possuindo a típica fotografia padrão das produções nacionais, não atrapalha em momento algum a execução do trabalho do restante da equipe, mas em certos momentos são utilizadas as famosas câmeras na mão, deixando um clima mais amador a produção. Mas Fontoura nos apresenta uma produção mais cômica do que dramática (como na cena em que Renato assume sua homossexualidade a Mãe), graças a interpretação de Thiago Mendonça que canta e dança em diversos momentos, deixando claro que está completamente a vontade no papel, sendo que possui uma enorme semelhança com Renato Russo (devido também ao excelente trabalho da equipe de maquiagem). Já sua química com Laila Zaid funciona tanto, que é impossível não se emocionar com a cena de Renato cantando a música "Ainda é Cedo" que ele escreveu justamente para Aninha.


Já a equipe de trilha sonora demonstrou um enorme cuidado na hora da execução das músicas, pois elas foram inspiradas exatamente nas situações mostradas ali em tela, sendo que em certos pontos trazem um pouco de dramaticidade aos momentos apresentados.
"Somos Tão Jovens" é um filme para quem é fã de Renato Russo, assim como para os amantes do cinema esta é uma sessão que deve ocorrer sem falta. Prepare a garganta, os tímpanos, compre aquela pipoca, juntamente com aquele refrigerante e se divirta com um dos maiores ícones da música nacional. RECOMENDO.

sábado, 27 de abril de 2013

CRÍTICA - HOMEM DE FERRO 3


Em 2008 teve inicio a primeira fase de filmes de super-heróis do universo Marvel, iniciando-se por "Homem de Ferro", seguido de "O Incrível Hulk", "Thor”, "Capitão América" e terminando esta com a super produção "Os Vingadores". Dando inicio a fase dois, chega aos cinemas "Homem de Ferro 3". 

"Gênio, Bilionário, Playboy, Filantropo", com base desta frase podemos definir completamente o perfil do personagem Tony Stark, vivido pelo grande Robert Downey Jr. ("Sherlock Holmes") pela quarta vez. Em "Homem de Ferro 3" Downey demonstra uma ótima atuação, pela qual garante mais dramaticidade e conforto em sua interpretação do carismático Stark. Aqui ele vive uma enorme depressão devido ao incidente ocorrido em Nova York visto em "Os Vingadores",e consequentemente acaba sofrendo várias crises de insônia e ansiedade, mas dentre estas, ele se dedica em novas e diferentes inovações de suas criações, sendo que isso acaba afetando o seu namoro com Pepper Potts (Gwyneth Paltrow, de "Contágio").

Ao mesmo tempo a nação estadunidense acaba sofrendo várias ameaças do misterioso vilão Mandarin (Ben Kingsley de "A Ilha do Medo", ótimo neste papel), sendo que o mesmo mais tarde destrói completamente a mansão de Stark em Malibu (como visto nos trailers). Mesclando a estes acontecimentos, este acaba reencontrando alguns conhecidos do passado, como sua ex-namorada Maya Hansen (Rebecca Hall, de "Vicky Cristina Barcelona") e o fundador da organização privada, a A.I.M., Aldrich Killian (Guy Pearce, de "Promotheus") que foca no desenvolvimento do vírus Extremis, que trás aos seres humanos uma força incomum. A atuação de Hall aqui está ótima, conseguindo ser convincente em cena assim como Pearce, que já é conhecido por ser o vilão de vários outros filmes recentes, como "Um Faz de Conta de Acontece" e "O Pacto". Já Kingsley consegue roubar a cena quando aparece, sendo o alivio cômico em certos pontos. Mas no fundo, senti falta de um grande vilão de verdade (que saudades do Coringa de Health Ledger), pois ainda prefiro os antecessores Ivan Vanko (Mickey Rourke, de "Os Mercenários") e Obadiah Stane (Jeff Bridges, de "Tron o Legado").

  
No meio de tantos Blockbusters recentes como "G.I. Joe: Retaliação" e "Invasão a Casa Branca", o alvo continua sendo o Presidente dos Eua (vivido aqui por William Sadler de "A Beira do Abismo"), mas o diferencial de "Homem de Ferro 3" sobre esta abordagem é a crítica que Stark realiza quando aquele apresenta a nova armadura da Maquina de Combate que seu melhor amigo James Rhodes (Don Cheadle de "Onze Homens e Um Segredo") irá utilizar, sendo que sua coloração é completamente semelhante a do Capitão América. Ao saber do fato, Stark brinca a situação (como sempre) falando que nem sempre o governo americano tem a solução e chegam a beirar no ridículo para aparecer.

Mas a produção apresenta excelente qualidade graças ao excelente trabalho do diretor Shane Black que ja trabalhou com Downey Jr. no divertido "Beijos e Tiros", sendo que aquele substitui a função de Jon Favreau que dirigiu os dois primeiros, e retorna aqui atuando como o divertido "segurança" de Stark, Happy Hogan, que aqui ganha mais espaço em cena e consegue exercer sua atuação com louvor. Já em sua trilha sonora, senti certa falta das músicas do "AC/DC", pois como a trama se passa na época do natal, 80% das músicas são sobre este, mas as melodias de Brian Tyler (de "Premonição 5") estão dosadas na medida certa, reforçando assim os principais momentos do filme. Assim como a fotografia, que está excelente e chega a ajudar na execução dos efeitos especiais e na mixagem e edição de som, onde o destaque está na sequência da destruição da Mansão Stark em Malibu. Confesso agora que não me espantaria se este fosse indicado ao Oscar por essas categorias.


Já sobre a tecnologia 3D deixarei claro que não gostei, pois não houve profundidade, nem a conhecida interação com o público (onde objetos são jogados em cima de nós), ou seja, típico resultado de 3D convertido as pressas. Agora, somente três filmes me fizeram ovacioná-los em seu desfecho (sendo eles "Tropa de Elite 2", "Django Livre" e "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge") e posso garanti-los que inclui "Homem de Ferro 3" nesta lista, pois conseguiu fechar a trilogia com um merecido louvor. 

Agora uma pequena observação: NÃO SAIA DA SALA ATÉ ACABAREM COMPLETAMENTE OS CRÉDITOS FINAIS, pois ocorrerá um momento divertido entre Stark e algum personagem conhecido do Universo Marvel. RECOMENDO!!

domingo, 21 de abril de 2013

CRÍTICA - TODO MUNDO EM PÂNICO 5

                        

As comédias satíricas normalmente são meio duvidosas em um contexto geral, pois elas normalmente brincam com várias produções de sucesso, mas normalmente resultam em comédias do tipo "pastelão". Esse tipo de filme era sucesso na década de 80, tendo o falecido Leslie Nielsen como o grande astro no gênero, em produções como "Apertem os Cintos, Que o Piloto Sumiu" e "Corra Que a Polícia Vem Ai". Mas em 2000 os Irmãos Wayans criaram a série "Todo Mundo Em Pânico", que obteve um enorme sucesso mundial, tornando-se assim uma grande série satírica do cinema, sendo que seu foco era as produções de terror e suspense. Mas os Wayans acabaram se desligando da série no 3º longa, dando lugar ao diretor David Zucker, conhecido pelas grandes sátiras da década de 80 mencionadas acima. Em minha opinião a série melhorou nas mãos de Zucker, pois deixou um pouco de lado à cansativa baixaria gratuita que eram os dois primeiros e focando mais nas situações e nas atuações para ser assim mais semelhante o possível à produção satirizada.

Mas sete anos depois do "último capitulo da trilogia" foi lançado "Todo Mundo em Pânico 5", e devo admitir que a qualidade decaiu e muito. A começar pela protagonista onde ocorreu uma troca entre Anna Faris por Ashley Tisdale (a Sharpay de “High School Musical”) confesso que não gosto do trabalho de ambas, mas acabou afastando boa parte do público mesmo assim. Depois foi o diretor David Zucker no qual aqui trabalha como um dos roteiristas e produtor e passou a direção para Malcom D. Lee ("O Bom Filho a Casa Torna"). Com base nestes tópicos, já podemos ter uma noção do que esperar desta película.


O Filme tem como ponto de partida os atores Charlie Sheen e Lindsay Lohan na casa deste, se preparando para gravarem um vídeo erótico caseiro. Mas devido a alguns eventos sobrenaturais que ocorrem Lohan acaba possuída e mata Sheen, deixando órfãos os seus três filhos que acabaram ficando desaparecidos após o ocorrido. Mas elas acabam sendo encontradas por dois amigos maconheiros dentro de uma "casa na floresta". Logo elas são levadas para um orfanato e acabam sendo adotados pelo irmão de Sheen, Dan (Simon Rex, o único ator dos outros filmes da série) e Jody (Ashley Tisdale) e vão morar em uma casa repleta de câmeras de vigilância. As crianças então passam a demonstrar comportamentos estranhos e passam a chamar pela "Mamma" diversas vezes e consequentemente acabam prevendo alguns acidentes que estão para ocorrerem com as pessoas no ciclo delas. É dentre esses arcos que vemos várias referencias as produções "Mamma", "Cisne Negro", "A Origem", "Planeta dos Macacos: A Origem", "A Maldição do Demônio", "A Entidade", "Atividade Paranormal", inclusive "50 Tons de Cinza" no qual não chegou a ser filmado, mas aqui conta com  Jerry O'Connell ("Canguru Jack") no papel do galã misterioso Christian Grey.


A fórmula se demonstra muito batida e cansativa em certo ponto da produção e algumas situações que beirão ao constrangimento para fazer graça. Com toda a sinceridade a maior graça de "Todo Mundo em Pânico 5", é o arco pastelão que a produção possuí, pois é um tipo de gênero já extinto e sempre há algum momento no qual acabamos caindo na gargalhada. Mas confesso agora que se o filme fosse focado somente nos personagens de Charlie e Lohan, ele funcionaria e muito.
Agora confesso que cresci vendo todos os filmes da série e sempre os admirei, mas este foi o mais fraco de todos quando não deveria ser, pois foi realizado com o propósito de apresentá-lo a nova geração como os recentes "Pânico 4" e "American Pie: o Reencontro".Mas resultou um enorme e fraco do que poderia ser um reboot.