quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

UM HOMEM DE FAMÍLIA

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Primeiramente gostaria de deixar claro que este filme não tem ligação alguma com o filme de 2000, estrelado por Nicolas Cage, cujo nome no Brasil é exatamente o mesmo. Mas sim, mais uma vez temos um protagonista que é um workaholic (aqui ficando a cargo de Gerard Butler), que não liga pra família, mas um imprevisto fará ele repensar duas vezes suas atitudes. Só por esse embasamento não precisarei entrar mais afundo na história, pois a premissa é basicamente esta mesmo.

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Partindo primeiramente pras atuações, digo sem hipótese de duvidas que este é o melhor papel de Butler em anos no cinema, apesar de se tratar de uma drama a lá "sessão da tarde", nos interessamos pelo andamento de seu personagem em mediante a intercalação da sua vida pessoal e profissional. No meio dessa trajetória, temos dois contrapontos que aparecerem brevemente no filme, que são vividos por Willem Dafoe e Alfred Molina. Apesar de estarem presos em suas zonas de conforto, ambos foram ótimas escolhas pros papeis, pra "representarem" as importâncias do protagonista na forma física. 

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A direção é do estreante Mark Williams (que antes só produziu alguns longas como "O Contador"), que não exagera em nenhum recurso e faz tudo mediante aquilo que é apresentado. 

"Um Homem de Família" é mais um daqueles longas bem água com açúcar, que serve pra distrair durante umas duas horas e nada mais aquém disso.

Nota: 6,0/10,0
Imagem: Reprodução da Internet


JOGOS MORTAIS: JIGSAW

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Se a franquia não fizesse tanto sucesso com seus últimos sete filmes, ficaria me perguntando até hoje porque diabos esse oitavo longa foi lançado. Seria uma tentativa de mostrar pra nova geração um dos maiores ícones do cinema de horror dos anos 2000, que era o boneco Jigsaw? Errado, era porque os produtores queriam ganhar mais dinheiro fácil mesmo. Me lembro como se fosse ontem, eu saia das aulas da escola e ia até os cinemas nas matines para conferir a um novo filme da série (que lançava um volume por ano, desde 2004). E isso foi assim até o fim de 2010, onde o último filme da série foi lançado, na versão 3D.

Quando a produção deste novo longa foi anunciada em 2016, já sabia que eles precisariam mudar um pouco as coisas, pra ela realmente se tornar interessante e conseguir atrair novos fãs. Ao conferi-la nos últimos dias (em uma sessão com aparentemente mais 15 pessoas), vi que realmente a franquia não continuara a ver a luz dos dias anualmente.

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A sinopse sequer foge do padrão dos outros, onde temos um grupo de policiais que ainda investigam o motivo por trás dos jogos do serial killer Jigsaw, que mesmo com ele estando morto há mais de 10 anos, ainda continuam acontecendo em algum galpão misterioso. 

O roteiro da dupla Pete GoldfingerJosh Stolberg ("Piranha 3D") mostra-se o quão se pode ser preguiçoso ao ter um enredo que provavelmente já garantirá uma montanha de dinheiro em mãos: personagens em situações rasas, que nos levam a um ploat-twist que sequer era um (porque o óbvio era notado por quase todo o filme, desde o principio). Não há nenhuma vitima dos jogos sádicos que nos faça se interessar ou se preocupar pra que elas saiam do jogo, pois além do roteiro não permitir isso as atuações sequer favorecem que isso aconteça (antes que falem algo, sei muito bem que a premissa da série é meio que fazer uma "masturbação sádica"). Partindo pro cenário da investigação, tudo é tão banal, que alguns personagens são claramente tão suspeitos que só faltou botar uma seta na cabeça dos mesmos escrito "EU SOU O RESPONSÁVEL POR TUDO!". Por incrível que pareça, a grande qualidade do filme foi maneira de como Jigsaw pode ser resgatado (não vou entrar ao mérito, mas ficou bacana). 

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"Jogos Mortais: Jigsaw" é um mais do mesmo, que agradará apenas quem já curte a mesmice que se tornou a franquia ou gosta de ver uma carnificina por prazer mesmo. Agora quem já não curte nenhum desses dois quesitos, a dica é passar BEM LONGE.

Imagens: Reprodução da Internet
Nota: 3,0/10,0

PERFEITA É A MÃE 2!

Perfeita é a Mãe 2 : Poster

Não existe época melhor para se lançar esse "Perfeita é a Mãe 2!", não porque se trata de um longa natalino, mas sim que há cerca de menos de um mês o cinema lançou "Pai em Dose Dupla 2", que exatamente tem o mesmo foco, porém na versão masculina. Aqui o trio de mães vividas por Mila Kunis, Kristen Bell e Kathryn Hahn, acabam tendo a visita inesperadas de suas mães em plena semana de natal. Essas são vividas pelas talentosas Chistine Baranski, Cheryl Hines e Susan Sarandon. O desenvolvimento deste é basicamente o mesmo do citado, porém não consegue acertar na abordagem de alguns arcos.

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Poupando apresentações (o que lhe obriga a ver o primeiro), a comédia já chega lançando umas oito piadas onde quatro conseguem arrancar risos (principalmente se você é mãe ou avó). Porém quando chega o momento em que as protagonistas se defrontam com as mães, o roteiro de John Lucas e Scott Moore (que foram responsáveis pelo primeiro, e voltam a assinar a direção também) parece soa uma enorme preguiça em explorar mais afundo alguns atos. Foi uma pena ver nomes como o de Sarandon sendo completamente deixados como um terceiro plano, enquanto o segundo acaba sendo algum personagem completamente desinteressante e que sequer é aprofundado. Claro eles deveriam ter explorado muito mais a relação dentre as avós, e como isso afeta as filhas, e não resumido em apenas dois momentos que não acrescentam muito ao desenvolvimento. Em compensação a relação dentre as três protagonistas continua dando certo, e as três conseguem arrancar mais risadas do que no primeiro (que francamente havia dito aqui que o trailer foi mais divertido do que o próprio) 

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"Perfeita é a Mãe 2" consegue divertir um pouco mais do que o primeiro, porém teve a felicidade em evitar ao máximo não reaproveitar algumas piadas que funcionaram naquele. Se você não curte piadas escatológicas e afins, com certeza esse não é sua comédia. Agora se você gostou do primeiro e curte o estilo, assista a este filme. 

Nota: 5,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

PAI EM DOSE DUPLA 2

Pai em Dose Dupla 2 : Poster

"Pai em Dose Dupla" se tornou um sucesso inesperado, vide a parceria que já vinha do sucesso "Os Outros Caras", de Mark Walhberg e Will Farrell. Rendendo quase o triplo do orçamento, era obvio que uma continuação da comédia iria vir (como está ocorrendo exaustivamente com vários longas). Com a missão de ser mais engraçado que o primeiro, além de apresentar um novo arco, devo confessar que me diverti muito mais neste segundo.

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A história tem inicio depois dos ocorridos do primeiro, com Brad (Farrell) e Dusty (Walhberg) se dando bem, onde conseguiram estabelecer um ótimo convívio dentre filhos, enteados e atuais esposas. Porém perto do natal, eles recebem a visita dos respectivos pais deles (John Lithgow e Mel Gibson), que obviamente vão atrapalhar por completo o convívio de todos.

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Continuando a cargo de Sean Anders (que mais uma vez também assina o roteiro), o estilo de direção é basicamente o mesmo do primeiro (repetindo umas três piadas que deram certo no antecessor, mas nada exaustivo), só que agora ele acrescenta mais humor dentre as relações dentre pais, filhos e netos, onde a cena é roubada constantemente pela dupla Lithgow e Gibson. Enquanto o primeiro apresenta um estilo mais escrachado, o outro tira sua graça no seu estilo conservador (remetendo e muito a sua persona na vida real). A química dentre eles com Farrell e Walhberg se segura como o ponto forte do filme, que consegue se sobressair muito bem em cima do roteiro bem padrão "Sessão da Tarde". Um quesito que chamo atenção aqui, é a participação maior da modelo brasileira Alessandra Ambrósio, (que lembra muito o Pelé com Sylvester Stallone em "Fuga Para a Vitória") que fala apenas "frases de efeito" e acaba sendo horrível como atriz.

"Pai em Dose Dupla 2" é bem mais divertido que o primeiro, e é uma ótima pedida pra essas últimas semanas atarefadas do semestre, que nos sobrecarregam e que de vez em quando necessitam de uma mera diversão genérica, breve e satisfatória para se ver em família ou sozinho.

Nota: 7,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sábado, 11 de novembro de 2017

TERRA SELVAGEM

Terra Selvagem : Poster

Taylor Sheridan é um dos roteiristas que mais vem chamando a atenção recentemente. Não pelo fato de seus últimos dois enredos ("Sicario" e "A Qualquer Custo") renderem indicações ao Oscar, mas sim pelas mesmas englobarem um único cenário e são exploradas por um começo/meio/fim. Enquanto aqueles tinham o cenário as zonas de guerra das fronteiras estadunidenses e a capira, aqui temos um englobamento sobre a área mais fria, e essa é sensação que ele explora durante as duas horas de projeção de "Terra Selvagem".

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O longa começa com o caçador de coiotes, Cory (Jeremy Renner), que se depara com o corpo congelado da filha de um velho amigo. Sem saber o motivo da morte, ele se junta a agente Jane (Elizabeth Olsen) durante a investigação.

A principio temos uma premissa que já é habitual no cinema, mas como já canso de dizer: se ela for bem executada, tem tudo pra ser um ótimo filme, e é o que acontece. Sheridan procura a todo momento focar no psicológico dos personagens mediante a algumas situações decorrentes da trama. Como por exemplo: aqui o filme é cercado pro um cenário de inverno, somado a uma fotografia acinzentada, onde logo remete a um cenário de depressão, pelo qual representa a dor dos personagens mediante as tragédias decorrentes na vida deles. Lembrando que esse trabalho já lhe rendeu o premio de melhor diretor em Cannes, deste ano.

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E tudo isso acaba enaltecendo ainda mais a atuação de Renner (que talvez lhe renda sua terceira indicação ao Oscar), que ta muito bem aqui, e tem uma ótima química com Olsen (imaginem se ela não tivesse aceitado passar por aquela porta, em "Vingadores: A Era de Ultron"...?). Porém eles só pecam um pouco nos últimos 20 minutos, por ficar exaustivamente repetindo a mesma conclusão pro expectador diversas vezes, e que logo quebra um pouco o que o filme tinha proposto a principio.

"Terra Selvagem" é um longa que a principio parece ser mais do mesmo, mas devido a uma brilhante execução de Taylor Sheridan, consegue ser muito mais do que isto.  

Nota: 7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

LOGAN LUCKY - ROUBO EM FAMÍLIA

Logan Lucky - Roubo em Família : Poster

Steven Soderbergh é um diretor que sabe juntar diversos atores de peso e fazer um bom filme. Quem  já assistiu a "11 Homens e um Segredo", "Contágio" e "Terapia de Risco", sabe do que estou falando. Em sua nova produção "Logan Lucky: Roubo em Família", ele aproveita este talento e substitui o cenário de glamour da trilogia de George Clooney e companhia, pela área do sertão, mas com menos homens. A fórmula continua sendo a mesma, o excesso de nomes conhecidos também, só que o principal problema é a maneira como qual ele poderia ter trabalhado alguns caracteres. 


Em seu prefácio vemos a família Logan, onde Jimmy (Channing Tatum) acaba de ser demitido de seu emprego como construtor, devido ao fato de ser manco. Seu irmão caçula, Clyde (Adam Driver), possui um bar que está basicamente as moscas, enquanto a irmã trabalha como cabeleireira. Só que como ele possui diversas contas a pagar, e uma péssima relação com a ex-esposa (Katie Holmes), que não lhe deixa ficar direito com a filha, ele executa seu plano b pra situação: roubar toda a grana adquirida pelo circuito de Stockcar da Nascar, durante a própria. Para isso, ele chama seu irmão, que recruta Joe Bang (Daniel Craig), que arrasta junto seus dois irmãos imaturos Fish (Jack Quaid) e Sam (Brian Gleeson).

Só pela sinopse já sacamos que Soderbergh fez mais um filme pipoca, onde vemos um grupo de falidos bolando um plano cabuloso, pra fazer um roubo e nos divertimos e torcemos por eles, mesmo sabendo que estamos errados. Não tem nada de revolucionário e inovador na trama, além de procurar entreter. E para prender a atenção do público, o roteiro de Rebecca Blunt (que até o momento todos creem que seja algum pseudomo de algum roteirista), procurou estudar os protagonistas e criar personalidades interessantes, com arcos que nos façam gostar deles e torcermos por eles. 


A começar pelos irmãos Logan, onde o foco acaba sendo no personagem de Adam Driver, que além de ser o mais divertido, acaba roubando a cena. Ainda mais quando ele esbarra com Daniel Craig, que depois de alguns anos saiu da "zona de conforto 007" pra encarar um personagem fora da lei (claramente vemos o quanto ele se divertiu fazendo este papel).  Quando ao restante do elenco, o Tatum continua sendo o Tatum, Holmes parece que soltou toda aquela magoa perante o divórcio com o Tom Cruise e joga tudo na sua personagem (que é uma mulher divorciada com uma filha pequena). Agora existem alguns atores de peso no elenco, que são meramente desperdiçados (quem já conhece a filmografia do Soderbergh, sabe que ele "adora" fazer isso) e nomes como Hilary Swank ("Menina de Ouro"), Sebastian Stan (o Bucky do Universo Marvel de Cinema) e Katherine Waterson ("Animais Fantásticos e Onde Habitam"), são importantes pra moldar alguns arcos, mas nada que fosse importante a ponto de chamar tais nomes. Divergindo completamente desta questão, o verdadeiro inútil pra narrativa foi Seth McFarlane ("Ted", e ACHO que também assinou o roteiro aqui), pois seu personagem e nada são absolutamente a mesma coisa.

"Logan Lucky: Roubo em Família" serve como uma espécie de "14 Homens e mais um segredo" (enquanto o verdeiro Spin-off da franquia, "8 Mulheres e Um Segredo", sai ano que vem), pra quem estava esperando ha anos que Soderbergh fizesse essa sequencia, ou até mesmo voltasse ao gênero de longas de assalto.

Nota: 7,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

O FORMIDÁVEL

O Formidável : Poster

Quem conhece e entende de cinema, sabe muito bem a importância do cineasta francês Jean-Luc Goddard. Ele começou como um diretor simplório de comédias/romances, e posteriormente avançou para filmes mais sérios e com uma enorme abordagem politica reflexiva. Porém ele não costumava ser muito partidário nas mesmas, o que acabou sempre caindo em conflito perante os militantes de partidos de esquerda, e de movimentos estudantis da época de 60/70 (época que inclusive três de seus filmes, foram barrados pela ditadura no Brasil). Pegando um pouco dessa essência, "O Formidável" procura focar mais quando Goddard estava envolto a polemica do seu longa "A Chinesa", que era estrelado pela sua musa Ana Wiazemsky (vivida pela ótima Stacy Martin), uma jovem de 17 anos pelo qual mais tarde se tornou sua segunda esposa.

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Vivido com maestria por Loius Garrel (inclusive os dois se parecem e muito), ele transpôs a importância que Goddard tinha em relação a quebrar o sistema da época e a desconstrução de seu personagem, tendo como base seu casamento com Anne. As expressões na cara de Martin perante a falta de consciência do seu conjugue perante o matrimonio, e fascínio deste por politica, acabam deteriorando com a personagem aos poucos e isso fica muito notório em tela. Agora partindo pro quesito da direção de Michel Hazanavicius (vencedor do Oscar por "O Artista"), ele procurou exercer uma homenagem direta aos filmes de Goddard. A começar que ele literalmente levou algumas referencias ao pé da letra, como por exemplo, colocar ambos personagem nus enquanto discutem sobre uma cena de nudez, ou até mesmo a quebra da quarta parede em um momento breve sobre os rumos que tomariam seus próximos filmes. Não vou entrar muito no mérito da questão, pra não dar spoilers, porém devo dizer que em cada capitulo que o longa se divide rola uma notória homenagem ao estilo de Goddard. Outro ponto positivo, é que ele sequer usa e abusa o recurso da câmera tremula (onde aquele costumava usar e muito nos seus longas), e ele optou o tempo topo usufruir do que a cena tem a mostrar (vide as sequencias dos protestos). 

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"O Formidável" é um longa pra quem é cinéfilo e não conhecia o estilo de Goddard, ou principalmente pra quem sempre acompanhou os trabalhos do diretor (que continua na ativa com seus 87 anos). Se é um filme digno da importância do diretor pro cinema? Devo confessar que assim como longas como "Steve Jobs" e "A Rede Social", ele é abordado como um visionário mas como uma péssima pessoa, então deixarei em aberto sua conclusão sobre (lembrando que este foi um dos concorrentes da Palma de Ouro, em Cannes deste ano). RECOMENDO!

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet