domingo, 14 de fevereiro de 2016

DEADPOOL



Puta que pariu! Já tava ficando com o saco cheio de ultimamente os filmes de adaptações de Hqs sempre seguirem o mesmo padrão. No principio víamos como o cara era, ai ele faz alguma merda ou algo do tipo e consequentemente pega uns poderes ou se une a alguém pra ação. Ai vem diversas sequencias de entrosamento dele com essa novidade, ao mesmo tempo em que tenta fazer reatar o seu namoro com alguma gostosa. Eis que surge um vilão, ele sequestra ela e o mocinho parte pra salvar ela e de alguma forma, o mundo também. Ele derrota o vilão, salva todo mundo e no desfecho ainda surge um arco pra futura sequencia que estreará numa janela de dois, três anos no máximo. Só que não para por ai, ainda temos que esperar os créditos acabarem pra ver a cena pós créditos, onde mostrará uma prévia do próximo filme do universo daquele cidadão do filme.


Eis que depois de 16 anos no pau com estúdios e produtores, que o ator Ryan Reynolds conseguiu  trazer uma versão digna pro anti-herói Deadpool. Ele já apareceu brevemente em "X-Men Origens: Wolverine", só que vamos e venhamos, aquela merda não era ele. Dois anos depois deste fiasco, Reynolds tentou emplacar como Hal Jordan em "Lanterna Verde"... Bom, outra bosta! Logo ele decidiu fazer um teaser com o diretor de videoclipes Tim Miller, onde mostraria uma brevemente o que eles pretendiam fazer com um filme do personagem Deadpool, se ele fosse aprovado. O video virou viral na internet e a Fox deu sinal verde, mas com um orçamento reduzido e total liberdade para eles fazerem o que quiserem com o personagem. O estúdio já tinha cagado com "Demolidor", "Elektra" e a gota d'água foi no recente "Quarteto Fantástico" (que nem pra freesbe do meu cachorro o Blu Ray/dvd serve). Só que ao começar ao iniciar o filme, logo em seus créditos iniciais, notamos que a porra toda foi levada na zoeira (para a felicidade dos fãs do personagem e dos que já se cansaram das adaptações de Hqs clichê).


Não vemos os habituais nomes dos envolvidos, mas sim o que eles realmente representam perante a cultura Pop. Como por exemplo os roteiristas são "os verdadeiros heróis", o Reynolds é "o galã Top, capa de revista" e por ai vai. Só que a zoeira não para por ai, vemos diversas brincadeiras aos trabalhos anteriores daquele, aos quais deram errado, como quando ele viveu Hal Jordan e sua primeira versão do Deadpool. Fora outras N referencias que nem vou ficar mencionando pra não dar spoilers. A única coisa que posso contar brevemente é sobre quem é esse anti-herói, pois ele não se define em momento algum como herói. Antes de assumir essa identidade, ele era um mercenário chamado Wade Wilson, que vive as mil maravilhas com a namorada Vanessa (a brasileira Morena Baccarin). Só que um dia, ele descobre que possui cancer pelo corpo todo e ta condenado a morte. Então ele vai pro bar do seu amigo Weasel (T.J. Miller, de "Transformers 4"), onde acaba conhecendo o estranho "Sr. Smith", que lhe faz uma oferta para ser testes de um experimento que pode curar sua doença. Sem nada a perder, ele topa fazer parte do experimento e consegue obter a incrível força e habilidade de se regenerar e lutar. Só que no processo, ele acaba ficando com o corpo completamente queimado por Ajax (Ed Skrein), que o faz criar o seu próprio uniforme e sair em busca do paradeiro deste, para poder se vingar. Ao mesmo tempo em que ele tenta se reencontrar com sua namorada, Vanessa.


O roteiro da dupla Rhett Reese e Paul Wernick (dupla de "Zumbilandia"), procurou mais trabalhar em um estilo onde mescla a violência de Quentin Tarantino, o humor vulgar de "American Pie", e o estilo breve de produções de "super-heróis". Além de o personagem quebrar a quarta barreira ao interagir com o público em diversos momentos da narrativa. Já as piadas que o tagalera faz com o universo cinematográfico confuso de "X-Men", seja com os atores da franquia e o envolvimento dos personagens Colossus (Stefan Kapicic) e Negasonic (Brianna Hildebrand), como os verdadeiros "super-heróis" do filme. Além de que a dupla de vilões vividos por Gina Carano e Ed Skrein, roubarem algumas cenas e divertirem a beça.

"Deadpool" chegou aos cinemas, assim como "Batman - O Cavaleiro das Trevas" em 2008, fazendo muito barulho e promovendo uma verdadeira futura revolução no gênero de adaptações. Sem duvidas que Ryan Reynolds conseguiu alavancar sua carreira com esse mega sucesso que ta sendo o filme (134 milhões de doláres em três dias, nos Eua, em uma produção com censura 18 anos. Um verdadeiro recorde que dificilmente será batido tão cedo), além de mostrar seu verdadeiro carisma como ator que eu não via desde "Protegendo o Inimigo" com Denzel Washington (que foi lançado em 2011!). E não poderia deixar de terminar essa critica, me referindo a participação do grande Stan Lee... A MELHOR DE TODAS! RECOMENDO! Ahh e não saiam antes do final dos créditos, pois tem uma cena foda!

Obs: Pessoal, a crítica ta escrita de forma bem informal pelo simples motivo, de eu querer colocar uma forma bem no estilo do próprio personagem Deadpool. Desculpem qualquer inconveniente. 

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet


sábado, 6 de fevereiro de 2016

O REGRESSO


Leonardo DiCaprio é um cara que já fez de tudo no cinema por um Oscar. A sua primeira indicação foi em 1994, onde fez o papel do irmão autista de Johnny Depp, em "Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador". Depois de uma recomendação do grandioso Robert DeNiro, o famoso diretor Martin Scorsese começou a chama-lo para a maioria de seus filmes, então dai veio as indicações onde viveu o bilionário maluco Howard Hughes em "O Aviador" e o Playboy Jordan Belfort em "O Lobo de Wall Street" (além de parceria render o primeiro Oscar para Scorsese em "Os Infiltrados" e os ótimos "Gangues de Nova York" e "Ilha do Medo"), e no meio destas veio o mercenário Danny Archer de "Diamante de Sangue". Ele chegou a se aventurar em  algumas produções que tendiam a faze-lo ganhar um Oscar, ou pelo menos uma indicação, como seu "maravilhoso" papel protagonista em "J. Edgard" (que só ganhou o premio de "Melhor Filme pra se Perder a Insonia"), o Senhor de escravos porralouca em "Django Livre" (onde ele cortou a mão em uma cena, e continuou atuando normalmente), o ladrão de mentes em "A Origem" e seu mais clássico e conhecido papel do golpista em "Prenda-me Se For Capaz". Analisando todas estas produções, vemos que DiCaprio já trabalhou com outros picões de Hollwood como Steven Spielberg, Clint Eastwood, Quentin Tarantino, Christopher Nolan, Woody Allen e claro o maior pica de todos que é o James Cameron, em "Titanic". Mas nenhum deles sequer lhe ajudou a ganhar seu cobiçado prêmio. Alguns dizem que foi o fato de ele não ter prestigiado o Oscar de 1998, onde o mesmo faturou 11 Oscars (incluindo filme e direção), os mesmos da Academia pegaram uma birra com ele e não lhe deram a estatueta de ouro até então. 

22 anos de passaram e nada de Oscar ainda pro Sr. DiCaprio. Então ele se tocou que pra ganhar o prêmio ele teria que escolher um projeto audacioso, e foi em "O Regresso" que ele notou que poderia ser a chance de redenção com os "velhos da Academia". O responsável pela direção, produção e roteiro da película é ninguém menos que um dos queridos deles, que é o mexicano Alejandro González Iñárritu (que ano passado ganhou os Oscars de Filme, Direção e Roteiro Original, por "Birdman"). Meio obvio que eles ficariam bastantes atentos ao seu novo e audacioso projeto, e bota audacioso nisso. O cara acrescentou um novo estilo ao cinema com "Birdman", com filmagens usando um único take dentre as sequencias. Agora em "O Regresso", a narrativa é baseada no livro de Michael Punke, e inspirada em uma história real que se passa em meados de 1800, onde um grupo de caçadores pilegra por uma floresta em busca de caçar animais, para poder vender suas peles no mercado negro e realizarem trocas com os índios. Eles são liderados por Hugh Glass (DiCaprio), que é o único que conhece o caminho certo para a viagem. Só que no meio desta jornada, ele é atacado por um urso e fica gravemente ferido. Ao denotar a situação seu confidente de viagem, John Fitzgerald (Tom Hardy, de "Mad Max: Estrada da Fúria"), mata seu filho Hawk e enterra Hugh vivo. Ao conseguir sair dali, este decide sair em busca de vingança.



A história parece meio banal lida desta forma, mas pra fazer este filme o mexicano meteu o louco e decidiu levar todo mundo pra uma região com bastante neve no Canada. Só que ele resolveu utilizar as luzes do próprio dia para a produção, ou seja, diariamente havia somente uma hora de filmagem. Como na região dessas filmagens não fica sempre com neve, ao chegar o verão ele arrastou todo mundo pra Argentina pra finalizar esse projeto louco. Por causa desse trabalho todo foram seis meses árduos de filmagens, onde vemos claramente que Iñárritu arrancou a melhor atuação da carreira de Leonardo DiCaprio. Com uma maquiagem que o deixou bastante irreconhecível, ele transpôs em seu personagem as dores, as aflições, os medos, além de ele falar pouco o filme todo e quando fala as vezes é em linguajar indígena (e ainda sem sotaque!), vestir um casaco de pele de urso com quase 50kg, e comer carne bovina crua de verdade (lembrando que o ator é vegetariano), são só algumas coisas que ele fez pra deixar seu Glass o mais real possível. Mas o destaque mesmo vai pra impressionante cena onde ele é atacado pelo urso (que foi feito através de captura de movimentos), pois é uma puta cena bem realizada, onde até as sequelas em seu corpos foram bem realizadas pelos maquiadores. Devo dizer que em menos de cinco minutos de película, já consegui me convencer que sua atuação tava fodastica. Foi então que Iñárritu me lança uma sequencia extremamente realista de uma batalha entre índios e os caçadores, na beira de um rio da floresta, onde não consegui tirar os olhos da porra da tela! Logo ele vai e ao termino da mesma, me apresenta um dos melhores vilões da história do cinema que é vivido por Tom Hardy. O cara se demonstrou um frio sociopata, que não tem piedade alguma nos atos que comete. Seu "parceiro de crimes" vivido pelo Will Pouter (o vilãozinho de "Maze Runner"), também convence no papel do "garoto laranja" da trama.



"O Regresso" é uma verdadeira obra prima (que já entrou pra história do cinema), onde o mestre Alejandro González Iñárritu mostra que o cinema atual ainda tem chances de contar ótimas histórias e que possui condições pra isso. Só que o principal fator que este filme continuara fazendo sucesso e ainda vai ficar marcado na história do cinema é apenas um: Foi o filme que deu finalmente o Oscar pro Leonardo DiCaprio. RECOMENDO!

Indicações ao Oscar: Filme, Direção, Ator - Leonardo DiCaprio,  Ator Coadjuvante - Tom Hardy, Maquiagem e Cabelo, Efeitos Visuais, Edição, Fotografia, Figurino, Edição de Som, Mixagem de Som e Design de Produção.
Ganha: Filme, Direção, Ator - Leonardo DiCaprio, Edição de Som, Mixagem de Som, Design de Produção.

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet


sábado, 30 de janeiro de 2016

CAROL


Gostaria de deixar claro logo de cara que "Carol", foi uma das mais injustiçadas produções indicadas este ano ao Oscar. Primeiramente ao fato de não estar presente na categoria de Filme, e ao fato da indicação a Rooney Mara como atriz coadjuvante, foi uma das mais estranhas escolhas da Academia. Ela apareceu muito mais tempo do que Cate Blanchett em tela, além de sua personagem ser a verdadeira protagonista da história, pois é tudo visto mais pelo ponto de vista dela. Mas ambas atrizes mereceram as indicações, assim como o resto da equipe nas categorias de Roteiro Adaptado, Fotografia, Figurino e Trilha Sonora Original.

O filme foi exibido em maio do ano passado, no Festival de Cannes e gerou uma breve polemica na época devido ao seu tema abordar um relacionamento homossexual  entre duas mulheres, em plena Nova York na década de 50. Nós conhecemos a história delas em plena época de natal (podemos falar que essa película é "drama natalino" também) através da tímida garota Therese (Mara), que trabalha como vendedora em uma loja de brinquedos e não é feliz em seu namoro com Richard (Jake Lacy). Até o dia em que aparece na loja Carol (Blanchett), uma mulher mais velha do que ela e estava a procura de uma boneca para sua filha pequena. É notável no primeiro olhar entre as duas que a paixão acaba de rolar ali, e "propositalmente" esta deixa seu par de luvas no balcão, o que faz Therese ir atrás dela para devolve-las. Logo somos apresentados a vida pessoal de Carol, onde ela enfrenta um conturbado divorcio com Harge (Kyle Chandler, de "O Lobo de Wall Street"), que desconfia e muito da homossexualidade da esposa através de sua relação constante de sua melhor amiga Abby (Sarah Paulson, de "12 Anos de Escravidão"). Aos poucos ambas as mulheres terão de ser discretas em desenvolver esse amor proibido, pois naquela época não era "normal" acontecer isso.


Todd Haynes ("Não Estou Lá") aborda a história de ambas como se fosse uma verdadeira produção rodada naquela época. Tudo ali está bem reconstruído e ele não exagerou em cenas fortes na película. Sua principal preocupação foi na verdade em captar a evolução de Therese, onde começa o filme como uma tímida garota até era virar uma mulher ao se envolver sexualmente com Carol. A sequencia ocorre de forma breve (não dura mais de dois minutos, e não chega aos pés das sequencias que rolam em "Azul é a Cor Mais Quente") e no decorrer da narrativa tá de bom tamanho. Mara já tem cara de "menina" e aqui ela realmente convence no papel, e o mesmo podemos dizer de Blanchett que apresenta uma ótima química com ela. Tudo ocorre entre as duas de forma lenta, pelo qual somos apresentados aos poucos as personalidades de ambas e vemos que diversas coisas em cena fazem ambas ficarem em sintonia, seja um cigarro ou uma fotografia. Enquanto Therese é completamente indecisa do que realmente deseja, Carol já é um pouco mais decidida de suas atitudes e fará o possível para conseguir alcança-las. Também temos bons momentos com os "ex companheiros" de ambas, onde o destaque vai para Chandler que sempre apareceu apagado em diversas produções famosas como "Argo" e "Super 8".

"Carol" não chega a ser uma produção com temática homossexual forte como "O Segredo de Brokeback Mountain" e "Azul a Cor Mais Quente", mas sim uma trama boa e mais "leve" sobre o tema. Se o livro de Patricia Highsmith era muito mais forte do que mostrado na película, já não sei, pois não cheguei a ler o livro. Pra quem ta fazendo a maratona do Oscar e é fã da Cate Blanchett, o filme é certamente indispensável na lista.

Nota: 8,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

CREED NASCIDO PARA LUTAR


Sylvester Stallone é conhecido por seus filmes de ação e de sempre ser o cara másculo dos filmes, em que só da porrada, tiro e não pega nenhuma mulher em nenhum deles. Mas há exatos 40 anos seu primeiro filme "Rocky Um Lutador", foi a única produção que até hoje tinha lhe rendido duas indicações ao Oscar: Ator e Roteiro Original (além de outras oito para este filme). Só que ele não levou, e em compensação a produção ficou apenas com a categoria de filme, direção e edição. Anos se passaram, e a película conseguiu virar um dos mais "copiados" clássicos do cinema de boxe, aos quais todo ano quase lançam uns três, quatro nesse estilo. Hoje Stallone volta aos holofotes do Oscar (depois de milhares de anos marcando presença no Framboesa de Ouro (que premia os piores do cinema)) justamente com o personagem Rocky Balboa e mostrará que deveria ter merecido aquele premio de atuação na época. Até o momento ele levou basicamente todos os prêmios de melhor atuação pelo qual foi indicado (sendo ovacionado de pé em todas as vezes), e dificilmente ele não levará sua estatueta de Ouro este ano.


Todos os outros filmes, o próprio Stallone foi o responsável pelo roteiro de todos os seis e da direção do segundo, terceiro, quarto e sexto. Sendo este último lançado em 2006 e o próprio ator encerrou a franquia com chave de ouro. Oito anos depois, o roteirista e diretor Ryan Coogler ("Ruitvale Station: A Última Parada") chegou pro Stallone com uma ideia de renascer a franquia e realizar um novo final pra mesma. Batizada de "Creed: Nascido Para Lutar", a história é na verdade um Spin-off da franquia, onde o protagonista é o filho ilegitimo do lutador Apollo Creed (que morreu em "Rocky IV"), Adonis (Michael B. Jordan, da bomba "Quarteto Fantástico"), que não quer carregar o legado do Pai em sua carreira como boxeador e opta apenas pra que o antigo amigo dele, Rocky Balboa o treine. Só que durante o processo, o famoso pugilista acaba descobrindo que está sofrendo de câncer. Então é quando vemos duas batalhas motivadoras no filme: a de uma pessoa que luta pelos seu sonho e outra pela vida.


Sem duvidas, que nesta atuação Stallone conseguirá o Oscar. Com o auxilio de uma imensa maquiagem, vemos aqui a desconstrução de Balboa devido ao avanço lento de sua doença. Ele literalmente entrou de cabeça no papel e sua fala, jeito de andar e olhares estão ficarão completamente debilitados aqui. Além de suas famosas "frases filosóficas", que são marcas da franquia. Sua química com Jordan é um dos pontos altos do filme, onde este é mais um dos injustiçados do Oscar e ele realmente transpôs seus dramas familiares, como os fatos de batalhar por seus sonhos, ser adotado pela legitima esposa de seu Pai, das constantes prisões, seu namoro com Bianca (Tessa Thompson) e o esforço em seus constantes treinos com Rocky.

Ótimo trabalho também de Coogler, que é o principal responsável por todo o projeto desde o inicio. Seu roteiro é afiado e nos deixa conhecer bem Adonis até Rocky finalmente aparecer em tela. Ele acabou construindo sua película de uma forma onde em momento algum tende a ser um reboot do original, mas sim um verdadeiro filme de mestre e mentor. E soube quando encaixar as referencias aos outros filmes da série (as quais não vou citar aqui, pra não dar spoilers). Sem duvidas agora com seu primeiro Oscar na mão, Stallone conseguiu emplacar e acertar mais uma vez com sua franquia mais pioneira (que terá mais um capitulo ano que vem), antes mesmo de "Rambo" e "Os Mercenários". Sem duvidas depois de "Star Wars: O Despertar da Força", este foi o filme das férias de verão de 2016! RECOMENDO!

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

OPERAÇÕES ESPECIAIS


Que ambos "Tropa de Elite" foram enorme sucesso no cinema nacional, disso não podemos discordar (mas infelizmente ta perdendo forças para "Os Dez Mandamentos"). Pegando carona nesse estilo, e nas constantes questões do feminismo que ta rolando em todos os vínculos, lançaram esse "Operações Especiais". A trama conta a história da atendente de um Hotel, Francis (Cléo Pires), que após presenciar um assalto no local, acaba se deparando mais tarde com um anuncio a respeito de um concurso para a Policia Civil. Ao ser aprovada, ela denota que nada é aquilo que ela pensou e diariamente enfrenta diversos preconceitos por ser a única mulher do batalhão, além claro das "tipicas" milicias e a violência das favelas do Rio de Janeiro. A trama é basicamente isso, e nada mais.

A principio, ela poderia ter funcionado se o carisma de Cléo funcionasse perante as situações datadas na película. Ela não consegue transparecer expressão em momento algum, seja na sequencia inicial ou até mesmo quando ela acaba descobrindo alguma coisa que muda os rumos da história. Outro erro que tiveram, foi escalar o comediante da "Portas dos Fundos", Antonio Tabet (cujo um dos videos mais famosos no canal é "Sobre a Mesa", cujo link está abaixo) como vilão. Francamente, eu olho pra cara dele nesse filme começo a lembrar das palhaçadas que ele faz, e começo a dar risada (em um papel que era pra ser sério). Mas existem alguns breves atores como Marcos Caruso (o eterno Leléco de "Avenida Brasil"), que vive o delegado da unidade de Francis, e de Thiago Martins, que vive um dos policiais que trabalham com esta e até o último segundo desconfiamos de qual lado ele realmente está.


Já em outros quesitos, vemos que a produção se baseou bastante em várias técnicas de filmagem, na qual o cinema nacional ainda não havia apresentado ainda (seja a câmera tremendo em momentos de tensão, ou até mesmo o estilo "dark" em algumas breves sequencias). Além do simples fato de que a trama em certo momento queria virar um verdadeiro "True Detective", onde Pires até tenta se inspirar no estilo de Ranchel McAdams na série e principalmente de "Tropa de Elite". Mas obviamente que ela não consegue e os fãs da série no Brasil, obviamente não só notarão, como também zoarão com esse fato. É por isso que se deve ao máximo evitar esse filme que vem sido apresentado como "uma produção Netflix no Brasil", pois com certeza existem produções muito melhores no catalogo desta.

NOTA: 2,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet


Vídeo "Sobre a Mesa", mencionado na crítica:

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O QUARTO DE JACK


Brie Larson é um nome completamente desconhecido pela maioria do publico em geral. Mas em 28 de fevereiro ela ficará mundialmente conhecida por um grande motivo: levará o Oscar de melhor atriz, em sua primeira indicação, por "O Quarto de Jack". Em temos de enorme crise criativa no cinema, o filme acabou sendo uma enorme surpresa, mesmo se tratando da adaptação do best-seller de Emma Donoghue (Que também assina o roteiro). A trama se inicia com uma jovem (Larson), que fica mantida em cativeiro com seu filho de cinco anos, Jack (Jacob Tremblay, de "Os Smurfs 2"), por um homem batizado apenas de "velho Jack" (Sean Bridgers). Só que toda essa situação é vista pelos olhos inocentes da criança, onde acabamos vivenciando tudo da forma que ela sente. Trancada lá, desde que nasceu, ela nunca viu o mundo fora dali e sua mãe simplesmente tenta passar pra ele que na verdade o mundo foi vitima de uma extinção e só existe aquele quarto e eles e o "velho Jack" foram sobreviventes. Ali dentro sua rotina é ver televisão, fazer brincadeiras e ler livros com sua mãe, e observar o vidro que mostra um pouco da parte externa dali. Só que depois de esta bolar um plano para eles saírem daquele quarto, Jack começa a enfrentar os verdadeiros problemas que são viver no mundo real. É basicamente uma história de amor materno, pelo quais as mães de plantão, ficarão com o coração apertado o tempo todo.



O diretor Lenny Abrahamson literalmente nos brinda com um filme bastante impressionante, no qual literalmente nos sentimos no lugar daquela criança e ficamos cada vez mais tensos de vivenciar tudo aquilo com ele. Com toda certeza, não existiria escolha melhor do que o jovem Tremblay para interpretar o garoto. Sua expressão diante de toda aquela situação, nos mostra o quanto inocente ele é. Até mesmo quando surge uma folha morta ou um ratinho ali dentro. Tudo aquilo ali parece grandioso aos olhares da criança, na narração de Abrahamson.

Já Larson, que antes esteve em papeis mais pequenos (sendo a maioria composta por comédias como "Anjos da Lei"), aqui tem uma atuação que certamente humilha as outras candidatas ao Oscar, pois ela consegue transpor os sentimentos de uma mãe na qual quer proteger seu filho a todo custo, juntamente com os sentimentos de uma mulher que ficou mais de sete anos trancada em um cativeiro. Mas digamos que a atuação dela ficou mais difícil, a partir do momento em que ela denota que terá de apresentar o mundo para seu filho de cinco anos. Claro, não devo deixar de mencionar o excelente trabalho da equipe de maquiagem, pelo qual deixaram a Larson e Tremblay completamente debilitados e irreconhecíveis nos momentos em que estão no quarto. Além do fato, de que nesses momentos o que mais predomina é a tensão em todo o momento, e cada vez mais não conseguimos tirar os olhos da tela ou pensar em outra coisa a não ser no que estamos vendo! Mas outros dois atores que aparecem pouco e vivem os pais dela, são William H. Macy ("O Poder e a Lei") e Joan Allen ("O Ultimato Bourne"), onde ainda conseguem ter dois ótimos momentos com Larson e que ajudaram ainda mais essa garota mitar nesse filme.

A produção foi exibida pela primeira vez no festival de Toronto de 2015 e acabou causando extrema comoção e ganhou destaque entre os filmes da mostra. Além de Larson ter levado a maioria dos prêmios principais, a produção provavelmente só conseguirá levar esse premio mesmo na noite do Oscar. Apesar de ter sido indicado ainda nas categorias de Filme, Direção e Roteiro Adaptado. RECOMENDO!

Nota: 10,0/10,0
Imagens: Reprodução da Internet


domingo, 24 de janeiro de 2016

JOY: O NOME DO SUCESSO


David O. Russell se tornou um dos nomes mais populares no Oscar. Ele conseguiu um feito difícil, de suas produções "O Lado Bom da Vida" e "Trapaça", receberem indicações em todas as categorias de atuação em dois anos seguidos, além das de filme e direção. Só que quando foi anunciado seu novo e audacioso projeto, "Joy: O Nome do Sucesso", todo mundo que é especialista em cinema apostou que mais uma vez o diretor iria conseguir indicações nas principais categorias. Para surpresa de todos, ele só conseguiu apenas na categoria de Melhor Atriz, e justamente para Jennifer Lawrence (que ta praticamente se tornando a nova Meryl Streep).


Aqui ela vive a jovem Joy, que é mãe de dois filhos pequenos e literalmente sustenta toda sua família. Temos uma mãe depressiva (Virginia Madsen, de "Número 23"), que não larga a vida de ficar na cama vendo novelas o dia todo. Um Pai que é briguento e teimoso (Robert DeNiro). A nova namorada deste (Isabella Rossellini, de"O Homem Duplicado"), que é extremamente rica. O ex-marido (Édgar Ramírez, de "O Últimato Bourne"), que mesmo estando divorciado dela há dois anos, mora no porão de sua casa, enquanto não decola na carreira como cantor (sendo que ele constantemente treina no porão, usando a música em versão espanhola de Águas de Março, de Tom Jobim). Uma melhor amiga (Dascha Polanco) que a ajuda no que pode. E Uma avó (Diane Ladd, de "Chinatown") que literalmente é a única pessoa da família que realmente se preocupa com ela, e trás animo pra sua vida e é narradora do filme. Esse é a fórmula das produções de Russel que foi trazida a tona em 2010, com "O Vencedor". A família excêntrica, que envolta o protagonista em sua constante busca do "Sonho Americano" (que trata-se de que a vida possui uma variedade de ideais que liberdade inclui a oportunidade para o sucesso e prosperidade, maior mobilidades social para as famílias e crianças, alcançada através de trabalho duro em uma sociedade sem barreiras). Enquanto o personagem daquele focava em se tornar um lutador de Boxe, e vemos que desde sempre ele cresceu lutando pra conseguir esse sonho, aqui Joy sempre foi uma pessoa que inventava diversas coisas úteis desde pequena. Mas depois dela se cansar em perder a chance de patentear elas diversas vezes, ela tem uma nova criação que é a de um esfregão que se seca sem termos contatos com o pano. Então a película é basicamente isso. 


A primeira impressão que causa ao assistir esse filme: ta eu paguei pra ver um filme em que aborda a história da mulher que inventou um esfregão que eu tenho na minha casa! Meu que merda! Só que a narrativa de Russell enfatiza mais a reação de sua protagonista diante os problemas que são lhe impostos, do que idolatrar a própria invenção em si. Tanto que a atuação de Lawrence aqui consegue ser a segunda melhor de sua carreira (depois de "O Lado Bom da Vida"), e devo dizer que ela mereceu o Globo de Ouro e a indicação ao Oscar MESMO! Ela consegue dominar bem as fases e momentos de sua personagem, além de falar espanhol sem problemas de sotaque (o que a maioria dos atores claramente demonstram ter). Só que quem chega a roubar a maioria das cenas em que aparece é Robert DeNiro. O ator faz um estereotipo de Pai metido a galã, briguento e que mesmo assim possui um pouco de compaixão dentro dele. Já Bradley Cooper, que vive o diretor do canal de vendas onde Joy oferece seu produto (onde chega a ser um dos pontos altos do filme, pois Russell se preocupa em mostrar detalhadamente como isso funciona) trabalhou com ambos em "O Lado Bom da Vida" e "Trapaça", aparece bem pouco mas tem bons momentos com Lawrence, que é ajudado pela amizade de ambos atores fora das telas.

"Joy: O Nome do Sucesso", é mais um filme que futuramente ficará a merce das "Sessões da Tarde" da vida. Mas que mesmo assim não deixa de ser uma ótima pedida sem compromisso nas férias, mesmo tento uma premissa extremamente "idiota". Se Lawrence levará seu segundo Oscar por essa película. A resposta é bem clara: NÃO. Esse ano se duvidas a favorita já é Brie Larson, por "O Quarto de Jack".

Nota: 7,5/10,0
Imagens: Reprodução da Internet